terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CARTAS DE AMOR


 

                                       

NO TEMPO DOS MEUS AVÓS
 

Mui Ilustre e Doce Senhora,
Autorizai, bela donzela, que me dirija a Vossa Senhoria, tomando algum do seu precioso tempo.
O brilho resplandecente da divina aureola que circunda e protege a sua graciosa silhueta, cega os meus olhos que não me atrevo a cruzar com os seus, desmerecedores de invadirem o encanto da sua privacidade.
O meu coração padece de um doce sofrer de amor perante tamanha beleza e não consigo suportar por mais tempo o silêncio a que me tenho remetido.
Atrevo-me portanto, antes que esse fogo me consuma, a dar-lhe conta do meu desígnio de lhe pedir que me conceda a graça de um seu sinal, de um simples gesto, que me permita solicitar uma audiência a seu Augusto Pai, para lhe pedir a sua mão e assim, prepararmos as núpcias, casarmos e darmos continuidade eterna à sua conceituada Família, sob a bondosa protecção de Deus.
Curvo-me e respeitosamente osculo a sua alva e delicada mão.
Seu, para sempre
Manuel
 
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NA MINHA GERAÇÃO

Minha querida Maria,
Em tudo o que vejo, até nas coisas mais simples, descubro a tua presença, o teu olhar, o teu perfume...
Vivo na obsessão de te ter para toda a vida, até que a morte nos separe e anseio pelo dia em que finalmente possamos unir os nossos corações, gerarmos filhos lindos como tu, vendo-os crescer no aconchego do nosso lar.
Quase não durmo, quase não como, quase não falo nem me divirto com os meus amigos, porque no meu pensamento só tu existes, qual flor viçosa e perfumada que me envolve, que me domina, que me faz sentir um profundo desejo de te ter sob o manto diáfano da neblina matinal.
Amo-te! Beijo-te, imaginando o calor do teu corpo aquecendo e dando vida ao meu ...
Mário
 
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NOS DIAS DE HOJE
 
 
Tiago!
Adoro-te meu!
Kd penso em ti fico tipo doida, mas tu não me ligas puto.
Vjote sorrir pás otras garinas e a mim népia.
Mas eu çei Kçou kapaz, mais dukelas, de te dar bué da gozo.
Vamos exprimentar.
No sábado tás a fim?. Os meus cotas vão para fora e a gente podia curtir lá em casa.Bute?Çente as minhas mãos a percorrer-te todo.
Tua
Marcia

Rui Felicio


domingo, 8 de dezembro de 2013

UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO E...PERAS!!!

O nosso amigo Pedro Fonseca quis assinalar com um convívio a sua passagem para o cinquentenário natalício. Fez questão que os seus amigos de longa data nas nas suas actividades artístisca estivessem presentes: GEFAC, Danças e Cantares dos CTT  de Coimbra e Tuna Meliches.Além, claro de muitos dos seus  amigos de infância e familiares.



O Pedro que organizou a festa da passagem  para o cinquentenário...

Parabéns para o Pedro e Antonino. Um a 50 e  o outro a 49...


Pedro com a esposa Dina e filha Joana
Tuna Meliches de novo reunidos: 
Rafael, Pedro, Antonino, Carlos Carvalho, João Marcelino e Paulo Moura
Paulo Moura e Carlos Carvalho
Uma imagem histórica da Tuna Meliches pela mão de Raim!
Na espargata-Rafael
Em cima: Carlos Carvalho, João Marcelino, Pedro, Antonino e Paulo Moura

Pedro e Antonino fizeram parte da Charamela do Bairro no 1º aniversário do Encontro de Gerações

Grupo de Coimbra à mesa

Margarida, Lurdes,Lekas, Celeste Maria e Luisa
Lurdes e Antonino

Bailarico...

Paulo e Luisa

A Celeste Maria e o Carlos no bailarico..

 Lekas e Manel
E viva a alegria...
Novo tipo de dança?
Fotos:Paulo Moura

Mas há mais do Paulo e do João Marcelino em  


ESQUIMÓS NA APANHA DO MEXILHÃO!

Corajosos, estes esquimós! Muito interessante... esquimós a apanhar mexilhão debaixo da maré congelada... só têm 30 minutos antes da água voltar e o gelo começar a mexer! Trabalho indicado para quem sofrer de claustrofobia!!! Recomendado por Tó Quaresma

sábado, 7 de dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

PENELA PRESÉPIO

Mais em   http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5840691149311899327&postID=6292046313473519866&page=1&token=1386554258770
Depois clicar em assalto ao castelo

FELIZ NATAL!!



A partir do próximo dia 8 de Dezembro e até ao dia 5 de Janeiro de 2014, a autarquia promete muita brincadeira, animação, cor, música e alegria, com a criação de muitos espaços temáticos. 
A grande atração do evento, o maior presépio animado de Portugal, é este ano ainda mais grandioso. São mais de 150 bonecos animados que se podem ver ao longo dos 700m2 de extensão, na perfeita recriação do quotidiano e ritmos da realidade de época. Desde os palácios dos reis magos, passando pelos pastores, carpinteiros, agricultores, fiadeiras, toda a Jerusalém está representada numa tenda gigante no interior do Castelo de Penela. Não faltam as casinhas em miniatura, há pequenas senhoras que amassam pão ou sacodem tapeçarias às janelas e pequenos homens no campo a varejar as oliveiras. 

NOTAS: - Domingo o Penela Presépio estará em directo na televisão , já que a TVI vai fazer a sua emissão do "SOMOS PORTUGAL" a partir de Penela.

DIA 29 é a vez da SIC, fazer também uma emissão em directo a partir do Presépio.
Novidade este  ano: Combóio até ao Castelo para ver as 150 figuras animadas do presépio.

      ROMANOS juntam-se ao Presépio. - A recriação histórica está integrada no projecto "VILLA SICÓ".


ANIVERSÁRIO

CECÍLIA LEÃO MELO

06-12-1946 / 06-12-2013

"Encontro de Gerações" deseja

FELIZ ANIVERSÁRIO!

PARABÉNS!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Postalinho de Hoi An, Vietname

"Ponte Japonesa, um dos ícones da Cidade Antiga de Hoi An, Património Mundial da UNESCO.
Teve grande importância como porto comercial, no séc.XVI e por aqui passaram Portugueses, Japoneses e Franceses.
Beijos das Meninas.
Abraço do
Alfredo Moreirinhas"

RECREAÇÃO VIRTUAL DA ALTA DE COIMBRA

Recomendado por Jorge Corte Real

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Postalinho de Halong Bay

"Quando os chineses invadiram Halong, o povo pediu protecção ao Grande Dragão. Então, ele vomitou e criou estas mais de 3000 ilhotas que os protegeram como uma barreira. São assim as lendas...
Beijos das Meninas e abraço do
Alfredo"

Jardim de vidro e metal

Esta Mosaïculture que nos apresenta um trabalho de horticultura inabitual, inclui um muro de garrafas recuperadas, estruturas de aços enferrujados e cromados, não faltando água. Os seus canteiros são compostos de vegetais, flores e folhas com as côres a condizerem com os diferentes estados do aço.
Foram incluídas aves e insectos distribuídos de uma forma excepcional.

Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel
Foto: Joana/Telemóvel

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

OS DIAS E AS NOITES DE PRAGA ...




(foto São Vaz)

De novo o centro da Europa, na rota do Choral Poliphónico de Coimbra. Eram pouco mais das quatro horas da manhã de uma noite fria, quando a velha cidade ficou para trás.

Eles, os coralistas e seus acompanhantes, lá seguiam em animada conversa, enquanto a camioneta deslizava na autoestrada escura rumo a Lisboa. Depois o aeroporto e uma babilónia de gente cruzando destinos.

Não foi pacífica a chegada junto da porta de embarque nº 20, onde o A 32O com as cores de Portugal nos aguardava. O 11 de Setembro deixou as suas marcas e o fantasma da segurança é levado muito a sério. Tirar botas, tirar cintos das calças, pulseiras, relógios, num expediente a que o viajante já se habituou.

Depois partir, usufruindo de um serviço de bordo que incluiu almoço, que honra a nossa companhia aérea. Nós, os portugueses, gostamos de dizer mal de tudo o que é nosso. Talvez não nos fique mal um pouco de autoestima.

O aeroporto de Praga, nos arredores da cidade, é grande e funcional. Não foi difícil partir em direção ao hotel que acolheu o grupo. Pela janela do autocarro, fui observando as casas tipo “caixote”, de épocas recuadas.

Três andares no máximo e muito bem conservadas. À medida que nos aproximávamos do centro da cidade, o trânsito engrossava. Extensas filas de carros parados, buzinadelas e um anoitecer precoce. Às dezasseis horas e trinta minutos, é já noite escura.

Praga é uma cidade de contrastes. Uma zona central e turística povoada de milhares de veraneantes, que convivem pacificamente passeando pelas lindas praças com belos e austeros monumentos, em contraponto com as zonas de trânsito fervilhante, onde os carros circulam a grande velocidade. Doze segundos, apenas doze segundos, é o tempo que um peão tem para atravessar uma passadeira. Depois recomeça o carrossel.

Dizer, porque salta à vista, que o parque automóvel é todo ele recente. Poucos ou nenhuns carros velhos se observam e cerca de metade da frota é de gama alta ou média alta. Abundam os Audis e os BMW. Também Porches e mesmo Ferraris.

Há, contudo, a outra face da moeda. Nas zonas turísticas, pululam os indigentes. São imensos e o mais preocupante, é que não pedem dinheiro. Pedem comida e vasculham os caixotes do lixo, na esperança de apanharem os desperdícios dos estrangeiros. Porém, nada desta chaga social parece preocupar os checos. Olham-nos com indiferença.

Afinal, a mesma indiferença com que convivem com o forasteiro. Mas são profissionais sempre que solicitados. Por duas vezes necessitei do apoio deles, quando me vi sozinho na noite de Praga, porque me perdi na Ponte Carlos do resto do grupo coralista, no meio de uma floresta de centenas de veraneantes, e foram solícitos em resolver o meu problema. A velocidade vertiginosa me passeei de taxi pela noite dos desencontros, na procura do meu porto de abrigo. Tudo está bem, quando acaba bem.

Neste pequeno incidente, posso confessar que em nenhum momento me senti inseguro. As ruas estão vigiadas por muita polícia que, de uma forma discreta mas atenta, vai seguindo os movimentos dos turistas. A cidade, posso afirmá-lo, dá garantias de segurança, seja de dia ou de noite.

A urbe é monumental e deslumbrante. Certamente aprazível para se viver. Nas belas avenidas, são muitas as pastelarias e lojas de todos os tipos de artigos para as todas as bolsas. Porém, não se pode dizer que seja uma cidade barata, embora se procurarmos, possa haver preços apetecíveis.

Fica a vontade de voltar e rever as fachadas fantástica dos prédios disseminados pela cidade e a beleza estrondosa e esmagadora dos palácios da zona do Castelo. Embora, repito, o povo seja pouco ou nada caloroso. Há uma certa indiferença reinante e, ao que me disseram, até uma certa aversão aos milhares de estrangeiros – sim, milhares - que invadem as ruas e praças da cidade, onde a parte asiática parece ser fatia de leão.

Magnífica, foi a prestação do Choral Poliphónico de Coimbra. O lema, foi logo dito alto e bom som pelo maestro: “ vamos para cantar num país estrangeiro e essa é a nossa missão. O turismo fica para segundo plano”.

Todos interiorizaram esse facto e a atuação do grupo, por duas vezes, foi um êxito reconhecido pelos promotores do evento, que no fim saudaram entusiasticamente o grupo de Coimbra que, num pequeno apontamento, era o mais extenso em número de coralistas. Mais doze grupos atuaram, oriundos de outros pontos da Europa, como por exemplo, suiços, irlandeses, suecos, espanhóis, holandeses entre outros.

Calorosos somos nós, os portugueses. O Comandante da TAP José Durão, da porta do “cockpit” da aeronave, olhava e cumprimentava os passageiros que entravam no avião de regresso ao nosso rincão lusitano.

Perguntei-lhe se sabia os resultados dos jogos de futebol em Portugal. Disse-me então:  “ O Benfica ganhou e o Porto empatou”. Tinhamos interesse em saber o resultado da Académica – disse a minha companheira de viagem, ao que ele retorquiu que não sabia. 

Na chegada a Lisboa, de novo o Comandante se despediu dos passageiros da porta da cabina de pilotagem. Despedi-me dele e a São Vaz fez questão de lhe oferecer uma lapiseira personalizada do Choral Poliphónco de Coimbra.

Seguimos então a caminho da “manga” de saída e ele chamou-me.  Parei e olhei para trás intrigado. Foi então que me disse com um sorriso afetuoso: “ olhe … a sua Académica só joga amanhã”.

Era o calor de voltar à pátria. Como é bom ser português …
Quito Pereira                    

DANÇA DE PAPAGAIOS

ANIVERSÁRIO

LÍGIA AUGUSTA SIMÕES RODRIGUES RAMOS

03-12- 1945 / 03-12-2013

"Encontro de Gerações" deseja

FELIZ ANIVERSÁRIO!

PARABÉNS!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Postalinho do Lao

"A alguns quilómetros de Luang Prabang, existe um parque natural com vários níveis de quedas de água, qual delas a mais bonita.
Está é uma delas.
É um desperdício... Esta aguazinha dava para fazer muitos litros de Licor Beirão!
Beijos das Meninas e abraço do
Alfredo Moreirinhas"

DE QUINTAL A QUINTAL

Empregada numa panificadora ali para os lados da Achada, perto de Mafra, a Sónia tem os horários trocados. Trabalha de noite, dorme de dia.
Por isso, raramente a vejo, excepto nalgumas tardes de fim de semana quando fico em casa. Quando calha, trocamos palavras de circunstância de quintal a quintal...
Simpática, bonita, boa conversadora, vive sozinha com a mãe e um filho pequeno, desde que se separou do marido.
O quintal dela confina com o meu, separados apenas por uma fiada de arbustos baixos que se podem galgar facilmente com um simples alçar da perna.
Naquele sábado frio e soalheiro, ela chamou-me e ofereceu-me uma caixa de bolos que trouxera da fábrica, como já o fizera de outras vezes. Agradeci-lhe e fiquei a observá-la, tentando afastar maus pensamentos, enquanto ela cirandava por entre as plantas e as flores, cortando aqui, regando ali, ajeitando acolá. Por vezes debruçava-se e a roupa colava-se-lhe mais ao corpo, deixando antever as curvas bem desenhadas das pernas, das ancas.
Quando se agachava para apanhar alguma coisa, a saia curta subia e destapava-lhe as coxas um pouco acima dos joelhos, As pernas assim descuidadamente entreabertas, faziam-me imaginar o tesouro quente ainda oculto, daquela mulher apetitosa.
Para afastar as tentações, eu fingia concentrar-me nas nuvens pesadas que se começavam a acantonar do lado do mar, e comentei: - Vamos ter chuva, Sónia!
- Pois vamos, concordou ela, tentando adivinhar quando começariam a cair os primeiros pingos.
De súbito, sem aviso, ela tirou o gorro e a bata branca. Esticou os braços para cima, como quem se espreguiça, deixando-me adivinhar os contornos dos seus seios firmes debaixo da blusa justa.
Sem parar e olhando-me de soslaio, tirou a saia, depois a blusa, logo a seguir o soutien, as meias e, por fim, o par de cuecas.

Durante esse tempo todo, não falei, não sabia o que dizer, a garganta secava-se-me...

Sorrindo, ela aproximou-se de mim, com aquelas peças de roupa, todas debaixo do braço, estranhando eu estar tão calado.
- É sempre tão falador e está há tanto tempo aí parado, sem dizer nada, atirou-me ela...
Arrepiei-me quando aquela bela mulher, a seguir, me agarrou suavemente no braço e me perguntou:
- Está frio não é? Podia ter aquecido um pouco se, como é alto, me tivesse ajudado a tirar toda esta roupa que secava no estendal...Rui Felicio

Postalinho do Buda Beirão

"Depois de duas horas de viagem Mekong acima e de subir mais de 100 degraus lá foi o Licor Beirão visitar o Buda, como vos prometi.
Um abraço
Suzana Redondo"


domingo, 1 de dezembro de 2013

Último postalinho do Camboja

"Foto tirada no Lago Tonle Sap, durante a visita à Cidade Flutuante perto de Siemreap.
Optei por esta foto, porque a acho muito boa e para ver se aparece algum «artista» a dizer que cabe lá tudo porque o barco está torto!
Temos fotos de sonho tiradas neste lago.
Abraços e beijos do Alfredo e moças"