segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

CARNAVAL NO BAIRRO NORTON DE MATOS....

...Organização da Junta de Freguesia S. António Olivais






















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ANIVERSÁRIO

JOSÉ HENRIQUE OLIVEIRA

              BOBBYZÉ

26-02-1948

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!





Hoje faço 69. Mas lembro-me vagamente de ter sonhado fazê-lo quando tinha 18 anos, numa festa de arromba, tendo como musica de fundo, o indispensàvel  "JE T'AIME,MOI NON PLUS" do Serge Gainsbourg. Evidentemente, com muitas Brigittes Bardots à minha volta. Contudo, hà sonhos que se tornam realidade. Sejam eles tardios ou précoces. O que é certo é que hà Septagenàrios e mesmo Octagenàrios que nunca fizeram 69!!Alguns  passaram por ele, muito receosos de abordarem os 70 como uma porta preliminar à velhice. Outros apontam-no como  "annus horribilis"!!!

Eu nao!Talvez desde cedo influenciado pela densa vegetaçao do pinhal de Marrocos,  adorei sempre cortar mato! Mas a desertificaçao, espelho da mudança climàtica, é hoje bem patente e até virou moda!

 Penso sinceramente que chegou agora o tempo de me investir e ajudar a Saozita a realizar o seu sonho: a criaçao dum  Museu Erotico.

69 - Année Erotique!
  
BobbyZé





    Encontro de Gerações 2008
      Encontro de Gerações 2008

Colmar com os amigos de Coimbra
...bebe-se LICOR BEIRÃO
Com Lisa Doby e amigos na TI LENA TALASNAL
Obrigado Bobbyzé por este convivio e ma minha estreia internacional como "BLUISTA

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Parque Strathearn

Montreal é uma cidade plena de parques de todas as dimensões. Algumas fotos ilustrativas deste pequeno parque para crianças que é muito acolhedor. A sua verdura em pleno meio habitacional convida ao repouso.
Quando há mesas é sinal que é permitido fazer churrasco, o que é típico destas gentes.

ANIVERSÁRIO

LUISA MOURA

25-02-1961

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja 

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

    Uma linda família...FALA cada um deles!E nós!
Caminheira "Bota Cansada"
    Compadres
    4º aniversário Encontro Gerações
   Tuna Meliches-4º Encontro Gerações
Museu nas Caves Joe Berardo em Sangalhos

Pela linha do Tua

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ANIVERSÁRIO

MARIA DE JESUS NEVES
           MARICOTA

24-02-1948

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS









quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ZECA AFONSO- CAPA JORNAL "I" E VÍDEO ZECA AFONSO E RUI PATO

<  HOMENAGEM DE ENCONTRO DE GERAÇÕES

ANIVERSÁRIO

JOSÉ MANUEL SANTOS BENTO

23-02-1945

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!




ANIVERSÁRIO

LAURA SARMENTO

23-02-1962

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!






terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

OS PÉS DE CHUMBO DO EXÉRCITO A CONSTRUIR AERODROMOS ( Ou… quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão…)

Depois de mais de dois terços da comissão em que a CCAÇ 2405 se encontrou dispersa, sempre com pelo menos 3 Grupos de Combate destacados em tabancas circundantes a uma distância razoável de Galomaro onde estava a sede da Companhia, o pessoal foi finalmente reagrupado na tabanca de Dulombi.
Depois de ter construido um quartel em Galomaro e criado as condições de instalação, foi mandada para Dulombi onde nada existia.. Onde nunca tinha estado tropa estacionada…
E a poucos meses do fim da comissão foi necessário recomeçar tudo de novo.
Edificou-se o bunker do Capitão, assim chamado por ser uma autêntica fortaleza de betão armado, de paredes e lajes duplas, à prova de qualquer tipo de projectil por mais potente que fosse.
Para o restante pessoal escavaram-se abrigos enterrados, cobertos de palmeiras e terra, e rasgaram-se variados percursos desenfiados, vulgo, valas de circulação entre abrigos.
Rodeou-se a tabanca de arame farpado duplo, protegido por uma densa rede de minas e armadilhas que o Alf.Mil Raposo espalhou como só ele sabia…
Montou-se debaixo de um enorme mangueiro existente no centro da tabanca, a messe de oficiais e sargentos e ao lado o armazém de viveres…
Sem grande protecção, diga-se…
Faltava, porém, uma obra importante!
Uma pista de aviação que possibilitasse a aterragem dos Dornier, que trariam correio e viveres frescos com assiduidade semanal.
Para além de que a vinda de meios aéreos de reabastecimento, diminuiria em muito o número de colunas de reabastecimento do Dulombi até Bafatá, com o cansaço e perigos inerentes.
Obtidas as autorizações necessárias à sua construção, iniciou-se o planeamento e execução.
Por determinação do Capitão, fui eu o escolhido para dirigir a construção.
Como se eu tivesse algum conhecimento de aviação ou de construção! Mas a tropa manda desenrascar…
Designei como meu adjunto o furriel Veiga ( de Transmissões ), que, como eu, não percebia nada daquilo….
Entusiasmado, sentei-me à mesa com a carta geográfica da zona e, em consonância com o Capitão, traçámos no mapa as linhas delimitadores da futura pista, que ficou definida como ficando paralela ao topo norte do quartel, no sentido Leste-Oeste.
Tinha a grande vantagem de a meio da pista existir uma lomba natural de terreno que, segundo os especialistas da Força Aérea que contactámos, era optima para amortecer a velocidade do avião durante a aterragem e auxiliar a sua subida durante a descolagem.
O Veiga começou de imediato a dirigir o arranque de árvores e desmatagem do terreno escolhido, alargando essa limpeza de árvores nos topos da pista para facilitar a aproximação das aeronaves.
Uma equipa foi designada para recolher, perto de uma fonte existente ali perto, o que pudesse de cascalho e pedra para compactação da pista.
Só quem conhece a Guiné imagina a dificuldade de cumprir esta tarefa…
Costumávamos dizer que a guerra acabaria, se os combates fossem obrigatóriamente à pedrada… Pois cedo se acabariam as munições, tal a escassez de pedras naquela terra.
Quando o terreno já se encontrava limpo e mais ou menos compactado com a passagem constante de camiões e máquinas por cima dele, quis ser eu pessoalmente a dirigir a marcação das bermas da pista…
No fundo, ia proceder à definição própriamente dita do seu desenho definitivo.
Já tinha calculado e recalculado na carta geográfica, os azimutes que serviriam de guia á implantação no terreno das linhas delimitadoras da pista.
Muito compenetrado do meu papel ( sinto me meio ridiculo hoje ao recordar a minha cagança de então, convencido que era o maior….), mandei uns soldados fixarem no terreno duas estacas e coloquei-me no ponto de cota de origem que já antes tinha localizado no terreno.
Espreitei pela ranhura da pequena bussola militar, onde marquei o azimute préviamente calculado na carta, e mandei afastar para a esquerda e para a direita as estacas espetadas no chão mais à frente.
Até que, com ar de mais inteligente que os outros, rematei:
- Pronto! As duas primeiras estacas já estão alinhadas….. Agora coloquem mais duas a seguir àquelas e eu e esta bussola, definirei a sua localização alinhada e exacta….E assim sucessivamente até ao fim da pista!
Notei que um dos soldados que me ajudavam nesta tarefa, olhava para mim com uma expressão de incredulidade.
Era o Rio, soldado do Grupo de Combate do Alf.Mil.Raposo, que na vida civil era pedreiro e que por infelicidade dele não tinha concluido sequer a 4ª classe….
Perguntei-lhe:
- Diz lá Oh Rio… Parece que queres dizer alguma coisa, ou não?
Disse-me:
- O meu alferes desculpe, mas acho que estamos com um trabalho do caraças, quando era muito mais fácil esticar um cordel entre a primeira estaca e outra no fim da pista e marcar no chão o risco que seria a berma.
E continuou:
- O meu alferes só tem que dizer onde quer que a pista comece e onde quer que ela acabe… Depois estica-se o cordel…
Sorri condescendente e retorqui:
- Oh Rio, és um gajo porreiro, mas não te ofendas.. Estas coisas de azimutes e coisas assim, tu não percebes nada disso.. E isso de esticar o cordel pode servir para trabalhos simples, mas não te esqueças que isto é uma pista de aviação!
Continuei pois com o trabalho como eu achava que devia ser feito.
O Rio, disciplinado como era, não voltou a fazer mais comentários.
E chegou o grande dia!
Quando eu dei por concluida a “obra”, o Capitão pediu a Bissau que mandasse um avião inspeccionar a pista e aprová-la para futuros voos regulares.
No dia seguinte, com alguma ansiedade, vimos um Dornier sobrevoar o Dulombi, e depois de duas ou três voltas, disse que ia aterrar, pedindo que o responsável pela construção daquela obra prima se aproximasse do avião para com ele levantar voo de novo…
Logo que aterrou, aproximei-me do Dornier que, ainda com o motor a trabalhar, me aguardava.
Abri a porta e sentei-me ao lado do piloto ( era o Sargento Honório, de origem caboverdeana e tido como um dos melhores da Força Aérea da Guiné ).
Estendeu-me a mão, e perguntou-me de chofre, com ar de gozo:
- O meu alferes é que é o autor deste “aeroporto”?
Respondi-lhe que sim, ainda orgulhoso e convencido de ter feito um excelente trabalho.
Continuou, rindo:
- Já lhe vou mostrar isto visto de cima. Mas já o vou avisando que bem pode limpar as mãos à parede….
Não foi preciso dizer-me mais nada nem subir muito alto…
À medida que o avião ia subindo, reparei no desenho da pista perfeitamente visivel lá de cima.
O traçado ia a direito até ao sitio onde existia a tal lomba de que falei ao principio.
Depois disso, desviava-se considerávelmente do traçado inicial, fazendo uma declinação de alguns 30 graus para a direita.
Dito de outra forma, aquilo que deveria ser uma linha recta, era de facto um L mal desenhado…
Fiquei descoroçoado….e perguntei-lhe:
- E agora… Temos que refazer tudo e corrigir o erro, não é?
Ele disse:
- Nada disso, a Força Aérea aterra em qualquer sitio! Não se preocupe….
Vai ver agora na aterragem, o que eu vou fazer….O avião percorre metade da pista e a meio só tenho que lhe dar um cheirinho para a direita
Desconheço se a pista ainda existe….
Mas a verdade é que mesmo torta ela foi de grande utilidade, e os aviões aterravam lá uma vez por semana…
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E aprendi uma lição para o resto da vida:
A mais simples opinião de um analfabeto nunca deve ser desprezada…
Ela contém sempre algo de experimental que o conhecimento da escola nos não dá…
E a experimentação pode conter formas expeditas de resolver os problemas, muitas vezes mais inteligentes que as elaboradas formas cientificas estudadas nos gabinetes..
Rui Felicio
Ex- Alferes Mil.Inf.
CCAÇ 2405


NOTA: Postagem publicada em 28/07/2010

ENCONTRO COM A ARTE- FOTOGRAFIA

   "Bota Cansada"
     Torre da Igreja de Penacova"
Foto de F. Oliveira

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ANIVERSÁRIO

JEAN YVES SOGUET

20-02-1947

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações".deseja


JOYEUX ANNIVERSAIRE!

PARABÉNS!


sábado, 18 de fevereiro de 2017

DELICIOSO EPISÓDIO. QUANDO A ACADÉMICA ERA ESTUDANTIL...

"Comentário do Quito à postagem-INCONVENIENTES DAS HOMOLOGIAS" de António Curado

















Delicioso episódio. Quando a Académica era estudantil. Quando a Académica era, no campo desportivo, o prolongamento de uma cidade universitária ímpar. Essa Académica, guiava-se por valores e por gente dedicada, que não abdicava de manter a Académica na seu trilho desportivo e estudantil. 

Naqueles anos e muitos mais que se seguiram, a Instituição fabricou lendas da camisola negra. Alberto Gomes, Capela, Ramin, Curado, Bentes, Rocha e os lembrados irmãos Campos e Maló, entre outros. 

A glória desses tempos, são também páginas brilhantes da história desta cidade. Coimbra não era apenas a Académica mas também era Académica. 

A nível desportivo, Coimbra era bastião de algo diferente. Uma pedrada no charco do desporto profissional. Fosse em futebol ou no basquetebol.Quem esquece Mário Mexia, Saraiva ou Gui? Sim, apenas os mais novos não o saberão.

Desconstruí-se a Académica na fogueira de tempos revoltosos e necessários. Mas, como é histórico, tempos conturbados transversais aos séculos, foram sempre tempos de excessos, quando a emoção por vezes suplanta a razoabilidade. E a Académica, na sua matriz estudantil, foi na enxurrada. 

Depois mudou de sexo, deixando os seus milhares de seguidores em Coimbra e na diaspora, orfãos da sua identidade desportiva.

- O meu clube é o Académico- diziam alguns de olhos no chão. 

- Qual Académico, diziam os regimentos de outros emblemas. Académico do Porto - perguntavam? 

- Não de Coimbra ... 

- Ah, és da Académica de Coimbra! 

Sim, de Coimbra. Até os outros, que não vestiam a "negra" mas que com ela simpatizavam, recusavam a Briosa disfarçada de masculino.

Almeida Santos, teve condão de, entre outros, lutar para que a Académica regressasse à sua identidade primitiva. Porém, ferida de morte. O culto do cifrão e das negociatas pardas, o pântano do desporto profissional, retirou à Briosa o paladar de uma equipa com uma filosofia própria, que não se esgotava em dar pontapés numa bola.

Em 2O12, fomos ao Jamor. Éramos muitos. Milhares. Fomos de camioneta. Levámos violas e cavaquinhos e comemos frango assado debaixo das árvores acolhedoras. E, relembrando 39, vencemos. 

Vencemos vencidos pela emoção. Alguns choraram. Pelo menos, os mais velhos. Os que tiveram a sorte de ainda ter conhecido a irreverência Coimbrã. E ainda hoje me interrogo, se o pranto daquele momento de exaltante amor a uma cidade que ali estava representada, não era apenas e só a saudade daquilo que foi um pouco de nós. A saudade de uma Briosa genuína e amortalhada na sua essência ...

A Académica de hoje, não é Académica de ontem. Saudemos os que a querem perpetuar no meio da tempestade. A Académica de Coimbra de um passado brilhante e inigualável, merecia uma estátua de bronze num qualquer jardim da cidade. Mas apenas os menos novos, ou aqueles que já partiram mas estão presentes, perceberão este SENTIR.

AQUI -PARA VER O QUE FOI ESTE DIA HISTÓRICO 

COISAS SOBRE COIMBRA LIVRO DE ANTÓNIO CURADO


INCONVENIENTES DAS HOMOLOGIAS

      Desde sempre, que jogar na ACADÉMICA DE COIMBRA, é ter a oportunidade de praticar o futebol, num clube de eleição, e, em simultâneo, ter a possibilidade, garantida, de prosseguir os estudos até licenciatura escolhida.
      E, quantos e quantos jovens, através dos tempos, beneficiaram já     dessa
valorizante e pedagógica regalia, muitos deles ainda hoje vivos e gozando das consequências dessa opção.
      Pese, embora, as mais recentes direcções da ACADÉMICA tenham a louvável iniciativa de constituir as suas equipas com o maior número de estudantes  - jogadores possível, a actual orgânica carregadamente materializada de hoje e seus enredos de permeio, nem sempre lícitos, jamais  permitirão que a BRIOSA, nesse aspecto, seja como antigamente.
      Em tempos passados, antes dos cifrões terem tomado as guias do futebol e a política e o protagonismo pessoal nele se terem imiscuído, era ponto de honra a BRIOSA só aceitar, nas suas equipas, jogadores que, na realidade e comprovadamente, fossem estudantes. Tal decisão era de efeitos irredutíveis!
      Para conseguir a colaboração de moços nessas condições, os dirigentes académicos tinham duas opções. Ou procuravam convidar jovens com tal indispensável atributo ou aproveitavam as informações provindas de simpatizantes da ACADÉMICA, residentes nos vários pontos do país, sobre a existência, aqui e ali, mas que, também fossem estudantes ou com a séria pretensão de prosseguir estudos.
      E foi no aproveitamento duma dessas opções, que se deu o verídico episódio, que testemunhei e que passo a narrar.
      Estávamos ainda no “defeso” da época de 1938/39. O treinador, apenas por abnegação e total amadorismo, era o Dr. Albano Paulo, uma antiga glória do futebol académico (já falecido há muitos anos), que, nesta mesma temporada, levaria a BRIOSA à conquista da 1ª TAÇA DE PORTUGAL, vencendo o Benfica, em LISBOA, por 4-3, após uma memorável exibição, feito que, para além do mais, levaria centenas de estudantes que à capital viajaram (de todas as formas e feitios), a banhar-se de alegria (e não só!), nos lagos com repuxo existentes no Rossio, perante o pasmo e simpatia geral dos alfacinhas.
      Pois, em certo dia desse “defeso” de 38/39, o Dr. Albano Paulo recebeu uma carta dum idóneo e bem conhecido simpatizante da ACADÉMICA, informando que, em certa localidade, perto de Viseu, existia um jovem jogador chamado ANTÓNIO TEIXEIRA, cheio de habilidade e que frequentava o ensino liceal, portanto, com a condição “sine qua non” para poder ingressar na turma dos capas negras.
      Os dirigentes da BRIOSA, logo de pronto, escreveram ao indigitado e habilidoso moço, chamado ANTÓNIO TEIXEIRA, sem dele terem, porém, o endereço mais correcto e completo, convidando-o para se deslocar a Coimbra, a fim de realizar um treino para apreciação definitiva das suas faculdades futebolísticas.
      E o certo que, o jovem ANTÓNIO TEIXEIRA, mesmo com a convocação com endereço incompleto (sinal de que recebera a carta), compareceu na terça-feira marcada, no Campo de Santa Cruz, para se sujeitar ao “juízo” final do treinador Dr. Albano Paulo, perante uma multidão de “teóricos. Que, ao tempo, assistia sempre aos treinos semanais.
      Foi uma maravilha, O moço ANTÓNIO TEIXEIRA deslumbrou toda a gente, e logo mereceu a definitiva aprovação geral, ficando assente, de imediato, o seu ingresso na ACADÉMICA.
      Já sede da BRIOSA, então sita na extinta Rua Larga, na Alta, houve que tratar de todos os pormenores para a transferência de clube, da futura residência do novel recruta e, como não podia deixar de ser, da inscrição do jovem estudante, no respectivo estabelecimento de ensino, o que, antes nem ao de leve havia sido, sequer aflorado.
     E, foi, então, quanto a esta última parte, que o Dr, Albano Paulo perguntou ao habilidoso, mas titubeante rapaz e de poucas falas:
       - E agora sobre os estudos. Você está pronto para seguir no liceu ou já para entrar na Universidade?
      Surpreso com a inesperada pergunta e gaguejando um tanto, o jovem futebolista indagou inocentemente;
      - Qual é mais perto da casa onde vou morar?
      Esta inesperada interrogação do moço caiu como uma bomba. Todos os presentes ficaram atónitos. De boca aberta.
      Mas, afinal, o que se dera para originar tamanha confusão. Apenas o facto de, na região de Viseu, e jogando em clubes diferentes, existirem dois jovens distintos, embora com o mesmo nome de ANTÓNIO TEIXEIRA, ambos extremamente habilidosos para o futebol. Todavia, um era, na realidade, estudante, o outro era aprendiz de sapateiro.
       Os dirigentes da ACADÉMICA, sem o endereço certo e completo do verdadeiro ANRÓNIO TEIXEIRA indicado pelo simpatizante da BRIOSA, enganaram-se, involuntariamente, e tinham por isso convocado o seu homólogo, também residente na região visiense, o qual, prontamente, mas sem dúvida com alguma surpresa, se apresentou no Campo de Santa Cruz, onde, de facto brilhou a grande altura, mas que desfeito o engano regressou à terra, com a honra, pelo menos, de ter envergado a camisola dos capa-negras durante as horas do treino e rodeado de todas as atenções, mesmo depois do “barrete” enfiado pelos dirigentes académicos.   

      Enfim, este gracioso e inusitado acontecimento, foi mais um exemplo dos inconvenientes das homologias!
     



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

REVISTA IMPRENSA - DIÁRIO COIMBRA-VEM AÍ O CARNAVAL-TEMOS RAINHA NO BAIRRO

NOTA EG: DESFILE  DE CARNAVAL JUNTA FSAO- BAIRRO NORTON DE MATOS

  DIA 26 DE FEVEREIRO PELAS 15 HORAS-JUNTO CENTRO NORTON DE MATOS
 PRAÇA INFANTE DOM HENRIQUE