... e lá arrancámos para o Talasnal. Foi a primeira vez que entendi o quer dizer «popó»! É que ir para o Talasnal com a estrada tal como está, é ir "para o pó"... "p'ró pó"... "popó". E os ocupantes do Talasnauto iam de tal forma entretidos com a vibração do piso (um nicho de mercado, aquilo, com o que se poupa em pilhas) que nem se aperceberam da placa para o Talasnal... e só pararam quando chegaram a uma estrada alcatroada... para o Candal. Pior ainda, vários carros pararam atrás. Eram os fadistas, que cantaram um fado sem música pela ideia de terem que fazer inversão de marcha e regressarem pelo mesmo caminho: "Vocês não sabem o caminho?! Nós vínhamos atrás de vocês. Para trás é que não volto! Vamos mas é para Lisboa!" (um bom compositor faria daqui um fado que daria meças ao da "desgraçadinha que andava no gamanço p'ra sustentar o pai que era tuberculoso").
O sol é que não teve pachorra e foi-se embora quando chegámos todos à aldeia do Talasnal.
O Filipe Duarte tem vários videos na internet. Por exemplo: «Mulher deixada» (que cantou para nós)
A Cristina Madeira tem uma página no Facebook e tem também vários videos na internet. Por exemplo: «Túnica negra» (que também cantou para nós)
Ora vejam e ouçam neste documentário da SIC se o Bobbyzé não está com o espírito e a forma das Adufeiras de Monsanto (para quem quiser saber mais sobre as Adufeiras, o «Jornal do Fundão» tem disponível este artigo).
Pela forma como a placa estava escrita, poderia ler-se «Oretalhinho»... e imaginámos um pequeno talho... onde se vendia orelheira.
Para sabermos onde poderíamos almoçar bem na Lousã, o Rafael telefonou à Suzana Redondo, que estava em viagem mas nos indicou o restaurante «Casa Velha» (perto do Mercado). E até ligou para lá e reservou mesa para quatro, para a uma da tarde (nós ainda receámos chegar lá e eles terem registado uma reserva para um, para as quatro da tarde). E até... bem hajas por tudo, Suzana!
Conhecem o Hotel Meliá Palácio da Lousã? Visitem. E também tem um óptimo restaurante.
Outro dos quadros remete-nos para a estupidez que se está a passar com a linha da Lousã, a qual foi renovada em tudo (estações, passagens de nível, piso da via,...) só que lhe faltam os carris: «A flor amarela» de Mário Fernando S. Inácio (um quadro optimista, pois vê uma luz ao fundo do túnel)
Bem hajas, Bobbyzé, pela excelente oportunidade que nos deste para desfrutarmos de um fim de semana memorável.
Alfredo Moreirinhas, se precisares de um carro, posso vender-te o Talasnauto. Ou mesmo trocá-lo pelo teu Mercedes (nesse caso, é justo que me pagues uma compensação financeira, mesmo que simbólica).



























