domingo, 30 de maio de 2021

ANIVERSÁRIO Lekas Soares

ALBERTINA SOARES

        LEKAS 

30- 05- 1944

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!




 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

ANIVERSÁRIO Fernando Rafael


 FERNANDO OLIVEIRA RAFAEL

28-05-1936

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!




ANIVERSÁRIO Fernando Quaresma

FERNANDO QUARESMA

28-05-1049

Nesta data especial...

Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

terça-feira, 25 de maio de 2021

 

A MULA …

 


Era uma vez uma mula. Gorda e lustrosa assentou arrais aqui, num quintal vizinho. Foi o Tozé Gouveia que a trouxe presa por uma corda. Quando a vi simpatizei logo com o animal. Tem um olhar doce, enquanto lhe vou fazendo festas no focinho e ela, de agradecimento, zurra que até parece o timbre de voz do Frank Sinatra, salvas as devidas proporções. Mal se apanhou no quintal atapetado de erva fresca, meteu o corta - erva no chão e começou a comer desalmadamente. Não de fome, mas de gula. A alegria era tanta que se urinou toda, com um jacto mictório que mais parecia a Fontana di Trevi, em Roma. Outra vez salvas as devidas proporções. O Tozé, de olhos arregalados a coçar o cocuruto do boné que trazia na cabeça, via a mula a limpar erva à velocidade do TGV e começou a ficar incomodado. É que o quintal não era dele e a bicha era pouca dada a cerimónias. Depois ameaçou que lhe partia dois dentes com um paralelepípedo, para depois se rir com a minha cara de inocente que até estava a acreditar. O Tozé é um bem - disposto da vida. Temos uma relação de amizade  e o meu amigo tem um  restaurante – a NAVE - onde se come muito bem e faz um “Cozido à Portuguesa” aos domingos de fazer rezar o mais ateu:

- TóZé, hoje quero comer uma coisa ligeira … pode ser umas batatas fritas e uma omeleta …

- E o Senhor Pereira deseja a omeleta feita de preferência com ovos ?

Mas hoje quem brincou fui eu. A saborear uma sopa de grão com couves, atirei-lhe muito sério e um ar preocupado:

- Tozé, acho que te roubaram a mula …

O homem, se não tivesse uma barba cerrada, eu diria que ficou pálido e quase deixou cair ao chão a bandeja dos grelhados …

- Mas porque é que diz isso?

- Fácil … não a ouvi zurrar …

 - Então faça-me um favor – dizia ele inquieto – espreite pelo buraco da fechadura do portão …

Desci a estrada e junto à farmácia “Vaz Pereira”  espreitei. O buraco da fechadura do portão opaco em ferro maciço é enorme, mais parece um olho de elefante e o animal lá estava. Ou por outra, estava o olho dela do outro lado, também a olhar pela fechadura e ficámos quase pupila com pupila. Pressentiu gente e veio indagar. Estava no seu direito. Sentindo que poderia ser o dono, zurrou de alegria, atrevo-me até a dizer que se excedeu, subiu de estatuto e relinchou como o cavalo rampante do Gary Cooper. Outra vez, salvo as devidas proporções …

Quito Pereira         

segunda-feira, 24 de maio de 2021

ANIVERSÁRIO Mário Rovira


 MÁRIO  ROVIRA

24-05-1935

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

domingo, 23 de maio de 2021

COIMBRA DE OUTROS TEMPOS...

old_coimbra

Nos anos 90 a Rua Ferreira Borges foi fechada ao trânsito e empedrada. A baixa ficou mais amiga do cidadão e arejada



quarta-feira, 19 de maio de 2021

ONDE NÃO SE FAZ MOLHO, NAO SE ESTENDE VENCILHO

 Onde não se faz molho, não se estende vencilho.

A recorrência dos temas, ou melhor, a recorrência de alguns tópicos de abordagem similares quando falamos de temas distintos, é uma forma grata de construção do discurso. Não se trata de preguiça nem de cópia cediça ou requentada, retocada aqui e ali para dar um ar de novo; trata-se, isso sim, de um exercício de coerência, da edificação de pedras angulares daquilo que somos enquanto pessoas que comunicam. Refundir e usar as coisas é uma forma de criar o caráter e todo o crescimento parte do que já existe; nada se cria do nada.

Com esta ideia, gostaria de voltar a falar da importância que algumas personagens têm na nossa vida, porque nos ensinam e nos dão o motivo de escrever. É um pouco esquisito quando as personagens que construímos são quem nos ensinou o que sabemos. Fica sempre aquela sensação de que não lhes estamos a fazer a justiça devida quando falamos delas e as tornamos protagonistas das nossas histórias. Elas são os nossos professores e nós, os supostos criadores, somos os seus alunos, pois ficção e realidade andam, neste caso de mãos dadas. Os nossos familiares e vizinhos mais velhos são os nossos mestres, porque nos ensinam, e quando falamos deles, seja porque já partiram, seja porque não estamos cercanos, tornamo-los em personagens das nossas histórias e são, por isso, figuras de ficção. 

A este propósito, assaltam-me a lembrança algumas conversas com metáforas de sabedoria em que ele, andando com o filho a apegar batatas –  isto é, a realizar a primeira rega a pé das batatas, em que o terreno teria de ser todo ele nivelado à força de sachola para que a água chegasse a todos os pés de toda a torna – ensinava cantigas antigas e se saía com alguns aforismos de sabedoria popular. Na altura, parecia ao jovem que algumas das frases não faziam sentido, até porque ele já estudava na cidade, no 12º ano, e o pai só tinha a 4ª classe.  No meio daqueles almanaques de ensinamentos usou uma frase com, supostamente, uma moralidade implícita: “onde não se quer fazer molho, não se estende vencilho”. Para o jovem, todas as palavras faziam sentido, mas a frase não. Era claro que onde não se vai fazer o molho não se coloca o vime ou as cordas que serviriam de vencilho – ou vincelho – e por isso a frase não representava nada mais do que isso. Contudo, as palavras ditas a seguir foram a pedra de roseta daquilo que tinha dito: “Agora que começaste a namorar, vê lá como te portas!”

Afinal, a forma lúdica de pedagogia tinha agora assumido uma conversa de homens, muito para além de uma transmissão de ensinamentos gerais. Havia ética e moral no que dizia, havia a pedagogia dos valores que fazem caminhar com a coluna direita. Admirava-se o jovem por o pai já saber do namorico que tinha começado há pouco, – geralmente são as mães quem primeiro se apercebe disso e os pais fingem não saber – mas percebia perfeitamente o que ele queria dizer. Por isso, no domingo, depois da missa e enquanto a acompanhava a casa, ao subir a costa do cemitério, decidiu que era por ali que queria estender o vencilho e fazer com ela o feixe da sua vida. 

...e continuamos casados.

Professor Antonino Silva


domingo, 16 de maio de 2021

sábado, 15 de maio de 2021

quinta-feira, 13 de maio de 2021

 

UMA HISTÓRIA MUITO PICANTE …

 

Desiludam-se os meus amigos que estão à espera de uma qualquer anedota de caserna. Porque a história que venho contar tem a ver com culinária do mais alto gabarito. Eu conto:

 - Metido lá nos confins do mundo na Guiné dos mil perigos e das mil doenças, por vezes demandava Nova Lamego, onde debaixo de um telheiro de chapas de zinco e com um pequeno saco de roupa na mão, esperava um avião barrigudo da Força Aérea Portuguesa que me transportaria até Bissau. A capital do reino era o meu destino, onde no hospital local me sujeitava a consultas médicas pela minha frágil saúde. Então lá levantávamos voo, com o aparelho a subir nos céus em círculos largos até uma altitude de segurança que o precavesse de qualquer disparo inimigo. Eram mais de uma hora sentado num banco de lona, com o queixo quase encostado aos joelhos, um calor insuportável e um barulho dos motores que me arruinava os tímpanos.

Em Bissau eu tinha um aliado. Um amigo do antigo Bairro Marechal Carmona que ali fazia a sua comissão de serviço no Laboratório Militar. Tinha um quarto alugado com duas camas e,  amavelmente ,convidava-me a ficar com ele em vez de me alojar no Quartel - General da cidade. Eram noites em que ficávamos acordados até às duas ou três da manhã, falando das saudades de Portugal, de Coimbra e do nosso Bairro.

De dia cada um girava à sua vida. Pela hora de almoço eu ia almoçando ao Deus Dará ou na messe do Quartel - General. O meu amigo, com capacidade financeira para tal, tinha um contrato mensal com o Grande Hotel de Bissau, onde almoçava todos os dias. Um dia, convidou-me a ir lá almoçar com ele. Acedi, um pouco embaraçado, pois não me via fardado de feijão – verde a entrar naquela unidade hoteleira de grande gabarito. Então apresentou-me o Amarildo, um africano com nome de brasileiro, que servia à mesa na sua impecável farda branca e um laço preto a roçar o queixo ossudo. A ementa não era extensa, mas ambos demos logo com os olhos num prato de frango com piri – piri. Já habituado a explosivos, escolhi aquele manjar, logo seguido pelo meu amigo que era grande entusiasta de comidas picantes. O Amarildo anotou o pedido e partiu. Regressou depois com uma bandeja e o que vinha dentro de um púcaro de barro não era frango com piri –piri   era uma bomba - relógio !!!

Mas não nos rendemos. A engolir a custo não sobrou nada. Nem uma asa do galináceo. De tarde, o meu preclaro amigo lá foi para o Laboratório Militar. E eu, que só tinha consulta na manhã seguinte no Hospital de Bissau, passei a tarde no Café do Bento, mais conhecido por 4ª REP, onde a emborcar “girafas” de cerveja tentava a apagar o fogo que me consumia as entranhas e desconfiado que tinha mais furos no estômago que o crivo de um regador.

Kito Pereira          

quarta-feira, 12 de maio de 2021

ANIVERSÁRIO- Isabel Maria Gaspar

ISABEL MARIA GASPAR

                LÓ

12-05-1949

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MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!
 

sábado, 8 de maio de 2021

A FELISBERTA....


      A Felisberta tinha tinha cinco filhos pequenos. Um era ainda de colo. 
     O seu homem, o Armindo, tinha adoecido com as maleitas e havia uma semana que ardia em febre. O Chico da ti Rita já lhe dera injecções de penincelina e até já tinha tomado todas as mèzinhas aconselhadas pela ti Neves, mas cada vez se via a definhar mais e mais .
      As vacas tinha-as levado ela ao lameiro, com o mais pequenino embrulhado no xale e o outro pela mão. Os  três mais velhinhos (de dois, quatro e seis anos) ficaram sentados numa manta de trapos no balcão, enquanto iam debulhando umas baginas secas, ao desafio, cada um para sua malga a ver quem a enchia primeiro. Assim, estavam entretidos e não faziam barulho ao pai.
     Felisbela, foi num pé e voltou noutro.
     Quando estava a tapar o portal do lameiro, a te Maurícia acenou-lhe de longe e foi-se acercando para saber notícias do Armindo. Como também tinha ido levar a vaca, fez-lhe carava no regresso. Pegou-lhe no pequenito ao colo e a caminhada foi bem mais rápida. 
     A Felisberta estava muito consumidinha com a saúde do seu Homem. E o trabalho não se dava feito sem a sua ajuda. Os catraios eram tão novinhos que nem se atrevia a mandá-los sozinhos a fazer qualquer serviço. Mas, naquele dia ia ter que pedir ao seu Toninho, que fosse soltar as vacas de volta. 
    _ Hoje não é preciso. Eu vou buscar a minha e trago as tuas. - ofereceu-se a Maurícia. _ E olha lá mulher! Não tens o feno por agadanhar?
     _ Pois tenho, sim senhora, mas como é que eu posso? Mesmo que arranjasse carava não ia poder arranjar a merenda para todos. Se a minha mãe que Deus tem, cá estivesse!  E chorou duas ou três lágrimas teimosas que limpou do lado de dentro da aba do avental.
    _ Oh!, mulher, não te consumas mais. Então, logo tu que até grávida ias ajudar a toda a gente, achas que as tuas parceiras e os quintos do teu homem iam deixar o feno a apodrecer!? Deixa comigo.
     A ti Maurícia foi passando palavra e num instante arranjou quem fosse gadanhar para o Vale da Cruz, para os "Quintchóis" e para o lameiro das Fontainhas. Num só dia fizeram tudo. 
     A Felisberta ainda tinha meia dúzia de farinheiras, um "butcho" e duas chouriças de ossos. Também tinha uma enfiada de "baginas" secas  que davam para um bom almoço. Com a graça de Deus, dizia ela, tinha queijo curado e queijo fresco feito de véspera. 
     Para evitar muita mexida à volta do Armindo, foi tudo preparado em casa da ti Maurícia com a ajuda da ti Isabel Augusta. 
    _ Com amigos assim quem pode ficar doente?! _ dizia o Armindo a chorar como se não fosse um homem.
     Só que ele, por mais vontade que tivesse, já não tinha força para saltar da cama tão depressa. 
     Foi o senhor doutor Esteves que o encaminhou para Lisboa, para ser tratado. Mas estava tão fraco que o Chico do carro o foi levar, porque não aguentaria a camioneta da carreira para a estação do Barracão, quanto mais ir sentado nos bancos de tábua do comboio até Lisboa! E, em boa hora o fez, porque um mês depois já era o Armindo que não passava um só dia sem prestar ajuda a qualquer um dos seus amigos. 
     Era assim a vida das gentes da minha aldeia que tanto amo!...
Georgina Ferro

sexta-feira, 7 de maio de 2021

ANIVERSÁRIO - Ermelinda Ramos Antunes

ERMELINDA RAMOS ANTUNES

                  LHA

07-05-1941

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!
 

terça-feira, 4 de maio de 2021

ANIVERSÁRIO Ana Maria Freire

ANA MARIA FREIRE

04-05-1951

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!
 

domingo, 2 de maio de 2021

ENCONTRO COM A ARTE - PINTURA DIA DA MÃE DOCE EMBALO...

 ...E a mamã, de cansaço, também adormeceu!


   Maria Guia Pimpão
   Acrílico sobre tela
   90/70cm