sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Rota da Vitela NA MAIA em 10/12/2012


































Foi na Rota da Vitela que conheci os meus quase vizinhos Henrique e Ana Maria pela mão do meu amigo Quito Pereira. Depois cruzámo-nos em mais rotas e pandegas.
Hoje fui ao continente à tarde,e lembrou-me a Laura que a última vez que estivemos com ele e com a Ana foi precisamente aqui no Continente da Maia, onde nos cruzamos no parque de estacionamento e 5 minutos de conversa não faz assim tanto tempo.
Como disse hoje de manhã..... a vida muitas vezes é tudo mesmo justa, mas é a vida que nos permitem viver.
Um grande beijo para a Ana e família  e um forte abraço ao Quito que sei que sente muito esta perda.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

HOMENAGEM AO HENRIQUE EM FOTO INÉDITA...DO TONITO!

O Felício falou neste momento na Louçainha.
Eu tenho esta foto que é única.
Só foi enviada para o Henrique na altura.
TONITO

A NOITE EM QUE CALARAM O FADO ...


Era o irmão que eu não tive ... 
São seis horas da manhã e não consigo dormir. Há uma luz coada e pálida, que entra pela frincha da janela, neste pardo amanhecer. Há um silêncio misterioso que me envolve e me trespassa. Apenas o “tic-tac” do relógio, em cima da mesa – de – cabeceira, acompanha este meu momento de solidão. Maldito relógio. Maldito “tic-tac”, que me atenta contra a vida. Cada segundo a mais na escala do Tempo, é um segundo a menos na minha esforçada existência. Sinto-me só. Estou só. O meu coração, partiu. Não está comigo. Saiu a galope pelas estepes russas, onde um amigo, um irmão, agoniza na cama de um hospital. Sinto-me exausto de cansaço, das noites mal dormidas e do telemóvel que promovi a meu inimigo. Cada vez que toca, é um sobressalto. E eu, afundado em desespero, fecho os olhos e recordo:

Era uma noite morna como as outras noites, naquele mês de Primavera. Eu, o Henrique, a Ana e a São, passeávamos pela pequena avenida da pacata cidade de Miranda do Douro. E ali, na esplanada dos Bombeiros Voluntários, nos sentámos. Muita gente ocupava as cadeiras e era um corre-corre do bombeiro de serviço, a trazer sumos e cervejas para as mesas. Afinal, aquela era a forma da Instituição angariar mais uns cobres, para os seus exauridos cofres. Foi então que o Henrique Sousa, que fazia da viola a sua segunda mulher, começou a dedilhar e a cantar uns fados de Coimbra. Na esplanada fez-se silêncio e, como que por magia, as janelas das casas em frente, até ali fechadas e às escuras, começaram a abrir as portadas devagar, como que envergonhadas, com gente que, debruçada sobre a avenida, ouvia o trinar da viola e voz potente do cantador. Depois, bem, depois apareceu um carro da Guarda Republicana. Vagarosamente, dois agentes saíram do “Fiat Tempera” e ditaram a sentença, de uma forma educada: “O senhor queira fazer o favor de não fazer barulho, pelo adiantado da hora”. O barulho era o fado. O Henrique, exemplar cidadão, apressou-se a meter a viola no estojo. Foi então que um homem, que estava na esplanada repleta de veraneantes, alto, de cabelo branco e aspecto imponente se levantou e, dirigindo-se ao cantador, disse -lhe na presença dos zelosos guardas: “ como mirandês que sou, sinto-me envergonhado. Peço-lhe, em meu nome e em nome da cidade, que aceite as minhas e nossas desculpas, pela atitude absolutamente lamentável destes senhores”.

Então partimos. A esplanada esvaziou e as portadas das janelas, até ali escancaradas de par em par, encerraram de mansinho.


Foi há dias, em Penela. Sentado ao meu lado na mesa, trocámos taças e tilintámos copos. Brindámos ao futuro num copo de vinho.

Mas hoje, às oito da manhã, o pano negro da ribalta, fechou-se. A voz potente do Henrique Sousa, pai, marido, irmão e avô extremoso, calou-se para todo o sempre.
Perdi um amigo.  Morreu o cantor.
Quito Pereira            

NOTÍCIA TRISTE

FALECEU HENRIQUE SOUSA

Encontrava-se em São Petersburgo-Rússia   pelo que neste momento não é possivel adiantar mais pormenores
"Encontro de Gerações" apresenta a toda a família em especial a sua esposa ANA MARIA SOUSA,  seus filhos  e seus netos as mais sentidas condolências





ANIVERSÁRIO

Está fraca...mas tens os olhos bem abertos 
MARIA ODETE FERREIRA
                 "TITÁ"

11-10-1947 / 11-10-2012

"Encontro de Gerações" deseja

FELIZ ANIVERSÁRIO!

PARABÉNS!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ENCONTRO COM A ARTE



Caros amigos (as)
No próximo sábado, dia 13 de Outubro, vamos ter em Coimbra o nosso mestre Alberto Péssimo. Ás 11 horas da manhã, será inaugurada a sua esposição de desenho e cerâmica na Galeria de Arte e Centro de Mutualismo, de A Previdência Portuguesa.
Trata-se de um acontecimento importante, por se tratar de Alberto Péssimo, que tem um trabalho notável e que raramente mostra. Esta é uma oportunidade que vos desafio a não perder. Venham no sábado. Além de um grande Artista é um grande Homem e um grande Amigo. Merece todo o nosso apoio (vejam convite em anexo).
Uma abraço
Maria Guia Pimpão 

ANIVERSÁRIO

MARIA OLINDA OLIVEIRA RAFAEL

10-10-1942 - 10-10-2012

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

domingo, 7 de outubro de 2012

BAIRRO NORTON DE MATOS - JARDINS FLORIDOS

Jardim da rua Gil Eanes-foto de 02-10-2012

NOTÍCIAS DE COLMAR

Depois do champagne, a grande desilusao!


Havia uma enorme expetativa neste encontro entre a BRIOSa e os israelitas do HAPOEL de TELAVIVE. Era um adversário que considerávamos ao nosso alcance.

De visita aos nosso simpáticos amigos Parisienses Louis e Annie Sotto, procurei depois do jantar, consultar o site do jornal A BOLA. Estávamos a 2 mn do final da partida e a nossa ACADÉMICA vencia por uma bola a zero. O Louis comprometeu-se imediatamente a abrir uma belissima garrafa de bom champagne e assim festejámos alegremente a vitória tão desejada! Lembro-me até de lhe ter dito que essa vitória representava 140 000€ para o clube.

Continuámos na conversa e já nem fomos ao computador para consultarmos o resultado final da partida. Aquilo estava no papo!!!

No dia seguinte, comprei o jornal "L'EQUIPE" e para meu espanto, leio aquela triste noticia!!!!Fiquei tal qual como esta foto representa!!!




Há prolongamentos que são chatos!Os da idade, aguentam-se mas estes, dão-nos cabo do coração!!

Bobbyzé 

O «Dom Duarte 2» na revista Visão desta semana

Na página 16 do suplemento «Sete» da revista Visão...


... aparece um restaurante que nos é muito familiar:


ANIVERSÁRIO

JORGE LUIS COSTA

07-10-1945 / 07-10-2012

67 ANOS

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES"

PARABÉNS!

sábado, 6 de outubro de 2012

MOSTRA DE DOÇARIA CONVENTUAL E REGIONAL DE COIMBRA













NOTÍCIAS DE COLMAR

O dia em que a minha vida se transformou!

5 de Outubro de 1962 ! Depois das aulas no Liceu D.Joao III e dum exercicio mediocre em Matemática, atribuido pela solteirona Lucia Ganilho (nada de gatilhos!!) desci os Loios procurando um cruzar de olhos com aquela miuda que tanto gostaria de a levar ao Avenida. Mas ela nao apareceu!

O lanche decorreu normalmente e a minha santa Mae nem a marmelada esquecera!Fui sempre um grande louco por marmelada!

Em minha casa, a rádio abria-se logo de manhãzinha, para evitar que o meu Pai nos pusesse logo ao ritmo do TONY DE MATOS ou do NAT KING COLE!!!

E de repente, o meu coração palpitou e fiquei mesmo paralisado! Tal como os cães de caça quando avistam perdizes ou coelhos!!!!Aquela musica vinha do outro mundo. Os meus pés começaram a acompanhar o ritmo. O meu corpo balançou. Meus Deus, perguntei logo à minha Mae se me oferecia aquele 45 rpm quando estivesse à venda. e foi efetivamente o que ela fez, uns meses depois!

Estávamos em 1962. Os BEATLES lançavam o seu primeiro single "LOVE ME DO"!



Os ROLLING STONES também se formaram nesse ano. E até mesmo o BOB DYLAN lançou o seu primeiro disco nesse ano!
Nada seria como dantes!!


A partir desse dia, a minha vida foi um mar de rosas!Entreguei-me de corpo e alma à MUSICA mas a frequência dos "mediocres no liceu" aumentaram substancialmente!!!

E 50 anos depois, aqui estou para gritar "Oh!Yeah!"!!!!

Bobbyzé

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

TORRES


Planos diferentes e não muito vistos das Torres de Coimbra mais conhecidas.
 Fotos enviadas por uma Amiga.
Um Abraço.
Tonito. 

O ÚLTIMO TANGO EM PARIS



 
 
João Pires aconchegou a gola do casaco, naquela tarde fria de Janeiro. Sentado num banco da Estação de Santa Apolónia, olhava a chuva miudinha e enervante que caía sobre Lisboa. No seu olhar errante, mirava as carruagens na gare, enquanto um altifalante roufenho, debitava informações sobre a chegada e partida dos comboios. Depois, fixava-se nos carris a perder de vista, até à curva onde o olhar lhe consentia. Eram os carris do Destino. Estava de partida para Paris, agora que o país que o vira nascer, o empurrava para a fronteira. Na Beira - Baixa, deixou a mãe viúva, encostada à soleira da porta, limpando as lágrimas ao avental negro que era o espelho da sua alma. Abraçaram-se em silêncio e João partiu, levando na mala em partes iguais, um quinhão de esperança e outro de desespero.
Ao apito estridente do chefe – da - estação, o comboio partiu, com um solavanco. Depois, foram dois dias de viagem, com transbordos e paisagens diversas. Mas João ia absorto nos seus pensamentos, recordando a família e a aldeia que deixara para trás, o berço da sua infância. No bolso, ciosamente guardado, o pecúlio que a mãe lhe dera e tirara do fundo da arca onde guardava o centeio, fruto de muita poupança. Também uma carta – de - chamada, que lhe compraria a força dos braços, numa qualquer obra de Paris.

Tudo correu bem. Apesar de dividir a camarata com três companheiros, João Pires deixou-se embalar ao ritmo da grande cidade. À tarde, depois do trabalho, percorria com os amigos as ruas da capital, ao som dos acordeons que despontavam em cada rua e em cada viela. Era o perfume francês, que lhe embriagava a alma.
Num Sábado, pleno de sol, mais afoito e conhecedor dos segredos da grande metrópole, João saiu sozinho à conquista de Paris. Novo e bem - parecido, João percorreu os Campos Elísios, em direcção ao Arco do Triunfo. A correria dos automóveis, o movimento dos passantes, o clamor da cidade, tudo era uma nova realidade a que se ia acostumando.

Até que, numa pequena esplanada se sentou. Precisava de um café retemperador. Foi então, que uma rapariga se acercou dele. Era empregada do pequeno estabelecimento e a barreira da língua, que poderia ser um entrave ao diálogo, mais não foi que a troca de uma gargalhada. Riram. Riram muito. Depois, mais sérios, olharam-se nos olhos e Nicole apressou-se a trazer a bebida requerida. João ficou ali, sentado, a sorver o café em pequenos tragos e a observar todos os movimentos da bela francesa de olhos grandes e cabelo loiro. E ela, de faces ligeiramente roborizadas, escondia que naquele momento o seu coração batia forte. Decididamente, juntara-se gasolina à fogueira, ao som arrebatador de um entusiasmante tango em Paris.
Nessa noite, João dormiu mal. E, no emprego, trabalhava maquinalmente, fazendo contas aos dias que faltavam para Sábado e de novo encontrar Nicole, no simpático bar de uma esquina da cidade. Durante meses, foi assim. Mais conhecedor da língua, João esperava que ela saísse do trabalho e ela, um dia, confidenciou-lhe que morava numa mansarda, numa rua próxima dos Campos Elísios.  João acompanhou-a até lá. Subiram a escada escura, até à porta da habitação. Depois beijaram-se. E ele, fez menção de entrar. Ela, porém, suave e delicadamente, empurrou-o com uma mão no peito, impedindo-lhe a passagem e, devagar, fechou a porta. João ficou ali, parado e sozinho, a esbracejar em ondas de desespero. Depois partiu, para junto dos companheiros, trazendo na mente a ideia que os dias de férias a passar em Portugal, ficariam para outra ocasião. Seriam passadas com Nicole. Iria propor-lhe que ela também pedisse dispensa na mesma altura, para voarem nas asas da paixão. Se assim o pensou, melhor o fez. E ela, louca de amor por ele, concordou.

Foi num dia de Setembro, que, de mãos dadas, se passearam pelos jardins do “Trocadero”, mesmo junto à Torre Eiffel. As férias estavam no fim e João preparava-se para regressar ao trabalho. Para trás, ficavam as caminhadas nas margens do Sena e as noites passadas na mansarda, naquele ninho de amantes. Ali, em momentos escaldantes e sôfregos, trocavam de alma, trocavam de corpo e trocavam de beijos ardentes. Antes, ao som do gira – discos, dançavam o tango, ao ritmo da voz temperada e envolvente de Carlos Gardel.

Numa tarde cinzenta de Outubro, João Pires foi confrontado com o destino. Um pé mal colocado, o desequilibrar de um andaime e o estatelar- se desamparado na calçada. Correram os companheiros, aflitos, em sua ajuda, mas João não dava sinal de vida. Rapidamente, foi levado para um hospital de Paris. Em coma, permaneceu vários dias. Até que acordou. Porém, o seu estado de saúde era grave e a sua recuperação muito lenta. Por vários meses, permaneceu internado. Mas, num dia de Abril, já recomposto mas ainda débil, João regressou ao estrondo da cidade. Porém, a rota dos seus pontos – cardeais, apenas lhe lembrava um destino: o bar de Nicole. Ainda meio trôpego e magro, João partiu na procura da sua amada. No estabelecimento entrou, mas não viu Nicole. Do lado de lá do balcão, em silêncio, Pierre, o dono do pequeno bar, olhava-o, num misto de surpresa e de compaixão. Então, João sentou-se e perguntou por ela. Pierre olhou-o, taciturno, e, de uma gaveta, retirou um pequeno envelope fechado, que, sem explicações entregou a João. Com um ar grave e as mãos trémulas, João abriu o envelope que continha um pequeno bilhete e leu:

João
Não estou certa que leias estas linhas. Nunca mais voltaste e desesperei de esperar por ti. É estranho que neste tempo que passámos juntos, nunca me ter preocupado em saber onde moravas ou o que fazias. De saber tão pouco de ti. Foi pecado meu. Restou-me esperar. Penso, agora, que tudo não passou de uma fugaz ilusão e que tu rumaste a outras paragens ou, talvez, a outra mansarda. Já não estou em Paris. Parti para Itália, com Ângelo. Apesar da diferença de idades, decidi viver com este italiano cortês, com quem me sinto segura e a tua ausência fez-me ter a certeza que tudo terminou entre nós. Deixei a minha casa e o café do Pierre, onde não tinha futuro. Tal como tu, que deixaste do teu país, também eu atravessei a fronteira, na procura de uma vida melhor. Gosto do Ângelo, mas apenas gosto, porque é amável e leal para comigo. Mas foi por ti que um dia me apaixonei e guardarei para sempre a recordação dos momentos felizes que contigo vivi.
Sempre tua
Nicole

Por minutos, João ficou de olhos fixos no chão, meditabundo. Pierre, varria o chão do bar, num mutismo comprometido. Então, levantou-se com dificuldade, apertou a mão a Jean Pierre e partiu.
Por Paris deambulou, até que a noite o cobriu com a sua capa de escuridão. Sentado num lugar isolado, nas margens do Sena, a carta amarfanhada entre os dedos, João escutava o rio, com um olhar ausente. No seu cérebro, em turbilhão, lembrava o rosto da bela Nicole. Também a penumbra da velha mansarda, os tangos dançados no auge da paixão e a voz inesquecível de Carlos Gardel. Com a cabeça entre as mãos, no zénite do desespero, deu um grito e atirou-se ao rio, que rapidamente o tragou e acolheu no seu ventre.

Depois, o silêncio. Apenas o lúgubre murmurar do Sena, em sentido pranto. Até a voz argentina de Gardel, de triste, emudeceu. João Pires acabara de dançar, em passada lenta e sofrida, o seu último tango em Paris.
Quito Pereira               


É só festas

Ainda não se chegou ao Halloween e o Natal já está à porta.


Na foto ao fundo, pode-se ver os artigos para o Halloween.

LUISA AMARO EM COIMBRA NO DIA 12 DE OUTUBRO

PARA APRECIAR....

recomendado por Mário Rovira

terça-feira, 2 de outubro de 2012

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS IDOSAS

foto de Ivan Vicencio
Enviado por Maria Olinda

ANIVERSÁRIO

MARIA MANUELA CURADO

    "NELA CURADO"

02-10-1945 / 02-10- 2012

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!