segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BOLINHOS E BOLINHÓS


Esta casa cheira a broaAqui mora gente boa.Esta casa cheira a vinho.Aqui mora algum santinho







.Com boleia do  Rui Lucas os Bolinhos e Bolinhólos à minha porta- Rua Infante  Santo Bairro Norton de Matos

Evolução

O dia Halloween é muito festejado em muitos países, andando adultos e crianças mascarados de acordo com esta data. Neste meu caso até me soube bem, pois aproveitei para dar uma volta de aspirador até Coimbra.

A minha chegada à vertical de Coimbra com a passagem obrigatória sobre a torre da universidade.

Depois aproveitei não haver pessoas para fazer uma paragem na Avenida Sá da Bandeira.

Foto da aterragem.

Isso de andarem a encerar os passeios para turista ver é muito perigoso, pois por pouco que não escorreguei.

Valha-me Deus..., tive muita sorte enquanto aí andei pois tinha-me esquecido de levar comigo a factura do aspirador.

Fotos gentilmente cedidas pelo "Inacreditabelíssimo".

BASSANO DEL GRAPRA - ITÁLIA

O Ícon de Brassano del Grapra - é a Ponte Degli Alpini ou Ponte Vecchia
Enviado por Alfredo/Daisy

sábado, 29 de outubro de 2011

REQUIEM POR UMA LINHA ...

Os carris da nossa Memória ...

Remamos no caudal do Tempo, ao ritmo da indiferença. A lívida ditadura da matemática, contra as penas do coração. No chão jazem, floridos, os carris da nossa Memória. Caídos no campo de batalha, como guerreiros vencidos, todos aqueles que os percorreram na busca do Seu sustento, no Glorificar da Vida …
Que estranho paradoxo este!!!. Quando flor, rima com desamor …
Foto : António Dias
Texto: Quito Pereira

ENCONTRO COM A ARTE-UMA JORNADA CULTURAL NA VILA DE GÓIS

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE CARLOS CARRANCA

COM O CACHIMBO
                          DE MEU PAI

"A sua poesia é uma forma de reiterar, seja no plano cívico, seja no moral ou no metafísico, alguns valores essenciais que quotidianamente o regem como homem e como cidadão"
José Jorge Letria
2001

"(...) Um D. Quixote que se revela contra a mesquinhez do mundo e cavlga, à procura de si, de um sentido, de um segredo, de um sinal"

Urbano Tavares Rodrigues
1997
Dois dos poemas deste livro
Uma barquinha para o Zeca

Vai a barquinha
vai
a menina
vai
p´lo rio a passear


cai a neblina
cai
a farinha 
cai
moleirra do mar


Vai a barquinha
cai
a neblina
vai
p´lo rio a passear


vai a menina
cai a farinha
vai
moleira do mar


Vai a barquinha
vai
a menina
vai a barquinha
vai


cai a neblina
cai
a farinha
cai
moleira do mar

BALADA PARA LUIZ GOES


Andam p´la terra os poetas
dizem que são de ficar
dizem que são de ficar
são como filhos das ervas.


Andam p´la terra os poetas
vivem da luz do luar
crescem ao som das estrelas
vivem da luz do luar


Andam p´la terra os poetas
numa canção d´embalar
numa canção de embalar
moram na brisa das velas


Andam p´la terra os poetas
nas ondas altas do mar
andam p´la terra os poetas
nas ondas do mar

Depois da apresentação do livro de poemas de Carlos Carranca, teve lugar a abertura de uma exposição de RETRATOS e de ESCULTURA de  RUI VASQUEZ.
Muito interessante!Especialmente  as esculturas. Recomendo ao Paulo Moura .São de cariz erótico, (nem todas) embora segundo informação do próprio escultor, para esta exposição foram escolhidas as "menos pesadas - e as menos OUSADAS quanto a erotismo-" Todas a colecção pode ser visitada em Alcobaça e ocupam 3 andares!
A Galeria de Exposições, nova, é um excelente espaço!
Góis está uma VILA muito bonita. A Cultura parece ser uma grande aposta da autarquia!


Depois de um jantar oferecido pela Câmara Municipal, teve lugar no Auditório Municipal e Casa do Artista, uma sessão de Fados de Coimbra em que colaboraram o grupo RAÍZES DE COIMBRA com a colaboração de Carlos Carranca e de Luiz Goes
 E o LICOR BEIRÃO ESTEVE PRESENTE, CLARO!
Ouvir Fado de Coimbra com um cálice de Licor Beirão na mão!!!
Foi um espectáculo maravilhoso!
Nota negativa:a máquina fotográfica ficou em casa!
As tiradas de telemóvel são um desastre!


Luiz Goes durante uma das suas inerpretações
Solidários nesta reportagem: Suzana, Rosa, Celeste Maria e Rafael

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

VENEZA


Esta foi a última que tirei de VENEZA. Hoje já vamos dormir em MONTEGALDA!
Amanhã veremos.
Abcs
Alfredo

SOU UM VENCEDOR


A competição, já de si, gera conflitos, inimizades. Muito mais quando o objectivo que se quer atingir é rigorosamente o mesmo.
Algo me martelava o cérebro, me impunha a obrigação irresistível de ser eu o primeiro.
Queria ser o único, o vencedor!
O meu objectivo era conquistar o alvo, atingi-lo em primeiro lugar, porque só assim satisfaria o desejo de duas pessoas que me eram muito queridas. De outro modo, a minha existência não tinha significado.
Tinha contra mim milhões de competidores que outra coisa não queriam senão atingir o mesmo objectivo que eu. Serem os primeiros...
Corri desenfreadamente, sem me atrever a olhar para trás. Sentia o ruído da correria dos meus competidores atrás de mim. Estava ofegante mas ao mesmo tempo contente, porque não via nenhum dos meus rivais à minha frente. Isso deu-me novas forças, novo ânimo e impulsionei ainda com mais força e velocidade a minha correria.
Subitamente, esbarrei violentamente contra uma parede. Quase desmaiei, deixei de sentir as pernas ou o que restava delas. Com a violência da pancada, furei a grossa parede e deslizei para o lado de lá, mergulhando numa massa viscosa que me atordoou e me acalmou.
Andei de mão em mão, toda a gente me acarinhava, todos queriam tocar-me nos lugares mais recônditos do meu corpo, quando nove meses depois me deixaram ver a luz do dia.
Foi então que soube que aquele ser era eu, o espermatozóide que vencera a corrida.
Rui Felicio

SÓTÃO DE RUI PATO- FIGURA HISTÓRICA NO NOSSO BAIRRO

Esta foto, embora não seja muito  boa, mas pelo seu significado, é uma foto que descobri do Zeca no terraço da casa da Praça de Ceuta nº 1 (antiga Rua I). Trata-se de uma foto tirada pelo meu pai , numa das várias vezes em que ele ficava em minha casa. Na foto, além de mim e do Zeca , está a minha afilhada - Lurdes Mateus. Lembrei-me de a enviar  por ser o único documento que mostra esta grande figura... no nosso bairro. 
(PS: as casas que se vêm por trás do Zeca são as do início da Praça dos Açores: a casa do Sr. Lino taxista e a do Rui Piçarra)

INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR
Sugerida por Rui Felício




Tempestade a Norte



Nem tudo na Tempestade é mau, fica a beleza das imagens .
2 Fotos de hoje pelas 17H00

Com um abraço dos Sarmentos

LAMPANTANA - UMA SUGESTÃO

No próximo fim de semana, de 29 de Outubro a 1 de Novembro, em Mortágua, decorrerá a 2ª edição do Fim de Semana da Lampantana.
Visite Mortágua e aprecie a originalidade de um prato confeccionado numa caçoila de barro preto, com carne de ovelha e vinho tinto local, acompanhado de grelos e batata “fardada”, e “regado” com o bom vinho do Dão.
 Esperamos por si
Enviado por Lígia Ramos

Nota ADM:
Dicionário net:
lampantana [Portugal: Beira Alta]   [Portugal: Beira Alta]   [Culinária]      O mesmo que chanfana.


RECEITA(net)
.


Chanfana ou Lampantana
do livro - Cozinha Tradicional Portuguesa
Da
 Editorial Verbo
Ingredientes
Para 10 a 12 pessoas
  • 3 kg de carne de cabra ou de carneiro
  • 150 g de toucinho
  • 1 dl de azeite
  • 1 colher de sopa de banha
  • 1 cebola
  • 5 dentes de alho
  • 2 colheres de chá de pimenta
  • 1 colher de chá de colorau
  • 1 ramo de salsa
  • 1/2 folha de louro
  • sal
  • noz-moscada
  • 1 a 1,5 litros de vinho tinto da Bairrada
Confecção:

Corta-se a carne em bocados, que se colocam num tacho de barro preto de Molelos.
Juntam-se todos os ingredientes citados, à excepção do vinho, que apenas deve ser o suficiente para cobrir a carne.
Como norma, tendo o forno de pão, aquece-se este como se fosse para cozer broa de milho, isto é, bastante forte.
Introduz-se a caçoila tapada e « esquece-se» até o forno esfriar, o que leva entre 4 a 5 horas.
A meio deste tempo, convém verificar se é necessário adicionar mais vinho.
Não se dispondo de um forno de pão, coze-se a chanfana no fogão, que deverá ser aquecido até ao máximo da sua potência meia hora antes de se introduzir o preparado.
Antes de comer aquece-se bem a chanfana e serve-se na caçoila em que cozeu, com batatas cozidas em água e sal à parte.
*Para este prato, mais conhecido por «chanfana», mas que também se dá o nome de «lampantana», e que é rigorosamente obrigatório em todas as festas e bodas da região da Bairrada, a carne mais indicada é a de cabra, podendo também ser feito com carneiro.
O animal escolhido tem de ser adulto e será cozido de preferência no forno de pão dentro de um tacho de barro preto de Molelos.
Nunca deverá ser feito no dia em que é servido, mas na véspera ou antevéspera, aquecendo-se muito bem antes de servir.
Deste prato se apresentam algumas das suas versões mais significativas.



Um gajo acorda, lê isto...

... e apanha um susto que até o coração parece saltar:


Passado meio segundo, chega o alívio com o título completo desta notícia:

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

NOTÍCIAS DE COLMAR

 Primeira garrafa de LICOR BEIRÃO para o CAMBOJA !

 
Não  são só  os grandes roqueiros do showbusiness que têm o primor de levarem uma garrafinha do elixir da Lousã para os seus países de origem. Ou até mesmo nas provas que tenho feito para divulgação do CAIPIRÃO.
 
Agora, foi uma honra muito especial termos oferecido LICOR BEIRÃO ao Professor KA SUNBAUNAT, reputado Psiquiatra e Director da Faculdade de Medicina de Phnom Penh. Membro igualmente do Ministério da Saúde e responsável no CAMBOJA pela Campanha Contra a Epilepsia, deslocou-se a França para um Congresso.






 Depois do genocídio sofrido pela população aos ataques dos Khmers Vermelhos de POL POT, este Professor tem desempenhado  a árdua missão de se consagrar ao trauma vivido pelos sobreviventes e recuperá-los para uma vida normal. Missão humanitária de importância capital!
 
Fez-me imensas perguntas pertinentes acerca  dos ingredientes que entram na fabricação do LICOR BEIRÃO.
Abordámos as sementes, raízes e aromas que lhe pareciam sobresair nesse primeiro contacto.
No final da prova, o Professor SUNBAUNAT mostrou-se convicto que o elixir interessaria ao povo Cambojano!
 
Um aviso ao "Big Boss"!
 
Bobbyzé

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VENEZA


Estamos em Veneza com muita chuva e água pelos joelhos. Maravilhoso!...
Bjs e abç,
Alfredo e Daisy

Dom Rafael já tem um negócio em Veneza!
Alfredo

INVASÃO

Pelo menos esta é pacifica.
Um Abraço.

TI ' LEONOR ...

Um crepitar de memórias ...

Ti’ Leonor, nunca percorreu a primavera da vida. A sua existência, foi sempre um triste outono. Nasceu num dia cinzento, lá para o interior da Beira Baixa. Era mais uma boca, naquela casa de um rancho de irmãos. À noite, quando o sincelo escorria pela beirada dos telhados e uma bruma fria percorria a escuridão dos caminhos, a família juntava-se à volta da fogueira, na procura do calor retemperador da fadiga e da alma. Logo que deitou corpo e conheceu os espinhos da vida, ajudou na lida da casa e na lavoura. Da fonte, carregou a água e as lágrimas que lhe lavavam o rosto. Ao serão, desfeita de cansaço, à luz do candeeiro a petróleo, escrevia palavras em letra redonda, como aprendia na escola. Um trabalho de minúcia e de paciência. O temor de um professor rude e severo, era mais uma chaga na sua túnica de sofrimento. Um dia, arrumou de vez a sacola, onde moravam o caderno, a tabuada, a lousa e o giz. Ainda jovem, de pequena estatura, mas bem rija e morena, no dizer da canção da Beira Baixa, casou. Uma boda humilde de gente humilde. Uma nova etapa da vida, riscada no Firmamento com o mesmo ferrete dos seus tenros anos. O trabalho duro nas hortas, para ajudar ao magro pecúlio do marido, que juntava os magros tostões no fundo de uma gaveta, curvado sobre os joelhos a bater sola. Serenamente, Ti’ Leonor, foi dando à luz uma vasta prole, que, nas noites longas e agrestes, aconchegava no seu regaço de mãe. No inverno, quando a chama crepitava na lareira, lembrava-se dos tempos antigos. Das ternas noites, em que repartia o pão e o caldo fumegante, com os pais e os irmãos. Hoje, sentada no banco de pedra junto à porta da sua singela casa, de óculos velhos e gastos pelo uso, vai fazendo a renda que o Destino lhe teceu. A renda branca, de quem teve uma imaculada vida.
Q.P.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O QUITO TEM UM RESTAURANTE!

Pois é!
No passado fim de semana fiz esta descoberta.
Na minha "rota dos filhos" fui até Braga para pôr a conversa em dia com o Nuno.
Então,fomos almoçar a Amares ao "Restaurante dos Quito"!
E o tal Quito não dizia nada a ninguém...
Mas tem um restaurante simpático,com uma boa cozinha e um simpático atendimento,com preços a condizer com a crise.
Para aguçar o apetite deixo-vos esta pingadeira de alcatra e uns deliciosos crepes para sobremesa.
Quando forem para aqueles sítios,ponham o Quito na agenda.
A cozinheira D.Célia e seu filho Ângelo terão o prazer de vos servir.
Se disserem que vão da minha parte,talvez tenham uma atençãozinha...
Acrescento que o Ângelo é de Coimbra e tem Coimbra no coração.Chama-se Ângelo Umbelino.
Lembram-se do Dr.Umbelino,Presidente da nossa Briosa?!
Pois!Tem ali família directa.

ENCONTRO COM A ARTE

Queridos amigos
Venho dar-vos conta de mais uma exposição de pintura, desta vez num espaço não muito convencional, mas, nem por isso, menos nobre.
Se tiverem oportunidade vejam "De sons e de silêncios" na Clínica Medicis, na zona de Santa Apolónia, Eiras, Coimbra, a decorrer desde 20 de Outubro (morada e outros detalhes podem ser vistos no flyer anexo).
Espero, como sempre, o vosso bom acolhimento e também a vossa visita, que ainda poderão fazer até final de 2011.
Um abraço
Maria Guia Pimpão

ENCONTRO COM A ARTE! Contos da Daisy

CONTOS
da
DAISY

OS GUARDAS

        O menino sentou-se numa pedra, no meio do grande pátio.
Ficou pensativo, a olhar fixamente para a sentinela armada, mesmo em frente, no cimo do alto muro. Dentro dele, recomeçava o remexer de todas as vísceras, a cabeça a estalar-lhe. Levantou-se e tentou pegar na pedra em que estivera sentado. Ah, como ele, gostaria de lhe acertar!
        Os outros meninos saíram, a correr, da porta grande do meio.
Um deles juntou-se-lhe. De mãos nos bolsos, os olhos azuis fitos bem nos do menino moreno de farta cabeleira.
        - A senhora ficou zangada. Pedro. Ela disse que tu eras um menino rebelde!
         Pedro não tirava a atenção do muro. Estava de pé, as pernas unidas, como que em posição de “sentido”.
        - João, não gostavas de sair daqui?
        - Sair daqui?
        - Sim, ir para casa. P´rá tua mãe. P´ró teu pai…
        - Mas eu saio, Pedro! Logo, quando as aulas acabarem, vou       
          P´rá minha mãe, p´ró meu pai. P´rá minha casa…
        O menino moreno ficou a olhá-lo, admirado.
        - “Eles”…deixam-te ir?
        - Eles?
        - Sim os guardas…
        - Que guardas?
        - Aqueles. Ali. No muro. Com as armas na mão…
        - Não vejo…
        - Não vês?
        - Não. Não vejo armas nenhumas…
        - Nem os guardas?
        - Não há guardas na escola, Pedro…
        Pedro afastou os olhos do companheiro e virou-os de novo, para o homem armado a andar de um lado para o outro, no cimo do muro. O João seria cego? Não, não era. Porque não via, então, aquele homem?
        - Mas ele está lá!
        - Não está, Pedro. Eu não vejo.
        Virou-lhe as costas, desiludido. Pedro ficou a vê-lo  afastar-se  e juntar-se ao grupo de meninos que jogavam com uma bola de folhas de jornal. Porque é que eles não viam? Correu ao seu encontro. A bola veio parar-lhe aos pés e ele estacou. Não lhe tocou, mas de olhar baixo, a fitá-la. Nenhum dos meninos se mexeu. Foi como se uma máquina de filmar parasse de repente, numa cena.
        - Vai lá buscá-la, pá! O miúdo é maluco. Olha que ele pode estragá-la!
        O filme voltou a correr. E, com ele, os meninos precipitara-se para o esférico, indiferentes aos encontrões que o Pedro sofria. O centro do jogo foi desviado para outro ponto do pátio e o menino moreno ficou, outra vez, isolado. O João podia sair. Tinha uma mãe, um pai, uma casa., sem ser aquela prisão. Ele lembrava-se que tivera uma mãe, um pai…Onde? Quando? Agora, não podia sair dali. Ficava sozinho   num quarto. A irmã Helena levava-lhe a comida, obrigava-o a fazer os deveres da escola. E não podia sair. Ele pensava que os outros meninos também ficavam ali, noutros quartos iguais ao dele.
        - Pedro!
        Tinha-se chegado ao portão. Estava aberto. E…não  tinha guarda. O manto negro da irmã de caridade esvoaçava na sua direcção. Deu um passo em frente. Lá fora, as pessoas passavam, sem lhe dar importância a contar as pedras da calçada. Saíra. Afinal não era difícil. Onde estavam os guardas? Instintivamente, olhou para o cimo do grande muro. Era estreito. Impossível uma pessoa caminhar ali. Para onde tinham ido os guardas? Aquele era o mesmo muro?
        Uma mão agarrou-lhe o braço.
        - Aonde ias, Pedro?
        - P´rá minha mãe…
        A irmã Helena puxou-o, para o interior do pátio.
        -Agora, vamos ter com o senhor doutor, está bem? Depois levo-te a passear…
        Não gostava nada do doutor. Ele fazia perguntas, muitas perguntas. E ele não sabia responder. Não se lembrava. Já sabia o que se ia passar: deitá-lo numa cama dura, sem lençóis e contava-lhe aquela história esquisita dos senhores que tinham tido um desastre de automóvel, mais o filho. Ele tinha a ideia de saber aquela história havia muito tempo. Era como se tivesse visto o filme. Mas não lhe interessava nada daquilo. Com o que ele estava contente, agora, era saber que não havia guardas. O João tinha razão. Podia sair. Com a irmã Helena, porque era, ainda pequeno. Podia ser que encontrasse a irmã. E o pai.
Onde estariam eles?
15 de Abril de 1971




CONVITE! LANÇAMENTO DE LIVRO DE CARLOS CARRANCA


Carlos Carranca escreveu: "Convida os teus (nossos) amigos, os do Bairro e não só, para a sessão de apresentação do livro . O programa , para além da obra, tem a abertura da exposição de escultura do Rui Vasquez e uma serenata a finalizar com Octávio Ségio e o seu grupo ( "Raizes de Coimbra ") para além do Luiz Goes e outros. Como vês a coisa promete. Beijocas."
Enviado por Suzana Redondo




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

GEG 2011

8 MIL CHINESES NO GEG 2011

Dom Castelão andava tão aflito com as poucas inscrições para o 3º aniversário do GEG, que eu, cheio de boa vontade, tratei da vinda de 8 mil chineses!
Afinal, quando viu que já tinha inscrições suficientes, recusou-se a aceitar a inscrição dos chineses.

Como fui eu que os mandei vir, tive que os alojar no meu jardim e só ontem é que se foram embora!
Não contém mais comigo para arranjar inscrições!...


* * * * * *

NOTÍCIAS DE COLMAR


STAUFEN - A cidade de Goethe !



STAUFEN é uma lindíssima vila de 7500 habitantes, situada a poucos quilómetros de Colmar. No outro lado da fronteira. E um dos nossos destinos dominicais por excelência. Primeiro pela beleza do seu castelo, com os vinhedos coloridos pela marca do Outono a seus pés mas também porque possui o melhor bolo "Floresta Negra" de toda esta província do Baden-Wutenberg. E o nosso lanche no Café Decker já constitui um ritual que não dispensamos!



Também terra de vinho excelente com uma colheita 2011 que será certamente excepcional! Quando os pássaros limpam tudo, é sempre bom sinal.



Aqui viveu GOETHE, célebre poeta, dramaturgo, romancista e homem de Estado alemão!

A tarde estava lindíssima, cheia de sol mas já com um ar bastante fresco! Quando me sentei ao lado de tão encantadora Senhora, não pude deixar de pensar nas enfermeiras que se têm ocupado de mim, ao longo de todos estes meses. Geraram o imenso respeito e a enorme admiração que tenho por esta vocação. Que vai muito mais além duma simples profissão. 
 Na segunda 31, lá volto ao Hospital para o que penso ser a ultima operação! "THE LAST STONE"! Tal como o titulo dum filme. Agora que se descobriu a origem das repetições das pedras, todas as esperanças sao permitidas.

Espero retomar aquela LIBERDADE que tanto guia e caracteriza a minha maneira de ser! Não nasci para ser "pássaro de gaiola"!

Tal como o nosso Castelão, que como podem ver nesta matricula de automóvel, gastou 8 179 kilowatts de energia para levar a bom termo a realização do 3° Encontro de Gerações. Puxa! Este homem é mesmo um extraterrestre!




Bobbyzé

ANIVERSÁRIO - Carlos Costa

CARLOS FERNANDES COSTA


24-10-1948 / 24-10-2011



"Encontro de Gerações" deseja


MUITAS FELICIDADES!



PARABÉNS!

ANIVERSÁRIO - Teresa Lousada

MARIA TERESA MENESES LOUSADA


24-10-1941 / 24-10-2011



"Encontro de Gerações" deseja



FELIZ ANIVERSÁRIO!



PARABÉNS!

domingo, 23 de outubro de 2011

BREVE HISTÓRIA DOS GEG,s -

LER CONVOCATÓRIA DE EMERGÊNCIA DE  REUNIÃO, PARA ADMITIR O SENHOR ALFREDO MOREIRINHAS NO GEG-2008   AQUI   (Ler  e ouvir primeiro a intervenção dos jograis)

Meus Amigos e Amigas,
Como ontem havia muita gente que não estava interessada e continuava na sala a falar, sem qualquer respeito pelas pessoas que tocavam, cantavam e declamavam, aqui fica uma gravação, com as condições acústicas possíveis, do nosso texto: BREVE HISTÓRIA DOS GEG,s



O texto:
Estávamos no ano 2008
Quando com um copo e um biscoito                       
Surge na cabeça do Castelão
Sempre cheia de imaginação                                      
Uma ideia genial:
Reunir o maralhal                                                            
Numa grande concentração
Que na língua de Camões
Lhe daria o nome então
De Grande Encontro de Gerações

Gerações, seriam mais ou menos três
Incluía todos dos 50 aos 73
Não abrindo qualquer excepção
Tendo como única condição
Viver ou ter vivido
E que alguém tenha sabido
Sem mentiras nem boatos
No Bairro Marechal Carmona
Também chamado Norton de Matos

Aqui surge a confusão
Quais os limites então
Do Bairro Marechal Carmona?
Por mais voltas que dê à mona
O nosso amigo Castelão
Não chega à conclusão
Nem encontra soluções
Para tantas inscrições!

Sua esposa dedicada
E também preocupada
Diz-lhe a Celeste Maria:
Ó homem, tens o problema na mão
Mas também a solução!
Se a gente numa sala não cabia?...
Alugas então um salão!



D. Castelão sem aparelho,
Não o pôs, voltou-se a esquecer
Nem acreditava no que ouvia
Ela a dizer que não cabia!...
Mas ele nem o queria meter!!!

Coloca o aparelho então
Percebe qual a questão
E também a solução
Uma solução de mestre
Dada pela Celeste
Solução inteligente
Aluga-se um grande salão
Onde caiba toda a gente
E está resolvida a questão!
É justo que aqui se diga
Que para haver tanta inscrição
Houve uma ajuda amiga
Que na altura lhe deu a mão!
Mas quem foi então afinal
Essa ajuda especial?
Eu vos digo meus queridos
Sem rodeios nem alaridos
Que em grande camaradagem
Eram os nossos amigos
Do Blog Cavalo Selvagem
Depois da Festa, muita amizade fica
Andávamos todos contentes!
Mas em tudo há repentes
Que a razão não explica.
Mas o povo é sereno
E o problema é pequeno
Não vamos ficar parados
Não vamos arrumar as botas
Inventam-se também umas Rotas
Resolve-se logo a questão
E que não nos falte a tesão!

Foram Rotas em Colmar,
Nos Açores além-mar
Tivemos Caldeirada na Praia de Mira
Acompanhada com bom vinho e caipira
Também meteu leitão, sardinha
E vomitado para a Barrinha!...
Seguiu-se a Rota das enguias
Tão bem organizada pelo saudoso Pombalinho
Deixou-nos tão de repente
Mas ficará eternamente
Recordado com carinho

Houve a Rota do Bacalhau,
Foram duas…
Com a nossa idade, duas já não é nada mau!
Também estivemos em Quiaios
Em tempos ainda suaves
Essa foi organizada
Pelo nosso amigo, o Chaves!
Não esquecer a lampreia
E a excelente organização
Sim! Do amigo Tó Ferrão
Que deixou de barriga cheia
Os que lhe chamavam cagão!
E então o Talasnal
Até nem correu mal
A estrada era rural
A organização exemplar
Só o meu rico Mercedes é que se recusou andar

Num restaurante do conhecimento
Do nosso amigo Sarmento
No Porto cantou-se à capela,
E comeu-se uma rica vitela
Também já comemos cabrito
E duas vezes, o de Sicó

Já só falta arroz de pito
Tenham paciência, tenham dó!


E nunca faltam as cantorias
Fados, baladas, canções brejeiras e foleiras
Áh!... Espera aí!
Tens também o embuçado
Muito bem acompanhado
Pela tua mulher, a Daisy!
E as canções de Natal?!
Com uma voz celestial
Quais? Daquelas já muito ouvidas?
Não! Aquelas em que as renas são fodidas!...

Faça-se outro GEG então
Um GEG todos os anos
Venham primas, amigos e manos
E mais outro e outro, porque não?!
Só p’ra moer o juízo ao Dom Rafael o Castelão!

Ó Tó, és bestial
Mas já me estão a fazer sinal…
Eu acho que é uma perda,
Mas temos que acabar com esta merda

Então, para não parecer demais,
Vamos dar os Vivas finais!

Sem espinhas nem intrigas
Um viva às nossas amigas!
VIVA!

E para isto parecer bem
Um viva aos amigos também,
VIVA!

Para não haver desacatos
Viva o Bairro Norton de Matos
VIVA!





Não esqueçamos pois então
Um viva ao D. Rafael o Castelão
VIVA!

E para não perder o Norte
Um viva à sua consorte
VIVA!

E porque a nossa voz não cedeu
Vivas tu e viva eu!
VIVA!

E sempre a plenos pulmões…
Nem que nos caiam os colhões
Viva o Grande Encontro de Gerações
VIVA!



A CASTELÃ AGRADECE

Houve o Grande Encontro de Gerações.
E conheci dois artistas,
Qual deles o mais engenhoso,
Qual deles o mais jeitoso,
De cuecas ou de lacinho.
Dão sempre grande bailinho
Ao pessoal (sempre) atento.
Vão a tudo que é evento,
Sempre muito aplaudidos,
Até pelos mais distraídos!

Pela minha parte direi
Gritando a plenos pulmões.
Viva o ENCONTRO de GERAÇÕES!

Olha se eu partia,
Lá para terras do além,
Assim, sem ter conhecido
Amigos de gabarito
Que só de mim dizem bem?!

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