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domingo, 5 de junho de 2011

3ªPROVA DO CABRITO DE SICÓ-PENELA- SEGUNDA PARTE."O MANIFESTO ANTI ORGANIZAÇÃO"

SEGUNDA PARTE



MANIFESTO ANTI ORGANIZAÇÃO 18 DE OUTUBRO
PRO GRANDE ENCONTRO DE GERAÇÕES 

Estou triste, desesperado,
Com dor no peito e cansado!
Sem qualquer peso nem medida
Passei milhares de horas da minha vida,
No Bairro MC / NM,
Fiz lá MUITOS AMIGOS e  AMIGAS do peito,
Fiz alguns AMIGOS de respeito,
Vários de qualquer jeito
E poucos de quem suspeito!...
Também nunca escondi,
Digo-o com toda a verdade,
Foi no Bairro que perdi
A minha inocente virgindade
Há muito tempo, bem sei,
Embora tenha tido mais duas, essas não eram minhas,
A minha, nunca mais a recuperei!
Foi no Bairro que estudei,
Foi no Bairro que me formei,
Foi no Bairro que namorei,
Foi no Bairro que encontrei,
E então me apaixonei
Pela mulher com quem casei!
Foi no Bairro que fiz o meu 1º filho!
É certo que uma enfermeira de Celas
Não esteve com mais aquelas
E de forma soberana
Lhe tirou então a vida
Na 3ª ou 4ª semana!
Mas era meu filho e no Bairro ele foi feito,
Ainda hoje me lembro
Que o foi com muito jeito!...

Pelo Bairro já chorei,
Pelo Bairro já lutei!
Também lá morei no passado
Já depois de ter casado!
Por lá não ter emprego que se veja,
Tive que arranjar um em Estarreja.
Deixei então de sentir do Bairro o doce cheiro,
E fui encontrar outro bem diferente em Aveiro!
Da Equipa de Natação
Também fui elemento,
O Director era então
O saudoso Sr. Sarmento,
E os treinos uma alegria!
Orientados com mestria
E muita dedicação
Pelo Prof. Luís Lopes da Conceição.

Mais depressa eu esqueci,
A Rua do Brasil onde nasci
Do que o Bairro onde algumas vezes me perdi
Sem saber bem para onde ir
Por alguns amigos que eu vi
Tão cedo desta vida partir.
Como outros fui pioneiro
Dos passeios no Picadeiro
Muitas solas de sapatos gastei,
Tantas que já nem sei!...
Fiz serenatas para muitas amigas,
Algumas até iam nas cantigas,
Mas também para a namorada
De um amigo fui cantar,
Essa tinha a morada
Lá no alto, num 7º andar,
A minha voz era a única
Que a tal distância conseguia chegar!
É que o namorado da menina,
De quem não digo o nome por pudor,
Tinha no dia anterior,
Numa hilariante cena
Tentado seduzir a pequena,
Pelo intercomunicador!!!

Ainda hoje sou recordado,
Com simpatia e amizade,
Por muitos e muitas amigas,
Que no FaceBook e Blogs,
Me enviam as suas missivas
De carinho e de saudade!

Ainda hoje, ao meu lado,
Há quem se sinta inferiorizado
A cantar e a tocar!
E também quando a meu lado
Há quem consiga cantar
Sem nunca desafinar.
Sou também o único que consegue,
Por nele acreditar e eu não ser herege
O Tó Ferrão acompanhar
A cantar o Tombe la neige

Muitas noites a dançar passei,
Em casas, garagens e no Centro de Recreio
Que também inaugurei!

E DEPOIS DE TUDO ISTO,
VEM UMA QUALQUER ORGANIZAÇÃO,
DIZER QUE EU NÃO REUNO
AS CONDIÇÕES PARA ESTAR PRESENTE
NO CONVÍVIO DE 18 DE OUTUBRO!?!?!?
NÃO ME CONFORMO.
E como eu penso que mais vale ser RECORDADO POR ALGUNS,
Do que INDESEJADO POR POUCOS, só vejo uma saída...

VOU-ME SUICIDAR!
Mas antes quero deixar,
Bem claro o que é verdade,
E que fique escrito para a posteridade,
Que essa culpa eu não encubro,
A RAZÃO DO MEU SUICÍDIO,
É DA ORGANIZAÇÃO DO 18 DE OUTUBRO!
O meu suicídio ainda não é desta,
Vai ser a 18 de OUTUBRO,
Só para vos estragar a FESTA!
Um suicídio, que vai ser filmado,
E para a Internet enviado,
Deixarei como último desejo,
Que em ecrã gigante seja passado
À frente de toda a gente,
Para que ninguém fique indiferente
E é isto o que me resta
Para vos estragar a Festa!...

Quem vai ganhar com tudo isto
Vai ser a Segurança Social
Que já não terá de me pagar
A minha reforma mensal.
Quando vierem a saber
Já vos estou a ouvir dizer:
-Esse gajo é um sacana
Mas nessa altura já eu vou estar
Com os anjinhos a brincar
E a cantar o hossana!

E LÁ NO ASSENTO ETÉREO,
GRITAREI ATÉ FICAR RUBRO:
- VIVA O BAIRRO NORTON DE MATOS
- VIVAM OS MEUS AMIGOS E AMIGAS!
- MORRA EU!...
- MORRA A ORGANIZAÇÃO DO 18 DE OUTUBRO!!!!

Isto que tu ouviste
Poderia ter um fim triste
Mas os meus amigos e amigas
Que não foram em cantigas!...
Fizeram um abaixo-assinado
E também uma petição!
E foi tal a confusão
Que D. Rafael o Castelão
Se viu na obrigação
De aceitar a minha inscrição!

Mas como homem de princípios
Para não ter reclamações
Convoca uma reunião
Com os elementos da Comissão
No último dia das inscrições!
O quórum estava bem
Era ele e mais ninguém!
Sendo o único elemento
Contrariado e aflito
Dá o dito por não dito
Aprova a minha inscrição
E dá por encerrada a sessão!

Eu fiquei muito contente!
Ele agradou a toda a gente!
E com tão sabia decisão,
Para vos dizer a verdade
Entre nós nasceu então,
Uma bonita amizade

Assim, o 18 de Outubro
Abriu os nossos corações
Revimos aquela velha amizade
Recordada com saudade
E com lágrimas e comoções
Também desfizemos ilusões!
E deixou então de ser a data
Para de forma imediata
Passar a ser o Grande Encontro de Gerações!

Em GEG’s, Rotas e Almoçaradas
Com cantorias e desgarradas
É uma alegria, um regalo!
Em grande camaradagem
Já domámos muito cavalo
Desde o manso ao selvagem!

Ao Rafael agradeço
O seu voto de confiança
Não sei se o mereço
Mas com toda a força, pujança
E amizade a granel
Dou um Viva à esperança
E ao Fernando Rafael
Digo bem alto, sem intrigas
E grito a plenos pulmões
Vivam meus Amigos e Amigas
Viva o Grande Encontro de Gerações!
FIM DA SEGUNDA PARTE
vídeo : Celeste Maria
texto: Alfredo Moreirinhas

terça-feira, 26 de abril de 2011

O MEU PORTUGAL PORTUGUÊS ...

" ... o meu Portugal português ..."

Gosto de gostar. Da família e dos amigos. E dos amigos, recordar aqueles que lembram a nossa cidade de Coimbra, que todos amamos, porque ela é eterna. Tive oportunidade, em terras algarvias, de confraternizar com um grupo por quem tenho – como tenho por muitos outros – uma particular amizade. De Lagos, passando por Portimão, Faro, até à Luz de Tavira, passeámos a nossa gastronómica amizade. Rimos e descontraímos, procurando pôr de lado as nossas preocupações diárias. E era nisto que eu vinha a meditar, enquanto trepava Alentejo acima, numa enorme fila de carros que em velocidade acelerada, me começou a pôr nervoso. Uma travagem e uma monumental carambola, podiam fazer terminar da pior forma o descanso pascal. Resolvi desistir da auto-estrada fria e impessoal. Em Aljustrel, virei á direita e embrenhei-me no Alentejo profundo. Em boa hora o fiz. Os verdejantes campos, salpicados do vermelho de um mar de papoilas bem garridas, compunham a bucólica paisagem de uma tela impressionista. Passei pela simpática aldeia do Torrão. Na rua estreita, muitos jovens. E, nas janelas das casa de branco caiadas, aqui e ali, uma ou outra idosa a apurar o ouvido, à procura de uma última novidade da terra. Uma enorme faixa indicava “Meta”, e num palanque, perante a algazarra da aparelhagem sonora, umas reluzentes taças. Havia gente e havia vida naquele Alentejo ancorado no Tempo. Sem parar, percorremos léguas de rectas sem fim. De repente, aquele lago adormecido de solidão, agitou-se. Lá bem ao fundo, vislumbrei a luz intermitente das motas da polícia que me mandavam encostar. Foi então, que do dorso de um cabeço, deslizando suavemente para a planície, apareceram um mar de camisolas coloridas. Era uma corrida de bicicletas, com pompa e circunstância. Não resisti e saí do carro a aplaudir os campeões da estrada e quando dei por mim, mostrava também o meu incitamento: ”... força nessas canetas, pá ...”. Depois, encalhei em Santa Susana. Foi ali, numa noite já tardia, que o Senhor Coelho deu guarida a quatro ex-combatentes e respectivas mulheres. A coisa, afigurava-se dramática. Não tínhamos onde dormir. E aquele amigo, abriu-nos a porta da sua estalagem. Fizemos amizade. Era obrigatório parar, para o cumprimentar. A surpresa, veio depois. Do lado de lá do balcão, aquele compadre alentejano, disparou-nos á meia-volta: “… já hoje aqui falei dos Senhores … estiveram cá em 2009, a horas tardias sem terem onde dormir, vindos de um almoço de ex-combatentes …”. Era crescente a nossa perplexidade, até que o mistério foi desvendado. O Senhor Coelho, de uma gaveta do balcão, tirou uma “mica”. Lá dentro, tinha um texto que se chamava “A residencial Santa Susana”. Deu-me a prosa para ler. De imediato a reconheci. Era assinada por “Quito”. No texto, publicado no blogue “Cavalo Selvagem”, eu contava todas as peripécias daquele dia, razão pela qual ele se lembrava de nós. “…Ainda hoje o dei a ler a um casal de Lisboa” – afirmou. E de novo o guardou na gaveta. Disse-lhe então, que tinha feito aquele texto como agradecimento à forma como nos tinha recebido. Entretanto, o telefone tocou. Era um grupo de vinte e cinco pessoas, que no dia seguinte se vinham instalar na estalagem. Gente da telenovela “Laços de Sangue”, a estrear em breve num canal televisivo, e que rodam algumas cenas junto da singela capela da aldeia. Despedimo-nos com um caloroso aperto de mão. Ofereceu-nos, um frasco de mel. E, naquelas rectas sem fim, esqueci o intrincado enredo da telenovela “Laços de Sangue”. Mas meditei no envolvente significado dos “laços de amizade”, que fui encontrar naquele Alentejo profundo, neste Portugal que amamos. Este nosso Portugal bem português …
Q.P.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O REFÚGIO DO QUITO!!


Quito
Li a tua cronica sobre aquele convite forçado para te encherem a barriga em OVAR!
Esta foto (tirada em Lagos no mês de setembro) traz uma perfeita soluçao a tao delicado problema!
Quando fores ao SAMAMBAIA e te quiseres esquivar, refugia-te no...CAVALO SELVAGEM!!!!
Bobbyzé
marcadores:Bobbyzé

sábado, 23 de outubro de 2010

Elogio das Memórias Partilhadas

Todos os que me conhecem, sabem que sou o mais novo de cinco irmãos. Com tudo o que isso acarreta. Na realidade, embora muitos não saibam, ser o mano caçula numa família numerosa é o mesmo que ser filho único. É mesmo mais forte: todos os mimos, todos os cuidados, estão-nos reservados, não apenas os dos Pais mas também os de todos os Irmãos e Irmãs. Qualquer pessoa é a resultante de um complexo relacionamento entre ela e a sua circunstância, e sermos o último na cadeia do tempo transforma-nos, por vezes sem o sabermos, no primeiro de uma cadeia afectiva, converte-nos no ser único por quem tudo existe e para quem tudo remete. Assim foi comigo. Assim construí, no tempo das minhas ilusões, o meu eu voltado para dentro, egoísta e egocêntrico!


Hoje quero falar-vos como, terminada uma longa hibernação, o reencontrar dos passados colectivos me ajudou a ser outro. Quero falar-vos das mudanças que estes dois últimos anos de encontros vários me trouxeram. Essa transformação tem uma causa. O seu nome: Memória!

A Memória é o rasto deixado pelo tempo que passa.

A Memória é como uma criança: ri, chora, sonha.

A Memória gosta de jogar às escondidas: fecha os olhos, encosta a cabeça àquela árvore na Praça dos Baloiços e conta: 1,2,3,..., aqui vou eu! Corre à procura das outras memórias, antecipando o prazer da apanhada! Nem sempre é bem sucedida. 1,2,3,... casa!

A Memória nasce e cresce livre, como um Cavalo Selvagem. Mas precisa de um corpo, de um habitat, de um território. Cada um de nós é tudo isso para a sua Memória!

O corpo das Memórias Partilhadas chama-se Bairro. O Bairro, com as suas Memória Partilhadas, é o novo filho e irmão mais novo, para quem guardamos todos os afectos. É o novo ser único por quem tudo existe e para quem tudo remete. É o local de encontro de todas as contradições, de todos os egoismos, de todos os egocentrismos, que ao serem de todos perdem o sentido individual, libertando-nos para a partilha.


Não tem um, mas diferentes habitats: os blogues, todos os blogues sobre o este corpo comum.

O seu território são os múltiplos Encontros de Gerações. Os Encontros de Gerações são o tempo e o nosso modo de renovar do Jogo das Escondidas. Fechamos os olhos, encostamo-nos uns aos outros e contamos, 1,2,3, ..., 270, ..., 400, ...

As Memórias Partilhadas são um outro eu, um novo ser único por quem tudo existe e para quem tudo remete. Graças ao Bairro aos seus blogues, aos seus Encontro de Gerações, às nossas Memórias Partilhadas, me transformei num eu outro. Agora sou também Pai, Mãe, Irmão e Irmã, deste ente mais novo. Por isso agora também (me) dou. Por isso lhes estou imensamente grato. Grato a todos e a todas que contribuíram com o seu riso, o seu choro, os seus sonhos, as suas inscrições no rasto do tempo, para a minha libertação!


Este é o tempo de celebrar. Celebrar tudo! Todos os momentos, passados, presentes e futuros. Todos nós. Proponho um brinde. Um brinde à Memória e às Memórias Partilhadas. Para que todos nós contribuímos. Todos! Os que aqui estão. Os que aqui queriam estar hoje mas não podem. Os que aqui, simplesmente, não podem mais estar!Qualquer que seja o caso, todos estamos unidos num modo único de ser. Ser Bairro!

É esta Memória, são estas Memórias Partilhadas, que nos permitiram renovar-mo-nos, e, sobretudo, fugir ao Esquecimento. Essa certeza só nos pode alegrar. Os que aqui estão. Os que aqui queriam estar hoje mas não podem. Os que aqui, simplesmente, não podem mais estar!

As memórias são como tatuagens no corpo Bairro. Através da sua partilha, ganhámos a Imortalidade, libertá-mo-nos da Lei da Morte, ascendendo assim a um destino maior. Todos, porque ninguém será nunca esquecido! Os que aqui estão, os que aqui queriam estar mas não podem, e, sobretudo hoje, com o Mário Pinheiro de Almeida, o Fernando Malhão, o Pombalinho e a Gina no lado esquerdo do peito, os que aqui não podem mais estar.

Recordemos pois brindando com alegria.

À Memória e às Memórias Partilhadas!

Viva o Bairro!!

Jó-Jó

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

BEM VINDOS.....



DIA 23 DE OUTUBRO de 2010

"2º Aniversário " ENCONTRO GERAÇÕES" “O ontem faz-se hoje”
Música de José Mário Branco Letra adaptada por Celeste Maria

Quando a ideia começou
Quando a semente germinou
Foi pensando em ti
Que logo te escrevi
E, com a força da vontade,
O sonho virou realidade

Assim, a palavra foi rolando,
Como uma bola saltitando,
Todos fomos vendo,
Sempre em crescendo,
As nossas estórias desfilar
Num blog p´ra nos recrear.

Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Estamos felizes, como petizes
Com o desejo de aqui estar
Sempre, sempre a recordar

O que a liberdade conquistou
A fantasia revelou
Na força da imagem
Do “cavalo selvagem”
Em prosa alegre e divertida
Cavalgou até pr´além da vida!

Viemos de longe e de tão perto
....................................
Amigos que não envelhecem
Amigos que nos enternecem
Revelam o valor
Dum fugidio amor.
Um passado já distante
Que não deixou de ser marcante.

Nestes outonos bem floridos
De primaveras coloridos
A vida separou
A saudade ligou.
Hoje a festa canta nas janelas
Numa sinfonia de estrelas!

Viemos de longe e de tão perto…

Os corações formam laços
As gerações dão abraços!
De rugas airosas
De carecas charmosas.
E o picadeiro virou mar
Com sons do gaiteiro a ondular

Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Houve emoções, muitos afectos
Lágrimas, risos e projectos


No futuro, onde nos vamos encontrar?!!
Viemos de longe e de tão perto
Vamos p´ra longe, também p´ra perto
Onde nos vamos encontrar
Eu vim de longe e de tão perto ...

BEM VINDOS

marcadores: Encontro Gerações

terça-feira, 19 de outubro de 2010

FOI ASSIM QUE COMEÇOU....

CENTRODE RECREIO POPULAR BAIRRO MARECHAL CARMON
18 de Agosto de 1951
CENTRO NORTON DE MATOS CNM
18 de Outubro de 2008


Encontro de gerações
Se tens entre (+) ou (-) 63 a 75 anos (geração mais antiga)
Se tens entre (+) ou (-) 50 a 62 anos (geração mais nova)
Junta-te a nós num almoço/convívio, para recordarmos o que foi a nossa juventude, “ao tempo”, da fundação do nosso actual Centro Norton de Matos CNM.

Local do almoço/convívio:Ginásio do CNM:concentração /recepção 11h00:almoço - 13h00

contactos: Fernando Rafael 239711225 967268971-email: fernandorfl@gmail.com
João José C. Ferreira 964025925 “ joaojcferreira@gmail.telepac.pt
Carlos Alberto Carvalho(Sabino) 239711346
Jorge Moutinho Ferreira 219893257/966534841 email: jorgemout@gmail.com

ASSIM COMEÇOU O DIA 18 de OUTUBRO de 2008




ASSIM CONTINUOU....


“O ontem faz-se hoje”
Música de José Mário Branco Letra adaptada por Celeste Maria

Quando a ideia começou
Quando a semente germinou
Foi pensando em ti
Que logo te escrevi
E, com a força da vontade,
O sonho virou realidade

Assim, a palavra foi rolando,
Como uma bola saltitando,
Todos fomos vendo,
Sempre em crescendo,
As nossas estórias desfilar
Num blog p´ra nos recrear
.

Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Estamos felizes, como petizes
Com o desejo de aqui estar
Sempre, sempre a recordar

O que a liberdade conquistou
A fantasia revelou
Na força da imagem
Do “cavalo selvagem”
Em prosa alegre e divertida
Cavalgou até pr´além da vida
!

Viemos de longe e de tão perto
....................................
Amigos que não envelhecem
Amigos que nos enternecem
Revelam o valor
Dum fugidio amor.
Um passado já distante
Que não deixou de ser marcante
.

Nestes outonos bem floridos
De primaveras coloridos
A vida separou
A saudade ligou.
Hoje a festa canta nas janelas
Numa sinfonia de estrelas!

Viemos de longe e de tão perto…

Os corações formam laços
As gerações dão abraços!
De rugas airosas
De carecas charmosas.
E o picadeiro virou mar
Com sons do gaiteiro a ondular

Viemos de longe e de tão perto
No nosso Bairro a pensar
Houve emoções, muitos afectos
Lágrimas, risos e projectos

No futuro, onde nos vamos encontrar?!!
Viemos de longe e de tão perto
Vamos p´ra longe, também p´ra perto
Onde nos vamos encontrar
Eu vim de longe e de tão perto ...

E TERMINOU COM A FOTO DA POSTAGEM...mais em baixo
marcadores.GEG 2008

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MENSAGEM "DE CALHABÉ CIRCULAÇÃO."e o 2º VERSÁRIO "GEG"


Encontro de Gerações
2.º Aniversário

Por iniciativa de Fernando Rafael, realizou-se em 2008 o “Grande Encontro de Gerações” do Norton de Matos que, entre naturais, moradores e amigos, reuniu cerca de 400 pessoas deste bairro da cidade de Coimbra.
Iniciativa fortemente apoiada pelo blogue “Cavalo Selvagem” , teve um enorme sucesso.
O GEG proporcionou o reencontro de pessoas afastadas há 40/50 anos que já não expectavam encontrar-se e aproximou muita gente distanciada pelos vícios da sociedade.
O GEG influenciou o futuro da vida, do dia a dia, de grande parte dos seus participantes e enriqueceu-nos a todos: temos hoje mais amigos, conhecemo-nos melhor, valorizámos o nosso sentido crítico, somos mais solidários e tolerantes, e assim, somos mais livres. E o bairro também ganhou, com as autoridades locais a deitarem, agora, um outro olhar sobre a sua valorização patrimonial.
Também aconteceram alguns desencontros. É verdade que sim, mas são desencontros naturais nesta multiplicidade de saberes e de experiências.
Vai realizar-se, no próximo sábado, um convívio que pretende assinalar o 2.º aniversário deste GEG. Aos seus participantes vem o “Calhabé Circulação” desejar um dia feliz de confraternização e sugerir-lhes que dediquem um momento de recolhimento em memória dos amigos que, entretanto, nos deixaram.
Bem hajam

Pedro Martins

IN CALHBÉ CIRCULAÇÃO
marcadores:Encontro Gerações

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A MINHA HOMENAGEM!



Porque não me é possivel estar no funeral do POMBALINHO, quero de uma forma sentida lembrar, como Mentor do Encontro de Gerações, que se realizou em 18 de Outubro de 2008 e que me deu a felicidade de conhecer este amigo, tendo na memória alguns dos episódios que se passaram no "Cavalinho Selvagem", e dos quais resultaram "EM BOA HORA" a sua inscrição no "Encontro de Gerações".
BOA HORA, pois tive assim o previlégio de conhecer um amigo fantástico, afável, cordato!
Lutou contra a doença com todas as suas forças,mas infelizmente a doença venceu-o.
OBRIGADO POMBALINHO PELA HONRA QUE ME DESTE EM PODER SER TEU AMIGO!
DESCANSA EM PAZ
!
Fernando Rafael





marcadores:Pombalinho

domingo, 12 de setembro de 2010

ANIVERSÁRIO

ANTÓNIO MANUEL QUARESMA

13-09-1945 / 13-09-2010

65 ANOS

"ENCONTRO DE GERAÇÕES"
DESEJA FELIZ ANIVERSÁRIO



Duas fotos tiradas em Lisboa num almoço do Lau.

TÓ MANÉ, em dicurso directo:


No Bairro em voo de pássaro.

Entrei no ano de 1951 para a Rua D nº 9.
Em 1954, mudei para a Rua A nº 12.
Esta casa tinha uma vantagem. Desde o portão até ao fundo do quintal, havia uns metros livres que permitiam umas valentes futeboladas. Mas as ruas eram melhores, mais largas e com alcatrão. Só tinham um problema, o polícia, em particular o Gois.
Claro que fui arregimentado para ir até à esquadra, na rua G. Ao passar em frente da casa da minha Tia, no início da Rua G, que felizmente estava ao portão, safei-me. Constava que a multa eram 20$00, uma fortuna para quem se via aflito para comprar 2 tostões de rebuçados de jogadores. Era a meio tostão cada rebuçado.
Cortar o cabelo era com o Albino. Ia a casa e cantava. Tinha ar de cantor italiano. Depois passei para o Sr. Simões. Ficava furioso, porque nos via toda a tarde de sábado a jogar a bola no Cavalo Selvagem e, por fim, talvez chateados com o resultado, entrávamos todos ao mesmo tempo na barbearia.
Pelo meio, o Sr. Sabino arranjou umas balizas de hóquei, organizou um torneio, atribuiu uma cor a cada equipa e fizeram-se umas valentes partidas na Rua Y. Partidas é aqui literal, pois até tínhamos um guarda-redes que defendia com a cabeça aquelas bolas de madeira que deveriam ter ferro por dentro, eram pesadíssimas.
Mais tarde o Silva passou a ser o barbeiro. Que prazer que era cortar o cabelo com música nos ouvidos, um pouco monótona mas a mastigação do pequeno almoço não admitia muitas variantes. O corte terminava com a sopradela no pescoço, para sacudir os pêlos mais renitentes.
Faltava um local para se falar, trocar ideias, de cultura enfim. O Café do Sr. Silva foi o eleito.
A partir daqui e com a preparação para os exames, que um grupo de “estudantes”, das especialidades de Direito, Medicina e Engenharia, conseguiu organizar pela noite dentro com resultados surpreendentes, porque chumbamos todos, começou a ser uma “desgraça”. Só a tropa nos chateava.
Maravilhoso Bairro e amizades que cultivamos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

À DESCOBERTA DE FUERTEVENTURA

Boas Férias ...
Diz o ditado popular que, “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”. Ressentimentos antigos, direi, ultrapassados no tempo, fruto, talvez, de uma fronteira terrestre comum, disputada palmo a palmo por homens a cavalo, que, de elmo e viseira, com a Cruz de Cristo à frente e a espada em riste, tinham como missão dilatar as fronteiras e a fé cristã. Das arremetidas espanholas, saímo-nos sempre bem, coroados de glória. Foi, pelo menos, essa a ideia que se fez passar nos compêndios de História. Se a memória não me falha, apenas me lembro do desastre de Dom Sebastião, e ainda hoje me interrogo do assumir nacional do pesadelo de Alcacer - Quibir. Mas os tempos mudaram, e hoje, as relações Luso-Espanholas passam por um bom momento, cientes que estamos, talvez, que este casamento é para sempre, unidos geograficamente por uma fronteira que é transversal aos séculos. A mim, pessoalmente, nunca me incomodaram os vizinhos. Digo mais: sempre que os visito, são para comigo de uma simpatia e deferência que é justo registar. Argumentará quem tem a paciência de ler este escrito, que se trata apenas de cativar o turista. Será o caso, mas não só. E é assim, com este meu preambulo quase guerreiro de tempos de antanho, que Vos convido a um passeio até às praias de Morro Jable e Jandía. De um pequeno mas moderno aeroporto partimos, à conquista de Fuerteventura. A ilha mais selvagem e virgem das Ilhas Canárias. Por uma longa fita estreita de alcatrão rumamos a sul.

...por uma estrada estreita rumamos a Sul ...
Mais de uma hora de caminho, desbravando vales de imensa secura, onde a lava ressequida e negra é cenário constante. Ao longe, na sua imponente grandeza, divisamos as montanhas agrestes, sentinelas do Tempo, que, com o seu porte majestoso, dão ao viajante mais sensível, pretexto para momentos de recolhimento e, para os que Acreditam, louvarem Um Qualquer Ente Divino, Obreiro de beleza tão rude. Por vezes, a estrada, no seu leve serpentear, aproxima-se da costa. É o caso de quando passamos Calheta de Fuste, e Playa do Sueste, paraíso dos amantes de prancha à vela, vindos de todo o mundo. E de novo mergulhamos na aridez da ilha. Quilómetro a quilómetro, aproximamo-nos no destino. E da desolada paisagem, passamos para um complexo de hotéis que preenchem a costa. É uma zona turística por excelência. E não deixa de impressionar a capacidade empreendedora de “nuestros hermanos”. De um local inóspito, conseguiram o milagre de fazer dele uma fonte de divisas para o país. Os Alemães, sobretudo, são quem mais procura aquelas paragens, seguidos pelos italianos e ingleses. Curioso foi, para mim, verificar como povos diferentes reagiam aos jogos do campeonato do mundo de futebol. Os ingleses, com a sua fleuma habitual, os italianos e espanhois em grande algazarra, e os alemães que apareciam em bandos, trajados a rigor com a camisola da sua selecção, levando muito a sério um mero acontecimento desportivo, uma questão de honra para o país. E ali estavam, encharcados em cerveja, de semblante carrancudo, como se o mundo estivesse a ruir. Poucos metros ao lado, estava o mar. Convidativo. E uma praia de areia branca. Coisa estranha numa ilha vulcânica. Mas é assim. As praias de Morro Jable e Jandía são um convite ao descanso e ao repousar dos olhos nas águas límpidas e na densa espuma de um mar sereno. Por extensos nove quilómetros de areal, chegamos a Jandía. Pelo caminho, somos saudados por esquilos e pombas, habituados aos viajantes que lhes dão de comer. É curioso ver a coexistência pacífica entre aqueles pequenos seres, e da forma como confiam no pior animal de todos: o bicho Homem.
De referir, ainda, a prática do nu integral, entre muitos veraneantes. Não há zonas reservadas, e cada um passeia-se pelas praias a seu belo prazer. Novos e menos novos. Individualmente ou em grupo. Casais de namorados. Tudo na maoir normalidade. Os mais desinibidos e os mais conservadores.
Apenas o poste de eléctricidade, é testemunha da presença do Homem ..
Em Jandía, lá está o farol, amparo de marinheiros, anunciando o fim da Ilha. Dias depois, é tempo de regressar. A despedida dos funcionários portugueses do hotel. O regresso ao aeroporto, onde os aviões de companhias alemãs são em maioria. E enquanto o avião da SATA, a horas tardias, corre velozmente a pista e levanta voo em direcção ao ventre da noite escura, relembro o pensamento do um ilustre pensador dos princípios do século passado, Miguel Unamuno, que dizia:”…para mi, Fuerteventura fue todo un oasis, um oasis donde mi espíritu bebió de las aguas vivificadoras y sali refrescado y corroborado para continuar a mi viaje a través del desierto de la civilización …”
Quito Pereira