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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

E NOS PROMETERAM UM NOVO NORMAL-TEXTO DE CHAMA MAMÃE

 E nos prometeram um "novo normal"...


E lá se vai um pouco mais de três anos a convivermos com a doença que causou  todo tipo de transtorno deste Século: COVID 19!

Mortes. Destinos interrompidos. Viagens canceladas. Famílias isoladas. Depressão. Sequelas da doença. Estudos e estudos (alguns conclusos, outros, não!)

Nunca se viu tantos "especialistas" comentando e "fundamentando" o que até mesmo eles não acreeditavam. 

Agora, época de eleições, as "doenças" continuam, têm outros sintomas...e graves! São as promessas descabidas; a falsa impressão de que os benditos (?) candidatos estão, sobremaneira, preocupados com a população...o povo. Os mesmos. Os de sempre. Porém, se tem algum novo candidato, a impressão que se tem é que já vem "formado" nas escolas da corrupção. Aliam-se àqueles já maculados pelas falsas promessas não cumpridas,  após eleitos, obviamente.

Mas mais doentes está o povo, acometido de uma psicopatia grave: ama sofrer. Acredita na ilusão. Não consegue sarar da ferida de anos. Retorna à cena. Deixa-se comprar, inclusive.

As mortes causadas pela COVID-19 agora servem de estatísticas - manipuladas - para acusarem-se uns aos outros, tudo com o intuito de chegarem ao poder. Um poder encharcado, enlameado, corruptível e que transpira e transborda desconfiança.

Disseram-nos que viveríamos um "NOVO NORMAL" (hã?). A normalidade a que se referiam será esta do presente? Aumento da violência, aumento da corrupção, briga pelo poder...famílias destruídas pela (maldita) droga...

Ah, não quero essa normalidade! Quero ser louca. "Inlúcida". Incapaz. Olhar para mim e me vê ainda com princípios que eu sempre entendi como valorosos para formar meu caráter. Não quero ser "normal"! Senhor, afasta de mim esse cálice!


Parece uma Pandemia...acomete o Mundo todo...infelizmente.


Chama a Mamãe

domingo, 10 de maio de 2020

SAUDADES DA MALTA!

Olá, amigos queridos !

Custei a vir aqui. Mas cá estou. Ainda não para falar dos momentos maravilhosos passados com vocês.

Domingo, dia 10 de maio, por esta terra chamada Brasil - ultimamente parece ter mudado o nome para Corona - será o Dia das Mães. Bom, para quem gosta de datas comemorativas, esta é mais uma! Os nossos governantes foram infectados com um vírus, também danoso, periculoso e muito visível: as eleições. E estão fazendo de tudo para alterar essas datas comemorativas. Talvez o Dia das Mães seja no Dia dos Pais; o Dia dos Pais no Natal; o Natal não vai acontecer, porque o Papai Noel está em grupo de risco; possivelmente será comemorado no Carnaval....e o Carnaval...bem, no Carnaval o "vírus" dará uma trégua. Afinal,  em fevereiro passado, a pandemia do Corona Vírus já mapeava quase toda a Europa, mas por estas plagas (eu disse plagas!) brasileiras, o Carnaval seguiu seu curso.

Enfim, isso tudo para lhes dizer que o Dia das Mães será como qualquer outro, porque filho que é (bom) filho lembra que tem mãe todos os dias. Faz-lhe agrado diariamente. Beija-lhe sempre que a saudade lhe cobra uma visita. E, mesmo estando longe, faz questão de saber notícias. Então, o comércio vai estranhar o prejuízo. Alguns filhos, vão, mais uma vez, culpar algo, alguma coisa ou o Corona Vírus por não presentearem suas mamães, nem uma vez ao ano.
Por que cargas d´água estou abordando isso? Não sei! Talvez a quarentena tenha-me corroído algum neurônio, ainda são. Penso mesmo que queria vir aqui...Quando a gente sente saudades, a gente pensa em quem a gente ama. Quando a gente quer  conversar ou jogar conversa fora, a gente faz isso com melhores amigos. Quando a gente quer falar de qualquer coisa, sem que alguém nos interrompa...a gente usa o Blog! rsss

Enfim, vim por conta de vocês! Saudade de todos....


Chama a Mamãe

domingo, 12 de janeiro de 2020

Carta aberta (e cantada) à Mamãe



Um dia descobriste «a funda São» (1)
Trouxeste fotos, poemas e prosas.
Depois de tanto oderes (2) à desgarrada
Tens a paixão eterna da São Rosas.
     Um amor… de lésbicas (3)
     Mais erótico do que romântico
     Um tesão (4)… gigante
     Bem maior do que o Oceano… Atlântico!

Não paraste no blog porcalhoto
E… subiste o rio Mondego.
Em Coimbra, no Bairro Norton de Matos
Encontraste outro aconchego.
     Malta… amiga
     Que aquece os nossos corações
     De Coimbra… até Manaus
     Sempre a fomentar o Encontro… de Gerações

O calor na tua terra é muito
Mas ainda vai subir uns graus
Com calor humano deste Bairro
Na nova extensão: a de Manaus
     Quando… lá chegares
     Reúnes c’o prefeito e pressionas
     (Também… aqui pedimos)
     A geminação do Mondego… com o Amazonas

Coimbra, 11 de Janeiro de 2020
São Rosas e Paulo Moura
_______________________________________
(1) Blog dedicado ao erotismo, a fazer serviço púbico (não, não é público!) desde 2003
(2) Oder – escrever odes
(3) A São Rosas é lésbica por necessidade; a Mamãe é lésbica por inerência (gostar da São Rosas)
(4) Não se roam de inveja! Isto nem sexo oral é… só sexo escrito.

Bem hajas, Fernanda Carvalho, pelo vídeo!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CHAMA A MAMÃE EM COIMBRA

SEXTA FEIRA DIA 10-01-2020

                     Foto Daisy Moreirinhas -Quinta das Lágrimas

                     Foto Daisy Moreirinhas- Quebra Costas- Tricana de Coimbra

                     Foto Daisy Moreirinhas - Igreja de Santa Cruz

                     Foto Daisy Moreirinhas - Universidade De Coimbra - Entrada da Biblioteca


     NO  BAIRRO NORTON DE MATOS - CAFÉ SAMAMBAIA
    Foto EG

segunda-feira, 10 de junho de 2019

POEMA DO TUDO


Parece mesmo que as lembranças do Quito impulsionam-me a escrever algo similar. Reforçando, ou mesmo contradizendo, até mesmo simplesmente por...apenas querer registrar o que também me passa à cabeça àquele momento em que leio suas postagens.
À medida que lia Poema do Nada,   senti imediata vontade de escrever Poema de Tudo. Naturalmente, não está no mesmo nível clássico da Língua, como bem utilizada pelo Quito. Um estilo refinado, que muito admiro.

Poema de Tudo

Agora,  estão sentados solitários lugares,
Dantes em constante movimento.
A completa agonia da Linha do Tempo.
Outrora, populosos, tornaram-se como viúvas,
À espera de alguém que já não vem.
As suas árvores choram à noite,
Suas lágrimas lhes correm pelos ramos,
Como a saberem-se também sozinhas,
A engolirem o pranto.
Nem o vazio acha descanso.
Os filhos, se afastam do ninho...
Já não o alcançam.
Os vales pranteiam, 
Já não existem crianças brincando,
Namorados envergonhados,
Por estarem se amando.
Portas trancadas, desoladas...
É tudo silêncio... e mais nada!
O que nos contenta, entretanto,
É que, mesmo em meio a esse pranto,
Os lugares conservam a formosura
E nos fazem buscar, nas lembranças,
Que no Infinito não existe Amargura.

 

Chama Mamãe
Nota: por lapso da minha parte esta postagem não saíu na devida altura, do que peço desculpa a Chama a Mamãe

sexta-feira, 26 de abril de 2019

MEU CORTE DE CABELO





As lembranças do Quito (Aqui) levaram-me a outras: minha mãe!

As fotografias inexistem, porque àquela época, da minha infância, só tenho as lembranças narradas pela minha mãe. Mas, a dor que eu sentia quando ela  “catava” os piolhos e lêndea, só quem passa por isso sabe bem a que me refiro.


Minha mãe, viúva muito cedo, e com 5 filhos para criar (eu, a mais nova, com 5 anos), e como ela mesma costuma dizer – já nos seus 102 anos! – não tinha recursos para pagar babá e tampouco nos levar  a um(a)  cabeleireiro(a). Então, ela cortava o nosso cabelo, ao jeito dela. Acreditem: usando lâmina para barbear! Se podíamos opinar sobre o corte? Nem pensar. A resposta era um  tapa “no pé da orelha”!


O corte era sempre bem curto. Quanto menos cabelo, melhor, para poder “catar”  piolhos e lêndeas. Aquele momento de retirar essas “pragas”   que grudavam nos cabelos da nuca era por demais sofrido, porque, para mim, era o local onde a “puxada” do cabelo doía muito. 

Lembro-me de chorar durante todo o “procedimento cirúrgico”, mas era obrigada a engolir o choro. Não sei como isso se dava com as outras minhas irmãs, mas tenho apenas lembranças do que acontecia comigo. Afinal, quem “apanha” nunca esquece”.


Não satisfeita, porque não tinha tempo para o feito, mamãe colocava um pó branco em minha cabeça (depois de muito tempo soube que era DDT (sigla de diclorodifeniltricloroetano) um pesticida. Envolvia minha cabeça em um pano branco e assim eu ia pra escola. Ela sequer imaginava (e até hoje não imagina) o perigo de estar manipulando aquele veneno, e eu, de estar com aquilo no meu couro cabeludo. Mas Deus protegeu! Ah, e como protegeu!


Vou culpar minha mãe por isso? Nunca! Ela é a minha heroína. A mulher de fibra -  que foi e tem sido - só nos orgulha. 


Ela diz que, quando criança, meu cabelo era muito fino, tanto, que sequer segurava um grampo. Pois! Mas desde que me conheço, o meu cabelo sempre foi “problemático”. 


Nas poucas vezes, já adulta, e querendo provocar-lhe, disse para ela que sofro as consequências do tanto de DDT que ela usou na minha cabeça. Ao que ela me responde: “ É nada. Não tinha tempo para ficar catando piolhos e lêndeas! Isso é consequência desses shampoos que vocês usam!”


Dizem que cortar cabelo com lâminas endurece os fios, e tendo a acreditar que sim, pois era dessa “ferramenta” que minha mãe se valia para “cortar” meu cabelo, na infância.


Mãe, como queria que esse tempo voltasse. Permitiria até que a senhora passasse a máquina, me deixasse ...careca”.

Chama a Mamãe!
(mas não para cortar seu cabelo!)




segunda-feira, 18 de junho de 2018

CONTO SOBRE OUTRO CONTO


A Rosalva, trintona, toda em forma de violão, morava na pacata cidadezinha de Belterra (aliás, nem cidade ainda era, mas sim um município da Cidade de Santarém, no Estado do Pará). Casada com (predestinado) Cornélio, adorava as músicas e cantores da Jovem Guarda, especialmente do Erasmo Carlos e Roberto Carlos.

Cornélio cercava a Rosalva como galo quando está querendo meter o esporão na galinha. Um ciúme exacerbado. Incontrolável. Via, em qualquer pessoa do sexo masculino, um rival em potencial. E nem precisava que o pretenso rival tivesse um corpo esculpido em academia. Para Cornélio, um homem era um homem e, portanto, perigo iminente de perder a amada Rosalva para algum concorrente.


A mente do Cornélio vivia em polvorosa. Quando saiam, seja para passearem ou irem a missa, até o assovio de um passarinho ele já cogitava ser alguém assoviando para a Rosalva. Afinal, ela chamava a atenção (e inveja) até da mulherada, com aquele corpo todo enrijecido, pernas alongadas e um bumbum que parecia “moldado” para a esposa do Cornélio.


Quando Cornélio não podia acompanhar Rosalva, não permitia que ela fosse sozinha a qualquer lugar, ainda que a companhia fosse filha da vizinha, a Nanda, por quem o Cornélio não tinha muita simpatia. Mas, afinal, era mulher. 
Na cabeça do Cornélio, mulher não era perigo.


E a Rosalva? Como ela mesma se intitulava, uma “santa”! Só se fazia acompanhar, para qualquer lugar, com o marido ou com a Nanda, amiga desde sempre.


Cornélio, casado há quase 15 anos com Rosalva, não teve um emprego seguro, em que precisasse ter um horário definido para labutar. Por conta disso, ausentava-se de casa conforme a necessidade do serviço que se lhe aparecia. Não saia de casa, porém, sem antes se certificar de que Rosalva iria permanecer em casa, e, caso saísse, já deixava negociado com Nanda para acompanhar a mulher.


E Nanda nunca recusou ou se fez de rogada, quando necessária (e desnecessária!) sua companhia à Rosalva. Em muitas das vezes, até se oferecia para tal “serviço”, embora não cobrasse do Cornélio absolutamente valor algum para a “função”. Era tudo por prazer, como ela costumava dizer.


E Cornélio, nessas ocasiões, sentia-se inteiramente tranquilo. E até arriscava dizer aos amigos o quanto cuidava de sua esposa, e criticava aqueles que permitiam que estas saíssem desacompanhadas.


Certo dia, Cornélio, chegando do serviço, foi dar uma incerta na bolsa da Rosalva, dizendo a si mesmo: “O seguro morreu de velho”. Já estava aliviado e quase arrependido de vasculhar as coisas da amada, quando percebeu um pedaço de papel, na cor vermelha, com muitas dobraduras, parecendo um origami, o que logo lhe chamou à atenção e acionou o “desconfiômetro”.


Foi desdobrando o minúsculo papel, e, à medida que seus dedos trêmulos abriam mais uma dobra, da sua testa caiam gotas de um suor quente, como se algo na cabeça estivesse a queimar. 

“Meu amor, quando seu marido estará ausente, para termos mais horas, loucas e apaixonadas, para nós? Espero ansiosa por sua resposta. Beijos, amor. Assinado: Nanda”.
Tinha tanto medo de perder a amada, que aceitou a sugestão de ambas para morarem juntos, os três. 
Acabou por se gabar aos amigos e vizinhança, que era o tal, que dava conta de duas mulheres. Essa foi a "negociação" com Rosalva e Nanda, para que ninguém soubesse que perdera a mulher para quem menos ele temia: outra mulher.
E viveram felizes por um bom tempo. 
Chama a Mamãe


 Lendo o conto do Quito (http://encontrogeracoesbnm.blogspot.com/2018/06/a-amante-do-felisberto.html), fiquei inspirada para contar um "Contro Sobre Outro Conto"
AQUI



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

... "Almoços de Domingo - Bairro Norton de Matos"

"Mais um almoço dos domingos, desta vez fomos até PENELA , pois o almoço era no D. SESNANDO,( com a ementa de "Cabrito de Sicó), ao qual se seguiria uma visita ao já famoso PRESÉPIO DE PENELA
Já só pela sua beleza Penela é um Presépio ao natural!"
Data da publicação no EG: 21/12/2014

"Ainda na esplanada do Samambaia uma foto para Chama a Mamãe tirar dúvidas..
do lado esquerdo o Carlos Viana do lado direito o Tonito"
E foi assim que passei a distinguir, sem mais nenhuma dúvida, quem era quem.
Por isso, mesmo sem conhecer pessoalmente o Tonito, mesmo de cá desta banda do Atlântico, a última notícia me causou - e ainda causa - tristeza.
Então, eu fico a imaginar a dor de vocês, amigos de tantos anos...
Quero prestar a minha homenagem póstuma ao Tonito. Mas quero, também, dizer a vocês,  amigos de tantos anos do Tonito, uma palavra amiga:
 Quando nossos amores - inclusive amor por amigos -  são arrebatados pelas sombras da morte, a sensação é que um punhal se crava em nosso coração. A dor moral é tamanha, a sensação de perda é tão grande, que o corpo inteiro se retesa e sente dores. À medida que os dias se sucedem e as horas avançam, tristonhas, acumulando dias, a ausência da presença amada se faz mais dolorida. 
Mas é justamente nesse processo pós perda, e aqui falo para vocês que conviveram com o Tonito, que as vossas lembranças serão revolvidas e, no Banco de Dados da vossa memória, irão recordar dos momentos felizes que desfrutaram. Recordarão das viagens, das pequenas coisas do dia a dia, dos aniversários, das tolices, dos almoços de domingos, das postagens nesse Blog...tudo tratado... e com assunto.
Até das rugas, das opiniões contrárias, dos embates verbais e aqui escritos, que, por conviverem tão próximos, aconteceram, ao longo dos anos. Acionarão as vossas recordações e, como num filme, numa tela mental, verão as cenas se sucedendo, uma a uma, irão refazer passos, atitudes, momentos de alegria e de tristeza,   enquanto a vertente das lágrimas extravasará dos vossos olhos.
Em alguns momentos, tudo parecerá difícil, pesado. Parecer-lhes-á que a vida se tornará mais complexa sem a presença do amigo querido de tantas caminhadas.
E, agora, estão a se perguntar como encontrarão motivação para a continuidade das lutas, se o amigo partiu? Como prosseguirão com essa ausência, e com a presença da solidão e da saudade?
Mas, quero dizer-lhes: seu amigo vive e os veem; far-lhes-á  visitas. 
Não está morto! Apenas retirou a vestimenta a que vossos olhos se habituaram a vê-lo. Substituiu as vestes pesadas por outras, diáfanas, vaporosas. Mas continuará com vocês!
Por isso, não fiquem tristes, porque assim contribuirão para a tristeza do amigo querido.
Ele, que os amou, família e amigos, continuará a vos amar com a mesma intensidade, e certamente também deseja que todos sejam felizes.
É por isso que esses queridos, que se retiram, nos visitam nas asas do sonho, enquanto o sono nos recupera as forças físicas. É por isso que nos abraçam nos dias festivos. Transmitem-nos a sua ternura, com seu infinito Amor.
Sim, eles nos visitam! 
Acompanham nossa trajetória e certamente sofrem com nossa inconformação, nosso desespero.
Eles estão libertos da carne porque já cumpriram a parte que lhes estava destinada na Terra: crianças, jovens, adultos ou idosos.
Cada qual tem seu tempo, determinado pelas sábias Leis Divinas.

Meu abraço e beijo carinhoso em cada um.

Chama a Mamãe!


Fonte, com adaptações: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2022&let=&stat=0


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Ferramentas do Séc. XVIII - Herança portuguesa

Amigos de Portugal,



Instrumentos achados por restaurador em templo barroco de Congonhas e que, provavelmente, pertenceram ao entalhador português Servas, testemunham processo construtivo do século XVIII.
Nascido em Portugal, Francisco Vieira Servas (1720-1811) trabalhou como entalhador e escultor em madeira nas igrejas de Nossa Senhora da Conceição, em Catas Altas, no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos e de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas; e de Nossa Senhora do Rosário, de Mariana, além de outras em Ouro Preto, Itaverava e São João del-Rei. Segundo os especialistas, ele criou estilo próprio na concepção dos altares, com destaque para um elemento denominado arbaleta (arremate sinuoso).
O achado ocorrido há três semanas e divulgado dia 27 último, se deu quando o restaurador Geraldo Eustáquio removia o “envelopamento” do arco do cruzeiro e viu a verruma e depois os dois malhos. “Quando encontrei a verruma e peguei nela, me senti um entalhador do Século XVIII. Guardamos o material, chamamos o escultor Luciomar Sebastião de Jesus, que conhece profundamente todo o acervo histórico das igrejas de Congonhas. Em seguida, avisamos ao pároco. Ao encontrar os malhos e saber que o arco do cruzeiro é atribuído a Servas, tive outra emoção. A parte superior do arco, onde estavam as peças, não tinha o menor indício de violação”, afirmou Geraldo, explicando que, antigamente, se usava a verruma, o ferro de pua e o trado. “Atualmente, se usa a furadeira elétrica”.
Para o diretor de Patrimônio, a descoberta tem um caráter mais surpreendente, “pois nunca se ouviu falar que alguém tenha encontrado uma ferramenta associada a um grande entalhador daquele século. Para Luciomar, “elas vão atrair estudiosos e curiosos sobre o fazer artístico daquele período. São testemunhas de um intrincado processo construtivo da época, que nos revela a técnica dos grandes mestres”.
Esse achado, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, templo barroco de Congonhas, na Região Central, joga mais luz sobre a forma de trabalhar dos escultores do século XVIII e traz à tona da história da arte o nome do entalhador português Francisco Vieira Servas (1720-1811), que trabalhou nessa e em outras cidades do período colonial, também autor do retábulo-mor da igreja. “É uma descoberta muito importante de objetos que, tudo indica, pertenceram ao artista português ou à equipe de seu ateliê”, disse o diretor de Patrimônio da prefeitura local, o escultor Luciomar Sebastião de Jesus.
Entusiasmado, Luciomar explicou que as ferramentas artesanais, certamente feitas pelos próprios entalhadores, podem ter sido esquecidas e não deixadas de propósito. Na sua avaliação, passados quase três séculos – a matriz é de 1734 –, ele acredita que o arco do cruzeiro tenha funcionado como uma “cápsula ou máquina do tempo”, mantendo intacto o conjunto. “Quando vi as três peças, fiquei impressionado e comentei sobre a excepcional descoberta com o restaurador Geraldo Eustáquio Mendes de Araújo. Isso significa um laço com o passado, preenche lacunas e serve de caminho para compreendermos melhor o jeito de trabalhar naqueles tempos”, conta Luciomar.
As ferramentas estavam pouco acima do “entablamento”, dentro do arco do cruzeiro. “As tábuas que o compõem formam um envelopamento, o que permitiu que ficassem escondidas. Pelo que vimos, o arco nunca foi aberto, tal as condições da policromia e dos cravos existentes”, disse Luciomar. Logo que foi encontrado, o material foi entregue ao titular da paróquia, padre Paulo Barbosa, que pretende, quando terminarem as obras de restauração da matriz, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, expô-las permanente. Em Congonhas, Servas, contemporâneo de Francisco Antonio Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814) deixou sua marca também na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, já restaurada, e Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, reconhecido como Patrimônio da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Malhos de madeira
 
Verruma
Fotos: Escritório Técnico de Congonhas/Iphan-MG/Divulgação)
Fonte,com adaptações: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/12/28/interna_gerais,835556/diretor-de-patrimonio-de-congonhas-comenta-descoberta-de-ferramentas.shtml

Chama Mamãe


sábado, 22 de agosto de 2015

A BOCA DE LEÃO


Ou me engano muito ou a "Boca de leão" já tem um irmão! Mas há cinco dias que não passa disto!...
Vamos esperando, lá diz o povo: Bocas de leão e Pavia, não se fazem num dia... 


* * *
Para quem não sabe, a "Boca de Leão" vai ficar assim:

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A BOCA-DE-LEÃO QUE VEIO DA AMAZÓNIA



Vejam, mas vejam bem, a Boca-de-leão já despontou para vir conhecer quem lhe deu vida!

Foto: 10 de Agosto de 2015, 18:25h. Macro, cada folha tem 2mm.

* *  *


quinta-feira, 7 de maio de 2015

ANIVERSÁRIO


CHAMA A MAMÃE

07 de MAIO

Neste dia especial...

"Encontro de Gerações", deseja

MUITAS FELICIDADES!


PARABÉNS!

* * *

Chama a Mamãe também faz anos e é hoje!
Como muitos de vós desconhecem esta nossa amiga, vou-vos dizer como ela se auto define.
O que está entre parêntesis é da minha responsabilidade:



Uma pessoa simples mas não é simplória (Faz parte da sua história)
Humilde mas jamais submissa (Nem mesmo quando vai à missa)
Gosta da busca pelo conhecimento seja científico ou empírico (Só demonstra inteligência)
Jamais dispensa a sabedoria dos velhos (Faz bem! E nem imagina o que eu lhe poderia ensinar)
Tampouco o conhecimento tradicional associado aos mais inovadores (à velocidade que a tecnologia avança nem sei se tem tempo para acompanhar)
Acima de tudo e de todos crê num ser supremo que chamamos Deus, que não distingue religiões, cor, sexo... (Isto não discuto, embora eu, religiões e cor também não distinga, mas sexo, distingo e muito bem!)
Crê no BEM (se vivesse em Portugal, teria que crer no MAL também)
Sempre acredita que o bem vence... algum dia ele prevalecerá (só espero que não demore muito)
Quer que se passe a dizer a forma correcta da frase: Deus escreve CERTO por linhas CERTAS. Nós é que não enxergamos isso (concordo, mas de quem é a responsabilidade de acertar as linhas?)


Alfredo Moreirinhas 
7 de Maio de 2015

domingo, 23 de novembro de 2014

A SORTE VEM DA AMAZÓNIA....VIA SÃO ROSAS!

TARTARUGA DA AMAZÓNIA! A VERDADEIRA!

Dá sorte....
Fotos Celeste Maria
...e perfuma a casa!!!!
Paulo Moura a pedido da São Rosas deslocou-se gentilmente a minha casa: Rafaelito olha o que Chama a Mamãe  te enviou...
DOM...ficou muito sensibilizado.Obrigado Mamãe!