UM JARRÃO COM TRÊS FLORES!
Comentários
1º Prémio-atribuído a Rui Felício I
Diz a lenda que uma Fada Boa, tocando com a varinha mágica cada uma das três belas flores, as fez debruçarem-se sobre o Rei adormecido, despertando-o com o perfume que exalavam do sono profundo com que a Fada Má o tinha enfeitiçado. Curvadas sobre ele, deslizaram sobre a sua calva cabeça, ondulantes e sedosos caracóis de negros cabelos, fazendo-o sorrir de alegria incontida. Com tal alegria, de sorriso aberto, que ordenou aos seus pagens que lhe buscassem um bombo, para com ele inundar de ruidosas sonoridades o Reino que o chorava.
2º Prémio-atribuído a Alfredo Moreirinhas
Então a Fada pôs o Rei a dormir para ele não tocar bombo e tu dizes que ela é Má!... Vem a outra Fada, armada em parva à varada nas flores, acorda o Rei que se pôs logo a bombar, e tu chamas-lhe Fada Boa!... Não percebo nada!... De que lado é que tu estás afinal?...
3º Prémio-atribuído a Rui Felício II
3º Prémio-atribuído a Rui Felício II
Tal como os conceitos de Bem e Mal são subjectivos e, por isso, dependentes das perspectivas sob as quais são encarados, o mesmo se passa em relação às mulheres boas e às mulheres más. Sendo ponto assente que as Fadas são mulheres, se as olharmos numa perspectiva meramente corporal e de dotes de inteligência, a Fada Boa é má porque nada ficou a dever à beleza, nem à inteligência, com que o Criador a dotou. E a Fada Má afinal é boa porque reúne todos os requisitos que nos permitem classifica-la como uma mulher boa. Aliás, muito boa! E até inteligente, qualidade que não é de somenos! Não tenho culpa, portanto, que o Alfredo as tenha encarado de um ângulo exclusivamente ético e moral, daí partindo para uma conclusão errada…

