sábado, 12 de junho de 2021

ANIVERSÁRIO Rosa Gândara

ROSA MARIA GANDARA

12-06-1946

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!





terça-feira, 8 de junho de 2021

IN MEMÓRIAS & INSPIRAÇÕES

 


"Ao Domingo era dia de banho. Não é que não me lavasse nos outros dias, mas a falta de energia eléctrica e água canalizada, obrigavam a ter alguma parcimónia nesses luxos higiénicos. A bacia, enorme, já estava atestada com água aquecida ao lume, e a grande panela, preta de fuligem, estava também cheia, e ali à mão, para “a última passagem”. Usava um pedaço de sabão azul e shampoo de ovo Palmolive, penso eu, (um luxo recente e cuja saqueta tinha de dar para todo o mês). Depois vestia roupa lavada cheirando a Clarim, e seguia para o Terreiro da Fonte, a ver “como paravam as modas”… A canalha juntava-se ali a par com os adultos que preguiçavam, e comentavam a beatitude de quem saía da missa, ao mesmo tempo que abordavam as incidências dos bailaricos do dia anterior e a previsão do jogo de futebol no Vale do Fojo, no início da tarde. De vez em quando, aparecia um amigo com uma bola e logo se começava um desafio de futebol, mas apenas reproduzindo marcações de canto, adaptando por baliza a porta da Capela do Espírito Santo. Sim, depois de tomar o banhinho, nada como transpirar um pouco para colocar tudo no devido lugar… Do fim da missa à hora de almoço era um ápice, e aos poucos o Largo ia ficando vazio de gente, porque a canja e a galinha “atestada” com batatinha assada e arroz, já esperavam na casa de cada um…bem, nem sempre, mas às vezes lá calhava..." in Memórias & Inspirações

José Passeiro

domingo, 6 de junho de 2021

ANIVERSÁRIOTeresa Bento Prata

MARIA TERESA BENTO PRATA

06-06-1942

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!
 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

 

A CARECA DO SÁ …

 


Em África, bebi muitos cálices de fel. A guerra, a doença e a saudade, faziam parte do quotidiano de cada um de nós, dos que lá mourejavam sem sentido, pela teimosia absurda de Lisboa. Porém, a camaradagem, o espírito de entreajuda e a amizade, ajudavam a digerir aquele caldo de vinagre que nos era imposto. E, na amizade, incluo as patifarias com que nos brindávamos uns aos outros. Afinal, a única forma de afivelarmos no rosto um sorriso ou até uma sonora gargalhada. E são esses momentos que prefiro recordar, com quem está numa esplanada de praia, a beber em pequenos tragos, um cálice de Licor Beirão. Avancemos pois. O homem tinha um nome simples e pequeno - chama-se Sá. Apareceu-nos lá um dia vindo de Portugal, de mochila às costas, para iniciar a sua campanha militar. Logo de início se percebeu que era vaidoso. Cultivava o seu ego e era vê-lo horas ao espelho, a mirar-se e a passar o pente pelo cabelo. E nós de lado, deitados em cima das nossas camas de sobrancelha franzida, a pensar na melhor forma de lhe sabotar as peneiras. E foi o seu feitio crédulo, o mote para mais uma pirataria. Um dia, quando o Sá penteava pela milésima vez o cabelo e olhava o espelho pendurado num armário, o Pinto disse-lhe:

- Óh Sá, tu estás a ficar careca, pá !!!.

 Combinados uns com os outros, nós confirmávamos a coroa de padre bem redondinha, que o homem tinha bem à vista. Foi um drama! A partir daí, o Sá torcia-se todo, tentando com dois espelhos, ver a parte traseira da sua luminosa cabeça. Na verdade, não havia qualquer ausência de pilosidade. Mas a mentira, repetida tantas vezes, surtiu efeito. Desesperado, procurou ajuda no enfermeiro. Debalde. O Azevedo só percebia de ligaduras e quando dava injeções, espetava a agulha no mínimo, quatro vezes - .uma carnificina !!!. De cabelos, percebia pouco ou nada. O Amorim, que dava uns jeitos de barbeiro, também não tinha o elixir mágico que devolvesse a alegria ao pobre Sá. Foi então que alguém lhe indicou o Alferes Paulo, transmontano meio louco, que era o responsável pelo parque de viaturas do quartel. O Sá, correu então para o seu salvador e da oficina trouxe a receita que teria utilizar meticulosamente todos os dias de manhã. Esfregar uma pequena porção de massa - consistente no couro cabeludo. E à noite lavar bem a cabeça, antes de se deitar. Esperançado, o infeliz assim fez. Mas como Deus às vezes é justo, quem sofreu fomos nós, os mentores da brincadeira, todos os dias no refeitório a cheirar aquela pasta acre e luzidia a brilhar no cabelo do Sá. Há tempos, depois de quatro décadas do regresso de Canjadude, encontrámo-nos num almoço de confraternização militar. Sempre a mesma pose. Sempre a mesma vaidade. Mas não cheirava a massa - consistente. Cheirava a água – de - colónia barata de supermercado. Um enjôo !!! Nós os nove, que estávamos à volta daquela mesa e que por coincidência tínhamos colaborado na patifaria, de novo fomos penalizados pelos nossos pecados. Realmente, Deus às vezes é justo ...

Kito Pereira            

 

terça-feira, 1 de junho de 2021

ANIVERSÁRIO Mariana Moura

MARIANA MOURA

01-06-1990

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!
 

ANIVERSÁRIO Joana Moura

JOANA MOURA

01-06-1990

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!~

PARABÉNS!