segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - ESTÁTUAS VIVAS...

na Baixa de Coimbra no passado sábado dia 5-08-2017.
Fotos cedidas por Maria da Graça Lage




                                      com Manuel Lage

                     com Maria da Graça Lage

















UM RECANTO ...

Para quem gosta de férias fora de portas, um bonito recanto da Ilha Menorca ...
Quito Pereira

FIM DE TARDE PELA QUINTA DAS LÁGRIMAS COIMBRA

    Panorâmica sobre a cidade
    Alameda de entrada para a Colina de Camões
   Fonte das lágrimas I
          Fonte das lágrimas II

    Fonte dos amores

domingo, 6 de agosto de 2017

ANIVERSÁRIO

RUI FERNANDO PIÇARRA DA COSTA

06-08-1944

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!







sábado, 5 de agosto de 2017

ENCONTRO DE GERAÇÕES E AAC/OAF- CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE SÓCIOS-CHEGOU A HORA!




ANIVERSÁRIO

ANTÓNIO AUGUSTO RODRIGUES RAMOS

                TONINHO RAMOS

05-08-1944

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!


PARABÉNS!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vi isto em Coimbra e achei interessante

Aonde fica?

Foi neste edifício que que exerceu as suas actividades por mais de meio século e que fica muito perto do local aonde homenagearam Miguel Torga na na primeira foto.
Placa comemorativa.
Fachada do edifício.
Vista de Santa Clara tirada da Portagem, aonde se vê a homenagem prestada a Miguel Torga.
Fotos: Lucinda

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O REENCONTRO ...






 Quantas memórias ...

Entrei na pastelaria da Ermelinda e encostei-me à montra dos bolos. Bolos apelativos de sabores diversos, ou não fosse aquele dia o início da Feira de “Arte e Doce”, a que concorrem muitos profissionais do ramo da doçaria da região. Percorri o pequeno estabelecimento com os olhos e, numa mesa encostada a um canto, vi um homem. 

Impressionou-me o seu ar cansado, o cabelo grisalho um pouco em desalinho e a camisola negra que lhe dava um ar ainda mais carregado. Aquela cara não me era estranha, até que a Ermelinda me avivou a memória - era o Trajano. Sim, o Trajano, nome invulgar e também nome de imperador romano.

Estava desgastado. Um semblante muito diferente de épocas recuadas, quando a cidade vivia ainda apertada entre muralhas. Foi através da sua irmã, que travámos conhecimento. Não demorou a reconhecer-me, depois de uns segundos em que me fixou nos olhos e o seu pensamento voou sobre o passado. Num ápice, tínhamos duas cervejas em cima da mesa.

Falou das vicissitudes da vida, de Lisboa para onde partiu, da casa dos pais que era mesmo em frente à pastelaria e que continua bem conservada e pintada de branco. Falou dos filhos e dos netos . Também falou de saudade.

Disse-me que não estava ali por acaso. Tinha combinado encontrar-se naquele local com dois amigos da sua infância lacobrigense, que já não via há mais de meio século.

Minutos depois, apareceu o primeiro. Vinha alegre e entusiasmado com o reencontro. Já tinha dobrado a idade de sessenta e cinco anos que não aparentava, ao invés do Trajano. Depois apareceu o outro. Era um homem forte, de andar pesado suportado por uma bengala em madeira, uma cara nutrida e rosada, de onde sobressaiam uns óculos de armações grossas.

A conversa animou. Era previsível. E eu, cedo percebi ser uma carta fora do baralho naquele cadinho de sentimentos e emoções em ebulição. Mas a marcha das recordações em catadupa, mostrava à evidência uma infância pobre, cheia de dificuldades e limitações. Não falaram em bolas de trapos, nem no jogo do pião. 

Porém, naquele empolgante dialogar, a conversa invariavelmente desaguava no mar. O mar que foi o seu berço. A sua realidade de infância e juventude. A sua referência. Para dois deles, o ganha- pão dos pais, que no fim de cada tarde dobravam a barra de Lagos na traineira e pernoitavam no balanço do mar.

Despedi-me e parti. Afinal que interessava partilhar com eles a minha infância de triciclos, de papagaios de papel de cauda ao vento no “Cavalo Selvagem”, de jogos de bola e das correrias angustiantes à frente da polícia?. Nada, direi eu …

Enquanto no braseiro do parque de estacionamento, eu batia com a porta do carro para me pôr em marcha, meditei naquele momento de um jorrar de memórias doces daquele trio algarvio e uma pergunta acudiu ao meu pensamento. Com triciclos e papagaios de papel, teria tido eu uma infância mais feliz?

Respondi, convicto, à minha própria inquietação: não.
Quito Pereira
   


ANIVERSÁRIO

ROSA REIS PINTO

2-08-1946

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!














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terça-feira, 1 de agosto de 2017

ENCONTRO COM A ARTE- POESIA



Telefonema à moda do Tóssan

     num dia deste mês de Agosto de 1991,
desapareceu do mundo dos vivos o Tóssan  


O telefone toca toca
é a Chica-Pardoca
a ligar para a cunhada
são três horas a falar
são três contos da chamada.
Há uma linha cruzada
e uma dama desmaiada:
Foi uma triste notícia!...
o filho foi pra polícia
a nora fez um desmancho
cai-lhe o toutiço     
e o gancho
mais um dente postiço
a ficar no auscultador:
- Raios me partam este enguiço!
E as horas fazem-lhe frio
e o frio faz-lhe calor.
O Zequinha foi prà tropa
e deixou a namorada
por lhe fazer muito peso
ter mulher e ter espingarda.
O Luis vem do Brasil
mas como tem muitos filhos
vai criar parque infantil.
Quem tem filhos tem cadilhos
mas como também traz o cão
vai fundar cá um canil
O CANIL CÁ DA NAÇÃO.
- Interurbanas!
E cortaram-lhe a chamada.
- Raios os partam! Raios os partam!
Mais outra linha cruzada.