sábado, 23 de setembro de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - PINTURA

             
               VINDIMAS
               Título: Depois da chuva
               Aguarela s/papel
               Ano 2014
AUTOR- VICTOR COSTA- artista plástico
Almalaguês-Coimbra

ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRFIA

    foto de Tonito(cota 13)-publicada em 2010

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

APOTEOSE E SOLIDÃO ...



Sair daquele amontoado de prédios coloridos e trazer o coração a reboque. Olhar aquele cabeço que já se diluiu na noite e deixar para trás quem amamos. A alma quebrada em mil estilhaços e, nos ouvidos, como que a esvoaçar, o sorriso radiante de uma criança.

Depois, rumar a norte. Amordaçar o coração e enfrentar a autoestrada dos mil perigos. Como cometas vindos da sombra, os carros passam por mim a grande velocidade. Vêm com uma parafernália de luzes acesas, em grande arraial, como se o carro fizesse parte do culto do proprietário e da sua personalidade agressiva. Aqui e ali, vamos todos numa fila meio louca.

Não podemos abrandar e então, pressentindo o perigo, recorro à potência do meu carro para tentar sair daquela corrida de alucinados. Consigo os meus intentos e vejo aquele cortejo rodoviário sumir-se na minha retaguarda. Agora estou de novo só, tentando manter uma distância de segurança que me permita uma manobra de recurso.

Guio tenso, tentando adivinhar na noite escura as ciladas da estrada e a trajetória dos outros carros, abrandando quando algo se me afigura estranho.

Estou cansado. Preciso de parar. De recompor o estômago com uma refeição leve. Paro numa área da autoestrada. Lá dentro, pouca gente. Dois casais falam em voz baixa, enquanto vão comendo vagarosamente uma   sopa de alho francês. Opto pelo mesmo menu, a que acrescentei um pão e dois pastéis de bacalhau que tirei da vitrina, enquanto a minha companheira deambulava na procura do que mais lhe conviesse para jantar.

No salão amplo, numa pequena mesa, olhei distraidamente dois homens. Um era magro e jovem. Recostado descontraidamente na cadeira e de perna traçada, olhava pensativo o telemóvel. O outro, bem mais velho, ia observando absorto, as incidências de um jogo de futebol que passava num canal de televisão. Definitivamente, o jogo não parecia interessar-lhe. Mas olhava, distante e envolto em pensamentos. Por momentos, o rosto pendia-lhe para o peito, enquanto ia rodando o garfo no esparguete que mastigava em ritmo lento, naquela hora de jantar já tardia. 

O que me impressionou naquele homem avantajado, foi o seu trajar de negro e um boné também preto que lhe descaía para os olhos e que manteve sempre na cabeça, o que lhe dava ainda um ar mais pesado. Uns óculos igualmente cor de luto, compunham aquela figura que tinha algo de quase misterioso. 

Enquanto jantava, reparei que ele e o seu companheiro não trocaram palavra. Depois, em silêncio, partiram. Segui o seu carro, que rapidamente se sumiu na noite de breu.

Soube depois, porque alguém da região o disse, que aquele personagem era um artista português muito conhecido, e que há décadas está entre os mais apreciados cantores nacionais, tendo até pisado palcos da eurovisão, quer como autor de letras de canções, quer como intérprete. Solidário, o homem de negro, numa festa de angariação de fundos para uma corporação de bombeiros da zona de Santarém, ofereceu o valor da sua atuação à comissão organizadora do evento. Um gesto nobre do artista.

Enquanto prosseguia viagem ao volante do meu carro, recordei alguns  momentos televisivos de grande apoteose artística do homem de negro, sempre seguido por uma legião de admiradores. Mas ali, naquela hora e naquele troço de autoestrada, o que observei foi um simples cidadão que me pareceu ser um homem só, apesar de estar acompanhado, longe dos palcos e dos holofotes da sua agitada profissão.

Porque nós, todos nós, sejamos simples anónimos ou figuras dos mais apreciados talentos, necessitamos nesta passagem pela vida de nos reencontrarmos com nossa própria identidade. De merecer o recato da nossa solidão. Nem que seja numa simples mesa de um restaurante, na fresca noite escalabitana.  
Quito Pereira         

ANIVERSÁRIO

MARIA ALEXANDRA CONCEIÇÃO FERREIRA

                   XANI

21-09-1949

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

Muitas Felicidades!

PARABÉNS!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

EXPOSIÇÃO DE "LEGOS"... ESTÁDIO CIDADE DE COIMBRA I PARTE

PRIMEIRA PARTE












          A Catedral de Colónia feita em legos.
          Tem um milhão de peças
           É  a maior. e a mais elaborada construção que está na exposição do Estádio Municipal de
           Coimbra.
           Veio montada da Alemanha.




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

domingo, 17 de setembro de 2017

ERAM OS LARANJAIS DE COIMBRA- INSUA DOS BENTOS...

...plantação começou verde, verdinho, agora mais espigadote!



   Milho verde, milho verde...


   ...Maçaroca
    EG

sábado, 16 de setembro de 2017

REVISTA DE IMPRENSA....

...o que talvez muitos Conimbricenses  não saibam, mas o JORNAL DO FUNDÃO esclarece! E assim ficamos a saber a quem se deve o "ROMÂNTICO CHOUPAL

  Recorte enviado pelo QUITO PEREIRA



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

RECANTOS DE COIMBRA...

...Rua Corpo de Deus e Largo da Vitória.
                       Rua Corpo de Deus vista pela Rua Rua Ferreira Borges
                       Inicicio da Rua Corpo de Deus,...
                       ...a meio um pequeno recanto...
                    .  ..mais acima entrada para o Pátio Vitória....e continuação da Rua Corpo de Deus
   ....Pátio Vitória onde se localiza o espaço dedicado ao FADO DE COIMBRA " a CAPELLA"
   ...Pátio VITÓRIA com vista sobre a cidade...
Para ouvir FADO no Pátio Vitória
                    
Outro aspecto da Rua Corpo de Deus, apanhando margem esquerda do Mondego

Um aspecto da Rua Corpo de Deus para a Rua Ferreira Borges

   Inicio da Rua Corpo de Deus  do lado do Mercado Municipal