quinta-feira, 14 de março de 2019
IGREJA DE SÃO BARTOLOMEU - COIMBRA
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Noticias de Coimbra
quarta-feira, 13 de março de 2019
BAIRRO NORTON DE MATOS - JARDINS FLORIDOS
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Jardins floridos do Bairro
terça-feira, 12 de março de 2019
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS III
Rua Ferreira Borges-Coimbra- Manifestação estudantes
Largo da Portagem-Coimbra
Piscinas Municipais- Coimbra Fachada de entrada
Arco de Almedina-Coimbra
Descida da Av. Dr. Dias da Silva junto Penedo da Saudade e inicio da Rua Marnoco e Sousa
Primeira foto sobre O Bairro.Estádio Municipal e ao fundo Liceu Infanta Dona Maria
Bairro. Nevão de 1983
Barca Serrana
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segunda-feira, 11 de março de 2019
SUESTADA ...
Corro ao encontro do Túnel do Grilo, no coração de Lisboa. Um
amontoado de carros em várias faixas de rodagem, em marcha lenta. Um descuido e
um pequeno toque entre duas viaturas. Nada de grave, apenas lata amolgada e uma
jovem de colete amarelo a olhar desconsolada para os estragos. Depois, passada
aquela garganta, aquele estrangulamento de trânsito, recomeça a correria. Guiam
como loucos e redobro a atenção. Ultrapassam-me pela direita e pela esquerda
naquela sinfonia de luzes na penumbra daquela caverna. Depois, um novo céu. Um regresso
à liberdade daquele momento breve de claustrofobia. À medida que nos
aproximamos da Ponte com nome de navegador os carros escasseiam. Levitamos
agora sobre o Tejo e olhamos o casario da cidade que vai ficando para trás.
Passamos as portagens da margem sul e, como por magia, percebemos que estamos
quase sós. Uma ou outra viatura passa por nós apressada. Olhando atentamente,
percebe-se que na sua maioria são carrinhas de trabalho de empresas. Os dizeres
em letras garrafais nas portas indiciam a firma e até o número de telefone que
nos sugere um fabricante de caleiras no Barreiro, das iguarias de um
restaurante em Setúbal ou de uma carpintaria em Palmela. Viajantes de ocasião
se calhar, apenas nós. Turistas de inverno à descoberta do sul. Sabemos, por
longa experiência, que é longe dos amontados de gente no verão que melhor nos
reencontramos com a nossa própria identidade. De pensar, de refletir, de
dialogar com a natureza neste ou naquele pormenor que nos escapa. Almoçar sem
horas e a ditadura daqueles que de pé nos cobiçam a mesa que ocupamos. Falar
com os nossos amigos que vivem naquele fundo de Portugal. Entender as suas
ansiedades e expectativas. Amar o mar revolto. Amar a suestada. É quando o
oceano batido a vento de sueste se eriça como um gato assanhado e muda de cor
num verde grosso e profundo. É tempo do pescador não ir ao mar. De bater as
cartas no tampo da mesa de madeira com os camaradas da traineira. Ou de
remendar com a ponta de uma agulha robusta as artes da pesca. Depois o oceano
amansa, como que arrependido e a pedir desculpa aos homens da faina. Em tudo
isto medito ao volante do meu carro. Guio pela autoestrada anónima e enfadonha,
tentando cumprir o código da estrada. Há um sono que me invade e tento olhar a
paisagem verde e dos animais que parecem estáticos a pastar naquele cenário
bucólico e amplo. Carrego no acelerador por uns quilómetros, a tentar acordar
os meus níveis de concentração, num instinto de defesa. Chegar. Sentir o afago
de uma brisa fresca no rosto e abrir as janelas e as varandas da casa vazia que
nos recebe num mudo contentamento. Olhar o mar de inverno e perceber que está
mesmo de suestada. Mas o Algarve é mesmo assim. Em breve tudo mudará. Há um mar
azul que vai enrolar na areia. Um sol de uma primavera antecipada, que inundará
a sala de lazer do meu contentamento. E um peixe fresco para comer no conforto
da alma revigorada e dos brindes de vinho branco gelado que observamos nos
turistas de cabelo grisalho, a glorificar a caminhada pela vida em vagas de
ternura.
QP
domingo, 10 de março de 2019
ENCONTRO COM A ARTE- PINTURA
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Encontro com a Arte - pintura
sexta-feira, 8 de março de 2019
RECORDAR O DR. VICTOR CAMPOS ...
Hoje o negro da nossa camisola é o preto do nosso luto ...
Todos os que gostamos da velha
Académica estamos tristes. Mais tristes aqueles que beberam de um grupo
singular de estudantes dotados para jogar a bola. Naquele tempo recuado, a
Académica de Coimbra bateu-se com os melhores. Pisou palcos nacionais e
internacionais. Levou o nome de Coimbra pela Europa. Nesse grupo, dois
futebolistas se distinguiam pelo facto de serem irmãos e titulares da equipa –
maravilha – os irmãos Campos. Ambos se formaram em Medicina. Hoje, o Victor
Campos partiu. Fica um vazio imenso e uma memória. A lembrança de um jogador
aguerrido, defensor implacável dentro do campo da camisola negra. Dizia-se que
tinha tanto de mau feitio na peleja como de dois pés soberbos e o fino recorte
do seu futebol miudinho e rendilhado. Era muito difícil a qualquer antagonista
disputar uma bola com Victor Campos. A magia da sua técnica com a bola levava
sempre a melhor. Um dia, no Hotel “Terceira Mar” nos Açores, um antigo árbitro de futebol que residia no Barreiro falou-me da Académica e dos muitos
jogos que arbitrou da Briosa. Recordou um jogo no Algarve onde Victor Campos lá
achou que o meu confidente estava a prejudicar a Académica e foi - lhe dando
parecer do seu desagrado. Mas como este continuava impávido e sereno a fazer
aquilo que lhe parecia ser uma arbitragem imparcial, o Victor Campos passou por
ele e pisou-lhe um pé ostensivamente, fazendo que tinha sido acidental, para
depois de sorriso amarelo mascarado de amabilidade lhe dizer: desculpe foi sem
querer. Como os grandes campeões, o Victor Campos lidava mal com a derrota, que
o mesmo não significa que tivesse mau perder - são coisas distintas.
Apenas uma vez falei com o Dr. Victor Campos. Por
ocasião de uma intervenção cirúrgica de um familiar. Ele fez parte da equipa
que efetuou a operação e teve a gentileza de me procurar num quarto da antiga
Clínica de Montes Claros e me explicar todos os procedimentos de um tratamento
que foi um êxito. Aqui, neste momento, quero registar esse passado menos bom e
agradecer ao médico que um dia jogou futebol na Briosa e na seleção nacional, a sua disponibilidade para comigo e de me ter procurado voluntariamente.
Esta é uma crónica triste. Mas o
Dr. Victor Campos, guerreiro que era dentro do campo, merece que eu termine este
meu testemunho emocionado com algo que nos faz rir e atesta bem do seu espírito
académico: numa tarde de domingo, no velhinho estádio municipal, jogavam
Académica e Vitória de Setúbal. Numa disputa de bola, Jaime Graça – outro
grande jogador – atirou-se para o chão magoado. Victor Campos, com muitos anos
de tarimba das manhas do futebol profissional, logo percebeu que a lesão era
simulada, até porque o resultado corria a favor dos sadinos e era preciso
deixar escoar o tempo de jogo.
Dirigiu-se então para o jogador prostrado no chão e disse – lhe com
aquele seu fino humor:
-Óh Jaime estás com sede ?
O sadino, a gemer de uma dor que
não tinha, perguntou-lhe num esgar de ronha:
- Não. Mas porquê ?
O Victor, mal humorado e porque
tinha dificuldade em perder, agarrou – o por um braço e disse-lhe com um ar “gentil”:
- É que estão ali uns tipos na
bancada a atirar-te com laranjas …
Nós, os que amámos uma Académica
que era uma pedrada no charco do futebol profissional que nos valeu invejas e
inimigos, entoamos hoje um grito académico e enviamos- te uma enorme coroa de
flores.
Obrigado, Dr. Victor Campos.
Q.P.
- DIA INTERNACIONAL DA MULHER~VIOLÊNCIA DOMÉSTICA LEI MARIA DA PENHA- EM VERSO POR UMA CRIANÇA
Vale bem a pena ver/ouvir até ao fim
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Diversos.
quarta-feira, 6 de março de 2019
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS PARTE II
Foto nº 1 - 3 de Janeiro de 1933, às 15 horas e 24 minutos foi demolida a célebre Torre de Santa Cruz.
Foto nº 2 1969- Igreja da Santa Cruz
Foto nº 3 1976 Arcos do Jardim
Foto nº 4 1983 Jardim Botânico
Foto no 5 1985 Portagem
Foto nº 6 1986 Portas de Almedina
Foto nº 7 Anos 50- Santa Clara a Velha
Foto nº 8 Antiga Biblioteca Municipal
Foto nº 9 Antigo Cinema Tivoli.Av Navarro
Foto nº 10 Café Arcada Rua Ferreira Borges
Foto no 11 E porque o Bairro....também é Coimbra- Po por aqui muitos amigos/as conhecidos/as
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terça-feira, 5 de março de 2019
POEMA PARA UMA CASA ...
Mudamos de carro, de casa ou de cidade. Mas jamais trocamos de emblema do nosso coração. As teias de aranha da velha janela da casa deserta são talvez a alegoria do verde da desesperança. De um passado que já não volta e de um futuro que também partiu. Resta um poema breve, que não se lê nem se recita. Apenas se declama, na angústia de um olhar ...
QP
segunda-feira, 4 de março de 2019
POSTALINHO DE LAGOS
ANIVERSÁRIO
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Aniversários
domingo, 3 de março de 2019
ENCONTRO COM A ARTE - POESIA
Extraordinário soneto do século XVII...
Soneto, obra-prima do trocadilho, escrito no século XVII por Frei
António das Chagas (António Fonseca Soares).
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Sugerido por José Afonso Costa
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Encontro com a arte-poesia
sábado, 2 de março de 2019
FINALMENTE O MEU AUTOMÓVEL CHEGOU- Moreirinhas
Como não tive o apoio esperado dos meus amigos para a aquisição do carro desejado, fui obrigado a fazer uma ligeira alteração à marca e modelo.
Afim de dar a respectiva satisfação aos amigos e amigas que colaboraram, aqui ficam as características da respectiva viatura:
- Cor: Vermelho Ferrari
- Abertura automática das portas (basta meter a chave na ranhura e rodar)
- Faróis de nevoeiro (para andarem sempre acesos como os adventistas de D. Sebastião)
- Antena tipo cana de pesca (incorporada no vidro ao lado do condutor)
- Jantes de ferro leve com embelezadores
- Placas da matrícula amarelas
- Conta-quilómetros com ponteiro
- Motor de 50 cc
- Aceleração: 0 aos 100 Km/h em 3horas
- Velocidade máxima: 380 Km/h (em queda livre)
- Capacidade da mala: 5 litros (ou 6 garrafas de 0,75)
- Combustível: Petróleo e gasolina normal com chumbo (50/50)
Desde já, aqui fica o meu profundo agradecimento às pessoas e entidades da lista abaixo, que gentilmente colaboraram na realização deste sonho:
- Rui Felício (depois de um interrogatório de 2horas) - 2,000 €
- Olinda Rafael (para devolver se um dia precisar) - 2,000 €
- Celeste Maria (a Castelã falida) - 10 €
- Fernando Rafael (de nada serviu andar a bajular…) - 10 €
- Uma viúva admiradora - 5,000 €
- As Irmãs Carmelitas de Coimbra - 500 €
- As Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo - 1,500 €
- Nazaré Baptista (outro interrogatório de 2horas) - 30 €
- Jú Canotilho - 25 €
- Lena Parreiral (só entrega depois de vender os produtos da horta) - 2,000€
- Gina Faustino - 0,02 €
- Tó Ferrão (não deu mais porque já tinha dado para o 1º carro que comprei) - 5 €
- Rui Pato (emprestou-me o cartão de crédito, mas sem fundos) - 0 €
- Centro de Apoio dos Idosos da Azurva - 500 €
- Grupo de Saudosistas do Padre Aníbal Pacheco -
500 €
TOTAL = 14,080.02 €
Mais uma vez o meu muito obrigado!
Sempre vosso,
Alfredo Moreirinhas
Nota ADM- Reposição: publicado em 18/10/2010
Nota ADM- Reposição: publicado em 18/10/2010
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Alfredo Moreirinhas
sexta-feira, 1 de março de 2019
REVISTA DE IMPRENSA - NOTÍCIAS DE COIMBRA-CARNAVAL NO BAIRRO NORTON DE MATOS
ESTA BELA JOVEM É A RAINHA DO CARNAVAL DO NORTON DE MATOS
A Rainha é Luísa Gomes Duarte, uma jovem de de 18 anos, nascida e criada no Bairro, moradora na freguesia, estudante de Animação Sócio Educativa na ESEC.
O Mágico Telmo Melo, cada vez mais conhecido graças à participação em programas de televisão, é o Rei deste Carnaval de Coimbra.
O desfile no Bairro Norton de Matos está marcado para domingo, dia 3 de Março, pelas 15:00, com saída da Rua Verde Pinho.
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Revista da Imprensa
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