terça-feira, 21 de novembro de 2017

COIMBRA- ESTÁTUA DE LUIS CAMÕES


                                              
A nossa Baixa de Coimbra…Agora e sempre

Histórias da nossa cidade…


O Largo do Leão! Assim denominado por via do leão de bronze que fazia parte integrante do monumento a Luis de Camões, outrora no Largo defronte da casa do poeta Eugénio de Castro e depois relegado para um recanto ajardinado no seguimento da mata do Jardim Botânico, mesmo à ilharga da empena do antigo CADC, hoje Instituto de Justiça e Paz. O leão de bronze não possui testículos. A ausência de tão importante apêndice anatómico constitui para muitas gerações de estudantes motivo de chacota e de mote de gozo aos caloiros. Quando no principio dos anos quarenta o camartelo iniciou a destruição da  Alta, o monumento a Luis de Camões foi removido. O leão de bronze foi para o Pátio da Inquisição e anos depois para o átrio exterior da entrada da Associação Académica, no Palácio dos Grilos. No início da década de sessenta, após o novo edifício da AAC ter sido inaugurado, o leão de bronze foi transladado para um recanto do jardim, onde permaneceu até à reabilitação do monumento a Luis de Camões no local onde hoje se encontra, ao fundo da AV. Sá da Bandeira.”
Faltam os dois versos dos Lusíadas, esculpidos em bronze no pedestal da estátua, sem os quais não se compreende a castração do animal esculpido em bronze.
“Melhor merecê-los sem os ter/Que possuí-los sem os merecer.


(excerto do livro:” Com Paulo Quintela, à mesa da tertúlia” – Cristóvão de Aguiar
Partilhado de Pinto dos Santos Toni

domingo, 19 de novembro de 2017

sábado, 18 de novembro de 2017

OBSERVANDO O MONDEGO AO ATRAVESSAR A CIDADE...

...e tentando compreender a DRAGAGEM das areias...
As máquinas são visíveis, uma junto à ponte da Santa Clara, que vai ligar por tubagem a uma outra abaixo da ponte Pedro e Inês, donde sai tubagem que ou vai ligar a outra máquina(que não se vê) ou talvez a uma das margens do rio onde vazarão as areias! Será assim?
Uma pergunta: sai areia e água? O mais natural é que sim! Mas senhores com esta seca a água não vai fazer falta?Ou será que retorna ao rio?
Que sabe?

AS IMAGENS COLHIDAS DURANTE A OBSERVAÇÃO!



 





sexta-feira, 17 de novembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O TI ' JOÃO E UM TEMPO QUE FOI ...






 Dança da tranca
(foto net)
Olhamos a Sé Catedral na sua estrutura em cantaria granítica e penetramos no seu interior. É um templo Renascentista e Barroco, erigido na época medieval, remontando aos séculos XIII ou XIV. Austero e na penumbra, tem como chão a laje fria que lhe confere a solenidade do culto. Ao fundo, o altar e a talha dourada abrangente que, associada a uma luz coada e difusa, dá ao enquadramento um toque profundo de misticismo.
Sair daquele lugar religioso e sermos confrontados com um sol fagueiro e desmaiado. Porém, a manhã está fria e há uma aragem saudável que nos tonifica o rosto. Em frente à Catedral reconstruída no século XVIII pela mão do Bispo da Guarda Dom Martin Afonso de Melo, olho o velho e simples casario, habitado por gente modesta. As casas, de um único piso, parecem cosidas umas às outras. Em cada casa, olha-se uma porta fechada e uma janela singela. E em cada janela, um vaso de flores garridas. Ou um gato negro e pachorrento, a olhar o movimento da rua e dos carros naquela orquestra ritmada do som dos pneus a rolar na calçada bem conservada e limpa. Percorro com os olhos aquela carreira de casas baixas e, do lado nascente, olho uma pequena entrada de portadas verdes. É ali a taberna do Ti’ João. Um pequeno espaço escuro de mobiliário exíguo. Uma mesa tosca de tampo redondo, duas cadeiras em madeira e uma prateleira em vidro por detrás do balcão, de onde sobressaem rótulos coloridos de garrafas de vinhos licorosos, algumas de feitio artístico. O balcão é velho e gasto pelo uso. Na parede branca e nua, junto à única mesa do estabelecimento, nenhum quadro pendurado na alva caliça impregnada da humidade visível pelos foles dispersos espalhados como hematomas que sobressaem da parede estalada de sulcos, maltratada e velha. Apenas um pequeno autocolante redondo de publicidade a uma marca de cerveja, quebra a monotonia da degradação. Por detrás do balcão está um homem baixo e atarracado. Tem uma cara redonda, uns olhos grandes e umas bochechas bem vincadas que lhe emolduram o rosto. Uma voz calma e pausada, medindo sempre cada palavra, moldam-lhe o caráter que respira franqueza e bonomia.
Ser taberneiro é profissão vulgar. Tão vulgar como a dignidade de quem assim labuta pela batalha da vida. Mas ele – o Ti´João - não é um cidadão qualquer. Será, quiçá, o homem que na Beira Baixa mais sabe da arte do folclore. Um saber empírico é certo, mas um saber de experiência feito, que o leva a ser respeitado nos meios daquela atividade popular. Conheci-o quando dirigia o Rancho Folclórico de Juncal do Campo. Sentado de lado, eu via os ensaios e reparava na forma diligente e a entrega daquele homem a uma paixão da sua vida – a dança de raiz popular. Ensaiava o grupo quatro, cinco ou seis vezes, ou as vezes que fosse necessário. E eles e elas, os tocadores e dançadores, também dando com generosidade tudo o que tinham de si, para tentarem roçar a perfeição nas danças de roda, nas contradanças, ou na dança da tranca esgrimida por um único par, homem e mulher, à volta de uma simples vara de madeira pousada no chão. Trata – se de uma dança frenética e de destreza, em que o par dança alternadamente por cima da vara sem que lhe possa tocar com os pés, para no fim saírem ambos a bailar. Esta dança tem reminiscências românicas, havendo na Escócia danças do mesmo tipo. Geralmente, esta dança da tranca é muito apreciada pelos povos sempre que o grupo se desloca pelo país. Daí todo o empenho nos ensaios, porque sabiam que o ensaiador ali na sua frente, era homem cordato mas exigente, que sempre lembrava que quando o grupo saía fora de portas, era como se fosse embaixador da Beira Baixa. Apesar daquela atividade lúdica, todos interiorizavam que havia uma responsabilidade e um patamar de exigência e seriedade que era necessário e obrigatório respeitar. Algumas vezes o Ti’ João me disse, em tom de desabafo, que tinha os seus detratores. Afinal, aquela inveja mesquinha tão ao gosto de Portugal e transversal a uma sociedade por vezes perversa e doente.
Há dias estive na capital da Beira Baixa. Percebi que as portadas verdes da tasca do João se tinham fechado para sempre. Jamais saberei se viverá de uma magra reforma da segurança social, ou se a sua avançada idade lhe ditou o fim da existência terrena. Mas sempre recordarei aquelas suas conversas versando  o tema  folclore, enquanto o cliente lhe pedia um “traçado”, que mais não era que um copo de vidro baço, em que o vinho tinto se misturava com uma pequena porção de gasosa, que o Ti’ João media meticulosamente e a olho, como se estivesse nos laboratórios de um qualquer hospital - trabalho científico. Mas sempre com o rigor que pôs na arte da dança popular, vivendo e assumindo a sua condição de homem simples e bom que foi ou ainda será, na sua avançada idade. Que ainda esteja entre nós, é esse o meu sincero desejo. E de todos o que o estimam e o respeitam também.
Quito Pereira               

ANIVERSÁRIO

SARAH OLIVEIRA

15-11-1980

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!










terça-feira, 14 de novembro de 2017

VISITA INESPERADA VIA CANADÁ ....MAS BEM VINDA!

   Celeste Maria- Francisco Folgado- Lucinda Silva
  ...a que se juntou o "JE"!

ANIVERSÁRIO

FRANCISCO PEREIRA NUNES

14-11-1945

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!


















segunda-feira, 13 de novembro de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - Fotografia

    Coimbra- Largo da Portagem- Banco de Portugal
    FOTO DE NUNO SOUSA


ANIVERSÁRIO

MARIA DE FÁTIMA REIS
                
                       "MIMA"

13-11-1941

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!