domingo, 31 de agosto de 2014

CURIOSIDADES ACADÉMICAS -AAC ...

...com ligações ao nosso Bairro

Alberto Jesus Vieira-cobrador- mais conhecido por Alberto “Chocolate.
Iniciara-se na AAC  na década de 40, como sapateiro- função que acumularia,
 durante muito tempo com a cobrança de quotas. Atletas como Bentes, Wilson e Torres só aceitavam jogar com botas feitas por ele. Só deixou a Briosa, quando faleceu, em Maio de 79.
Nota D EG: morou na rua de São Francisco Xavier, onde ainda  hoje mora a sua viúva Dona Soledade.
Pai do nosso amigo Raúl Vieira, casado com a Guida Antunes-que morou na Rua da Guiné e actualmente a viverem no Porto.


Nesta foto, ao centro temos o senhor Carlos Ferreira  Dias. Nascido na freguesia de Santo António dos Olivais, a 2 de Fevereiro de 1921, que trabalhando na secretaria da  Associação Académica desde 1949 aí permaneceu, aquando da transição da ACC para CAC, pois não poderia perder o seu vinculo à função pública.
Na AAC ficou a trabalhar na papelaria da sede da Associação Académica.
Morou na Rua Gonçalves Zarco e foi casado coma Dona Aline         
São seus filhos o  Carlos Dias , Filomena e Isabel
Curiosidades:
1ª- Não me consigo recordar a razão pela qual eu e o meu amigo Carlos Dias sempre que nos víamos nos tratávamos por "Barraca"-Oh Barraca estás bom? Olá Barraca!
"Coisas do altamente como diria o Tonito"

2ª este meu cartão de sócio da AAC tem o meu nome e data escritos por Carlos Dias


Num convívio em casa do júnior Pedro-num concurso de pesca-finais dos anos 60- além de Alberto Chocolate-2º da fila de cima e de Carlos Dias-5º também da fila de cima, podem ainda ver-se , entre outros, Guilherme Luis, Vitor Serôdio, Belmiro Matos,, António Bentes e o jornalista Costa Santos


--------------------------------------------------------------------------
Fotos e texto com uma  ou outra alteração ( excepção ao meu cartão da AAC), fazem parte do livro ACADÉMICA-HISTÓRIA DO FUTEBOL de autoria de João Santana e João Mesquita
------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------
A propósio deste comentário do QUITO: Propositadamente, deixo para o fim o Pedro( o 1º da foto no lado esquerdo em baixo com uma taçça na mão). Também foi atleta da Académica e campeão nacional de Juniores. Uma amizade que terminou com a sua morte tão cedo, num acidente que deixou Coimbra em estado de choque. Nesse acidente, na passagem de nível da Arregaça, faleceram mais quatro atletas da União de Coimbra. O Pedro, era o meu colega de carteira no Externato Dom João de Castro, na Rua de Tomar. Apenas de manhã, estranhei a falta dele pois ainda não sabia o que tinha acontecido. Fiquei muito consternado e todos quantos frequentavamos aquele estabelecimento de ensino. Era grande a sua alegria de viver. Foi uma perda irreparável para o nosso grupo de amigos Aqui lhe deixo este pequena homenagem ... 
"deixo aqui esta foto que retirei de uma publicação do Núcleo de Veteranos da AAC/OAF"
Tirada na época de 1966/67 em que a AAC foi Campeã Nacional de Juvenis, vencendo na final em Leiria o Benfica por 1 a 0, em que o Pedro aparece em último lugar na fila de baixo com a braçadeira de capitão
Já agora termino escrevendo que o Pedro António Pimentel Fonseca foi finalista em Júniores em 1967-68

EG

O GORAZ NO FORNO E O PACOTE DE BOLACHAS " MARIA" ...




Antes da ceia ...

Santas tardes e Santas noites eram aquelas, na Quinta do Sargaçal, em Lagos. O Chico Silva, dobrado sobre os óculos de lentes grossas que lhe ocupavam o rosto largo de faces pálidas, guiava nos braços finos como linhas, o carro de mão que gemia a sua triste sina de carregar terra para os canteiros de flores e comida para os patos que, mal ouviam o seu lamento, começavam a grasnar desesperadamente num acesso de gula ou de fome - palpita-me mais fome que gula - enquanto se digladiavam na rede da capoeira.

Atrás vinha o “Kimba”, um cão enorme, que era de guarda mas que não guardava nada, apesar de ter uma boca maior que a entrada do túnel da Gardunha.

Ali, naquela casa de portadas verdes de madeira viradas para a Quinta, vivera uma inglesa. O refúgio, era uma espécie de patamar do paraíso.

Longe da estrada que liga Lagos a Portimão, a Senhora de idade já simpática, bebia chá debaixo de um frondoso caramanchão. À noite, trocava o chá pelo whisky e era cada carraspana de caixão à cova.

Cova para onde foi, de provecta idade, derramada num esquife, vestida de preto e de semblante sereno, com uma pequena bandeira inglesa deposta por entre os dedos das suas mãos lívidas e sobrepostas sobre o peito, homenagem dos sobrinhos vindos de Londres à pressa. Vã homenagem. A idosa não tinha deixado qualquer resquício de vil metal. De espólio, apenas mais de mil garrafas no sótão da casa. Bem conservadas, mas todas enxutas. Em resumo: aos herdeiros, não calhou cheta. Nem vinho !!!  

O Chico Silva, sentiu o apelo da terra e ficou com a quinta por dez reis de mel coado aos chorosos herdeiros, desejosos de correr para Faro apanhar um voo da British para Covent Garden. Derreado, o Francisco andou uma semana a carregar garrafas vazias para um contentor do lixo. Rum, vodka, whisky, aguardentes novas e velhas, vinhos de fino paladar, brancos e tintos de afamadas marcas, tudo consumido pela súbdita de Sua Majestade. Não sobrou gota

Cansado de tanta canseira, o Chico Silva terminou a piedosa tarefa e sentou-se debaixo de uma figueira a abanar-se com uma folha de couve tronchuda, como quem espantava o calor algarvio. Pelo menos, tinha ficado com a certeza de que a Quinta estava bem desinfetada com tantos vapores etílicos. Depois sorriu, sacudiu com as mãos o pó do fundilho dos calções e foi refrescar os tomates com um regador de crivo carcomido pela ferrugem, onde só funcionavam meia dúzia de buracos, que debitavam um caudal de água ridículo, que mais parecia um padre de aldeia a aspergir água  benta na inauguração de uma sede de junta de freguesia.

A Quinta do Sargaçal era um refúgio de veraneantes. Eu, primo do Chico que sou, lá assentava arraiais com a família naquelas tardes quentes de Agosto. Foi ali que conheci a Guilhermina e o Torres. Tinham perto de  oitenta anos de idade e dedicavam-se ao seu desporto favorito – comer.

Lembro-me deles, debaixo do caramanchão, a arquitetar o que iriam fazer para a refeição noturna. Depois, o Torres ficava a olhar para o horizonte campesino e a Gui, saltava para a cozinha, onde freneticamente e durante várias horas, preparava o lauto de jantar, que ambos espadeiravam em dez minutos de forma voraz, tal padeira de Aljubarrota às pazadas nos espanhóis.

Então, tendo como pano de fundo o cantar dos grilos, de novo recolhiam para debaixo do caramanchão, sentados a ruminar a noite morna e a arrotar estrondosamente, com o vigor do motor de arranque de uma Berliet Tramagal do exército.

Uma madrugada, correu mal. Com taquicardia e dor no peito, a Guilhermina sentiu-se enfartada e foi a correr para o hospital de Lagos.

Auscultada demoradamente, vista e revista por cima e por baixo, de frente e de costas, à transparência, do avesso e a fazer o pino, percebeu-se que o mal não era de monta. O médico, solícito, recomendou-lhe que fosse mais frugal nas refeições e perguntou-lhe o que tinha jantado. A paciente, já mais aliviada, disse que só tinha comido um goraz inteiro com batatas assadas e grelos. O médico, incrédulo, franziu a sobrancelha e perguntou perplexo se não tinha comido mais nada. A resposta foi rápida e demolidora:

- Ó Senhor Doutor, só bebi mais dois copos de leite e comi um pacote de bolachas “Maria”, porque não consigo dormir sem  cear …

Santas tardes e Santas noites, eram aquelas na Quinta do Sargaçal, mesmo à beirinha de Lagos …
Quito Pereira    

sábado, 30 de agosto de 2014

CURIOSIDADE NO REINO DE AZURVA...

...Chegados de Quiaios olhai o que nos esperava ao portão!
Estranho porque costumava  estar entre os ramos secos!

DAISY
foto Daisy

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Os Espíritos da floresta

Os Espíritos da floresta ocupavam um grande espaço nesta exposição e compõem-se de quatro mosaículturas representando as divindades célticas protectoras da natureza. Eles se esgueiram entre salgueiros para melhor se inserirem no ambiente calmo e majestoso da floresta.

O HomemVerde

Deus pagão da idade média, representa os espíritos das árvores. As folhas que rodeiam a cara são compostas de folhas de carvalho, antiga árvore sagrada da Grã-Bretanha.


Cernunos

Foi um deus muito antigo e muito popular que era o mestre do reino animal e representava a abundância. Era o deus da virilidade, das riquezas, das florestas, da regeneração da vida e o guarda das portas do outro mundo. Este deus com chifres de veado é acompanhado da Serpente com cornos de carneiro que sustenta na sua mão esquerda.


A serpende com cornos de carneiro.

A serpente representa a imortalidade, o infinito e as forças levando à criação da vida. A Serpente invoca as forças reprodutoras e combativas da natureza.



Coventina

É uma divindade céltica que olha pelas ninfas das água e elfos. Ela adora os juncos e os nenúfares que embelezam as margens dos rios.

ANIVERSÁRIO

JOSÉ EDUARDO SOARES

Neste dia especial

"Encontro de Gerações", deseja


FELIZ ANIVERSÁRIO!

PARABÉNS!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Passatempo à Tonito com convite como prémio

Isto, Tonito, é que é uma coisa do altamente.
Quem acertar no nome disto, para que serve e como se usa, recebe um convite da extensão de Fala do Bairro Norton de Matos. Quem não acertar ou mesmo quem não tente, também recebe.


Aqui vai uma ajudinha para a malta da cidade: uma imagem da parte superior desta... coisa do altamente.


E a solução é (como todos sabiam):

Apanha-fruta, apanha-figos ou ladra, vara para tirar fruta das árvores, colocando a fruta que se pretende apanhar no cone e colocando o pé num dos sulcos, rodando-se um pouco para o pé cortar e a fruta cair no cone. Quem quiser experimentar pode vir ao meu quintal, pois estão a amadurecer os figos pingo de mel.
Uma variante é o cambo, pau que termina em gancho, utilizado para baixar os ramos e assim colher os frutos.
Além destas, como refere o Chico Torreira, "alguns velhotes do nosso tempo, eram mais práticos. Cortavam uma cana em cruz e depois em X abaixo de um nó, metiam-lhe uma pedra dentro para a cana ficar aberta e assim ficavam com espaço para o figo entrar. No Ribatejo e Alentejo chamavam-lhe roca, muito provavelmente pelo facto da cana para apanhar frutos ficar parecida com uma roca".

Em imagem, é isto:




PRAIA DE PORTO DE MÓS - LAGOS


SERÁ VULCÃO ?

ANIVERSÁRIO

MARIA HELENA OLIVEIRA

Neste dia especial...

"Encontro de Gerações", deseja


FELIZ ANIVERSÁRIO!

PARABÉNS!



terça-feira, 26 de agosto de 2014

PÁGINAS DE VIDA ...





Está um calor abrasador. Ontem e hoje, nem a brisa marítima refresca as ruas estreitas e medievais do centro da cidade. 

Deambulo por vielas apertadas, com esplanadas semeadas no meio de um curto espaço, que nos faz quase pedir licença para passar.

Acolá, naquele beco, matando o tempo, fala-se inglês entre copos de cerveja e garrafas de vinho. Gargalhadas e troncos vermelhos da exposição ao sol, compõem um quadro de época estival.

Meio zonzo da canícula, olho o Mercado de Escravos. Outras épocas e outros dramas. E, naquele pequeno largo, logo por detrás, o antigo Quartel dos Bombeiros.

Volto a encalhar nas memórias. Ao olhar o velho portão pintado a vermelho, juro que vi a imagem do Manuel da Glória

Estava ali, com o seu porte esguio, a camisa branca e as calças cinzentas, de onde pendia uma grossa corrente prateada. E, no extremo da corrente, um molho de chaves, que o Manuel era homem de muitas vidas. 

Quem o visse, no seu semblante brando e risonho, com a sua modéstia assumida, não diria que estava ali uma das figuras mais queridas da cidade. Foi Comandante dos Bombeiros de Lagos e, aquando do seu passamento em mil novecentos e noventa e dois, a consternação foi geral. Toda a gente gostava do Manuel da Glória. 

Conheci-o na Quinta do Sargaçal, lá para os lados do aeródromo e ficámos amigos para sempre. Uma amizade que se manteve, até ao seu desaparecimento físico.

Assim, em vinte um de agosto de dois mil e dois, com bombeiros fardados a rigor, estandartes e discursos inflamados, o Manuel teve direito a uma Rua com o seu nome na Freguesia de Santa Maria, nesta cidade de Lagos.

Ela, Dona Eduarda da Luz, descerrou a lápide. Depois chorou o companheiro de uma vida e voltou para a sua casa simples de janelas com cortinas brancas e rendilhadas, viradas para o passeio empedrado, de uma rua entre tantas ruas estreitas e singelas.

Dona Eduarda da Luz, resistiu enquanto pôde ao trucidar do Tempo. Conheci - lhe os dotes de doceira de eleição. Ainda está para nascer, quem faça os tradicionais pasteis “Dom Rodrigo”, com a competência com que ela os elaborava. Era apenas para consumo da casa e dos amigos. Mas fazia - os com prazer e com amor. Sobretudo com amor.

O correr dos anos, fez tocar a sirene. Dona Eduarda, tinha já uma idade provecta e o seu único filho, que um dia partira para o Brasil na procura de uma vida melhor, veio retribuir o amor que ela lhe tinha dado e levou-a consigo para o outro lado do Atlântico. Ela, de coração negro de tristeza, partiu com a consciência que jamais voltaria à Sua terra amada. Aos familiares lacobrigenses, escrevia cartas de saudade. 

Falava da sua inadaptabilidade à nova realidade brasileira. Perguntava pelas gentes e pela cidade da Sua vida. Depois, as cartas foram espaçando. Um dia, calou-se. Páginas de vida de um Livro que se fechou para sempre.

Ele, o Comandante Manuel da Glória, está sepultado em Lagos. Ela, a Dona Eduarda da Luz, num qualquer cemitério de São Paulo, no Brasil. Há um oceano, a separar quem tanto se amou na vida. Talvez a esperança de que se tenham reencontrado na morte.
Quito Pereira

PAPAGAIO MULTICOLOR SOBRE O MAR DE QUIAIOS


fotos da Daisy

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NOTÍCIAS DE COIMBRA - METRO DE COIMBRA?- RAMAL DA LOUSÃ ?

- Recomeçaram as obras no Metro de Coimbra...ou Ramal da Lousã!
. Primeira fase em curso
-a)- limpeza do matagal que foi crescendo ao longo da linha desactivada!
-b)- desalojamento dos novos utilizadores da linha-ratos e ratazanas!!
-fases seguintes: será que vai haver?





Fotos EG-telemóvel

Exposição fotográfica

Numa tentativa para levar a arte a todos, Montreal tem várias exposições fotográficas durante o verão em passeios, parques e locais de muito movimento, como junto a metros, mercados e outros.
Neste caso, estamos em presença de um trabalho aonde o artista nos mostra as nossas ligações com a natureza de tempos passados, para que possamos reflectir sobre o mundo dos nossos dias.






domingo, 24 de agosto de 2014

Um repasto

Cheguei a casa pelas 16 e 30 do almoço com a malta do Altamente.
Tudo em conformidade.
Rosa do meu quintal com a cor que está a dar neste momento.
Uma cor nova,coisas modernas.
Esta roseira nunca foi assim com esta cor.
Tonito.

Coimbra, sempre (mesmo no Algarve!)


A Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra fez um périplo de Verão pelo Algarve e, na Praia da Rocha, fizeram uma serenata às meninas que estavam a assistir, incluindo duas que eu conheço de algum lado...





E sim, comprei um CD da Tuna de Medicina!

sábado, 23 de agosto de 2014

O ABRAÇO DO VENTO ETERNO ...



Éolo

Todas as tardes é assim. Sentado numa varanda neste recanto da Europa,  eu olho o mar. Então, quando o sol desce no Firmamento, vejo ao longe as traineiras, de proa apontada a Sagres. Depois, desaparecem como por mistério, deixando um rasto de espuma, que se dilui no verde inquieto de um mar que é pão.

De mansinho, chega o vento . O Vento Eterno de Lagos. Tenho, com ele, uma relação de cumplicidade. Hoje, aquela aragem que fustiga de mansinho a copa das árvores, já não me traz novas do meu país. Mas, de Eterno que é, sussurra-me lembranças do meu passado. Da minha infância lacobrigense. E geme de saudade.

Partimos abraçados, ao encontro de um Tempo remoto. Nas suas asas, nas asas de Éolo, pairo sobre o cais da estação de comboios da cidade. Quanta alegria na hora da chegada. Quanta tristeza na hora da partida.

Ela, a Lucília que tanto me amava, derramava um beijo na minha face tenra de criança. Era um beijo molhado, como molhadas eram as lágrimas de saudade, de quem ainda nem tinha partido. Um beijo que tinha que durar um ano, naquele hiato de tempo em que eu regressava ao meu berço coimbrão. Nesse período de afastamento físico, multiplicavam-se os afetos, até à glória do regresso.

Falar do Largo do Adro, é falar do António Maluco. Falar do Largo do Adro, é homenagear o Jorge Pacheco. Falar do Largo do Adro, é lembrar a Henriqueta de passo ligeiro, que andava a aprender o ofício de cabeleireira.

O Jorge Pacheco, era o meu herói de infância. Como se eu desfolhasse um livro de banda desenhada. No dia em que o pai, o António Maluco, já não tinha forças para batalhar com o mar, foi o Jorge que garantiu o sustento na mesa. Destemido, cavalgava as ondas na procura da sobrevivência. Tinha a bravura dos nossos antepassados. Era um marinheiro do Infante.

Sempre foi e sempre voltou com as marés. Quer fosse verão ou inverno. Eu, na minha inocência de criança, achava que ele tinha um segredo com o Atlântico. Um pacto de amizade, que nunca soçobrou à fúria da suestada.

O António Maluco partiu, e já não remenda no seu quintal acanhado, as redes do Destino. O Jorge, também. Foi apanhado à traição, pela doença que o vitimou. Porque, olhos nos olhos, a morte não lhe fazia frente. A Henriqueta, também partiu. Não da vida, mas para a capital, na procura de um qualquer sonho dourado.

Agora, quando lá fora uma calma plena já desce sobre Lagos, e as gaivotas de asa branca riscam o céu da cidade, continuo no meu posto de vigia, a conversar em surdina com o Vento Eterno que me abraça. Quantas memórias doces, do meu reviver algarvio, terá Éolo ainda hoje para me contar ?...
Quito Pereira

    

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

PASSATEMPO

 Diz a Daisy que este é muito fácil...mas muito bonito!
De tão fácil que nem tem "caril"!!!
SOLUÇÃO -Foto da Daisy...

...a Lucinda via Canadá, quando passou aqui por Coimbra mais a Joana fez esta foto...
e o Chico aproximou..



...a Lucinda quando voltar por aqui recebe...o diploma!
Foto Daisy

A mulher águia

Esta parede manteve o mesmo mural do Festival Internacional de Pintura Mural de Montreal 2013.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

COIMBRA CIDADE MURALHADA



Fotos de Soraia Almeida -  trabalho de mestrado-2014

NA ESQUADRA DA AZURVA ...






Venho apresentar uma queixa ...

-  Bô tarde, Senhor Chefe …
- Bô tarde, faxavor de dizer …
- Venho apresentar uma queixa …
- Então queixe-se …
- Um cidadão desta terra, ameaçou - me verbalmente …
- Sabe o nome do cidadão ?
- Sei … Senhor Alfredo De Morerinhas, engenheiro de profissão …
- Óh ?! o candidato  à Junta de Freguesia pelos Verdes ?!
- Pelos Verdes, pelos brancos e pelos tintos, mas ele só bebe Água do Luso, para impressionar os eleitores …
- E qual foi o motivo da altercação … do mal – entendido … para tal dislate do hipotético arguido nesta contenda ?
- Um cachupa …
- Os Senhores não acham que já tinham idade para ter juízo …andar à chapada por causa de uma cachopa ?
- Cachupa, Senhor Chefe … cachupa …
- O senhor participante, faxavor de não vir práqui com palavreado  a armar ao erudito, só para intimidar e baralhar o agente da autoridade …
- Senhor Chefe, esse tal Senhor De Moreirinhas, queria meter-me pela boca abaixo  uma cachupa, e invetivou-me …
- Por mais que o senhor declarante queira disfarçar, esta história tem muito de picante e cheira a saias
- Senhor Chefe, não me fale em picante, que eu lembro-me logo de frango de caril …
- Tem testemunhas ?
- Eu ??? !!! … para cima de 3 … o Senhor António Dias, o Senhor Viana, o Senhor Rafael, a Dona … 
- Bem …bem … bem … tem que preencher os questionários 33,44, 47 e 55, apresentar o seu BI, declaração médica de que tem as vacinas em dia, declaração das Finanças em como tem o IMI liquidado, incluindo a conta  nas Ilhas Caimão, devidamente certificada pelas autoridades bancárias locais …
 - Tanta papelada Senhor Chefe, acho que vou desistir!!!
- Se calhar é melhor …porque é que não vão almoçar e esquecem a cachopa ?
- ####&&&&&!!!?%%%%
- Vou pensar no assunto
- Esse Senhor De Moreirinhas tem muito mau feitio …  se o senhor Chefe pudesse ao menos confiscar-lhe o passaporte …era uma vingançazita, para ele não ir para o Nepal fotografar as cabras, os bodes e os chibos a pastar …
- Correto e afirmativo, estou a tentar descodificar a sua pretensão …
- Obrigadinho Senhor Chefe, vossemecê é um santo …
- Bem, já que não vai apresentar queixa, queira fazer o favor de se desarredar para trás antes que o salpique, que eu tenho que pôr tinta neste carimbo …
- Bô tarde, Senhor Chefe …
- Bô tarde, senhor ex - candidato a queixoso … 
Quito Pereira

     

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

BAIRRO NORTON DE MATOS - HORTAS URBANAS

Há várias hortas no nosso Bairro. Algumas não estão, porém, bem cuidadas
Das que vi estas estão assim, assim!





terça-feira, 19 de agosto de 2014

Pequeno peixe-palhaço e anémona

Nas Mosaïcultures de Montreal de 2013, podemos apreciar este magnífico peixe-palhaço que coexiste com uma anémona, planta que é uma autêntica obra prima da natureza que embeleza os fundos do mar.
Estes espécimens vivem junto à ilha japonesa de Okinawa, envolvida por maravilhosos corais.
Tem esta obra a finalidade de alertar as pessoas para a defesa da natureza.