terça-feira, 16 de outubro de 2018
RECANTOS DE COIMBRA- CRUZ DE CELAS
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Notícias de Coimbra
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
NOTÍCIAS DO CENTRO NORTON DE MATOS
CENTRO NORTON DE MATOS
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Estamos no início do mês de outubro! Se ainda não o fizeste, é a altura certa para escolher a(s) atividade(s) a frequentar durante a época 2018/2019!
E com 3 academias e mais de 30 atividades, a escolha acertada é o CNM! :)
#cnm #centronortondematos #coimbra #desporto #cultura #academiadedança #academiademúsica #academiadeginástica
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Noticias do CNM
PEDIDO DE PUBLICAÇÃO
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Notícia triste
domingo, 14 de outubro de 2018
O QUITO
Ora aqui está uma pessoa que já merecia uma estátua no
Bairro Norton de Matos, de preferência na Praça dos Açores. Isto para não dizer
que merecia outra no Choupal, junto à antiga ponte de madeira e outra em
Castelo Branco, na mesma escadaria que tem os reis de Portugal. Uma estátua em
Lagos no lugar do Dom Sebastião, outra na Guiné que poderia ser em Bissau,
Bafatá ou Catió e uma enorme no Juncal do Campo.
Em Coimbra, no Choupal porque foi onde nasceu e viveu grande parte da
sua infância. Ainda criança, ajudava o avô a tratar daquelas árvores, mantendo
a mata limpa evitando a possibilidade de fogos e impedindo os vândalos de
destruir tão precioso património da cidade. Foi ele que construiu a primeira
ponte de madeira que atravessava o rio na zona do Choupal e impôs (lembrem-se
que ainda era criança) a quantia de 5 tostões por cada travessia, dinheiro esse
que revertia integralmente para a preservação da Mata Nacional do Choupal.Também Coimbra, no BNM na Praça dos Açores, porque foi lá que passou a sua juventude e onde começou a arregalar os olhos para as miúdas da vizinhança, dando origem aos primeiros textos, autênticas odes ao amor. Mais tarde, viria a abandonar as odes para se dedicar inteiramente à prosa. O Bairro e as suas gentes foram retratados nos seus textos de tal forma que tudo e todos ficarão para a eternidade.
Em Castelo Branco, seria justo que ficasse na mesma escadaria onde estão os Reis de Portugal, pois estão lá muitos que pouco fizeram pelo país e muito menos pela cidade de Castelo Branco. Pelo contrário, o Quito deu seu sangue suor e algumas lágrimas pela cidade e por esse povo que tão bem soube retratar com a sua arte de tão bem escrever. Ainda hoje esse povo o recebe com enorme carinho, amizade e respeito.
Em Lagos, o lugar para a estátua deveria ser onde está o Dom Sebastião. Esse tal Dom Sebastião deu de frosques para Marrocos, dizem as más línguas que se juntou com um tuareg, eu quero acreditar que foi com uma odalisca, mas o que é certo é que nunca mais apareceu, nem para dizer adeus!... O Quito, não!... O Quito vai para Lagos 3 e 4 vezes por ano, não para se pôr à varanda da casa a ver o pôr do sol. Não, vai para conhecer e ajudar aquela gente, aquele povo: pescadores, merceeiros, barbeiros, engraxadores, policias, bombeiros, gasolineiros e até mendigos. O Quito fala com eles, ouve-os com paciência de Jó, aconselha-os e no final ainda nos delicia, pondo no papel, mais uma vez para a eternidade, as suas vidas, dificuldades, usos e costumes.
Na Guiné então, ninguém tem dúvidas! O Quito esteve lá na guerra e era suposto que deveria ter amigos e inimigos! Os inimigos seriam para abater. Mas não, o Quito não tinha ninguém para abater, porque só tinha amigos. Ninguém poderia ser seu inimigo e ninguém o considerava como tal. Mais uma vez os episódios e as histórias passadas nesse difícil tempo, ele passa-os para o papel e nós, ao lê-los, passamos a gostar daquela terra e daquela gente. Se não for possível uma estátua em cada cidade, pelo menos deveria tê-la numa das cidades.
Em Juncal do Campo, ainda tenho esperança que o Presidente da Câmara arranje o dinheiro para mandar erguer a estátua que há muito está encomendada. Ninguém naquela terra ajudou tanto aquele povo como o Quito e mais uma vez escreve, para que fique para a posteridade, a vida e as dificuldades dessas suas gentes.
Espero que isto não caia em saco roto e que os responsáveis destas terras vejam a injustiça que fazem ao ignorar tão ilustre e bondoso Homem!
Viva o Quito!... Viva!...
Tenho dito,
Alfredo Moreirinhas
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Quito - Estátuas
ANIVERSÁRIO
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018
RECANTOS DE COIMBRA- MINI MUSEU NA PRAÇA DAS CORTES
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
SONS DE ÁFRICA ...
Kora ...
Gil Eanes é nome de navegador. Mas é também nome de esplanada
e café com mais de meio século de história. Fica ali, no coração da cidade,
mesmo junto à estátua do “Desejado”. Naquele espaço, cruzam-se destinos. Os de cá,
com a pressa da labuta diária pela vida. Os outros, os forasteiros, que se
passeiam calmamente no arrastar indolente das férias de verão. E foi ali, na esplanada
do Gil Eanes, que de novo encontrei sentado num banco corrido de madeira o
tocador de kora. É um homem novo e elegante no seu porte esguio e dedos ágeis. Tem
umas feições corretas e veste de negro, afinal também a cor da sua pele. Nota - se
nele o cuidado do aprimorar o seu trajar e a dignidade que ostenta naquele
palco de todos os dias que é a rua. Os melodiosos acordes do seu instrumento
africano enchem a praça. Também, a espaços, a sua voz quente e envolvente. Tão
envolvente como a brisa morna que dança agora sobre a copa dos palmeirais. É a
aragem do barlavento algarvio, a associar-se à arte do tocador. Fecho os olhos
e deixo - me embalar pelos ritmos de África. Lembro o meu tempo africano mas,
estranhamente, não é pelo recordar do meu passado de guerra, nem pelo assumir
do medo e das angústias daqueles tempos cinzentos que me deixo envolver. É pela
outra África. A África dos aromas. A África dos sabores. A África dos
mistérios. A África dos poentes cor de rubi. A África das gentes. Pelos dedos de
Cherif Bacisko Susso e da sua música intimista, subo à colina do meu contentamento.
Uma simbiose de fascínio com a terna harmonia dos horizontes de fogo e um
qualquer Deus amado pelos povos daquele continente tão perto e tão distante,
que só quem demandou terras de África é capaz de entender. Oiço em respeitoso
silêncio aquele virtuoso artista da vida e dos sons quentes africanos, e olho
com complacência os basbaques que, de mãos nos bolsos, olham desinteressados e
voltam as costas no seu analfabetismo presunçoso a quem traz até eles a
sabedoria das raízes africanas expressa em notas musicais.
A tarde vai longa e o sol escondeu-se para lá dos telhados. Já
se vai sentindo em crescendo a frescura da noite. Levanto-me então e abeiro-me
dele. Agradeço-lhe aquele momento de magia africana e ele sorriu de agrado. No estojo
daquele instrumento tão singular que me provocou tão arrebatados sentimentos e
lembranças, depositei algumas moedas em louvor da sua arte. E, de coração
cheio, parti.
QP.
ANIVERSÁRIO
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018
NOTÍCIA TRISTE
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ANIVERSÁRIO
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terça-feira, 9 de outubro de 2018
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA
Lousã- a Serra que não dorme
É incrível a abundância de fauna que deambula pela Serra da Lousã durante a noite. É na escuridão que a Serra ganha outra vida e todas as sombras se movem.
Assistir a uma progenitora a alimentar uma cria, durante a noite, em plena natureza é algo que considero um enorme privilégio e que compensou a noite sem dormir.
Nuno Sousa( texto e foto)
Veado-Vermelho(Cervus elaphus) a amamentar a cria
É incrível a abundância de fauna que deambula pela Serra da Lousã durante a noite. É na escuridão que a Serra ganha outra vida e todas as sombras se movem.
Assistir a uma progenitora a alimentar uma cria, durante a noite, em plena natureza é algo que considero um enorme privilégio e que compensou a noite sem dormir.
Nuno Sousa( texto e foto)
Veado-Vermelho(Cervus elaphus) a amamentar a cria
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Encontro com a arte - Foaografia
ANIVERSÁRIO
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ANIVERSÁRIO
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segunda-feira, 8 de outubro de 2018
NOTÍCIAS DE COIMBRA - JARDIM DA CASA DO SAL
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domingo, 7 de outubro de 2018
ANIVERSÁRIO
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018
NOTÍCIAS DE COIMBRA- JARDIM DR. MENDES SILVA...
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018
NOTÍCIAS DE LISBOA-CASAS DE LISBOA....
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Encontro com a arte
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de outubro de 2018
A HISTÓRIA DE JORGE HUMBERTO ...
(Foto Net)
Do diário desportivo de maior audiência nacional e com a
assinatura de António Simões, aqui deixo com a devia vénia a história
desportiva da vida de Jorge Humberto, médico pediatra e futebolista de destaque
da Associação Académica de Coimbra na década de 60 do passado século:
"Se o primeiro português a jogar em Itália foi Francisco dos
Santos ( o escultor que fez a estátua do Marquês de Pombal) – o primeiro
português contratado para Itália foi Jorge Humberto".
Estava no Liceu em São Vicente, jogava na Académica do Mindelo
e Daniel Leite, seu professor e treinador atirou-lhe um desafio: “ tenta o
futuro em Coimbra que assim podes tirar curso.” Lamentou-lhe a falta de
dinheiro para a viagem, ser pobre, um de 11 irmãos. Não deixou porém de matutar na
ideia. Aluno notável, lembrou-se de pedir ao Governador de Cabo Verde uma bolsa
de estudo. Deu-lha por seis meses “ verba não tinha para mais”. Não regressou
ao Mindelo porque, ao cabo de seis meses, um carola da Académica o pôs a viver
em sua casa. Foi o primeiro júnior a receber subsídio para se poder manter em
Coimbra. Entrou em Medicina e instalaram-no na República onde vivera Zeca
Afonso – não tardou que Cândido de Oliveira o chamasse à primeira equipa (…).
Chegou-se a 1961. Estudava para o exame de Patologia, chamaram-no ao telefone.
Alguém se apresentou como Helénio Herrera, treinador que fora do Belenenses
para o Barcelona e no Inter de Milão estava a criar equipa para ganhar a Taça
dos Campeões Europeus. Pensando tratar-se de gozo, chutou a ligação para canto.
O telefone voltou a tocar e ele voltou a desconfiar: “ se é verdade mande-me um
telegrama então !”. Nem uma hora demorou a chegar – com o Inter a afirmar que o
queria pronto em Milão para jogar contra o Spartak. Correu a pedir ao professor
de Patologia Cirúrgica que lhe adiasse o exame. Adiou por oito dias. Chegou a
Milão e Herrera pô-lo a jogar e marcou 3 golos. Não fez o jogo seguinte contra
o Santos de Pelé para vir fazer o exame que faltava. 1 500 escudos era o que
ganha na Académica, dos 4 500 contos envolvidos na transferência, ficou
com 3 000. Comprou um prédio de 3 andares em Lisboa, pagou uma complicada
operação de uma irmã e ofereceu 1500 contos à Académica, que assim saldou
dívidas e ainda comprou um carro novo (…). Emprestado ao Vicenza Lanerossi, o Sporting
tentou contratá-lo e só desistiu porque lhe pediram 1 200 contos.
Percebendo-lhe o desejo de terminar o curso, libertaram-no com uma condição –
que regressasse à Académica de Coimbra. E assim regressou num Peugeot 404
novinho em folha, comprado com o último dinheiro ganho por lá, carregando com
todas as malas. Já formado em Medicina sofreu grave lesão num joelho e disse
adeus ao futebol em 1967. Foi para a tropa para o Leste de Angola (Moxico),
onde o MPLA era comandado por Daniel Chipenda, seu antigo companheiro na
Académica e que fugira de uma forma rocambolesca para a guerra. Durante o
período em que penou pela mata, o exército português não sofreu um único
ataque. Dizia-se que Chipenda impusera tréguas às suas hostes, por receio de uma
bala perdida o matasse.
Retornou a Coimbra em 1971, passou fugaz pelo comando
técnico da Académica. Especializou-se em Pediatria e em 1982 foi para o
Hospital de Macau, por lá ficando.
António Simões
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018
DIA MUNDIAL DA MÚSICA- MÚSICA ACTIVA DO CENTRO NORTON DE MATOS
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ATRACÇÃO NA CIDADE- reposição de conto do Rui Felício de 2011
Há anos que sou cliente daquela loja de pronto a vestir para homem, na Av. do Uruguai.
Não é que seja barata, mas os fatos são de boa qualidade, a confecção é perfeita e consigo sem dificuldade encontrar o tamanho adequado sem necessidade de serem feitos arranjos, nem nas calças, nem nas mangas.
Já lá conheci várias empregadas. Tanto as que saem como as que as vêm substituir, são sempre de uma extrema simpatia, cordiais, solícitas, eficazes, competentes e, normalmente, muito bonitas. Com corpos esculturais, mulheres jovens mas já maduras e de grande beleza, não se lhes consegue ficar indiferente...
Mesmo que não tencione comprar nada, às vezes passo por lá só para ver se há novas colecções. Porém, de há um mês para cá, tenho-a visitado com maior frequência do que o habitual.
Bem...porquê escondê-lo? Confesso que tenho ido à loja só por causa dela. Está na loja há pouco tempo, é nova, trigueira, salpicada por umas quase imperceptíveis manchas acastanhadas, que fazem lembrar pequenas sardas, e que lhe dão um atractivo especial, inexplicável, de sonho.
É a sensação de uma maciez aveludada, aquilo que sinto, quando, casualmente, os meus dedos lhe tocam, provocando-me um arrepio incontrolável no corpo. Suspiro baixinho, disfarço, as ideias atropelam-se-me em turbilhão e tento controlar o desejo louco de a ter. Evito que se perceba. Se calhar, sem sucesso...
Mas...
Um choque, um aperto no coração, foi o que senti no outro dia.
À porta, ainda não tinha entrado, vejo-a pendurar-se no pescoço de um homem jovem, bem constituído, que lhe sorria, que a afagava. Pelo vidro translúcido da porta, espreitava-os e adivinhava-lhes, com inveja, um ar de grande felicidade!
Nem cheguei a entrar. Dei meia volta e regressei a casa roído de ciúmes, recriminando-me pelo meu feitio inseguro e indeciso.
Pelo caminho tentei desvalorizar o inesperado episódio. Nos tempos modernos essas atitudes são triviais, as mudanças são comuns, as aparências nem sempre traduzem a realidade e, portanto, não devia preocupar-me demasiado.
Ontem decidi-me! Venci aquela estúpida indecisão, aquele marasmo, e resolvi passar pela loja ao fim do dia. Ganharia coragem e diria a verdade! Revelaria aquilo que me trazia o coração apertado. Não perdia nada com isso, monologava eu comigo mesmo... Assim acabaria com o sofrimento que me atormentava e que não tinha razão de ser!
Cheguei lá, procurei-a avidamente com os olhos. Mas não a vi!
Perguntei por ela, ansioso.
.
A empregada que me atendeu disse-me que aquela bela e cara gravata de seda italiana, de um padrão invulgar, era exemplar único e que a tinham vendido no dia anterior...
Rui Felicio
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