sábado, 17 de novembro de 2018
ANIVERSÁRIO
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Aniversários
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
A FRONTEIRA ...
finito e infinito ...
Não tenho o culto dos mortos. Não
corro nem nunca corri para aqueles espaços tétricos que são o ancoradouro da
vida. Mas eis-me aqui, neste estranho paradoxo de, numa terra distante,
ultrapassar o portão de ferro que me abre as goelas para a única certeza da
vida. Ali, naquele pequeno morro, percorro campas e olho fotografias entre
flores vivas e coloridas. Também por entre pedras tumulares de mármore de
grande aparato, ou simples montes de areia, como se os que povoam este mundo
terreno, queiram ainda fazer a patética distinção entre os herdados e os
deserdados da vida. Deambulo errante por entre carreiros estreitos e vejo caras
que me são familiares. Paro junto à última morada de um homem simples com um
nome também tão singelo quanto foi a sua vida – apenas Francisco António. Ali
fiquei, a olhar a sua fotografia por entre os cravos de uma jarra, porque hoje
é dia de finados. E recordei a sua oficina de bater sola e do calçado dos
fregueses pendurados em cavilhas espetadas na parede. E das vezes em que, por
amizade, me engraxava os sapatos e me contava inocentes anedotas. Deixei quem
tinha de deixar na intimidade de uma prece e saio daquele local. Lá fora, no
cocuruto daquele pequeno monte, tenho uma vista privilegiada sobre a aldeia.
Num dia morno, o Tempo parece que se escoou pelo fundo de um funil. Uma a uma,
contei as onze badaladas do relógio que habita o alto da torre da Junta de
Freguesia, que domina todo o povoado. Partir por ruas estreitas ladeadas de
oliveiras, com num qualquer conto Bíblico. Depois, despir o luto institucional,
como se o vazio da ausência tivesse data marcada. Sacudir aquela penumbra da
alma na mesa de um restaurante da cidade albicastrense. Com os empregados que
me conhecem há muitos anos, os sorrisos, as picardias do pontapé na bola ou a
escolha do prato a degustar. E ele, o dono, lá apareceu de boné desportivo na
cabeça, a falar-me de um tinto italiano de eleição a um preço exorbitante. Tremi
de susto, mas o italiano de Verona logo me pôs à vontade. E prometeu-me que, na
sua companhia, provarei aquele néctar dos deuses. E eu, neste dia de velório a
roçar a espiritualidade, vou acreditar que beberei daquele vinho tão especial.
Até lá, limitei-me a saborear um fino vinho branco que me fez despir a capa
escura de um dia soturno, para relançar a vontade de viver. E de derrubar a
fronteira mística e mítica entre o finito e o infinito.
Q.P.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
ENCONTRO COM A ARTE- FOTOGRAFIA
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terça-feira, 13 de novembro de 2018
INTERLÚDIO- MEMÓRIAS FOLCLÓRICAS
Ensaio -talvez em 1991-Salão Telecomunicações Coimbra
Grupo de Danças e Cantares do CDCR dos CTT de COIMBRA
NOTA: Grupo no qual colaborei durante 20 anos
Já são SAUDADE o acordeonista FERNANDITO, e o tocador de barguesa e cavaquinho JORGE CARVALHO
Grupo de Danças e Cantares do CDCR dos CTT de COIMBRA
NOTA: Grupo no qual colaborei durante 20 anos
Já são SAUDADE o acordeonista FERNANDITO, e o tocador de barguesa e cavaquinho JORGE CARVALHO
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segunda-feira, 12 de novembro de 2018
UMA TARDE PELA BAIXA DE COIMBRA- EM HONRA DA SÃO ROSAS
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ENCONTRO COM A ARTE - POESIA
A JOANA DE VASCONCELOS
Colando palavras umas às outras como
se fossem de barro
com peças das mais perfeitas
que são feitas de partir
parto-me a rir se tropeças
sem saber onde cair
com outras feitas às pressas
sem que me peças sentir
sinto-me envolver por essas
que são peças de servir
porque peças não enjeitas
por maleitas peço meças
ao juntares tão bem as peças
partidas que são de unir
ou sendo talvez promessas
tão unidas às avessas
de promessas por cumprir
por vezes peças que ajeitas
em colheitas de travessas
travessas que sejam essas
tropeçando no sentir
troto brando já sem pressas
tão certo por serem essas
as peças do meu porvir
mas se nos dás nomes às peças
panelas – garfos-funis
que as desfaças não peças
pois as fadas
só por elas
fundem fados âs janelas
duendes e colibris
e eu te direi feliz
por mil e uma aguarelas
das tuas peças tão belas
que tu fizeste e eu não fiz
e eu não mexo
nelas
comigo é que mexem elas
sou eu mesmo quem to diz
3
de Outubro de 2010
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Encontro com a arte-poesia
domingo, 11 de novembro de 2018
ANIVERSÁRIO
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018
UM HOMEM SINGULAR ...
(foto net)
Um dia apareceu naquela aldeia que foi seu berço. Nunca me tinha
visto mas deu-me um abraço. Depois falou-me com o à vontade de quem me conhecia
há muito tempo e apresentou-se como repórter de guerra de uma cadeia de
televisão francesa. Foi um tu cá tu lá, numa torrente de palavras que parecia
não ter fim. Olhei-o cético e curioso, a resguardar-me de um vendedor de banha
da cobra. Apenas me apercebi que tinha algum fundo de verdade no que dizia, quando me
exibiu um cartão “PRESS” que lhe validava a sua identidade profissional. Tinha
todos os condimentos para ser repórter. Era descontraído, descarado e de
palavra fácil, como pude constatar no dia em que me levou a reboque numa etapa
da Volta a Portugal em Bicicleta que passava em Castelo Branco em direção à
meta no Fundão. Atrevidamente, meteu o carro na caravana de apoio aos ciclistas
e quando a Brigada de Transito da Volta lhe fez sinal para parar, ele meteu com
vigor o braço de fora da janela do carro com o cartão na mão e gritou convicto:
“PRESS”. Tal ousadia valeu-nos o continuar na corrida e ele, no meio da
caravana, por vezes tirava a cabeça de fora do automóvel e dizia imperativo: Óh
Raúl, mexe-me esse traseiro !!! Mas o Raúl Matias não mexeu a bunda e lá chegou
ao Fundão no meio do rebanho. Mas o Camilo achou por bem fazer uma visita
cortesia ao pelotão, depois da esforçada etapa e, sempre de cartão na mão, lá
entrámos nos quartos do “Alambique de Ouro” e … meu Deus, aquilo parecia os
destroços de uma batalha, com ciclistas sentados no chão a gemer e outros
deitados na cama a levar soro naquele hospital improvisado. Era patético e eu,
à custa do descaramento do nosso repórter “francês”, observei o que muitos
portugueses nunca viram. O homem de quem vos falo, vive em Paris. Tinha uma
singular apetência por saias, o que não é defeito. Era um romântico e apaixonava-se
com facilidade e, naquele dia, passeando de bicicleta num jardim de Paris, viu
uma bela jovem de ar angelical. Ficou doido com a beleza dela e quase caiu da
bicicleta. Ela, sentada num banco, lia atentamente um pequeno livro e ele,
pedalando devagar e em círculos à volta do banco, olhava- a embasbacado com
tanta formosura. Havia uma diferença de idades razoável entre os dois e tudo
parecia condenado ao fracasso, se atentarmos até que ela lançou um olhar
reprovador e de enfado ao cavalheiro atrevido. Atrevido sim, ou não fosse ele
repórter de guerra, habituado a andar por muitos conflitos no globo e sujeito a
uma bala perdida. Mas era corajoso e persistente e, depois de abandonar o
parque parisiense, foi para casa e não dormiu. A donzela não lhe saía da cabeça
e que fazer senão na tarde seguinte montar de novo na bicicleta e rumar àquele
parque de Paris. E como a sorte protege os audazes, ela lá estava. O mesmo
banco. A mesma pose. O mesmo livro. O mesmo ar cândido e um cabelo de ouro a
escorrer pelos seus ombros frágeis. De novo a bicicleta a rodar em círculos em
volta da professora universitária, até que ela baixou o livro e sorriu-lhe com
um ar doce e entornou-se o caldo. Dali até se amarem numa velha mansarda da Cidade
Luz, foi um ápice. Fizeram juras de amor. De
um amor sincero e arrebatado. Um dia, apresentou - ma em Portugal. Era linda e
tinha uma voz meiga. Trazia pela mão os filhos, fruto daquele amor e ele olhava-a
feliz e dizia – me embriagado de paixão: ela é o meu anjo. Naquela mulher,
encontrou finalmente o seu porto de abrigo sentimental, afinal tão preciso para
quem tinha uma profissão perigosa, quando presenciou os ajustes de contas na
Roménia de Ceausescu, ou gelou de frio nas estepes da Europa de leste em missões
alto risco. Hoje, já não terá idade para aquelas andanças e o que percebo é que
o seu futuro já só passa pelos filhos e pela terna cumplicidade e o olhar
apaixonado e ardente de Michelle.
Q P.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2018
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA
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quarta-feira, 7 de novembro de 2018
COIMBRA - PARA RECORDAR ELÉCTRICOS DE COIMBRA
Recordado por António Manuel Queresma
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018
MOMENTOS ...
Quando Cherif Bacisko
Susso me revelou a sua música, tropecei em África. Olhei a Kora que dedilhava
como se fosse uma harpa. E, de repente, veio - me à lembrança o Baca. O Baca era
Homem Grande, quer dizer, ancião de muita sabedoria. Vivia no nosso
aquartelamento e era duplo, ou seja, trabalhava para o exército português e
para o inimigo. Levava notícias nossas e trazia informações relevantes do
antagonista para nossa segurança. E nessa ambiguidade parda vivemos, até ao dia
em que deixei aquele aquartelamento para rumar a outro destino na Guiné, mais
isolado e ainda mais perigoso. Mas não é de guerra que venho falar. Apenas da
circunstância do Baca também tocar Kora. Lembro-me dele, de gorro azul de malha
enfiado na cabeça, sentado junto à parede exterior do meu quarto, a produzir
aqueles sons africanos de mistério e uma ladainha que parecia não ter fim.
Todos estes momentos me passaram pelo pensamento e pela retina, ao ouvir e observar
o poeta e cantor de rua. Sentado naquela praça com Cherif junto a mim,
dialogámos por momentos. Falou - me do seu berço e de ser filho de pai senegalês
e mãe guineense. Veio para Portugal e em Portimão assentou arraiais de armas e
bagagens. A música e a Kora são a sua vida. Perguntou-me, com curiosidade, como
era vida no norte de Portugal. Depois falou-me da solidariedade entre os
músicos de rua e de que sendo o verão a melhor época para amealhar algum
dinheiro, praticamente trabalham todo o ano. Pelo que me deu a entender, a
fábula da cigarra e da formiga, de trabalhar no verão para ter no inverno, é
ficção para o músico de rua algarvio. Perplexo ficou quando lhe disse que tinha
estado largos momentos a ouvir a sua arte. Confessou-me que não reparou, para
depois me perguntar o que é que eu achava do som da Kora. Falei-lhe não ser a
pessoa mais indicada para emitir uma opinião, mas ele disse-me que o som ainda
não era totalmente do seu agrado. Que exigia ainda mais afinação. Percebe-se
que Bacisko Susso é amante da sua profissão. Faz gala disso. Não dedilha as
cordas apenas para que as moedas tilintem no estojo do instrumento. Ele exige de
si próprio um trabalho sério, mesmo que pouco reconhecido por veraneantes de
verão à procura de praia, de marisco e da pele bronzeada para fazer inveja ao
vizinho lá da terra ou ao colega do escritório. Mas ficou a promessa porque me
pediu, que da próxima vez eu ouvisse a Kora com atenção, para ver se eu notava
alguma melhoria nos seus acordes. Fizemos esse pacto, com a certeza do meu
analfabetismo musical. De mim, Basisko Susso apenas tem a vantagem inglória de
eu não gostar de praia, de não comer marisco, de me estar nas tintas para o
bronzeado do meu vizinho do lado e de que há muito dei um pontapé nas resmas de
papel do escritório.
sábado, 3 de novembro de 2018
RECANTOS DE COIMBRA
Escola Básica de São Bartolomeu
Primeiro prédio construído depois das primeiras demolições com passagem para o "futuro Metro?, Rua que irá ligar futuramente à rua da Sofia/rua Olímpio Nicolau Fernandes, junto Câmara Municipal"Esta rua já foi prolongada mais uns metros depois das respectivas demolições
`A direita "LOJA DO CIDADÃO"Este prédio em ruína será para demolir? Por detrás já há prédios novos.
Onde termina a nova rua já aberta....esperando pelas demolições dos prédios que estão em frente até à rua da Sofia, junto à Câmara Municipal
É a partir deste grafite que devem recomeçar as demolições
Rua Direita toda em direcção à Praça 8 de Maio.escorada em grande parte
Rua Direita com início na Praça 8 de Maio. Ainda tem passagem de peões...
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