Valeu a pena a remodelação que fizeram ao Museu Machado de Castro.
Foi o nosso passeio matinal de sábado mas, como já nos tinham avisado, para ver tudo com a atenção que merece, é necessário pelo menos um dia inteiro. É que as colecções do museu contabilizam-se em cerca de 15000 peças de escultura, pintura, desenho, artes decorativas (ourivesaria, cerâmica, mobiliário, e têxteis) e arqueologia (esculturas, epigrafia, numismática).
Além disso, não só o criptopórtico está visitável como o piso abaixo do mesmo está agora também aberto ao público.
A gentileza e conhecimento partilhado pelos funcionários do Museu é fora do comum e de louvar, pois esclarecem-nos todas as dúvidas e com conhecimento de causa pois, durante os anos em que o Museu esteve fechado, participaram nas obras de remodelação.
O projecto, da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, tem muitos detalhes que eu me atrevo a adjectivar como geniais.
Capela do Tesoureiro, que fazia parte do Convento de S. Domingos, na Rua Sofia, construído no século XVI. Em 1964 a capela foi demolida e reconstruída no Museu Machado de Castro, em 1967. O convento foi transformado recentemente em centro comercial. No seu interior conserva-se ainda a Capela de Jesus.
Até à remodelação do Museu Machado de Castro, a Capela do Tesoureiro estava no exterior, no pátio norte. Agora, a capela está envolvida por um paralelipípedo, que forma um salão enorme, de paredes brancas e muito luminosas.
Este é outro dos detalhes que tornam a visita deliciosa: as janelas que, ao longo do percurso, nos permitem apreciar a cidade de Coimbra como merece. Chamam a este conceito «para além das janelas»...
Só vendo... e recomendo.


