quinta-feira, 27 de abril de 2017

JARDINS FLORIDOS - BAIRRO NORTON DE MATOS

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Roseira brava no vento Vai espalhando a semente Roseira brava é lembrar Quem se não lembra da gente
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

ENCONTRO COM A ARTE

Caros amigos
Na próxima quinta feira, dia 27 de Abril,  pelas 18:30, na Escola Superior de Educação de Coimbra,  terá lugar o lançamento do livro É O CORAÇÃO QUE ESCOLHE, com texto de Ana Alegre e ilustração com pinturas da minha autoria. 

Em simultâneo, será inaugurada a exposição de pinturas constantes do livro.
Se tiverem disponibilidade,  a vossa presença dar-nos-ia muito gosto.

Um abraço
Maria Guia Pimpão


UM TAL PIMENTEL ...





 Não me calem as memórias ...
Hoje tenho que saudar Abril. Hoje tenho que saudar a felicidade de não ver os meus filhos partir para a guerra. Porque eu parti para a guerra.    

Trago ainda comigo as chagas de tempos proscritos. Não amordacem a alma dos que viajaram para um horizonte incerto. Não passem uma esponja por cima da dor e do sofrimento, como quem limpa de um quadro negro da escola, uma frase incómoda ou desadequada. 

Nós, os que sofremos na carne a guerra crua, exigimos que nos respeitem. Somos passado. Mas também somos presente.


Não me calem as memórias. Porque Abril é presente mas também é passado. O passado que Abril livre me permite recordar em letras disfarçadas de palavras, sem ter ninguém a meter o nariz no meu atormentado pensamento. A esventrar a intimidade do meu sentir. A devassar os meus ideais sonhadores.


Naquele dia de Páscoa, nas margens de um rio  Corubal largo e tranquilamente sinistro, um simples tiro deu origem a um bombardeamento violento. Nós, na margem poente, não tínhamos aquele potencial de fogo que vinha da outra margem. A coberto de uma mata cerrada e deitados no chão, conseguimos confundir o inimigo impiedoso.


Para mim, aquele era o dia do Juízo Final. Pensei que a minha existência terminara ali, naquele fim de mundo de árvores frondosas, abelhas em fúria e capim. Naquela Guiné de mil perigos e mil mistérios.


Os soldados, os que acreditavam na Proteção Divina, erguiam as mãos aos céus pedindo a Graça de continuar a viver. Das transmissões móveis, pedimos aviões em lancinante grito de socorro. E foi do Céu que chegou o milagre, cerca de trinta minutos depois que pareceram séculos.


Uma formação de dois caças Fiat, troaram por cima de nós. O comandante daquela pequena esquadrilha de aviões identificou-se pela rádio e disse em tom seguro e tranquilo de voz:


- Tenham calma, sou o Major Pimentel e vamos tirar-vos daí …


O bombardeamento sobre o inimigo foi pesado. 

Deitados, sentíamos o chão a saltar, como se fosse um tremor de terra, apesar do inferno ser agora sobre o antagonista . Colunas densas de fumo negro e denso, erguiam-se no céu em espiral, resultantes da vegetação a arder. Depois, quando as bocas de fogo inimigas se calaram, os aviões picaram sobre o local e a rajadas de metralhadora vomitadas dos caças , varreram tudo. Depois, apenas o silêncio. E eles, os nossos salvadores, depois de se certificarem em voos rasantes que a missão estava cumprida, partiram rápido e em silêncio.


Regressámos exaustos e todos, sem feridos nem baixas.


Não sei quem é o Major Pimentel. Hoje, provavelmente, também já pertencerá à geração grisalha. Tal como o piloto do outro caça. Ambos fazem parte da minha tribuna de heróis sem rosto. 

Os dois pilotos, talvez hoje nem tenham consciência de que muitos de nós lhes devemos a vida. Estou – lhes grato. A eles e à Força Aérea. Profundamente grato.


Sempre que celebro Abril, não o faço no calor das ruas. É no meu lar, na minha intimidade e envolto em pensamentos dispersos, que recordo aquele momento de êxtase coletivo. 

Mas, antes desse Abril libertador, antes de um aclamado Salgueiro Maia e muitos outros terem protegido o nosso viver coletivo, já eu tinha alguém que se cruzou comigo e me protegeu debaixo das suas asas, não numa alegoria, mas no rigor das palavras e que me permite ter hoje ao colo o meu irrequieto e amado neto. 

Um anónimo, um tal Pimentel que, naquele dia foi Deus na forma como O queiram interpretar, apesar de na escala da nossa sociedade terrena ser, apenas e só naquela época distante, um distinto Major da Força Aérea Portuguesa. 
Quito Pereira  



terça-feira, 25 de abril de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - POESIA

Que é feito do Mês de Abril?

Que é feito do mês de Abril
que nos circulou pelas veias?
Que é feito das ruas cheias
quando o sol era um balão
e andava tudo ao contrário
as estátuas vinham ao chão
e o sonho era o nosso horário?

Que é feito do mês do sonho
quando o sonho era concreto
e tinha forma de casas
portas abertas
e pão,
quando o sonho que sonhámos
era um filho colectivo
parido pela multidão!

Foi então
num país
de repente sem fronteira
foi a feira
a desgarrada
foi o espanto dos abraços
na arquitectura sem margem
duma terra a conquistar

Foi um país que acordou
com planícies no olhar
e a concertina a tocar
dentro do peito.
             Que é feito do mês de Abril?
Soldados a quem dissemos:
amigos eh! pá! irmãos
operários que descobriram
um espaço para além das mãos
e as mulheres trabalhadeiras
que rasgaram seus vestidos
para as bandeiras de alegria
com que Abril foi envolvido.
            Que é feito do mês de Abril?

Foi um país impaciente
que de pé se quis em flor
foi o riso das guitarras
cansadas de choro e dor
foi a alegria fabril
foi a força da razão.
             Não esqueças o mês de Abril!
             Não esqueças que és multidão!

José Fanha
           

ANIVERSÁRIO

FERNANDO BEJA LOPES

25-04-1946

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!




segunda-feira, 24 de abril de 2017

CASA DA URRA-PORTALEGRE...

...com  a presença de amigos  que agradecem ao Cândido e Liliana a atenção dispensada na visita a tão interessante e grandioso  empreendimento agro-turistico!






























           Lau falando com o irmão Toninho no Canadá


A NOBREZA DE UM GESTO ...






 Michele Scarponi ...

Ontem sábado, o ciclismo mundial ficou de luto. Michele Scarponi, um dos melhores ciclistas do pelotão internacional, faleceu vítima de acidente em Filottrano, sua terra de nascimento. 

O italiano, que acabara de se classificar em quarto lugar na Volta aos Alpes, tendo inclusivamente ganho uma etapa, deslocou-se a casa para ver a sua mulher e filhos, antes de regressar à competição na Clássica Liége – Bastogne – Liége. 

Tendo necessidade de treinar, saiu de casa na sua bicicleta para não mais voltar. Atropelado por um camião, perdeu a vida. De legado, deixou viúva e dois filhos de menor idade. De legado ao desporto, o ciclista da formação da Astana deixou também vários êxitos desportivos, sendo o mais sonante a vitória na Volta a Itália de 2011.


O trágico acontecimento, deixou o pelotão internacional em choque. Todas as equipas se referiram incrédulas e sentidas perante a triste notícia.


Alejandro Valverde, espanhol de nascimento a correr pela equipa da Movistar, é outra grande referência do ciclismo internacional. Hoje, chegou na frente da última etapa de 258 quilómetros da Clássica Liége – Bastogne - Liége. Venceu a etapa e ganhou pela quarta vez a importante corrida do calendário mundial de ciclismo.


No fim da corrida, rodeado pelos meios de comunicação social, visivelmente emocionado, preferiu lembrar Scarponi do que falar do troféu que acabava de ganhar. E dizer que os vinte mil euros que lhe são devidos da vitória na prova, vão integralmente para a família do malogrado ciclista. 

Lembrar que Scarponi nem era espanhol nem sequer pertencia à equipa de Alejandro Valverde. Eram, apenas e só, adversários da estrada.


Perante a tragédia, a rivalidade dos dois campeões na arte de pedalar em cima de uma bicicleta alta de competição, teve o seu epílogo.


Alejandro Valverde, deu na tarde de hoje, no final de mais um dia de glória para ele e para a sua equipa, uma lição de que ainda vale a pena acreditar nos Homens. Nos Homens bons, de rija têmpera e coração mole, como este simpático espanhol nascido em Múrcia, capaz desta pérola de solidariedade … 
Quito Pereira    
 

POSTALINHO DA MADEIRA II

As típicas casas de Santana.
Beijinhos e abraços da Daisy e do Alfredo Moreirinhas
     Foto Daisy Moreirinhas

domingo, 23 de abril de 2017

JARDINS FLORIDOS -BAIRRO NORTON DE MATOS

JARDIM DA CELESTE
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A rosa que te dei
Era uma terna e simples flor
Que fez nascer em nós
Um grande amor


José Cid





             Fotos EG

sábado, 22 de abril de 2017

POSTALINHO DA MADEIRA

O deslumbramento do Pico do Areeiro!
Beijinhos e abraços da Daisy e do Alfredo
   Foto Daisy Moreirinhas


sexta-feira, 21 de abril de 2017

ANIVERSÁRIO

DAISY AMARO MOREIRINHAS

21-04-1949

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!






quinta-feira, 20 de abril de 2017

ENCONTRO COM A ARTE..

...alguém sabe o que é isto?
  Sequência da construção... que acho que continua!
São abelhões... 
 2ª camada....
   fotos de Daisy Moreirinhas

ANIVERSÁRIO

ANTÓNIO RUI SANTOS BENTO

20-04-1939

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ENCONTRO COM A HISTÓRIA - SE NÃO SABIA PASSAR A SABER-PARTE III INTERESSANTE

7 - Portugal já se chamou OFIÚSSA
Não há certezas sobre onde moravam exatamente os ofis. Alguns estudos dizem que vivia nas montanhas a norte, entre o Gerês, Trás os Montes e a Galiza, enquanto outros estudos juram que eles são da foz do rio Douro. De um modo ou de outro, os ofis eram famosos pelo facto de idolatrarem as serpentes. Por isso é que se chamava “Ofiússa“, que significava “Terra das Serpentes”. Daí o símbolo dos reis de Portugal ter sido uma serpente alada, a “Serpe Real”. No entanto, esse símbolo também surgiu por influência celta.

8 - Espanha nem sempre foi a nossa única vizinha
Entre nós havia um pequeno país, o Couto Misto, que chega mesmo a ser mencionado nos relatórios diplomáticos que antecederam o Tratado de Lisboa de 1864. Era um micro estado que nasceu no século X e que se extinguiu apenas quatro anos depois de o Tratado ter sido assinado. Este país não tinha mais do que 27 quilómetros quadrados e era completamente independente: não tinha qualquer relação com a Coroa portuguesa nem com a espanhola.

9 - Antes dos lusitanos, estavam cá os estrímnios
Os estrímnios – uma palavra que deriva do latim “Oestremni”, ou seja, “povo do extremo ocidente” – foram o primeiro povo nativo em Portugal. Viviam entre a Galiza, no noroeste espanhol, e o Algarve. Só mais tarde vieram os sefes, um povo que idolatrava a deusa serpente Ofiusa e que eram menos numerosos que os estrímnios. A seguirchegaram à Hispânia os galaicos e os lusitanos, que encontraram uma terra destruída pela guerra entre os sefes e os estrímnios. Também estes recém-chegados tiveram de lutar com os sefes para se poderem fixar por cá.

10 - O pai de D. Afonso Henriques era pastor
Pelo menos é o que sussurram os rumores. A versão oficial é que D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, nasceu do amor entre Teresa de Leão e Henrique de Borgonha, conde de Portucale. No entanto, há outras que dizem que é filho de Egas Moniz ou mesmo de pastor natural de Trás-os-Montes que teria sido incumbido por Egas Moniz de cuidar do pequeno futuro rei. Os rumores até vão mais longe: sugerem que o rei era muito mais alto que qualquer pessoa da sua família…