O Rafael




«Nascimento e vida
de
Dom Fernando de Oliveira Rafael»

Autor: Alfredo Moreirinhas
Revisão: Daisy Moreirinhas
1ª versão - Setembro, 2012
2ª versão - Maio, 2016


Prólogo

Era uma terra pacata
De gente boa e gente sensata.
O seu Castelo altaneiro
Fazia inveja ao mundo inteiro.
As mulheres tratavam da casa
As crianças na rua a brincar
E os pais ocupados a trabalhar.
As meninas vinham à janela
Ver os rapazes passar!
A Vila, de seu nome Penela
Tinha pouco para contar.
Mas tudo vai ser diferente!...
Numa casa de bom ambiente
Um nascimento acontecia,
Iria dar muito que falar.
E é a partir desse dia
A história que vou contar!


I Acto – O nascimento e a infância

Paulo, vai a correr chamar a vizinha!
Vai, não perguntes nada!
Diz para vir preparada
Que o nascimento já se adivinha.
Agora não posso, estou a jogar ao pião!
Vai depressa meu malandro,
É o nascimento do teu irmão!
Paulo nem queria acreditar!
Já tinha duas irmãs,
Mas com elas não queria brincar.
Queria que fosse um irmão
Para com ele jogar
Ao berlinde e ao pião!
Iria tratá-lo com muito amor.
Até já pensava oferecer-lhe um tambor…
Paulo correu, correu pelas ruas de Penela.
Chamou toda a gente que estava à janela.
Chamou o padeiro
Chamou o leiteiro
O sapateiro e o merceeiro.
Chamou o Hilário
Chamou a florista
O boticário e o exorcista.
Chamou a parteira e o irmão
Também o padre e o sacristão!
E por fim, estava lá em casa a vila inteira.
Alguns vestidos à maneira.
Todos preparados para a festa
Para ver se o puto nascia desta.
E no ano de 1936,
Precisamente no dia 26
Dum bonito mês de Maio
Finalmente nasceu o catraio!
O irmão cumpre a promessa:
Parte o mealheiro com todo o vigor
E foi comprar a toda a pressa
Um grande e bonito tambor.
Toda a vila estava em festa!
Um arraial com gente rica e gente modesta.
E ao som daquele tambor
O povo dançou até o sol se pôr.
E no meio daquela alegria
Ninguém se lembrou nesse dia
Que o tinham de registar
E também um nome lhe dar!
Alguém alvitrou sem gozo
Que por nascer na Primavera
E de tão belo que ele era
Chamar-lhe Fernando como o Formoso.
E só dois dias depois
Lá foram todos ao Registo
Testemunhar que tinham visto
Na Freguesia de São Miguel
O nascimento nesse dia
Do menino Fernando Rafael.
Assim, a 28 foi registado
E por todos testemunhado
E a verdade ficou oculta
Para que o pai não pagasse a multa.
Os anos vão passando
E depressa o menino Fernando
Começa a andar
E deixa de mamar.
Só pensava no seu bombo, só queria era bombar!
Por vezes também brincava com as irmãs e o irmão.
Jogava à bola, ao berlinde, às casinhas e ao pião.
Mas a cabeça dele não estava ali não senhor
A cabeça dele estava sempre no tambor!

Fernando! Dizia-lhe sua mãe:
Já fizeste os deveres da escola?
Ele respondia sem abrir a sacola:
Eu já sei tudo minha mãe,
Eu sei mais do que ninguém!...
Ele lá saber, sabia…
Mas o pior era a caligrafia!
Na escrita era um horror,
Pegava na caneta como se fosse o tambor!
Como naquele tempo só passava quem sabia
E assim não havia quem o passasse
Para aperfeiçoar a caligrafia…
Fernando repete a 4ª classe.

Era franzininho, um lingrinhas
Mas pior que um pilha galinhas!
Todo o mal que na vila acontecia
Era ele que o fazia.
Não! Não era ele! Ele jura.
Mas a verdade é que tudo tinha a sua assinatura!
Quando o pai o castigava
Ele não chorava, cantava!...
A Guarda Republicana
É que dele não teve dó
E quando apanhou o sacana
Espetou com ele no xilindró.
A mãe não gostou, desatou a chorar
E antes do pai chegar
Lá teve que o ir buscar!
Mas nem ele se arrependia
Nem a prisão de emenda lhe servia!
A mãe dizia à vizinha:
Ó Dona Mariazinha,
Não sei o que fazer ao rapaz!...
É uma coisa muito estranha
Quanto mais açoites apanha,
Pior ele faz!...

E agora a irmã mais pequena
Parece dele não ter pena
Ainda mal sabe falar
Mas quando o pai regressar
Vai logo a correr para o acusar!...
Deixe lá isso, vizinha!
Ela é pequena e inocente
A Senhora não tem culpa
Um dia, arrependida e já velhinha
À frente de toda a gente
Ao irmão irá pedir desculpa…

Os dias passam iguais
E achando que havia vinho a mais
Na pipa do seu avô,
Fernando sem hesitar
Abriu a torneira do pipo
E deixou o vinho pelas ruas a jorrar!
Muitos açoites apanhou naquele rabo!...
Mas aquilo não era gente, era o diabo
O próprio diabo em pessoa
Nascido de gente boa.
Os pais não o conseguem acalmar
E pedem a Deus para o ajudar
E como Deus escreve direito por linhas tortas
Oferece-lhe uma nefrite
Que o acalma até ao limite.
Como em Penela não há cura para a maleita
Ruma então para Coimbra de mala feita.
Lá iria ser bem tratado
Do mal que Deus lhe deu,
Entraria para o Liceu
E seria orientado
Nos estudos e na educação
Pelos tios, Deolinda e Abegão.

Como no liceu só havia matulões
Que lhe batessem e lhe dessem empurrões,
E disso os tios tinham medo,
Resolveram então mandá-lo
Estudar no Colégio São Pedro!
Mais calminho, lá ia estudando
E os conselhos dos tios escutando.
A caligrafia continuava um horror
Mas cada vez tocava melhor no seu tambor.

Termina aqui a infância em toda a plenitude
De Fernando de Oliveira Rafael.
Irá gastar muita tinta e papel
Os anos seguintes da sua juventude.
Para trás ficou muito amor e alguma dor
Mas seguirá sempre pela vida fora
Carregando desde o romper da aurora
O seu querido e inseparável tambor.


II Acto – A juventude e o resto

Depois de tantas tropelias
Fernando vê sua infância passada.
Algumas tristezas muitas alegrias
É o fim da vida airada!
Há muito tempo deixou a escola
Era agora um rapazola
Com sua voz já mudada!
O diabo ainda o chamou…
Mas ele dizia: Não! Por aí não vou,
Essa vida não leva a nada!
Bom!... Dizia mas não fazia!
E como tem um coração mole
Perde-se agora de amores
Pelos jogos de futebol.
Um vício, um ai Jesus!
E resolve trocar o liceu
Pelo campo de Santa Cruz.
Para jogar tinha pouco jeito
Chutava torto, pouco a direito!
À baliza nem pensar,
Nunca defenderia uma bola que viesse pelo ar!...
Mas finalmente descobre o seu grande valor,
Na bancada, como espectador!...
E é tão grande o seu amor
Que quase esquece o tambor.
Os estudos iam ficando para trás.
E naturalmente como rapaz
Já começa então a olhar
Para as garotas que via passar!
Cada nome era adicionado
A uma já extensa lista
Mas seu coração estava guardado
Para um amor à primeira vista!
Vai mirando esta e aquela
A umas pisca o olho, a outras ele dá trela
Mas namoros não aceita.
Ele sabia que nenhuma era aquela
A tal, a que seria a eleita!
Foi então que Fernando viu
E uma dor no peito sentiu
Uma miúda bem giraça.
Tinha que saber a sua graça!
É uma beleza nunca vista
Vai logo para o topo da lista!
E com sabedoria régia
Arranja logo a estratégia:
Para engatar a pequena
Irá aproveitar a verbena
Que iria acontecer
Para a juventude se entreter.
E lá lhe arrastaria a asa
No baile, bem perto de casa
Onde é hoje o Centro Norton Matos.
Fernando calça os seus melhores sapatos
Vê-se ao espelho, não estava nada mal
E dirige-se então ao local.
Arranja a gravata
E com grande lata
Pergunta à miúda se quer dançar.
Ela depois de o mirar,
Aceita!
Ele, lá se ajeita
E no fim de cada tema
Ele adopta como lema
A mão dela não largar!
Assim, ele terá a certeza
Que toda aquela beleza
Dele não vai escapar!
Mas a noite já vai alta
E da música nem sentem falta.
E dançam, dançam sem reparar
Que está um lindo luar.

Ainda não são namorados
Mas mantêm-se agarrados.
Então, Fernando Rafael
Com toda a coragem do mundo
E sem perder um segundo
Sem pensar no que dizia
Pede-lhe namoro naquele dia.
E não é que a pequena
Até o foi aceitar?!...
Ele nem queria acreditar!
Só lhe apetecia cantar
Pelas ruas da cidade.
E tamanha era a vaidade
E grande a sua alegria
De tão contente que estava,
Que pelos caminhos por onde passava
A toda a gente dizia
Que finalmente namorava
A formosa Celeste Maria

Ó pá! Dizia o amigo
Como é que namora contigo?
Tu não és gajo para ela!
Sou, tenho a certeza!
E toda aquela beleza
Gosta tanto de mim, como eu gosto dela!
E ele não se enganava
Pois ela também dele gostava!

Celeste Maria estudava
E além disso ainda ajudava
Seu pai, com arte e sabedoria
No laboratório de fotografia.
E quando começa a namorar
Fernando também quer ajudar!

Ele, o futebol não esquecia!
E por vezes o que fazia
Era ir ao campo durante o dia!
À noite chegada a altura
Ia namorar na câmara escura!...
Mas quando o pai de Celeste aparecia
A luz da câmara acendia
Eles não estavam a fazer nada…
Mas a fotografia ficava velada!

Entretanto, Celeste Maria
Começa a reparar
Que Fernando não se vai safar
No que respeita a caligrafia.
A caneta era a preceito
Mas ele pegava-lhe sem jeito!
Ela, resolve pegar na caneta
E explica-lhe como se faz.
Ele faz uma careta
E diz que não é capaz!
Era malandro o rapaz
Isso está bom de ver
Dizia não ser capaz
Para ser ela a escrever! …

E nos intervalos da escrita
Lá iam esmaltando
Recortando
Carimbando
E embalando
Tudo o que a Celeste Maria
Lhe ensinou de fotografia!
Era uma vida regalada
Todo o dia com a namorada.
Às 9 horas, quando a porta da loja abria
Já Celeste Maria sabia
Que Fernando à sua espera lá estaria!

Com o namoro de Celeste e Fernando,
Assim os dias vão passando!
Mas o pior estava para vir
Coisa a que ele não podia fugir.
É chamado para a tropa.
Andou a saltar de quartel em quartel
De Cabo Miliciano a Furriel
Do RAL2 a Santa Margarida,
Mas aquilo não era vida,
Não era aquilo que ele queria
Só desejava a casa regressar
Para ver a Celeste Maria
E poder passar o dia
Com ela a namorar!
Mas no meio do azar
Teve muita sorte com certeza
Por um ano que não foi parar
À Índia que era ainda portuguesa!
Celeste Maria anda triste
Uma tristeza que não merece
O seu amor não lhe assiste
Mas ela não o esquece!
E antes de ele regressar
Da imposta vida militar
Mata-se então a estudar.
E como se fosse seu calvário
Sem nenhuma reprovação
Completa com distinção
O curso do Magistério Primário.
Fernando, acabado o serviço militar
Regressa então a casa mas já não vai estudar,
Desiste da boa vida e decide ir trabalhar.

Mas ele anda muito calado
Nunca ninguém o viu tão acabrunhado
Não presta atenção a nada
Só pensa na sua amada.
Corria o ano de 1961
E no dia 19 de Março
Pensou: Já sei o que faço!
Decide que será nesse dia
Que irá pedir a mão de Celeste Maria.
Para ficar com um ar mais elegante
Veste o seu traje de estudante
E assim vestido à maneira
Segue para a casa do Sr. Ferreira.
É o próprio que lhe abre a porta
Ficando a olhar para aquele janota.
Fernando, diante de tão imponente figura
Diz com voz segura:
Venho pedir a mão de sua filha!
Sr. Ferreira naquele momento
Nem acreditava no descaramento
Do rapaz que à sua frente
Lhe pedia a filha como nubente.
Mas com a educação que o caracterizava
Diz-lhe: Eu já desconfiava,
Para vires assim pimpão
E todo vestido à maneira
Não queres que te dê só a mão,
Tu queres é a filha inteira!
Realmente Sr. Ferreira
Logo vi que já sabia
Mas levar a filha inteira
Era mesmo o que eu queria.
Decidir sozinho Sr. Ferreira não quer.
Por isso resolve chamar a mulher:
Ó Rosa, anda cá se faz favor
Está aqui o rapaz do tambor
Que me diz com muita firmeza
Querer levar a nossa princesa.


D. Rosa, que tinha chegado da novena
Ouviu tudo com calma serena.
E com toda a sabedoria do mundo
Resolve o problema de fundo:
Ó homem, se disso não podemos fugir
É melhor que seja ela a decidir.
Celeste Maria, anda cá
Tu gostas deste estudante?
Gosto sim, meu pai,
Um amor flamejante!
Então que hei-de eu fazer
Eu vos dou a minha bênção,
Sigam o vosso caminho
Trata-a com muito carinho
Com amor e muitos afectos
E não esqueceis que um dia
Eu quero ter a alegria
De ver os primeiros netos.
O Senhor pode ficar descansado
Eu amo-a tanto como por ela sou amado!


Celeste é em Cantanhede colocada
Aí, os meninos ela irá ensinar.
Fernando segue-lhe a peugada
E no ano seguinte decidem casar.
Dos pais já tinham a bênção
Mas ainda não podiam casar
Sem a devida autorização
Do Dr. Oliveira Salazar!
Após autorização concedida
De solteiros fazem a despedida
E sem mais nada para impedir
Ao altar vão subir!

Um casamento abençoado
Numa festa sem igual
Devidamente celebrado
Pelo famoso Padre Aníbal.
Traçam juntos os seus destinos
Em Coimbra ninguém os vê.
Celeste a ensinar os meninos
Fernando empregado nos CTT…

Ele agora anda calminho
E pede a Celeste Maria
Para lhe ensinar com carinho
Como aperfeiçoar a caligrafia!
Ela, agora com o curso do Magistério,
Sente-se preparada, sem segredos nem mistério!
E lá iam de vez em quando
Sempre com grande paixão
Com a caneta ensaiando
Umas vezes no tinteiro
Outras vezes na mão!...


Fernando já se sente preparado,
Melhor do que ninguém,
Por vezes fica muito admirado
Como é que já escreve tão bem!...
Então, na sua melhor escrita
E com uma letra bem bonita
Juntamente com a Celeste
Escreve duas cartas de mestre.
Foi uma cegonha que ali passou
Que pegou nas cartas e as levou!
Levou, mas regressou

E como resultado dessa escrita
De forma bem natural
Ficam com a família mais bonita
Adicionando um bonito casal.

Considerando as devidas ressalvas
A tudo se entrega com muito amor.
Do famoso Clube Os Marialvas
É convidado e aceita ser Director


Mas as saudades de Coimbra
Começam também a pesar.
E ao fim de 20 anos
Resolvem então regressar.
Mantêm as profissões
Embora noutro lugar!
Fernando por mérito e seus próprios meios
Fica Chefe numa Estação dos Correios.
Em Coimbra a trabalhar
Fernando vai arranjar
Uma outra grande paixão
Que lhe dá muita satisfação:
Sempre pronto para passeios
Entra num Grupo dos Correios
Para cantar, dançar e representar!
E é tal a sua paixão
E tamanha a sua lata
Que quando o filho lhe disse:
Meu pai, eu vou casar!
Nem penses, muda a data
Que nesse dia eu tenho que actuar!

Mas o homem não pára
Precisava de um sedativo
Ele é hiperactivo.
E durante 6 anos sucessivos
Com os cantares em acumulação
No CNM faz parte da direcção.
Com rasgo de imaginação
Para os dançarinos amantes
Organiza matinés dançantes
Que são a delícia de velhadas
E a oportunidade para as encalhadas.

Aproveitando as férias e a cantoria
Agarra na Celeste Maria
Resolve conhecer o mundo:
Coimbra, Ceira
Açores e Madeira.
Para longe também investe:
Chipre, França e Bucareste.
Nos países nórdicos também anda
Vai da Noruega à Irlanda.
Com animação sempre em alta
Também foi a Gozo e à Ilha de Malta.
Mas não julguem que foi fácil
Viajar daquele jeito!
É que aquele homem de peito feito
Borra-se todo, é um cagão
Quando anda de avião!
Mas ainda não acabou
A história deste, agora, avô!
Não satisfeito com estas coisas todas
Entra para a Tuna Meliches
Que esteve para se chamar Tuna me…
Mas o padre não deixou!...
Aquilo é malta fixe
Mas muito, muito brejeira
Levam tudo para a brincadeira
E ninguém lhes leva a mal
Mesmo quando dizem comer
As renas do Pai Natal…

Na Tuna, Fernando reaparece
Com a paixão que jamais esquece:
O seu querido e amado bombo
Que carrega sempre ao ombro.
As mulheres, dele não tiram os olhos
Não do Fernando, mas do bombo de Lavacolhos!
Aquilo é que é um bombo
Feito de pele de carneiro e do lombo!...
Mas Fernando Rafael um dia,
Acabada a animação
No meio daquela alegria
Pousou o bombo no chão.
Distraiu-se por um momento
E sem nenhum consentimento
Aproveita-se logo um sabujo
Para lhe gamar o dito cujo!
Ficou triste, desesperado
Muitas lágrimas ele chorou!
Andou por todo o lado
Aos amigos perguntou
Se alguém o tinha encontrado
E se por acaso o guardou!
Para esquecer suas penas
A todos faz telefonemas
Muitos e-mails e cartas escreveu
Mas de nada lhe valeu,
O bombo nunca mais apareceu!
Finalmente acreditou
Que alguém com ele se alambazou!
De lágrimas nos olhos
E cansado de esperar
Acabou por ir comprar
Um outro a Lavacolhos!
Diz ele:
Este agora está bem guardado
A mim ninguém mo gama
Vai comigo para todo o lado
E até o levo p’rá a cama!

Os dias lá vão passando
Muito calmos para o gosto de Fernando
E para resolver esse mal
Tem uma ideia genial
Invade a sua terra natal
Tal como os nossos antepassados
Conquistaram o mundo de caravela
Fernando Rafael não manda recados
E toma de assalto o Castelo de Penela!
Ficou com o título merecido de Castelão
E Celeste, a Castelã, título que leva por tabela!

Dom Fernando de Oliveira Rafael
Um eterno sonhador, um marido fiel
Um Homem de bem
Amigo do seu amigo
E com a certeza vos digo
Não odeia nem é odiado por ninguém.
Persistente, desistir jamais!
Luta sempre pelos seus ideais.
Se não o fizesse nunca seria ninguém.

Com muita força de vontade
E com a ajuda da sua cara-metade
Consegue sem quaisquer loas
Reunir em várias festas, mais de 300 pessoas.
A elas chamou: Grandes Encontros de Gerações
Onde há muita alegria e grandes emoções!
Sempre conciliador
Mesmo quando lhe roubam o tambor
Como homem de bem
Não culpa ninguém!


Epílogo

É este o Homem generoso e honrado
Trabalhador, esforçado,
Honesto e brincalhão
Marido, pai, avô, de grande coração!
Ama Coimbra e nasceu em Penela
E esta minha homenagem singela,
Que leio para toda a gente
Escrita no melhor papel
É fruto da minha amizade recente
Com Fernando de Oliveira Rafael.

Estamos hoje aqui reunidos
Festejando o seu aniversário.
Já são 80 bem medidos
Pouco falta para o Centenário
E nessa altura aqui estaremos
Para mais uma festa de arrombo
E bem alto ouviremos
Dom Fernando com o seu bombo!

Mas hoje peço a todos vós
Que unamos a nossa voz
E nesta hora festiva
Que se dê um forte viva
A este nosso amigo fiel
Dom Fernando de Oliveira Rafael.


Com um cordial abraço do Casal Amigo,
Alfredo e Daisy




Esta obra não se encontra à venda nas livrarias.
Poderá ser adquirida em reuniões da Tupperware
pela módica quantia de 300 €.

Documento disponível para descarregar aqui (formato pdf)


O Alfredo Moreirinhas leu este poema na festa surpresa feita ao Dom Rafael na Quinta das Muralhas (Pampilhosa do Botão), no dia 28 de Maio de 2016, pelo seu 80º aniversário (falta apenas a parte final):