quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

EXPRESSÕES POPULARES - O SABER NÃO OCUPA LUGAR - 2ª PARTE

MEMÓRIA DE ELEFANTE
Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.
Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo




LÁGRIMAS DE CROCODILO




Significado: Choro fingido.

Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima


NÃO PODER COM UMA 
COM UMA GATA PELO RABO


Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é

MAL E PORCAMENTE


Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.
Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos.
Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou " mal e porcamente", sob protesto suíno.»(1)
(1) in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro

JÁ A FORMIGA TEM CATARRO


Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou 
inexperientes



FAZER TIJOLO




Significado: Morrer.
Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.
Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse

VER PARTE I


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

ENCONTROS COM JOSÉ AFONSO EM COIMBRA

INSISTO NÃO SER TRISTEZA
Com Orquestra Clássica do Centro
João Afonso
Rui Pato
Para recordar ...e para quem não esteve presente...
Uma amostra do que foi
Realizado no passado dia 30 de Setembro


  Foto Pedro Fonseca
Foto Carlos Carvalho
        Vídeo de Dina Fonseca

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

EXPRESSÕES POPULARES - O SABER NÃO OCUPA LUGAR - Iª PARTE

ERROS CRASSO
Significado: Erro grosseiro.
Origem: Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas, um dos primeiros a cair. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".
TER PARA OS ALFINETES
Significado: Ter dinheiro para viver.
Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»
DO TEMPO DA MARIA CACHUCHA


Significado: Muito antigo.

Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira
À GRANDE E À FRANCESA
Significado: Viver com luxo e ostentação.
Origem: Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.



 COISAS DO ARCO-DA-VELHA
Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.
Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)
Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.
Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber
DOSE PARA CAVALO
Significado: Quantidade excessiva; demasiado.
Origem: Dose para cavalo, dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.
Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.

Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.
DAR UM LAMIRÉ


Significado: Sinal para começar alguma coisa.
Origem: Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade. Historicamente, a expressão «dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).
Nota: Escreve-se lamiré, com o r pronunciado como em caro..
NOTA: segue oportunamente a continuação-parte II

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A RUA DE SÃO PEDRO ...







Caminho para nascente ao encontro do passado. De um Tempo remoto disfarçado de presente. Olho a planície silenciosa, aqui e ali invadida por aglomerados de pinheiros e eucaliptos que resistiram à fúria devastadora do lume. Ao longe, diviso pequenos lugares de casas brancas estendidas ao sol de outono, rendidas ao passar dos dias e dos anos. Vou rodando em círculo no meu carro, num labirinto de estradas ausentes de gente e de vida, até que uma pequena placa indicativa plantada na berma do caminho, indica-me que cheguei ao meu destino de viagem.
Não fui ali porque quis. Fui porque as circunstâncias assim o exigiam e o coração também. Perdi um amigo de longos anos.

Com o rodado do carro a trepidar na calçada, parei. Saí, bati com a porta, olhei a torre da modesta igreja e o sino. Lá dentro, na penumbra do pequeno templo, vi um homem idoso vestido no rigor dos seus paramentos – era o padre. Com um discurso formatado e sem grandes rasgos de retórica, lá levou a homilia a bom porto.

Depois o sino tocou e o cortejo partiu lento. No regresso de me despedir do meu amigo, percorri a pé a rua empedrada. Ali, do lado esquerdo, sentada num banco de madeira, vejo uma idosa vestida de negro. Cumprimento-a e ela responde-me com o afeto de quem dá as boas vindas a um forasteiro. Depois falou-me da sua vida naquela pequena aldeia onde vive sozinha. Lembrou o marido que partiu há quatro anos e do filho que está longe, lá para as bandas da capital. E lastimou-se da sua solidão. Com o bordão que lhe repousa no regaço, aponta-me a sua casa ali do outro lado da rua. Uma casa simples e bem cuidada. Enquanto fomos dialogando, apareceu um homem. Era ainda jovem e muito falador. Sem rodeios, foi-me falando da região que conhece bem e dos trabalhos temporários que já teve aqui e ali, fosse na agricultura, na construção civil ou numa carpintaria lá mais para os lados da serra. Mas lá, naquele lugar, estão as suas raízes – fundas raízes – que o fazem ser feliz. Enquanto fala, vai batendo com o punho cerrado na porta de uma vizinha que não acode ao chamamento. Então, em bicos de pés, espreita pelo postigo enquanto continua em voz alta a clamar pela presença de quem se terá ausentado, talvez para regar as hortas ou dar de comer ao “vivo” no curral. Perguntei-lhe então, em jeito de despedida, qual o nome daquela rua. Disse-me que era a Rua de São Pedro, onde apenas habitam quatro pessoas. Aqui, nesta rua, somos uma família - disse-me. Despediu-se de mim com um sorriso de cortesia. Apertámos a mão e parti, meditando naquele pequeno universo cósmico de uma modesta rua e de quatro almas que sobrevivem de uma solidariedade partilhada, num futuro que não existe naquele vácuo do Tempo. Resta apenas a crença férrea de quem acredita na utopia da Terra Prometida, de que o cura vai falando anos a fio na missa dominical a que acorrem com fervor ao toque metálico e prolongado do sino.

Lembrando o amigo que ali deixei para sempre e olhando a torre sineira agora muda e envolta no marasmo dos dias, abandonei aquele lugar na procura do meu berço coimbrão. Para trás,  ao declinar do sol, ficou uma Beira Baixa perdida e esquecida na encruzilhada de todos os seus encantos, desencantos e mistérios.
Voltarei.
Quito Pereira                 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

RARIDADE HISTÓRICA


Raridade!!!!!

Um documento raro e com uma carga histórica de grande valia...



A COEXISTÊNCIA FUGAZ DA PONTE PENSIL  COM A PONTE D. LUÍS, NO PORTO É UMA RARIDDE.

Esta fotografia merece toda a atenção dada a sua particularidade de mostrar a extinta Ponte Pênsil a par da Ponte Luís I o que deverá fazer dela uma raridade fotográfica visto que as duas pontes coexistiram durante um curto período de tempo, entre 1886 e 1887.
A imagem foi obtida por George Tait, a partir do local onde é hoje o Jardim do Morro (em Vila Nova de Gaia).


domingo, 3 de dezembro de 2017

FOTO "FORMIDÁVEL" ACADÉMICA

Nesta foto está um jogador da nossa juventude no Bairro.
Morou na Rua A- Vasco da Gama
TÓ Gonçalves
Muitos outros jogadores conhecidos de épocas brilhantes
7º  na fila de cima

AAC  0/V. Setúbal  0
18-10-1959
A expectativa de GONÇALVES...não será satisfeita. A bola não entrará na baliza sadina,
à guarda de Mourinho

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CURIOSIDADES

O jornal em papel, como sempre o conhecemos, realmente não poderá nunca ser substituído pela internet.

  A seguir, alguns dos importantes usos do jornal:

  Uso doméstico:
  Cobrir bananas ou abacate para amadurecer.     Recolher lixo.
  Limpar vidros.
  Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
  Embrulhar louças numa mudança.
  Recolher a caca do cachorro.
  Forrar a gaiola do passarinho.
  Cobrir os móveis e o chão antes de pintar a casa.
  Evitar que entre água por baixo da porta.
  Proteger o chão da garagem quando o carro está a pingar óleo.
  Embrulhar o tacho do arroz para o manter quente.
  Fazer palmilhas para os sapatos para os dias frios e chuvosos.
  Matar moscas, baratas e demais insectos.
  Na época da crise económica, usá-lo como papel higiénico,    mesmo que seja um pouco duro.

  Uso educativo:
  Bater no focinho do cão quando faz xixi dentro de casa.
  Fazer barquinhos de papel.
  Arrancar um pedacinho em branco para anotar um número de  telefone.


  Usos comerciais:
  Alargar os sapatos.
  Encher carteiras de senhora para conservar a forma.
  Embrulhar peixes.
  Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
  Fazer um chapeuzinho para o pintor.
  Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
  Embrulhar quadros.
  Embrulhar flores.


 Uso festivo:
  Acender a churrasqueira ou a lareira.
  Rechear a caixa do presente-surpresa.

  Outros Usos:
  Fazer bolinhas para atirar aos companheiros de classe.
  Fazer uma capinha para o machado ou foice.
  Nos filmes, para os bandidos esconderem o revólver.
  Para te esconderes atrás dele quando não queres que te vejam.

 
AH,  ... e por último para ler as notícias !

  Alguém consegue fazer isto tudo com o computador?


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

LEMBRANÇAS ...

Aqui se cozeu o pão da sobrevivência em tempos remotos. Também as tijeladas, em dias de festa na aldeia. Agora tudo morreu. Já só resta o silêncio. E as grilhetas que nos acorrentam às lembranças. O passado esfumou-se no trote do cavalgar dos dias e o futuro também partiu. Restará apenas a esperança, que um dia debaixo dos escombros deste velho forno de lenha, sobreviva um pedaço de história que não deixe perecer os costumes e as memórias de um povo.
Quito Pereira. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

ANIVERSÁRIO DA IDA A LUA-Reposição de 21 de Julho de 2010 -Texto de RUI FELÍCIO


 Era domingo.Durante todo o dia a rádio ia noticiando a chegada do homem à Lua… A célebre frase do astronauta afirmando que o passo que acabara de dar em solo lunar era um passo de gigante para a humanidade, era escutada repetidamente nos pequenos transístores que nos mantinham ligados ao mundo.


Claro que não havia televisão na Guiné e, mesmo que houvesse, jamais seria vista em Samba Cumbera, pequena tabanca onde a luz nos era fornecida através de garrafas de cerveja cheias de petróleo, nas quais se embebiam torcidas de desperdício que, depois de acesas, nos enchiam os pulmões de fuligem e fumo.

Mas nos confins da mata, longe de toda a civilização, a importante notícia precisava de ser partilhada e divulgada... Os soldados se encarregariam de o fazer à sua maneira, junto das bajudas.Por mim, preferia meditar sobre o assunto, silenciosamente... Afinal os nossos avós jamais imaginariam que alguma vez o homem pudesse chegar à Lua, apesar de Júlio Verne, o visionário do século anterior, já o ter previsto…

E, longe das mais modernas evoluções da ciência e da tecnologia, os naturais da Guiné que nasciam e morriam na sua aldeia da selva sem nunca sairem do pequeno perímetro onde viviam, muito menos sonhariam com essa utópica possibilidade de o homem chegar à Lua.

Como muitas vezes fazia, depois de jantar, sentei-me numa cadeira de fula, onde descansava semi deitado, olhando o céu, nessa noite muito limpo e estrelado…Bem alto, a luz branca da lua, em quarto crescente, derramava-se pela orla da floresta e pelos cones de capim dos telhados das tabancas, desenhando sombras fantasmagóricas pelo terreno limpo do centro da aldeia.

E mantive-me assim deitado, o olhar fixo na lua, tentando perscrutar o mais pequeno sinal da presença do homem que eu sabia estar ali vagueando, em qualquer lugar do Mar das Tempestades…

Não sei quanto tempo assim me mantive, absorto, atento e quieto… Despertei e voltei à realidade com a voz do meu simpático amigo Samba, Chefe da Tabanca de Samba Cumbera, que me perguntava se podia sentar-se a meu lado, para o qual arrastara uma cadeira semelhante à minha…

Era um homem de grande cultura árabe, que conhecia muito da história do islamismo, que sabia com um estranho rigor a exacta direcção de Meca, que lia e escrevia árabe, que conhecia em pormenor toda a história dos Fulas e da razão de ser da sua permanência na terra da Guiné… Para onde, dizia, foram empurrados em sucessivas lutas tribais com os seus rivais Mandingas…

As nossas conversas eram normalmente muito agradáveis e, posso dizer, sempre aprendi mais com ele do que ele comigo…Temos a tendência e o preconceito de avaliar os outros, pelos nossos parâmetros e pela nossa cultura, catalogando-os de bárbaros e analfabetos só porque não têm o conhecimento e a instrução, medidos pelos nossos padrões.

Aprendi que no meio daquela gente, existiam homens com conhecimento mais vasto e aprofundado que muitos dos nossos soldados… O Samba era um deles…Perguntou-me porque estava tão pensativo e quieto… Respondi-lhe que aquela noite era muito especial para o mundo, porque estava se passando algo que nunca antes tinha acontecido…

Franziu o rosto, comentando que, pelo meu ar, não devia ser coisa boa… Sorri, dizendo-lhe que era exactamente o contrário…E, embora sabendo de antemão a resposta, perguntei-lhe apenas como forma de iniciar a revelação do que estava acontecendo:
- Sabes que neste preciso momento um homem como nós caminha na lua que está ali em cima diante dos nossos olhos?

A reacção foi inesperada e contrária a tudo o que eu teria imaginado:
- Alfero! Não é um homem como nós, não! É o profeta Maomé que, juntamente com Alá dali nos vigia a todos, para nos proteger, nos ensinar o caminho justo e para nos castigar quando dele nos desviamos…

E prosseguiu:
- Como é possivel que homem grande e instruído como o Alfero, só hoje soubesse isso? Não entendo mesmo!...

Pensei durante uns segundos se devia argumentar, puxar dos meus galões de homem civilizado, e demonstrar-lhe a minha suposta superioridade, provando-lhe que não era nada daquilo que ele dizia. Desisti de o fazer…

Afinal, ambos nos estávamos alimentando de sonhos… e, cada um à sua maneira, sentíamo-nos felizes pela beleza insubstituível de um luar africano em noite calma e límpída…Independentemente de quem lá estava caminhando naquele momento…

Rui Felício,
Ex-Alferes Mil Inf,
3º Gr Comb
CCAÇ 2405
(Dulombi, Guiné, 1968/70)

P.S. - Passados dias, com a chegada de um jornal de Lisboa, mostrei-lhe as fotografias do astronauta pisando a Lua. E, então expliquei-lhe o que realmente se tinha passado naquela noite… Pelo seu ar meio trocista, ainda hoje não sei se o convenci… Mas como ele também não me convenceu que por lá andavam Alá e o Maomé, ficamos quites, cada um na sua... em paz!

ANIVERSÁRIO

MARIA DO ROSÁRIO OLIVEIRA LOPES DA COSTA

                          MIMI

29-11-1946

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!












segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA

    Lajedo do Pai Mateus e Sacas de Lã - PARAÍBA-BRASIL

    Fotos de Alberto Lopes
    (Bétinho do nosso tempo do Bairro, Rua A-residente no Brasil)

Ver mais em:
https://www.tripadvisor.pt/Attraction_Review-g2577795-d4022861-Reviews-Lajedo_de_Pai_Mateus-Cabaceiras_State_of_Paraiba.html#photos;geo=2577795&detail=4022861&ff=252797212&album

domingo, 26 de novembro de 2017

CURIOSIDADES ...FIM DE FÉRIAS...

FIM DE FÉRIAS

Situação: O fim das férias.

Ano 1964:

Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar e os miúdos para as aulas. 
Ano 2017:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.


Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano de 1964
Não se passa
 nada.


Ano 2017: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O Pedro está a pensar ir até à mata depois das aulas, Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder cortar uns ramos e fazer uma fisga.

Ano 1964:
O professor vê, pergunta-lhe onde se vendem daquelas navalhas, e mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2017: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.


Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1964
Os companheiros animam a luta, puxam por eles, e o Carlos ganha. Apertam as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2017: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar. O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1964: Mandam o Jaime falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.


Ano 201
7:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.




Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1964:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem-sucedido.

Ano 2017:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.


Situação: O Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A professora encontra-o sentado na berma da pista a chorar  e abraça-o para o consolar.

Ano 1964: Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2017: A professora é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a professora por trauma emocional, ganhando ambos os processos.
A professora, no desemprego e cheia de dívidas, suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da professora por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.


Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

Ano 1964:
Depois de uns socos de parte a parte, levantam-se e vai cada um para sua casa.
Amanhã são amigos.

Ano 2017: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude skinhead finge revoltar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.


Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1964:
O professor espetava-te duas valentes lambadas bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2017:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
desculpa e compra-te uma Playstation 4.


Enviado por José Afonso