domingo, 26 de março de 2017

COIMBRA-Lá longe ao cair da tarde...Nasce Mondego...



Lá longe ao cair da tarde                                                                Lá longe ao cair da tarde
Vejo nuvem d´ oiro                                                                         Quando a saudade
Que são os teus cabelos                                                                  Se esvaia ao sol poente
Fico mudo ao vê-los                                                                        Como canção dolente
São o meu tesoiro                                                                           De uma mocidade
Lá longe ao cair da tarde                                                                 Lá longe ao cair da tarde
Nasce na Estrela o Mondego...            ...  atravessando Coimbra


Nasce na Estrela o Mondego                                                      Atravessando Coimbra
Vem passar junto à Felgueira                                                     Atravessando Coimbra
Nasce na Estrela o Mondego                                                      Vai parar junto à Figueira
Vem passar junto à Felgueira                                                     Vai parar junto à Figueira

Corre Mondego, devagarinho                                                     Se ouvires dizer algum dia
Paz e sossego, vai de mansinho                                                 Que um estudante morreu
Corre Mondego, devagarinho                                                      Se ouvires dizer algum dia                              Paz e sossego, vai devagarinho                                                  Que um estudante morreu                                                                                  

Reza-lhe uma Avé-Maria                                                           Corre Mondego, devagarinho
Reza-lhe uma Avé-Maria                                                           Paz e sossego, vai de mansinho
Que esse estudante sou eu                                                       Corre Mondego, devagarinho
Que esse estudante sou eu                                                       Paz e sossego, vai demansinho          

sábado, 25 de março de 2017

INTERLÚDIO MUSICAL - SALÃO BRAZIL COIMBRA

Concerto no Salão Brazil com STAUB QUARTEL, formado pot Carlos Zíngaro, Miguel Mira Hernâni Faustino, e Marcelo dos Reis apresenta, em primeira mão, o disco "HOUSE FULL OF COLORS", editado pela JACC Records. Música livremente improvisada.


    Na guitarra MARCELO DOS REIS, director da Academia de Música do Centro Norton de Matos VÍDEO EG

quinta-feira, 23 de março de 2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

Um dó li tó

Era de mi nó...
Depois do outro lado da rua limpo, ficaram todos aconcegadinhos.
Foto: Lucinda

terça-feira, 21 de março de 2017

REVISTA DE IMPRENSA-D.C. A BRASILEIRA- SALA DE MÚSICA





EXTRA: A excelente sala do Restaurante da Brasileira

    EG

DIA MUNDIAL DA POESIA de José Fanha e também dizer poesia por Napoleão Mira

NO MEU PAÍS É QUE HÁ SOL


No meu país é que há sol
todos podem ler
isso está escrito nos cartazes
no meu país       há oliveiras
                           há vinho e pão
                           um grande mar
há casa brancas
sombras no chão
mas quem está desperto
o meu país tem cor dum deserto.

No meu país é que há sol
no meu país
uma grande ilusão
um chão seco
sobreiros queimados
e o vai-vem
dos moliceiros sossegados
porque a tormenta é no mar.

No meu país é que há sol
no país tudo a esperar

que um sonho se faça cidade
país
meu país por achar

No meu país é que há sol
no meu país
o Verão é eterno
pois até no Inverno
estás seco país

Teu chão dá trigo
tu amassas o pão
teu chão dá uvas
tu fazes o vinho
mas de que te serve
se o pão e o vinho não são para ti
não te deixam comer.

No meu país é que há sol
no meu país há campos há rios
tanta coisa para cantar
mas as árvores não crescem livres
os homens não sabem cantar.

Todos se conformam 
porque
           no meu país é que há sol


José Fanha-poesia


E Também
            

domingo, 19 de março de 2017

O RELÓGIO DO CUCO - TEXTO DE JOJO DE 2010 -REPOSIÇÃO


Com um grande abraço para o Jo-Jo !!
Nota. (em 2010 publicado por J. Leitão)


Tinha os meus 16 anos.
Pedi aos meus pais para ir a uma festa de amigos a seguir ao jantar...
Autorizaram-me sob a condição de não aparecer em casa depois da meia noite.
- Prometo! disse eu...
Mas as horas foram passando e as bebidas e o álcool a acumularem-se no estômago e no sangue, cada vez em maior quantidade. Pouco antes das 3 da manhã, bêbado que nem um cacho, despedi-me dos outros que estavam como eu, ou piores ainda, e fui para casa.
Mal entrei e fechei a porta, o relógio de cuco que tínhamos no hall disparou, o pássaro de madeira saiu da gaiola e cantou 3 vezes. Receoso que os meus pais tivessem acordado e se apercebessem das horas tão tardias, resolvi tentar imitar o relógio e fazer "cu-cu" mais 9 vezes.
Assim, para quem ouvisse o cuco, seria meia-noite! Fiquei orgulhoso de mim mesmo, por me ter ocorrido uma ideia tão brilhante e oportuna. Pelo silêncio da casa, a habilidade parecia ter surtido efeito.
Tinha evitado o sermão e missa cantada que o atraso me agoirava .
Na manhã seguinte, o meu pai perguntou-me a que horas tinha eu chegado.
Respondi-lhe:
- Devia ser mais ou menos meia-noite!
O ar do meu pai não denunciava qualquer desconfiança. Parecia que daquela vez eu tinha escapado! Graças à minha repentina imaginação... Então ele voltou-se para a minha mãe e disse-lhe calmamente:
- Precisamos de um relógio novo, ou de mandar reparar este... E prosseguiu, perante o meu olhar atento e progressivamente mais incrédulo: - Esta madrugada o nosso relógio fez "cu-cu" 3 vezes, depois, não percebo porquê, berrou um prolongado "meeeerda!".
Fez "cu-cu" mais 4 vezes e espirrou estrondosamente.
Voltou a cantar mais 3 vezes, gorgolejou duas pastosas gargalhadas e acabou por fazer "cu-cu" mais 2 vezes.
A seguir deve ter tropeçado no gato que miou assanhado, deitou abaixo a mesinha da entrada da sala, arrotou cavernosamente, vomitou na carpete e só depois é que recolheu à sua casinh
a
.

JoJo



sábado, 18 de março de 2017

EM MODOS DE POSTALINHOS...

Com beijinhos da Daisy que enviou 5 fotos da visita ao Castelo de Montemor o Velho...depois de uma visita a EREIRA e passagem pelo restaurante Bernardes...







                     Fotos de Daisy Moreirinhas

30 ANOS DE SAUDADE....HOMENAGEM DE "ENCONTRO DE GERAÇÕES"



Passados 30 anos depois da sua partida, o Teatro Académico Gil Vicente (TAGV) convidou os amantes de Zeca Afonso para um concerto em celebração do seu legado musical, protagonizado pela Tuna Académica da Universidade de Coimbra e pelo Orfeon Académico de Coimbra, ontem pelas 21h30. José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, mais conhecido por Zeca Afonso, é uma figura incontornável do panorama musical português dos anos 70. O cantor e compositor chega a Coimbra com apenas 11 anos, onde faz o liceu e vive a sua vida académica. Os valores da academia foram-lhe transmitidos, em grande parte, através da participação no Orfeon e na Tuna, deixando uma marca profunda na música da cidade que dura até aos dias de hoje. “Ainda hoje se canta Zeca Afonso, todos cantam e conhecem. Pensámos em fazer-lhe esta homenagem porque é um marco na história do Orfeon e da música de Coimbra”, revelou à TSF André Leite, atual presidente
(nota este texto, adaptado, foi extraído de:Comunidade Cultura e Arte)
     Foto Celeste Maria Rafael

sexta-feira, 17 de março de 2017

BAIXA DE COIMBRA-UM ESTUDANTE, UMA VIOLA, UMA CAPA NO CHÃO.MOEDAS QUE CAEM...

    Vídeo EG

ANIVERSÁRIO

JOSÉ ALVIM


17-03-1942

Nesta data  especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES"

PARABÉNS!
    Centro Norton de Matos
  2º aniversário Encontro de Gerações

quarta-feira, 15 de março de 2017

O MAR À PINOTA ...



 Mar bravo. Bravo mar ...

Largar as amarras do pensamento neste dia de sol de Fevereiro. Saudar o passado como se ele fosse o  presente. Lembrar as férias de infância e partir à desfilada rumo à Praia da Nazaré.

Pressinto-lhe no rosto a alegria da chegada. De recordar esta e aquela casa onde viveu momentos inolvidáveis na companhia dos pais e irmãos. Era um mês inteiro de glória, de correrias pela avenida, de perseguição ao homem dos “Robertos”, aqueles bonecos de praia que o artista manuseava com as mãos, escondido numa pequena estrutura em madeira com umas saias. Os bonecos eram a alegria da criançada, que os via aparecer pela parte superior daquele palco improvisado e itinerante, que corria o areal de lés a lés, na procura dos magros tostões que iam caindo com um som metálico num velho púcaro de lata, pela generosidade da assistência divertida, com as crianças em êxtase naquele mundo de fantasia.

Inevitável era o polícia e o ladrão que personificavam o bem e o mal. O polícia de bigode negro, corria atrás do ladrão com o cassetete e … toma … toma … toma … desancava a cabeça do meliante, perante a alegria e as palmas da pequenada.

Mais tarde também com os filhos. Um renovar de memórias numa praia da Nazaré já mais cosmopolita e talvez menos genuína. Mas a Nazaré de Dom Fuas, terá sempre o encanto das varinas das sete saias e o peixe cor de prata a saltar na malha das redes. E o elevador que, no seu lento caminhar, leva o forasteiro encosta acima à descoberta de uma lenda.

Embrenhando – se pelas ruas estreitas, a minha companheira de viagem lá vai recordando tempos de felicidade. Naquela casa era o cinema e foi ali que vi um filme dos “Beatles”, diz-me com o entusiasmo de quem revive o momento.

Cansado de tanta andança, sentei-me junto ao mar numa esplanada num momento a sós. Direi antes, na companhia do mar sereno e de um sol fagueiro. Foi com perplexidade, que vi um Atlântico dócil e um areal encapelado. Sim, porque as máquinas fizeram barreiras com a areia da praia para suster as arremetidas do mar. Enormes castelos para proteger as lojas e a avenida principal da Nazaré.

Dei comigo a pensar que, com aquele mar tão calmo, quem dirá que esconde o diabo no ventre. De repente desfigura-se, apodera-se de ira e leva tudo à sua frente sem defesa.

De novo com a minha companheira, passeamos pela avenida. Ali, junto a uma esquina, um casal vai vendendo recordações da Nazaré. Ele, o senhor Orlando, já de idade simpática, sentado numa pequena banca, com os seus dedos grossos e óculos muito graduados, vai produzindo pequenas maravilhas, como pequenos barcos coloridos em madeira, atrativos ao olhar de quem passa. Ela, a sua mulher, tem a alegria a iluminar-lhe o rosto e parece estar de bem com a vida.

O artesanato alusivo ao quotidiano dos nazarenos, que se pode ver em quase todo o comércio local, é a alma de uma terra que balança entre um mar que a abraça e os turistas ávidos de sol, de praia, e de aventuras que ajudem a sacudir as preocupações de um ano de canseiras.    

A compra de algumas recordações, deu pretexto para uns minutos de conversa animada. De novo lembrar o passado e falar do herói do momento, um tal MacNamara que cavalga o “Canhão da Nazaré”, quando o mar está à “Pinota”. Um hino ao heroísmo.

O mar bravo é o mar à Pinota, esclarecem então os vendedores, enquanto vou observando os artigos expostos dos mais variados preços.

Pinota é nome de um homem. Neste caso, de uma figura típica de tempos remotos, que era conhecido em toda a vila e muito acarinhado na terra. Um dia, um mar zangado alagou a avenida com tal violência que o tragou e arremessou contra a parede de uma casa, provocando-lhe a morte imediata.

Grande foi a consternação das gentes do mar naquela época. Mas ele, o filho da terra, apenas morreu fisicamente, porque continua vivo na mente daqueles que o recordam. Mas também o respeito pelo mar grosso e profundo, num duelo que se manterá pelos séculos, entre a força imortal da natureza e a fragilidade daqueles que com ele convivem, batalhando as ondas na procura de sobreviver dia a dia na busca do sustento que um mar generoso mas por vezes cruel lhes dá.

O nome emblemático do infeliz Pinota, passará de geração em geração, na boca dos homens e mulheres da formosa Praia da Nazaré. 

Talvez ele – no seu triste destino - seja tão imortal como o mar.
Quito Pereira                           

terça-feira, 14 de março de 2017

PASSATEMPO-RECANTOS DA CIDADE

Dificuldade mínima
-que torre se vê na foto à esquerda?
-como se chama a zona onde está situada.





Foto EG

domingo, 12 de março de 2017

NOTÍCIA TRISTE

FALECEU

FERNANDO GASPAR

O corpo encontra-se na Capela Memória do Cemitério de
 Matozinhos.

O funeral realiza-se amanhã segunda feira dia 13 pelas
15 horas


"Encontro de Gerações" apersenta as mais sentidas
condelências a seus filhos, suas irmãs Mafalda Gaspar,
Isabel Maria Gaspar(Ló) e demais familiares.

sábado, 11 de março de 2017

AJA -ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO (NÚCLEO DE COIMBRA) NO PAVILHÃO CENTRO DE PORTUGAL

HOJE À TARDE EM COIMBRA



 
    Rui Pato - Directora Orquestra Clássica do Centro-
 Emilia Cabral Martins- Jorge Castilho - Directora AJA Deolinda Portelinha - Francisco Fanhais
Assinado Protocolo entre Orquestra Clássica do Centro e AJA

        Rui Pato e  Teresa Portugal
     Francisco Fanhais e Rui Pato
Fotos Celeste Maria Rafael

PARA RECORDAR...