sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Caminhos
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Chico Torreira,
Montreal (notícias)
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
CONSEQUÊNCIAS DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS - 15/16 de OUTUBRO
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017
REVISTA DE IMPRENSA- CENTRO NORTON DE MATOS NO DIÁRIO DE COIMBRA
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Revista de Imprensa
terça-feira, 17 de outubro de 2017
UM SOPRO DE NOSTALGIA ...
Apenas os muros brancos do Campo Santo, emergem do cinzento
da paisagem. Dali, do cimo do morro, apenas se divisa o casario da aldeia.
Velhos telhados estrangulados por ancestrais olivais, parecem flutuar ao acaso
num ordenamento desordenado. O silêncio é quem mais ordena e, casualmente,
apenas o latir distante de um cão, estremece o pasmo do povoado semeado monte
acima em aglomerados de quintais, árvores de fruto e chaminés que se erguem ao
céu como sentinelas ao vento.
Desço a rua estreita e asfaltada e ali, naquela curva
apertada, vejo um homem. Vem em passo lento e cadenciado. Apesar deste dia de fevereiro
já parecer um passaporte para a primavera, traz uma samarra pelos ombros. Na
mão, como se fosse a extensão do seu corpo franzino, um bordão. Mais do que um
amparo, aquele pau que maneja com destreza acompanhando-lhe os passos, é a sua
companhia. Também o pequeno cão irrequieto, que vai cheirando as estevas e as
barrocas, na procura de alguma novidade que o faro lhe pressente. Depois, numa
pequena poça, vai bebendo sofregamente água. Com a sua língua comprida, vai
armazenando em movimentos sincronizados e rápidos, o líquido barrento que a
pequena charca lhe oferece.
O caminhante cruza-se comigo e fixo-lhe o rosto franzino. É o
António Vaz. Ele, depois de uns segundos de mutismo, reconhece-me e igualmente
quem me acompanha. Então falou. Falou dos seus noventa e três anos de idade. Falou
dos seus “chãos”, que ainda vai tratando como pode. E, apesar de viver sozinho,
porque há muito que a sua dedicada irmã partiu, não falou de saudade nem da
solidão que lhe vi nos seus olhos pequenos e conformados. Depois, despediu-se de nós. Especado no meio da estrada,
fui-lhe acompanhando a ausência, até que desapareceu na curva de uma fazenda.
Não sei se o voltarei a ver, porque curto já é o caminho.Sei, apenas sei e recordo, dos dias em que o António Vaz
preparava a malga onde os parceiros à volta da mesa tosca, comiam as batatas
com atum na taberna do velho Real. Sei, apenas sei e recordo, da salada alface
e tomate, regada generosamente com o azeite fino do Juncal do Campo, um regalo
para a vista e para o paladar. Sei, apenas sei e recordo, do garfo que era o único talher que ia passando de mão em mão,
naquela fraternidade partilhada. Sei, apenas sei e recordo, dos pequenos copos
de vidro, já baços de tanto uso, que corriam pela mesa, prenhes do vinho tinto
que escorria a compasso pela torneira da velha pipa de madeira. Sei, apenas sei
e recordo, que quando o Vaz se despediu, olhei a pacatez da aldeia que parecia
ter-se escoado por um ralo, morta de solidão.
Agora que navego por outras realidades, outros mundos de
janelas abertas de par em par mais perto do mar Atlântico, estranhamente e com
surpresa, senti nos meus olhos cansados, um leve sopro de nostalgia.
Quito Pereira
ANIVERSÁRIO
MARIA FERNANDA CANELASNANDA CANELAS
17-10-1946
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
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Aniversarios
domingo, 15 de outubro de 2017
Bailarina
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ENCONTRO COM A ARTE - POESIA
LUA

Engorda Lua
Que fico à espera de te ver bem cheia
No escuro ateio a luz que te incendeia
Lânguida e nua
Enfuna vela
Com ganas caço o cabo que te prende
Seguro bem o estai que te suspende
Tensa e tão bela
Vai passarola
Impõe o teu vigor á gravidade
Esvoaça de cor, de graça e de vontade
Mágica bola
Centila estrela
Rasgas no céu, candente, o meu desejo
Pegas-me o fogo ardente do teu beijo
Marca singela
Enrola onda
Espalha o teu manto branco pela praia
No vai e vem da espuma que se espraia
Quente e profunda
E tu mulher
Que é tão frágil o teu brilho intenso
Se em ti se expande o universo imenso
Como vai ser?
Fernando Seabra Santos
versos cantados por Martinho da Vila

Engorda Lua
Que fico à espera de te ver bem cheia
No escuro ateio a luz que te incendeia
Lânguida e nua
Enfuna vela
Com ganas caço o cabo que te prende
Seguro bem o estai que te suspende
Tensa e tão bela
Vai passarola
Impõe o teu vigor á gravidade
Esvoaça de cor, de graça e de vontade
Mágica bola
Centila estrela
Rasgas no céu, candente, o meu desejo
Pegas-me o fogo ardente do teu beijo
Marca singela
Enrola onda
Espalha o teu manto branco pela praia
No vai e vem da espuma que se espraia
Quente e profunda
E tu mulher
Que é tão frágil o teu brilho intenso
Se em ti se expande o universo imenso
Como vai ser?
Fernando Seabra Santos
versos cantados por Martinho da Vila
sábado, 14 de outubro de 2017
ANIVERSÁRIO
EURICO AFONSO OLIVEIRA DE DEUS PEREIRAQUITO
14-10-1949
Nesta data especial....
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA
Praça Paço do Conde - Restaurante Paço do Conde. Almoço de domingo sem a presença do Castelão...
Em dia de sol encoberto pelo fumo dos fogosFOTO DE DAISY MOREIRINHAS
Praça Velha em dia de fogos à volta de Coimbra...
FOTO DE DAISY MOREIRINHAS
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Encontro com a arte -Fotografia
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
LAU E SEUS AMIGOS EM PARTY RESTAURANT....
....Restaurante OXALÁ - RIA de AVEIRO - OVAR
foto Nanda Canelas
Especial: Foto da Daisy Moreirinhas
Foto Carlos Freire
foto Nanda Canelas
Especial: Foto da Daisy Moreirinhas
Foto Carlos Freire
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