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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

SEPARADOR POÉTICO...- ...a propósito do aniversário do A. Adão


                DIA DE ANOS 


Com que então caiu na asneira

De fazer na quinta-feira

Vinte e seis anos*! Que tolo!

Ainda se os desfizesse...

Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!



Não sei quem foi que me disse

Que fez a mesma tolice

Aqui o ano passado...

Agora o que vem, aposto,

Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!



Não faça tal: porque os anos

Que nos trazem? Desenganos

Que fazem a gente velho:

Faça outra coisa: que em suma

Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.



Mas anos, não caia nessa!

Olhe que a gente começa

Às vezes por brincadeira,

Mas depois que se habitua,

Já não tem vontade sua,
   E fá-los queira ou não queira


                                                             João de Deus                                                                                                    

                                                          
* no caso: setenta e um anos!

   

domingo, 1 de maio de 2016

MÊS DE MAIO E A POESIA...

Poemas de António F. de Pina
    
               RAIZES DE MAIO

Traços ténues que afloram à memória
Nas tardes em que tardam as aragens
Fazem cactos dos retratos que se formam
Na paisagem em que agrestes são as margens


                          E nessa tela quando se abrem flores de Maio
                          E a timidez é uma afluência de sentidos
                          Renascem beijos numa carícia de fogo
                          Que se desprendem dos corpos repartidos.


                                           FLOR DE MAIO

                          Flor de Maio que tão intensa floriste
                          Entre cardos e gumes de cortar o medo
                          Agarrada ao tronco que anunciaste teu
                          Revesso no cerne e no marasmo azedo

                          Firme vertical sem torcer e sem quebrar
                          Lança no espaço reflexos da sua essência
                          Que adejam livres quando os dedos se alongam
                          E se apresentam em rituais de consonância.

                          Prendi-me a a ti que da manhã antevias noite
                          No cessar do parto na similitude da haste
                          Numa rubra névoa estanque na estepe distante
                          Flor de Maio que batendo pétalas voaste.
                   

sábado, 19 de setembro de 2015

Slava Polunin - «Espectáculo de neve»

Video com o espectáculo completo de Slava Polunin, um palhaço russo fundador do Teatr Licedeï.
Sem palavras. Uma hora sublime e poética, em que cada pessoa faz a sua própria leitura.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

MEDITANDO...


 No silêncio interior escuto...e encontro-me! 

Enviado por Guilhermina Leão

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dezembro e já trinta e um

Dezembro e já trinta e um


Dezembro
e já trinta e um
e lá passámos pelo tempo
sem que o tempo em nós ficasse
ou desse sinal algum
a não ser naqueles sinais
que o tempo deixa a quem passe

e faremos as promessas
das festas do solstício
que amanhã será início
de fazer tudo às avessas
e de havermos de mudar
mudar de ar
ou de roupagem
faremos talvez a viagem
há tanto tempo a esperar

mas há sempre algo a mudar
e tontos menosprezamos
cada segundo em que o mundo
tudo muda de lugar
e com o mundo mudamos
e com ele também rodamos
em espiral
se calhar
e lá vamos
sempre em frente
sempre ao sabor da corrente
que o tempo também consente
a fazermos do presente
esse futuro a chegar

e nada disso é indiferente
somos nós só a andar…
  
- Jorge Castro

surripado de:Também cumpro hoje dez anos de vida no meu blog Sete Mares (http://sete-mares.blogspot.com).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sem ti não existo




Sem ti não existo

Grito por ti...porque não vivo sem a tua forma de me veres, abraço o teu olhar ...porque sem ti não respiro, peço-te compreensão...porque tenho sempre uma forma diferente de te receber. 

Dispo-me só para ti sempre que me queres, visto-me de fantasias só para ti quando quero chamar a tua atenção...... faço do teu corpo o meu refúgio, a minha mais pura alegria. 

Necessito de te sentir em mim...todos os dias... para que me leves por esse mundo fora através do teu sentimento e em cada momento que me dedicas. 

Quando os ventos sopram contra ti arrastando as folhas caídas de Outono, ainda assim deliciosamente vais guardando um pouco de mim, sempre que o sol queima nas tardes de Agosto e a chuva te molha em dias frios de Janeiro, ainda assim nunca desistes de mim, mesmo nas manhãs de Março quando a brisa é deliciosa, ainda assim procuras-me insistentemente.
A cores ou a preto & branco, penetra-me enquanto me deito maliciosamente ao teu lado, e é sempre ao teu lado... e é pela paixão que me tens, que me transformo naquilo que hoje sou... 
Uma fotografia que vale mais do que mil palavras.

Pedro Sarmento © Out 2012

Esta é uma poesia que escrevi para abertura do Livro - fotografARTE ©  

O livro foi graficamente elaborado e desenhado por mim, e retrata uma Exposição de fotografia, dos fotógrafos do concelho de Cantanhede que será inaugurada no próximo Sábado, 03 NOV 2012 em Ançã - Quintal da Fonte ás 19 H 00,  e na qual eu não participo em termos fotográficos.

Aqui no link abaixo, podem desfolhar o livro ver os trabalhos que serão apresentados pelos 16 fotógrafos que irão expor. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Escritos teus, palavras minhas"



"Escritos teus, palavras minhas" é o titulo do (que eu espero ser apenas o meu primeiro) livro, uma compilação de textos, poesia e pensamentos acompanhado de fotos que fiz ao longo dos anos a esta fantástica senhora que me acompanha hà 25 anos.

É um livro c/ 56 páginas no formato 24cm x 32 cm, c/ Capa Impressa em papel couché 300 grs., laminada a brilho, c/contracapa papel couché 170 grs e o Miolo_ impresso f/v em papel couché 170 grs, com acabamento cosido e colado à capa dura, é por isso uma edição de qualidade.

Espero que gostem - o Livro só estará disponível por encomenda - e o próximo será só sobre fotografia com uma compilação de fotos do Porto.

Espero brevemente dedicar dois ou tres dias a Coimbra para fazer também um trabalho sobre a nosso linda cidade para um terceiro livro.

Abraços desde a Maia.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Estados D'Alma de Pedro Sarmento

Como é meu costume, sempre que exponho seja Pintura ou Fotografia escrevo sempre um texto um poema sobre o tema/titulo que escolho para a Exposição, quase sempre também dedicado a alguém que muito me inspira..... quer na vida quer nas artes.

Aqui fica a minha partilha dessas palavras que foram lidas sábado passado no Furadouro na abertura da Exposição, digamos que foi um momento bonito e emocionante para mim, para a minha inspiração e para quem nos conhece bem e sabe que efectivamente aquilo que escrevo é aquilo que sinto.

Espero que gostem.
Um abraço
Pedro Sarmento

PS: Por favor clikar no Texto/foto para abrir em grande

Para ver as fotos expostas com qualidade e em tamanho aceitável por favor visitar 

Vou clikar no texto:

“ESTADOS D´ALMA”

Guardo fragmentos, e sabores da vida que nos rodeia
Em magníficas memórias,  e imagens de tantos afectos
Com paixão, um sorriso nos lábios, e o delírio no olhar
E o desejo de nós, do amor, da saudade e do abraço.

Na pele e no desejo, sinto algum do tempo que não temos
A vida que nos anima e nos junta todos os dias mais uma vez
Na alma os sonhos que junto aos teus fiéis pensamentos
Um beijo no espaço entre dois sorrisos e um abraço.

Percorro becos e fragmentos de lugares de ti e de mim
Vejo-te em brisas que aqui e ali de leve me tocam o olhar
Saboreio-te ainda mais cada vez que te penso mais perto de nós
Espreito-te num abraço quente com o coração carregado de emoção

Não tenho nem mágoas, nem medos nem sequer receios inúteis
Apenas o sonho de te reencontrar num luar de Fevereiro
E nele uma estrela brilhante e perdida que te possa oferecer
Com todos os segundos  e todas as imagens da minha existência

Capto nas minhas fotografias a doçura do sossego do teu ombro
Procuro nelas os meus caminhos, os teus passos e a tua calmaria
Também mais uma noite junto de ti e uma velha canção de amor
Tu és a “imagem” a foto da minha vida…o meu estado d´alma

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A VIDA E A MORTE -

A Vida e a Morte

O que é a vida e a morte
Aquella infernal enimiga
A vida é o sorriso
E a morte da vida a guarida

A morte tem os desgostos
A vida tem os felises
A cova tem as tristezas
I a vida tem as raizes

A vida e a morte são
O sorriso lisongeiro
E o amor tem o navio
E o navio o marinheiro

Autora Florbella Espanca



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

POESIA DE OUTONO ...


(foto São Vaz)

Bom dia de feriado, a todos os amigos e colaboradores do blogue "Encontro de Gerações".

Q.P.

sábado, 23 de julho de 2011

BALADA DE COIMBRA, POEMA DE JOSÉ RÉGIO

Balada de Coimbra - poema de José Régio - dito por AURELINO COSTA, acompanhado por OCTÁVIO SÉRGIO AZEVEDO



BREVISSIMAS NOTAS SOBRE AURELINO COSTA:(net)
AURELINO COSTA- poeta, actor de cinema, define-se com “dizedor de poesia”.
Nasceu em Argivai, Póvoa do Varzim.
Enquanto estudante, deu voz a poemas de Régio e Antero, numa homenagem ao pai de Carlos Paredes, no Teatro Académico de  Gil Vicente.
Na Aula Magna deu recitais na companhia de António Portugal e Octávio Sérgio.



Video sugerido por Mário Rovira

quarta-feira, 13 de julho de 2011

NOTÍCIAS DE COIMBRA -FESTIVAL DAS ARTES

A paixão pelo Festival das Artes

Um enquadramento paisagístico deslumbrante, num local em que a História de Portugal se sente, com uma equipa de programação motivada e sabedora, beneficiando do apoio à Cultura de qualidade por entidades e empresas portuguesas, tudo isso torna o meu papel mais fácil e entusiasmante. Encontrar criadores nacionais e estrangeiros apaixonados, receber o apoio caloroso de Coimbra, uma cidade que tendo qualidade e públicos pode ser exigente e tem o direito até de poder ser excessivamente crítica, motivaram-me a tentar fazer cada vez melhor e a envolver-me cada vez mais no projecto.
O Festival das Artes, que este ano pela terceira vez a Fundação Inês de Castro vai organizar na Quinta das Lágrimas – se me é permitido ser parcial, um dos mais maravilhosos sítios de Portugal – e nalguns outros seleccionados espaços emblemáticos de Coimbra, vai ser, este ano, ainda melhor do que nos anteriores. Para além deste programa sugiro que vejam mais no site www.festivaldasartes.com
Em 2011 – 650 anos depois da trasladação dos restos mortais de Inês de Castro do Convento de Santa Clara para o Mosteiro de Alcobaça – o tema só podia ser as “Paixões”. Para as celebrar e viver, as artes são a música clássica, o jazz e a contemporânea, o teatro, a poesia, a pintura, a escultura, a fotografia, a gastronomia, o cinema. E também conferências declinando as paixões em todas as linguagens, o património e o início do projecto de ateliers formativos que com o tempo esperamos que será um serviço educativo exemplar.
Por isso quero agradecer aos artistas que nos honram, aos mecenas que continuam a acreditar em nós, aos meios de comunicação social, aos programadores e a todos os que com muita generosidade e dedicação, permitem dar-vos um festival que já tem nível internacional e que começa a poder ombrear com o que de melhor se faz no belíssimo Verão português. E também a todos vós, os milhares que nos honram com a vossa presença nos vários eventos.
Camões um dia escreveu – e podia tê-lo feito para o anfiteatro com que o celebramos -  “transforma-se o amador na coisa amada”. Sinto que é isso que, ao longo de cada ano, acontece connosco. Que comece a coisa amada, o 3º Festival das Artes!
José Miguel Júdice
(Presidente da Direcção do Festival das Artes)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

INTERLÚDIO COM POESIA!

o vestido lilás
Num dia de jacarandás floridos, a mulher inventada desceu nua das nuvens – como ocorre, aliás, com impertinente assiduidade com as mulheres inventadas – e vestiu-se de coleante lilás, mesmo antes de pousar no passeio, acabadinha de passar pela copa das árvores…






és tão bela e tanto apraz
numa esquina de repente
ver-te em vestido lilás
desvendando-te de frente
revelando-te de trás
e em cada passo premente
em cada passo que dás
seres de lilás tão urgente
tão tudo o que a vida traz
e o teu corpo fremente
que de frente satisfaz
satisfaz completamente
ao passares vista de trás

estiveras nua – dolente
provocante – pertinaz
mas não melhor certamente
que em teu vestido lilás

afundado por Jorge Castro (OrCa)
Atrevidamente "picado" do blog AfundaSão 

sábado, 14 de maio de 2011

PRÉMIO "CAMÕES"

E o prémio Camões vai para... Manuel António Pina
Poesia, teatro, literatura infantil, o escritor nascido no Sabugal recebeu o mais importante prémio da literatura lusófona


A poesia é a sua praia?
Não sei. Não fui eu que escolhi a praia, foi esta praia que me escolheu a mim. Não decidi escrever poesia, escrevo desde que me lembro. Quando era míudo escrevia em versos, aquelas coisas pequenas que se pergunta aos miúdos, aquelas coisas insignificantes sobre "O que queres ser quando fores grande". Eu escrevia sobre isso, fazia versos sobre isso. A poesia está muito próxima da música e a música é a forma mais elementar de expressão, próxima do corpo. Do ritmo. A poesia é ritmo, a vida é ritmo, inspiração. A forma mais espontânea de nos exprimirmos é através da música.

POESIA

O LIVRO


E quando chegares à dura
pedra de mármore não digas: «Água, água!»,
porque se encontraste o que procuravas
perdeste-o e não começou ainda a tua procura;
e se tiveres sede, insensato, bebe as tuas palavras
pois é tudo o que tens: literatura,
nem sequer mistério, nem sequer sentido,
apenas uma coisa hipócrita e escura, o livro.
Não tenhas contra ele o coração endurecido,
aquilo que podes saber está noutro sítio.
O que o livro diz é não dito,
como uma paisagem entrando pela janela de um quarto vazio.
Texto Público

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

NO CANTO DE UM POETA


http://www.youtube.com/watch?v=suD7mfxAieU

Para quem não teve oportunidade de ouvir a minha entrevista á Renata Pereira Correia na Oliveira de Azeméis FM aqui fica o audio acompanhado de fotos minhas.


Um abraço

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O NATAL DE VINICIUS

Para isso fomos feitos
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos  -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrêla a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos  -
Por isso precisamos velar
Falar baixo,pisar leve,ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso,talvez,de amor
Uma prece por quem se vai  -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem,graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte  -
De repente nunca mais,esperaremos...
Hoje a noite é jovem;da morte,apenas
Nascemos,imensamente.

Com o Poema de Natal,de Vinicius de Moraes,desejo a todos os amigos do Encontro um Bom Natal

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SEMENTES DE PAIXÃO - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA



Gostava de partilhar convosco as fotos que estão patentes no MAIA WELCOME CENTER. Podem neste vídeo ver as fotos tal e qual se encontram expostas e as fotos uma a uma com mais detalhe. Podem ainda durante o vídeo, ouvir um poema que escrevi para ilustrar o livro de honra da exposição, e que foi no sábado à noite apresentado na Rádio Campo Maior  pela voz do meu amigo António Beijoca, ele também um grade fotografo. 
O som não está a 100% porque de vídeo e áudio pouco percebo mas ainda assim muito bom.

E para que possam apreciar tudo direitinho aqui fica o poema que escrevi:

Abraços e sorrisos atirados a nós
Cobertos  de vento e palavras frágeis
Momentos secretos, bocados de tempo e sal
Jardins secretos onde te escrevo palavras de amor
O teu perfume eterno em doce amanhecer
Fragmentos, um olhar e uma lágrima
Lugares mágicos que se confundem com o por do sol
Asas de cristal e caricias que se colam a ti e a mim
Orvalhos, essências, ecos da vida
Gente comum, lugares fabulosos e saudades
Vidas derramadas por amores e gestos
Poções mágicas, rostos dormentes, marcas dos teus lábios
Caricias na noite que vai longe
O beijo na noite que brilha, a lua e tu
Sementes de Paixão

sábado, 18 de setembro de 2010

QUANDO A NATUREZA GRITA

Foto com que irei participar na exposição organizada pela PORTOGRAFIA, sob o tema " A ÁGUA NA PAISAGEM".
O Texto escrito pela minha amiga, Isabel Reis é de uma beleza fascinante e valorizou muito a fotografia.
A Isabel irá lançar também amanhã no Porto o seu livro "Entrelinhas m´Entrego".

Um abraço
Pedro Sarmento


Porto Novo


(um dia percebi como é)

Dilacerante a rebentação…

que rebenta cada porto…

na busca por se procurar…

…insanidade porém…

ninguém lhe consegue chegar…

enquanto ele não se encontrar…


(vi também que…)

Cada onda um recomeço…

…uma nova tentativa…

…uma nova vontade de chegar…

...vontade que morre porto a porto…

...em cada onda que lhe envelhece o mar…


(questionei-o porquê)

Ó mar que não desistes…

…diz-me porque insistes em encontrar…

…porque vês morrer as tuas águas…

…nas rochas que te cercam o procurar…


(em segredo confessou-me que…)

Cada porto é um porto novo…

…que não conheço até por lá passar…

…até posso morrer sem o encontrar…

…mas não hei-de morrer sem o procurar…


texto por Isabel Reis (Cinderela das Histórias)

foto por Pedro Sarmento


sábado, 31 de julho de 2010

MOMENTO DE POESIA!

Versos?! Paguei-os. Alegria e raiva.
As palavras por vezes impotentes
outras vezes escorrendo sangue e seiva
ao morderem a vida com os dentes.

Poesia que és uns dias minha noiva
com seios de palavras complacentes.
Poesia que outras vezes grita e uiva
fêmea capaz de fecundar sementes.

Poesia minha amiga minha irmã
mulher da minha vida que inventei
para fazermos filhos amanhã.

Poesia minha força e meu castigo
meu incesto tão puro que nem sei
se é verdade que faço amor contigo.

De Ary dos Santos
enviada por Rui Lucas

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