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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOTÍCIAS DE COLMAR

S.L.B.
UM COCKTAIL EXPLOSIVO !


A Feira dos Vinhos da Alsácia, nesta bela cidade de Colmar, bateu este ano um record de afluência, com 274 993 visitantes, o que representa um aumento de 8,10% em relação à edição anterior de 2010.
Numerosas inovações no capitulo do divertimento contribuíram muito para esse sucesso.


Quanto ao Festival musical, parte integral desses onze dias de Feira e consequentemente, de festa, manteve uma estabilidade numérica através de 86 000 entradas.


Para além de grupos e artistas Franceses, actualmente em voga no Top Ten, contámos este verão com a presença de grupos estrangeiros consagrados tais como os STATUS QUO, JUDAS PRIEST, BARCLAY JAMES HARVEST, SAGA, SCORPIONS, BEN HARPER, APOCALYPTICA, SEPULTURA (Brasileiros), STRATOVARIUS e muitos outros.
Uma das características deste Festival e grande preocupação da organização local, continua a residir na mistura artística de nomes dos anos 60, 70 e 80 com outros mais actuais. Esta osmose de estilos tão ecléticos contribui para que este Festival seja hoje bastante apreciado e conhecido em toda a Europa, conquistando também um publico dos países limítrofes (Suiça e Alemanha).


A minha grande expectativa no elenco desta 64a edição inclinava-se para o grupo canadiano SAGA, estandarte do Rock progressivo nos anos 80. O meu encontro com a banda e entrevista para a MUSICA & SOM com IAN CRICHTON, (viola baixo) datava de 1985!!! Vinte seis anos depois, com a MUSICA & SOM na mão, lá fui ao encontro desses dignos representantes canadianos do Rock Progressivo.

 As fotos que levei para lhe oferecer desse concerto de 85 em Fribourg serviram para activar um pouco a nossa memoria. Obviamente, nao me reconheceram de imediato. Mas ao longo da nossa conversa, algumas imagens contribuíram para um franco convívio, que culminou com uma oferta para jantar num dos restaurantes mais famosos da cidade.


O concerto foi espectacular e o regresso do vocalista MICHAEL SAEDLER veio conferir à banda o estilo musical que lhes é tão peculiar e apreciado pelos seus fãs.


Os SAGA passaram 2 dias em COLMAR. Na esplanada do HOTEL EUROPA (o único 4 estrelas de Colmar), 4h antes do concerto, organizei uma prova de CAIPIRÃO, que os deixou completamente felizes! Mamámos duas garrafinhas, igualmente partilhadas com todo o staff técnico. E lá foram para TORONTO (Canadá) onde residem, com o famoso elixir beirão.




Contrariamente ao que vocês podem pensar, SLB não tem nada (mesmo nada )a ver com a equipa que a nossa Briosa vai enfrentar no próximo domingo em Lisboa. O seu significado é simples: "SIRVA-SE LICOR BEIRÃO". E todos aqueles que provam pela primeira vez, adoram mesmo o CAIPIRÃO! Um cocKtail explosivo para se beber com moderação


 se (por acaso) alguém gostar do BENFICA, aproveito para vos informar que o nosso amigo José REDONDO (Big Boss do LICOR BEIRAO) levará até à Pampilhosa no dia 17 e à Lousã no dia 18 deste mês, a equipa encarnada de rugby para defrontar a sua congénere serrana!!Vale a pena lá ir. Concerteza que haverá CAIPIRÃO para todos!!!!


Bobbyzé

sexta-feira, 25 de março de 2011

ANIVERSÁRIO Lisete Dias Ti Lena

LISETE DIAS

"TI  LENA"

25-03-1960 / 25-03/2011"

51 ANOS
BOBBYZÉ e "Encontro de Gerações" desejam
UM FELIZ ANIVERSÁRIO!
PARABÉNS!

Informação do Bobbyzé: A Câmara da Lousã oferece como prenda o arranjo da estrada que liga Lousã ao Talasnal/





segunda-feira, 7 de março de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PORTUGAL TEM NOVO GOVERNO ...

" ... tomada de posse do executivo no Palácio da Azurva ..."
Depois da estrondosa vitória eleitoral do dia 23 de Janeiro, em que o novo Presidente da República, o madeirense José Manuel Coelho, arrasou a concorrência com a sua candidatura “anti-sistema”, o novo presidente não perdeu tempo, lançando mão de um novo governo de iniciativa presidencial, que, surpreendentemente, tomou ontem posse, no Palácio da Azurva. Assim, a nação ganhará um novo fôlego, com os novos ministros empossados, a saber: Dr. Alfredo Moreirinhas, Ministro das Viagens; Dr. Rui Felício, Ministro do Amor; Dr. Fernando Rafael, Ministro das Rotas e Romarias ; Dr. Eurico Pereira, Ministro dos Assuntos Hortícolas; Dr. António Ferrão, Ministro da Alegria, Dr. Abílio José, Ministro da Sensatez, e Dr. António Dias, Ministro Sem Pasta e repórter fotográfico a recibo verde, do semanário “ SOL”. Aguardado com grande ansiedade o seu discurso, o Senhor Ministro do Amor, não defraudou as expectativas, quando afirmou, nomeadamente, “da necessidade de repovoamento do território, por forma a garantir as pensões de velhice das gerações vindouras, e que, a médio prazo, tem fundadas esperanças que a população cresça exponencialmente …”. E acrescentou: “ … é essencial acabar com o mito da monogamia – esse atentado às liberdades individuais dos cidadãos - e que, futuramente e por decreto, cada homem tenha, obrigatoriamente e ao seu dispor, um “plafond mínimo de 5 mulheres …”. Esta medida de fundo, vibrantemente aplaudida pelos outros ministros, apenas teve o reparo do Senhor Ministro Eurico Pereira, que fez lembrar que 5 mulheres equivaliam a 5 sogras, o que arrefeceu um pouco os ânimos. Porém, a medida foi muito bem aceite. Depois tomou a palavra o Dr. Fernando Rafael, que disse, e estamos a citar: ”… que o país anda triste, taciturno e deprimido, pelo que é necessário implementar mais festas …”. Nesta linha de pensamento acrescentou: “…vamos passar a ter rotas às Segundas, Quartas e Sextas – Feiras, e romarias às Terças, Quintas e Sábados. O balanço da semana será feito no Restaurante Dona Elvira, no alto de S. João, ao Domingo...” O Dr. Eurico Pereira, mais interessado no almoço do que nos assuntos pendentes, não deixou de fazer jus à pasta hortícola que abraçou, incentivando os outros ministros, e voltamos a citar: ” … a ter tomates para implementar as medidas necessárias, com vista ao engrandecimento da pátria…”. Depois foi a vez do Dr. António Ferrão, que pondo de parte as questões lúdicas, subiu a um banco de dedo indicador em riste para dizer, nomeadamente “…que o país tem que entrar nos carris, nem que se tenham que ir buscar os que, democraticamente, foram arrancados do Ramal da Lousã …”. O Ministro da Alegria, foi então delirantemente aplaudido pelos restantes membros do executivo. O Senhor Ministro Sem Pasta, pouco falou, limitando-se a fotografar o evento e a dizer a intrigante frase ” …isto é assunto…”. Aguardado igualmente com muita curiosidade, o Dr. Alfredo Moreirinhas, num discurso muito pensado e pausado, foi dizendo que “ … dada a democratização do transporte aéreo, não faz sentido que o povo se passeie de farnel pela Praia de Mira ou da Caparica...”. E disse ainda: “… que é necessário um salto qualitativo na vida dos cidadãos, pelo que, futuramente, os compatriotas passarão a ir de lancheira para Ibiza ou para as Ilhas Faroé …”. O Senhor Ministro das Viagens, acrescentou ainda que estava de partida para as Ilhas Caimão, onde, e estamos a citar: “ … vou abrir uma conta individual em nome de cada ministro, a fim de poderem ali depositar as suas sacrificadas poupanças…”. A medida foi aceite com grande agrado pelos novos empossados. Por fim, o Dr. Abílio José, recordou, e de novo citamos “… que se aceitam propostas para um novo Hino, uma vez que o actual, tem uma letra com uma grande carga bélica…”. Foi-lhe delegada então, a responsabilidade de pensar no delicado assunto, encontrando-se já em cima da sua mesa de trabalho, duas propostas à consideração do seu elevado critério: O “Fado do Desgraçadinho” de Alfredo Marceneiro, e o “Hino do Benfica” de Luís Piçarra, uma exaltante e triunfal marcha de cariz popular ….
Q.P.

sábado, 22 de janeiro de 2011

PÔR O METRO NOS CARRIS COM MÚSICA NO METRO! JANEIRAS!

Explicando os pormenores da actuação

Prontos para avançar para a loja do METRO
Já em frente á Loja do Metro, prontos para começar
E a Música no Metro arrancou!

Luis Garção um fotógrafo atento!

Quito, directamente de Salgueiro do Canpo para erguer cartaz
Dr Jaime Ramos marcou presença!


Quito equipado a rigor com o "Pau" na mão...do cartaz!
Para memória futura! A Tuna da Músia no Metro!
E as Janeiras continuam! Os carris ainda não!
Tem de haver "CARRIS" para além da crise!

Calhabé Circulação também presente-- Pedro Flaviano

e os compadres "VIANA"
Jornalista que veio de Portalegre fazer reportagem,
integrado no grupo!

A representante da Lousã, Suzana Redondo!



Podem complementar a reportagem clicando AQUI

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ERA O RAMAL DA LOUSÃ - TERÁ DE VOLTAR MAS COMO METRO!

PARA A HISTÓRIA.....O FUTURO SERÁ O METRO!
TAMBÉM VAMOS AJUDAR!
AMANHÃ 11H00 em frente "ESPAÇO METRO"

FRENTE CÂMARA MUNICIPAL!

COIMBRA-Apeadeiro de S.José

ESTAÇÂO de MIRANDA DO CORVO
ESTAÇÃO LOUSÃ
FINAL DO RAMAL-SERPINS

FOTOS DE: António Feijó, Barros Olimpio e de outros desconhecidos -na net


«Janeiras a Metro» - pelos Músicos do Metro de Coimbra

Em primeira mão para vocês, aqui vos deixo, acabadinha de escrever, a letra das Janeiras que vamos cantar no sábado, com o nosso Rouxinol Bombástico* em merecido destaque:

Janeiras a Metro
Levante-se daí, minha senhora
Desse banco da estação
Venha a pé ou de automóvel
De autocarro ou camião

Coitadinho do Menino
Jesus teve um pesadelo:
Os carris já lá não estavam
E o comboio, então, nem vê-lo

(repete dois versos finais)

Levante-se daí minha senhora
Desse banco em Serpins
Venha cantar as Janeiras
A Coimbra de patins.

Coitadinho do Menino...

Levante-se daí minha senhora
Desse banco na Lousã
E venha de bicicleta
p’la fresquinha da manhã.

Coitadinho do Menino...

Levante-se daí minha senhora
Aí de Miranda do Corvo
Vem de burro p’ra Coimbra
Se não for muito estorvo.

Coitadinho do Menino...
Mais informações AQUI


* não usei em lado nenhum a palavra "prata" para evitar que o Rafaelito a troque de novo por "chouriça"

«Esmifrate the Januaries 2011»

As Janeiras deste ano deram uma receita de 140 e tal euros, vários bombons, três garrafas de vinho e uma de cerveja. A Charamela do Bairro agradece à malta do Dito com uma vénia até ao chão.
Como todos os anos, temos que esmifrar o dinheiro indo tocar para a Baixa de Coimbra e, em seguida, almoçar.
Desta vez, o «Esmifrate the Januaries 2011» vai ser no Metro de Coimbra... quer dizer... na loja do Espaço (Sem) Metro.
Agradecem-se sugestões de frases para o evento.

«De Coimbra p'rá Lousã
Eu vi comboios passar,
Agora sem os carris
Só me resta recordar.

Oh METRO de superfície
Tão belo e fanfarrão,
Onde andas, onde estás
Não passas d'uma ilusão...»

«Ai, Metro, Metro, que tão desgraçado é.
Ai, Metro, Metro que te dão tratos de polé!»
«Com música do Fado de Santa Clara:

Eu ouvi lá de Serpins
Gemidos, rezas e prece
Para que a tais confins
Chegue o Metro que merece

Da Câmara veio a resposta:
Que o orçamento primeiro
E co’a lei que lhe foi imposta
Se tinha acabado o dinheiro

Arrancados os carris
Vão ser vendidos a peso
Que para pagar aos edis
O Presidente está teso

Só resta uma solução
Para ir até Serpins
O TGV do Poceirão
Deslizando de patins»

«O comboio nos roubaram
E o metro há-de chegar
Os movimentos não param
Não deixamos de lutar

Isto não é um lamento
Queremos o metro já
Se não houve planeamento
Culpa nossa não será…

Do metro que há-de vir
Há tantos anos que falam
O comboio vi partir
Até os carris arrancaram»
«Comboio sem carril
É político num barril
O povo está febril
Por meter o senhoril
Em dia primaveril
Num monocarril
Sem contracarril
Para ver o viril»

«O metro é uma miragem...
(vem o coro)
prá outra margem...»
«É conversa da treta dizer que para o Metro não há cheta!»
«O metro é uma treta. Vai de caminheta»
«Vamos beber para esquecer. Apanhamos todos uma carrispana»
«O Metro está por um triz. Só lhe faltam os carris»
«Vós carris para onde?»
«Não à crise!»
«Metro sem medidas»
«Será que os carris já foram para a sucata?!»
«A REFER é uma REFER... ência do 3º Mundo»
«Pare e... olhe?! Aqui existiu uma linha de comboio?!»
«Alegrias
Comboio de mercadorias
Automotora deu serventias
A Senhorias

A terra apareceu
O Comboio Desapareceu
O Metro ninguém o percebeu
O Povo ardeu»
«Carris voltem,precisamos de vós!»
«Nunca_rris?!»
«Carris, desapareceram num triz»
«Ai, metro, metro, metro
Vamos todos metralhar
As cabeças de políticos,
Que nos querem ignorar!»
«Pelo menos assim não corremos o risco de o Metro descarrilar!»
«Lar, doce descarrilar»
«Onde é que há carris a Metro?»
«Metro?! É mais três municípios "sem ti, Metro"»
... quem dá mais?
Mais informações AQUI

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O METRO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO!

O Metro é uma treta, vai de caminheta!

Este é o primeiro dos autocarros que estão em recondicionamento para substituição das automotoras do ramal ferroviário da Lousã. Representa já uma evolução qualitativa neste serviço, uma vez que a linha férrea é de 1906 e o autocarro de 1937.

Postagem sugerida por Carlos Viana e gentilmente cedida pelo Pedro Flaviano-Blog Calhabé Circulação

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A censura em Março de 1970

O «Jornal do Fundão» relembra todas as semanas episódios de censura ao jornal antes de 1974.
Esta semana refere o corte na notícia de Março de 1970 sobre a ideia "de um industrial da Lousã, J. Carranca Redondo"...


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

METRO A METRO FICOU ASSIM!

LOUSÃ - METRO?

NUNCA PENSEI QUE A IRRESPONSABILIDADE DA SUPRESSÃO DOS CARRIS E LINHA
DA Lousã TIVESSE UM ASPECTO TÃO DEGRADANTE E MISERÁVEL ...

Texto e Fotos de Carlos Canelas
marcadores Metro Lousã/Coimbra

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ALCOOLISMO E MISÉRIA

Ao fundo da ladeira de quem descia do Bairro para o sinaleiro do Calhabé, antes da passagem de nível do comboio da Lousã, existiu durante anos um velho casebre de madeira onde vivia a Porfíria.
Porfíria bêbada” era o que a criançada lhe chamava na sua inconsciente crueldade infantil.
Alcoólica em grau extremo, vivia da caridade das pessoas das redondezas a quem esmolava uns tostões que depois gastava na taberna, onde dava de beber ao seu vício.
O vinho e os bagaços tiravam-lhe a noção do tempo e levavam-na, por vezes, a bater à porta das casas do Bairro e da Estrada da Beira, de dia ou de noite, para pedir uma esmolinha.
As pessoas, para evitarem os berros em que a Porfíria desatava quando não lhe acorriam com a celeridade desejada, apressavam-se a desembolsar-lhe os trocos que ela reclamava.
Certa vez, a dona da casa onde ela tinha ido bater à porta, resolveu não a atender. Era Noite de Natal, a família estava reunida para o jantar da consoada e ela achava que o abuso passava as marcas.
Mas a gritaria era tanta que, para se livrar da alcoólatra, acabou por pegar no porta-moedas, tirou duas e abriu a porta.
Espantoso! Desta vez, a Porfíria não vinha pedir esmola! Trazia um urso de pano que queria oferecer como prenda de Natal à filha mais nova do casal.
A dona da casa não queria aceitar aquele brinquedo velho e ensebado, e recusou repetidamente a oferta. Mas, perante a veemente insistência da Porfíria e a conselho do marido, acabou por aceitar o urso, só para se ver livre dela.
O brinquedo foi lavado e a criança passou a dormir com ele na cama. Ganhou uma enorme afeição pelo velho urso...
Tempos passados, a Porfíria voltou a bater à porta daquela casa. Sem explicação, reclamava em altos berros a devolução do urso. Coitada, era o vinho a falar e não ela, mas a exigência era peremptória...
Para evitar o escândalo da gritaria daquela desgraçada, a dona da casa que olhava constrangida as persianas de algumas casas vizinhas a abrirem-se para assistirem àquela patética cena, foi buscar o urso e devolveu-o à Porfíria.

No dia seguinte, na mercearia do Sr. Nunes, em conversa com uma vizinha do Bairro, contava o sucedido. A outra disse-lhe:

- Muita sorte teve a vizinha! A mim, já me aconteceu coisa parecida e o escândalo foi muito maior. A Porfíria, uma noite, ofereceu-me um frango, que nós depenámos e comemos. Uns dias depois veio exigir-me, aos berros, que lho devolvesse!
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Rui Felício

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Açucenas


Açucenas
Sei de um pequeno pedaço de terra na serra da Lousã onde nascem açucenas. Ao lado há um bosque que convida a intimidades. Será que os líquenes sobre as pedras ainda guardam a ternura dos teus dedos? Será que o vento ainda viaja pela serra com as nossas palavras? Lembro-me que pegaste numa açucena e a puseste no cabelo a lembrar-me que os amantes são sempre ingénuos e gostam de lugares-comuns. Não fora o peso do Tempo e sentiria ainda o mesmo calor, apesar do vento frio que anunciava o Inverno prestes a chegar. Porque pesa o Tempo? Porque murcham as açucenas?

Manuel Bastos

in "Cacimbo"

FEIRA DAS NOZES EM PENELA


Feira de São Miguel - XVIII FAGRIP
1433 marca o ano em que a Feira de São Miguel - mais conhecida por Feira das Nozes - foi criada por ordem de D. Duarte, em resposta a um pedido do seu irmão D. Pedro.

Feira de São Miguel - XVIII FAGRIP
24/09/2010 a 29/09/2010
As Festas do Concelho de Penela, com a ancestral Feira de São Miguel (Feira das Nozes) e a contemporânea FAGRIP - Feira Agrícola, Comercial e Industrial, que decorrerão de 24 a 29 de Setembro próximos, constituem um momento único de afirmação da vitalidade social, económica e cultural do território de Penela.
A música, o teatro, a animação de rua, as exposições e a gastronomia com as tasquinhas e os produtos endógenos do concelho, como tema central, são os pratos fortes da programação.
Este ano a autarquia continua a aposta na inovação das Festas de São Miguel, tornando-as mais atractivas e mais dinâmicas...
Este ano aas Feira têm como novidade o associar a realização da V edição da Feira dos Produtos Endógenos e Gastronomia, como forma de preservação das tradições locais e de promoção do orgulho penelense nas suas tradições, na sua gastronomia, na sua riqueza etnográfica e na sua identidade cultural.
Os visitantes desta feira poderão ficar a conhecer não só os recursos naturais, culturais e económicos da região, como também desfrutar dos sabores do Sicó e do Pinhal Interior Norte,
tais como o cabrito, o Azeite do Sicó, a aguardente de medronho, o vinho Terras de Sicó, o queijo DOP Rabaçal, o Mel DOP Serra da Lousã, a Broa Cumieira, o Chícharo - uma leguminosa de sequeiro e, obviamente, das tradicionais cebolas e da omnipresente noz.
NOVO
NOZES VÃO TER CASA PRÓPRIA



Fonte: Net, Região do Castelo e Diário "As Beiras"


marcadores: Penela Nozes

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O RALI DO TALASNAL

" ... a prova foi muito disputada ..."
Realizou-se no pretérito dia 11 de Setembro, o afamado Rali do Talasnal. A prova, a contar para o mundial de condutores, teve este ano o patrocínio do afamado LICOR BEIRÃO. Esta bebida de excelência, é fabricada na bonita Vila da Lousã, desde a década de quarenta do século passado, pela família Carranca Redondo. Bandeira da região e do País, o excelente néctar é exportado para mais de quarenta nações, dignificando Portugal no mercado internacional. Falando da prova em si, recordar que a concentração teve lugar justamente na fábrica do Licor Beirão, onde, por amabilidade do Zé Redondo e familia, foi feita uma circunstanciada visita a todas as fases de laboração da fábrica. Por fim, num aprazível espaço, foi servido um aperitivo, enquanto pelas paredes daquela sala - museu, iam os concorrentes tomando contacto com toda a história da Empresa. Em ambiente de franca cordialidade, tirou-se por fim uma fotografia em grupo, e procedeu-se à verificação técnica dos automóveis. Mas foi no local de partida que as coisas azedaram. O Zé Redondo, num golpe baixo, conhecedor do local, arrancou antes do tiro de partida, o que deixou o piloto da Azurva furioso, que logo lhe seguiu a peugada, assentando os 2OO horses do seu Mercedes no chão. O Quito Pereira, suinicultor em Salgueiro do Campo, ao ver que lhe estavam a passar a perna, partiu também, seguido por todos os outros, ávidos de glória. E foi assim, em procissão e à estonteante velocidade de 4O quilómetros por hora, que treparam serra acima. A luta era cada vez mais encarniçada, até que a mil metros da meta deu-se o impensável. Os 2OO cavalos do carrão do Alfredo, sentaram-se no chão, protestando contra a qualidade do piso, e argumentando que não se rebaixavam a andar por um caminho de ovelhas. A suspensão do carro foi solidária com os cavalos, e só não se deixou rebaixar porque já era rebaixada. Entretanto, o suinicultor, ao ver o Moreirinhas parado, deu uma arrepiante gargalhada tipo drácula, ultrapassando o piloto da Azurva. Entretanto a co-piloto São Vaz, achou que era um golpe sujo, pelo que fez questão de que o Salgueirense também parasse, o que o irritou vivamente o concorrente, até porque tinha artilhado o carro expressamente para a competição com dezenas de extras a saber: volante de competição forrado a pele de cabra; acelerador em alumínio perfurado para arejar os joanetes; alavanca de velocidades em plástico em forma de caveira; jantes de 2O polegares e escape de 6 saídas adaptadas de um reactor de um “vai – vem “ da NASA. Como adereço um corno (salvo seja), pendurado no espelho retrovisor para dar sorte na prova. Por essa altura, já o Alfredo tinha dito vários impropérios da CLASSE A, e o Carlos Carvalho, a quem fora dada uma “licença de recolher” dos netos, perguntava, perplexo, como é que se ia descalçar aquela bota. Com o troço entupido, o jornalista Fernandito Rafael passeava-se entre os carros, tirando apontamentos para o seu bloco de notas, até que lhe deu uma insuportável vontade de urinar. Por recato, sumiu-se atrás de umas silvas e foi aí que aconteceu o drama. Quando estava a meio da micção, apareceu uma abelha furiosa que ameaçava dar-lhe uma ferroada no carburador. Aflito, o conceituado bairradino meteu apressadamente a flauta no estojo, e fugiu a sete pés para junto da comitiva. Por essa altura, o concorrente Manel, com a sua proverbial calma, tinha já montado o tripé da máquina e ia fotografando o incidente com cara de guarda – republicano a tomar conta de uma ocorrência. A Lekas, dentro de carro, entretinha-se a fazer tricôt. A salvação veio depois. O Carlos Freire, que como de costume adormeceu e tinha entrado no troço em último lugar, vinha na brasa e entrou na curva de ladex, quase abalroando o carro do Manel. Interrogado pelo piloto da Azurva, sobre se sabia alguma coisa de mecânica, o Conimbricense - Bracarense respondeu com um sorrido triunfante: “ …óh pá, eu trato por “tu” os cinco melhores mecânicos da Europa …”. Verdade ou mentira, o que é certo que a prova recomeçou com o Mercedes de novo em grande estilo. A desilusão foi na meta. Quando o suinicultor pensava que ia receber os louros da vitória, já o Zé Redondo lá estava, em cima do tejadilho da sua máquina, de braços abertos a receber os aplausos da malta do “Ti Lena”, decididamente em apoio ao piloto da Lousã. Seguiu-se um almoço e jantar em ambiente de grande amizade. Não houve vencidos. Só vencedores. E as taças foram substituídas por cabrito no forno e arroz de pato. E fados de Coimbra até de madrugada. Belo rali. Excelentes amigos…
Quito Pereira

domingo, 12 de setembro de 2010

ROTEIRO DE UMA ROTA

LOUSÃ - TALASNAL

O Encontro no Vasco da Gama.
O Samambaia só abre às 10horas?!?!?

Recordando velhos tempos

A visita ao Licor Beirão, com a simpatia da família Carranca Redondo e a arte do Licor.








A TI LENA e o Taslanal no seu melhor.




Pena que a estrada não permita a divulgação da beleza e serenidade.






One Man Show e o público rendido



Os organizadores

O magnífico jantar e a retribuição ao Zé Redondo


O Pôr-do Sol
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Fotos e texto da Daisy