quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

E DE FUGIR....CHAMEM A POLÍCIA...OS JAVALIS EM CASA DO BOBBYZÉ!!

DOIS JAVALIS NO QUINTAL DO BOBBYZE!!!

14h30 dessa húmida tarde de sábado passado. Descansadinho no meu sofá eléctrico, preparava-me para uma sesta repousante, ouvindo o ultimo trabalho do cantor dos LED ZEPPELIN. (agora em versão de Homem mais reflectido e calmo)
Vi então através da porta-janela que dá para o jardim, dois enormes animais, sem contudo poder distinguir se se tratava do cão da vizinha e algum amigo convidado.
De repente, o meu telemóvel toca e um dos vizinhos da parte da rua, informa-me " Acabam de entrar no teu Jardim, dois enormes Javalis. Não saias para o Jardim. Podes lerpar"!!!
Fui à janela do 1° andar, espreitei e eles, ali estavam, impacientes, de focinho no chão, como se procurassem algum rasto licoroso.
Seguiu-se uma série de 5 chamadas telefónicas sem sucesso. A Câmara estava fechada. A Policia Municipal também, pois tem os gabinetes dentro das instalações da Câmara. Liguei então para a Policia Municipal de Colmar e não obtive nenhuma resposta! Vim à janela dizer ao vizinho que a Policia devia estar num banquete de Natal em qualquer sitio, pois ninguém atendia. Rimos. Finalmente, numa outra secção da Policia de Colmar, fui atendido por uma Agente que me dizia não poder fazer nada e me pedia para eu contactar as Brigadas Verdes!!!Disse-lhe que tentei mas ninguém me atendia. Então, sugeri-lhe que aquele anuncio gravado no inicio da nossa conversa e que me informava da possibilidade de gravação da conversa , poderia ser utilizada no caso de haver feridos ou mortos, para provar a irresponsabilidade e inércia das autoridades!!! Ai, o caso mudou de figura! Deu-me outro numero e pediu para eu ligar. Atenderam-me dois Policias Motards que me disseram que isso não era nada com eles! Um deles perguntou " O que é"? O outro respondeu ironicamente "O Senhor Oliveira diz que tem 2 Javalis no quintal"!! Ouvi rir!!!
Entretanto, a Policia de Colmar contacta-me e diz-me que vai enviar uma patrulha! Dez minutos depois, aparecem 2 agentes bastante jovens. Uma louraça e um jovem policia.
           

                                                                                                                           Depois das perguntas e informações necessárias, a Loirinha , para meu espanto,avançou sozinha para o meu Jardim. Cheguei até  a pensar que ela iria  fazer uma pega ao Javali, coisa que os Forcados de Vila Franca de Xira nunca ousariam. Eu e o vizinho começámos então a afirmar bem alto, que se tratava dum acto arriscado e inconsciente. Se os Javalis saltassem dali e fossem contra ela, morreria logo. Contra a força dum Javali, não há Loura que escapasse!!! Então, voltando à razão, recuou e saiu para a rua! Fui então com ela, à porta do quintal do vizinho e, de repente eles ali estavam deitadinhos!Os animais também têm direito à sesta! E a Loura, num acto patético, puxou então duma lanterna de raios laser e apontou para os animais!! Assustaram-se imediatamente e fugiram novamente para o meu quintal. Dali foram para o quintal da vizinha em frente, tentando entrar na casa, batendo na porta-janela. Deixaram rastos de sangue nos vidros!Andaram assim de quintal parta quintal durante 2 horas!!!
De repente, chegou o Presidente da Câmara e os Bombeiros. Quando lhes mostrei uma foto com os Javalis, o Presidente corou! A responsabilidade era enorme!! Um dos Bombeiros colocou-se à porta da minha casa com um daqueles laços utilizados para se caçarem cães vadios!!! Nunca tinha visto tanto Amadorismo numa situação destas! Ninguém, nas autoridades municipais, tinha um numero de telefone duma Associação de Caçadores!!!!Os únicos que poderiam resolver a situaçao!
Três horas depois, um dos Javalis atravessou a estrada a 100 mts da minha casa em direcção à Floresta! Donde tinha escapado!! Quanto ao segundo Javali, ninguém o viu passar e penso que o Presidente da Câmara não dormiu lá muito bem descansado nessa noite!!!
Mas, em forma de epilogo, ele ainda me disse "Senhor Oliveira, isto é a primeira vez que acontece aqui!! E como é que os Javalis depois de terem atravessado uma dezena de casas foram logo optar pela sua? Muito estranho" Respondi-lhe " Senhor Presidente! Estou há meses à espera duma remessa de LICOR BEIRÃO e não há meio de chegarem!!!Pensaram talvez que o famoso elixir tivesse chegado"!!! Seguiu-se uma conversa para explicar ao Presidente da Câmara, as caracteristicas do famoso LICOR. Mas o pior, é que nem um cálice lhe pude oferecer!!!!


Oh! Num restaurante sou um petisco!

BobbyZé


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

ARTE ...

Arte em fachada de clube noturno na Ericeira ...

HISTÓRIA DE PORTUGAL - REINO DOS ALGARVES

AFINAL EXISTE O REINO DO ALGARVE!!!


Até 1910, o chefe de Estado em Portugal ostentava o título de Rei de Portugal e dos Algarves, D'Áquem e D'Álem Mar em África, etc. Nesse mesmo ano, após o golpe de Estado republicano, foi abolido o Reino de Portugal, mas curiosamente, por lapso, não aboliram o Reino do Algarve, pelo que, presumivelmente, ainda estaria na ordem constitucional actual. Sendo o Algarve uma província assumidamente portuguesa pelo menos desde o reinado de D. Afonso III, porque motivo nunca foi incluído formalmente no Reino de Portugal?

                                          FARO

 O Al-Gharb dos muçulmanos não era só o Algarve com as fronteiras de hoje. O Al-Gharb de Al-Andalus ia desde Coimbra (Kulūmriyya) até às fronteiras do Algarve dos dias de hoje. Já naquela altura o Algarve era um reino, aliás Silves (Xelb) era a capital desse reino e o Algarve islâmico da época atingiu um elevado esplendor cultural e económico que já vinha a crescer desde a época romana. A grande conquista cristã que a história de Portugal nos conta quebra com a realidade do que era o Algarve da altura, e com o que realmente aconteceu. Durante mais de cinco séculos (c. 711-1249), sobre o domínio dos povos islâmicos, árabes e beberes, também o cristianismo existia entre a população do Algarve. Durante séculos viveram moçárabes e cristãos sob governos muçulmanos
                                       FERRAGUDO
 D. Afonso I (primeiro rei de Portugal), nunca chegou a pisar as terras do Algarve de hoje, foi seu filho, D. Sancho I que em 1189 conquistou Silves e proclamou-se como Rei de Silves e do Algarve, no entanto perde Silves para os árabes em 1191, perdendo também o título. Conseguimos perceber que existia interesse por parte dos reis na conquista (reconquista), pela simples razão de aumentar o seu reino, mas a ordem da conquista era dada pelos Papas, e os portugueses matavam em nome de Deus. Foram preciso cinco Reis portugueses e a ajuda dos Cruzados para, por mais de um século de guerras conquistarem o Al-Gharb aos muçulmanos, desde 1139 até 1249 (Cento e dez (110) anos). Mesmo, desde 1189 da conquista da grande Cidade de Silves por D. Sancho I, até 1249 da conquista de D. Afonso III, foram precisos setenta e oito anos (78 anos) para conquistar as fronteiras do Algarve de hoje (passaram as passas do Algarve).
                                          LAGOS
Depois de o Rei de Leão e Castela conquistar Sevilha em Novembro 1248, fez com que D. Afonso III tomasse a decisão de lançar a última ofensiva a sul. Ambos os Reis, de Espanha e Portugal cobiçavam estas terras ricas do Al-Gharb. Na primavera de 1249 chegam as tropas portuguesas à cidade costeira de Santa Maria de Faro. Não houve ataques, nem invasões sangrentas. D. Afonso III fez apenas um acordo com os mouros estabelecendo o seguinte: deu-lhes as mesmas leis em todos os assuntos, podiam ficar com as suas casas e seus patrimónios e o Rei prometeu, defende-los e ajuda-los contra outros povos invasores. Os que quisessem ir embora poderiam ir livremente e levar seus bens. Os cavaleiros mouros que permanecessem tornar-se-iam seus vassalos, e respondiam quando fossem chamados, e o Rei devia trata-los com honra e misericórdia. Foi desta forma que D. Afonso de Portugal e do Algarve “atacou” Faro. No final de 1250, os últimos bastiões muçulmanos, em Porches, Loulé e Aljezur rendem-se e aceitam a aliança portuguesa (não é por nada que ainda hoje existe nos brasões das cidades algarvias um rei cristão (D. Afonso III) e um muçulmano). Os autores e historiadores contemporâneos portugueses desvalorizaram sempre os registos da verdadeira reconquista, fazendo com que a história ficasse marcada por uma brava e vitoriosa conquista portuguesa, por mouros que fugiram, e banhos de sangue (uma história pouco verdadeira). Os Reis espanhóis consideravam que o Reino do Algarve lhes pertencia por o Rei do Al-Gharb, Musa ibn Mohammad ibn Nassir ibn Mahfuz, Amir de Nieba, ter feito vassalagem ao Rei D. Afonso X de Espanha. D. Afonso III casou-se com a filha do Rei de Espanha Dona Beatriz de Castela em 1253 com a intenção de criar um laço de aliança (mesmo casado com Dona Matilde de Bolonha). Só em 1267, com o Tratado de Badajoz D. Afonso X de Leão e Castela concede ao Rei de Portugal o Reino do Algarve, fazendo de seu neto D. Dinis o herdeiro do Trono do Algarve. D. Dinis em 1293 criou uma bolsa dos mercados com interesse pelas exportações. Vinho e frutos secos do Reino do Algarve eram vendidos à Bélgica e à Inglaterra, foi assim que começou a desenvolver-se a ideia para os descobrimentos.
                                         ALJEZUR
Em 1415 os infantes de Portugal invadem a cidade de Ceuta com a mesma visão da “reconquista”, mas com mais motivos. As conquistas no norte de África fez com que o Reino do Algarve, passasse a ser chamado, a partir de 1471 como Reino dos Algarves, e o primeiro rei a o usar o título foi o Rei D. Afonso V de Portugal e dos Algarves, d’Aquém e d’Além-Mar em África. Não é que existisse dois Algarves, mas apenas um, com dois territórios (o de cá, e o de lá do mar). O que existia na verdade era apenas uma expansão do Reino do Algarve para além do mar, já que o Reino de Portugal acabava no Alentejo. O Reino do Algarve na história de Portugal é quase inexistente, a maioria dos algarvios e portugueses nunca ouviram falar deste reino. Há autores que dizem que o Reino do Algarve em nada se diferenciava do resto de Portugal mas não é assim tão verdade. É certo que as leis de Portugal serviam para o Algarve mas não deixava, e não deixa de ter, outros hábitos e outros costumes, outras tradições, fazendo desta terra um grande espólio multi-cultural que não há igual, em nenhuma outra terra em Portugal. O Reino do Algarve não era um reino autónomo é verdade, era semi-autónomo separado pela serra algarvia, separado por vontade dos próprios réis portugueses (nomeando sempre um governador para este Reino régio), separado por uma aliança com os cidadãos algarvios e réis de Castela. Dizem certos autores que nenhum rei português foi coroado ou saudado como sendo apenas Rei do Algarve, é verdade, no entanto os próprios Reis portugueses quiseram que continuasse a ser um outro reino à parte, e estes autores esquecem-se ainda que quem fundou o Reino do Algarve não foram os réis portugueses. A única vez que o Reino do Algarve foi abolido foi em 1773 por D. José I (influências do Marquês de Pombal), mas a sua filha, a Rainha Dona Maria I volta a o restaurar.
                                                TAVIRA
O Reino do Algarve englobava todos os territórios africanos dos réis. Também podemos olhar para a ilha da Madeira como parte desse reino, ainda mais por D. Duarte ter doado a seu irmão o Infante D. Henrique (Governador do Reino do Algarve), o arquipélago da Madeira. Sendo extremamente irónico a ilha Madeira hoje ser uma região autónoma (ou semi-autónoma) e o Algarve não. O que sempre existiu em Portugal foi um Reino Unido de Portugal e Algarve tal como acontece ainda hoje na Grã-Bretanha, com Inglaterra, País de Gales, Escócia e Norte da Irlanda, unidos. Mais tarde em 1815 também o Reino do Brasil fazia parte desse reino unido (no entanto é proclamada a independência do Brasil em 1822). Os Reis de Leão e Castela (Espanha) também usaram títulos como Reis dos Algarves, aliás, ainda hoje isso acontece. O Rei Filipe VI é o Rei dos Algarves pela constituição monárquica espanhola de 1978. Em 1910 com o golpe de estado por parte dos republicanos, dá-se a proclamação da 1ª República portuguesa, em que se aboliu o Reino de Portugal. Os republicanos portugueses no entanto esqueceram-se de abolir o Reino do Algarve.

Envido por José Afonso Costa

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

EXPRESSÕES POPULARES. O SABER NÃO OCUPA LUGAR - 3ª PARTE

FILA INDIANA
Significado: enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.
Origem: Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.

ANDAR À TOA
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.

EMBANDEIRAR EM ARCO


Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.

CAIR DA TRIPEÇA
Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.

Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

AVE DE MAU AGOIRO
Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.

Origem: O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves

FAZER TÁBUA RASA
Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.
Origem: A tabula rasa , no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»

A VERDADE DE LA PALISSE

Significado: Uma verdade de La Palice (ou lapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.
Origem: O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.
Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:
"O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia."
O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, "momentos antes da sua morte", ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência. Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.

Nota: Em Portugal, empregam-se as duas grafias: La Palice ou La Palisse

VER PARTE I

VER PARTE II

domingo, 17 de dezembro de 2017

RECANTOS DE COIMBRA...

...Rua Sobre Ribas- mais conhecida de Sub Ripas...





      Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra




 
   Torre de Anto
   Vista sobre Coimbra apanhando margem esquerda do Mondego.Foto tirada da Rua Sub Ripas(Sobre Ribas), junto da Misericódia



       Misericórdia de Coimbra no final da Rua de Sub Ripas.(Sobre Ribas)
   .Torre da Misericórdia. Ao fundo Centro Comercial FORUM
  À esquerda inicio da Rua do Colégio Novo. Em cima a Casa da Escrita-Rua Dr, João Jacinto

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

CURIOSIDADE POÉTICA

CONTA E TEMPO 
                                                                                                                                         No século XVII, época do Barroco, os artistas eram dados a estes jogos. Às vezes até se ficavam pelos trocadilhos, não curando dos assuntos. Mas este tem assunto bem recheado de saber. Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).

CONTA E TEMPO

Deus pede estrita conta do meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta a tempo
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

EXPRESSÕES POPULARES - O SABER NÃO OCUPA LUGAR - 2ª PARTE

MEMÓRIA DE ELEFANTE
Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.
Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo




LÁGRIMAS DE CROCODILO




Significado: Choro fingido.

Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima


NÃO PODER COM UMA 
COM UMA GATA PELO RABO


Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é

MAL E PORCAMENTE


Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.
Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos.
Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou " mal e porcamente", sob protesto suíno.»(1)
(1) in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro

JÁ A FORMIGA TEM CATARRO


Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou 
inexperientes



FAZER TIJOLO




Significado: Morrer.
Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.
Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse

VER PARTE I


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

ENCONTROS COM JOSÉ AFONSO EM COIMBRA

INSISTO NÃO SER TRISTEZA
Com Orquestra Clássica do Centro
João Afonso
Rui Pato
Para recordar ...e para quem não esteve presente...
Uma amostra do que foi
Realizado no passado dia 30 de Setembro


  Foto Pedro Fonseca
Foto Carlos Carvalho
        Vídeo de Dina Fonseca