domingo, 22 de dezembro de 2013
Boas Festas
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Chico Torreira,
Montreal (notícias)
sábado, 21 de dezembro de 2013
UM CONTO DE NATAL ...
Era uma rua de Lisboa. Uma rua como tantas outras ruas. Ao
fundo, ao fundo da rua, havia um jardim. E lá, nesse jardim, os rapazes jogavam
como uma bola de trapos e lançavam o pião. Alguns idosos, sentados nos bancos
de madeira de ripas deteriorados pelo tempo e pelo uso, olhavam absortos os
meninos ladinos, como se a vida se lhes escapulisse por um ralo.
Pé ante pé, a noite tombou sobre a grande urbe e sobre o
jardim. Os candeeiros projetaram o seu clarão sobre o asfalto e as estrelas
tomaram conta do céu da cidade. Como bandos de pardais, os miúdos partiram. Os
mais velhos, levantaram-se pesadamente dos bancos e rumaram aos seus lares. E,
entre eles, o Bernardino, no seu casaco de sarja azul, com que moirejou anos a
fio na sua profissão, naquele início da década de sessenta do século passado.
O velho Bernardino, tinha mais de oito décadas de vida. Vivia
da magra reforma a que lhe deram direito, por carregar e descarregar navios uma
vida inteira no Cais de Alcântara. Caminhava dobrado, como se trouxesse às
costas o peso do seu triste Destino. Ali, junto ao número trinta e oito daquela
rua pobre de Lisboa onde vivia, havia uma venda. Entrou e, do fundo do bolso
escuro, o ancião tirou o relógio que trazia seguro a uma presilha das calças por
uma corrente.
Cofiou o bigode branco e espesso com os dedos grossos e olhou
as horas. Então pediu um copo de vinho. Ato contínuo, de um frasco de vidro de
boca larga pousado em cima do balcão, comprou uma dúzia de rebuçados.
Depois, de novo rumou à rua escura e fria. Por uma porta
entrou e, com o auxílio do corrimão, guindou-se com esforço até junto das águas – furtadas
onde habitava. Meteu a pesada chave na fechadura e empurrou a porta devagar. Então, uns
braços abertos, tenros e frágeis, correram para ele.
Era a pequena filha dos hóspedes, que partilhavam com ele
aquele espaço e o ajudavam a pagar a renda. Lurdes e José eram duas boas almas.
Lurdes trabalhava de costureira numa loja junto à Praça de Martim Moniz e José consertava
móveis numa sombria carpintaria do Barreiro.
Felismina, mulher de Bernardino, fritava filhós na cozinha,
enquanto numa travessa de alumínio, repousava uma pilha de rabanadas. De rosto duro
e enrugado de mulher da Beira, Felismina de olhos postos no fogo, relembrada a
sua infância nas faldas da Serra da Estrela.
Era noite de Natal. Naquela casa, modesta casa, a Consoada
era pobre. O parco dinheiro disponível, apenas dava para o essencial.
Mas, naquele anoitecer tão especial, a pequena Helena sonhava, esperançada que o Pai Natal não se esquecesse dela. Criança que era, vivia ainda no reino inocente da fantasia, alheia às realidades agrestes da vida.
Mas, naquele anoitecer tão especial, a pequena Helena sonhava, esperançada que o Pai Natal não se esquecesse dela. Criança que era, vivia ainda no reino inocente da fantasia, alheia às realidades agrestes da vida.
Naquele serão lisboeta, depois da frugal refeição do fiel
amigo, José subiu ao telhado e, de forma engenhosa, fez descer pela chaminé um
pequeno cesto, perante o olhar expectante da pequena Helena.
No cabaz, vinha um divertido boneco de madeira articulado, feito pelo José na carpintaria, nas horas subtraídas à sua refeição do almoço. Era o Pinóquio, de nariz comprido e chapéu apelativo na cabeça, que fez as delícias da pequenita.
No cabaz, vinha um divertido boneco de madeira articulado, feito pelo José na carpintaria, nas horas subtraídas à sua refeição do almoço. Era o Pinóquio, de nariz comprido e chapéu apelativo na cabeça, que fez as delícias da pequenita.
E, perante a alegria esfuziante da criança, no fundo do cesto
vinha também, embrulhados um a um em papel colorido, uma dúzia de rebuçados …
Quito Pereira
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
BOAS FESTAS E BOM ANO! CARAGO!
É Natal, É Natal
Se já é quase NATAL
Se não é,se não é....
Que "carago é!!!!
E se o VIANA , não estiver p´ra modas...
O que é que lhe damos...
Umas Boas....FESTAS!!!
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Natal 2013
Fomos ao supermercado
Demos lá uma volta pelas prateleiras mas não havia nada do que procurávamos. À chegada ofereceram-nos um chocolate quente, assim como uma fatia de pão com queijo francês que por sinal era excelente e a tudo isto juntou-se mais adiante no corredor das hortaliças mas já junto à doçaria, a fatia de bolo de chocolate que se pode ver no prato e que o ocupava quase todo.
Foto: Lucinda/Telemóvel
À saída ainda nos ofereceram outro chocolate quente para enfrentar-mos a tempestade até ao carro. Francamente: não nos podemos queixar.
Elogiámos as provas e saímos regalados.
Elogiámos as provas e saímos regalados.
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Chico Torreira,
Montreal (notícias)
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
BOM ANO!
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Tonito (Cota 13)
NATAL!
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Natal 2013
NOTÍCIAS DE COIMBRA - ERNESTO COSTA 5 minutos com um cientista
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Noticias de Coimbra
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
A COR DA SOLIDÃO ...
Juncal do Campo
A aldeia é um labirinto de silêncios. Só o badalar do sino na
torre da igreja, proclama as horas de um Tempo vencido. Apenas o vento,
sussurra pelas vielas acanhadas e escuras. No empedrado gasto pelo tempo e pelo
uso dos moradores de antanho, há um vazio que nos espreita a cada esquina.
Já só se pressente o murmúrio dos passos distantes. Ali, ali
naquela casa da rua estreita, morava a Maria forneira. Lembro-me dela, no seu
corpo avantajado. Morreu. E o Lagarto, que batia sola e nos espreitava da
janela por entre um tufo de canteiros floridos. Partiu. Agora a rua está
deserta.
Já só lá mora a solidão. Dobrada a esquina, continuamos a
dobrar a esquina da vida. Acolá, naquela janela, morava a Engrácia. As cortinas
de renda da janela singela, eram a bandeira da dignidade da casa modesta. E
ele, o Duarte, no átrio da casa, ferrava burros, dava injeções no seu estatuto
de enfermeiro de ocasião. E arrancava dentes.
Quem por ali passava, via-o por
vezes a cortar o cabelo aos conterrâneos. Sentados num banco de madeira, o
queixo descaído sobre o peito, os fregueses ouviam o matraquear da tesoura. E o
pente, gasto pelo uso, ia dando forma ao penteado, enquanto o Duarte, de óculos
a precipitarem-se da ponta do nariz e pernas fletidas, aprimorava-se na arte. O
pó de talco, derramado em quantidades generosas no pescoço desnudado, era a
apoteose final de um ato que muito tinha de fraterno. O Duarte não levava
dinheiro pela tarefa. Era o copo de vinho que selava uma amizade antiga. Por
vezes, o amigo insistia e uma ou outra moeda caía no ventre da gaveta escura.
Agora, já só restam as sombras de um Tempo de outrora. O
silêncio e o vento tomaram conta do vale. Aqui e ali, o fumo a sair da chaminé
de um telhado singelo, é o canto lúgubre de quem teima em resistir. De quem
teima em ficar. Dos que fizeram da terra o seu sustento, numa aliança de
lealdade que se perpétua dos antepassados. Dos que se aproximam do patamar de
inverno das suas existências sofridas.
Há um futuro que não existe. Apenas presente. Mas, no
presente, uma réstia de esperança. Da esperança de reencontrar os filhos que vão
aparecer nas épocas festivas. Da expectativa de beijar os netos e de lhes
oferecer algumas notas de euros, arrancadas do fundo da arca antiga, fruto de
muita poupança. De, pelo entardecer, se sentarem na cozinha, à volta da panela
de ferro ao crepitar da lareira, a fumegar de caldo saboroso.
Enquanto lá fora, uma brisa sussurrante percorre a melancolia
do vale de juncos, onde habitam o silêncio e as noites sem fim. É a aguarela
parda com que se pinta, em tons sombrios, a cor da solidão.
Quito Pereira
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
A Roda da Vida
A neve chegou e com ela não só o aumento do trabalho do dia a dia mas também a alegria de se verem paisagens diferentes, assim como a chegada de muitos desportos e lazeres de inverno.
Quando me levantei no domingo demanhã vi logo que tinha que tirar neve debaixo de uma tempestade polar, pois a temperatura éolica era de menos vinte e nove graus centígrados. Bem agasalhado, ao contrário do que se possa pensar foi um tempo bem passado. O estar-se a tirar a neve dos carros leva as pessoas nestas alturas a conviverem muito mais umas com as outras, são muito mais abertas e passam-se uns bons momentos.
A volta de reconhecimento dos trezentos e sessenta graus.
Quando me levantei no domingo demanhã vi logo que tinha que tirar neve debaixo de uma tempestade polar, pois a temperatura éolica era de menos vinte e nove graus centígrados. Bem agasalhado, ao contrário do que se possa pensar foi um tempo bem passado. O estar-se a tirar a neve dos carros leva as pessoas nestas alturas a conviverem muito mais umas com as outras, são muito mais abertas e passam-se uns bons momentos.
A volta de reconhecimento dos trezentos e sessenta graus.
Acabei à luz do candeeiro mas o trabalho parece perfeito. Para que o motor aqueça mais depressa, não se tira a neve nas entradas de ar. Com o aquecimento vai-se derretendo. O murinho, é para evitar que alguém estacione ao lado e depois não se possa saír.
E já há quem há muito tempo festeje o Natal.
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Chico Torreira,
Montreal (notícias)
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
COIMBRA - NATAL...
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Noticias de Coimbra
EFEITO DE PIGMALEÃO
Segundo a mitologia grega, Pigmaleão decidira ser celibatário, como forma de protesto pela libertinagem das mulheres da pequena ilha onde vivia.
Esculpiu uma estátua de uma mulher belíssima a que chamou Galatea, pela qual se apaixonou. Afrodite, a deusa do amor, condoída com a paixão inconsequente de Pigmaleão pela sua estátua de pedra, transformou Galatea numa mulher de carne e osso, fazendo a felicidade dele.
Porque aquela mulher bela, apaixonada, fiel, por ele idealizada e criada, era a antítese das mulheres que detestava...
A influência positiva que exercemos sobre os outros produz neles, muitas vezes, transformações que correspondem exactamente às nossas expectativas sobre eles criadas.
Esta tese deu origem, no ramo da Psicologia, àquilo que se designou por “efeito de Pigmaleão” que, no essencial, consiste em tornar realidade aquilo que apenas idealizámos.
Um bom naco de leitão estaladiço, uma chispalhada à transmontana, um bife com molho de manteiga e natas, um queijo amanteigado da Serra da Estrela ou de Serpa, tudo regado com um encorpado vinho tinto e, a culminar como sobremesa, uma dulcissima lampreia de ovos de Aveiro, é o que neste momento mais idealizo, na esperança de que se torne realidade sem os seus nefastos perigos.
De facto, anseio esperançado pelo efeito de Pigmaleão como contraponto às reiteradas instruções do médico que insiste em me obrigar a comer apenas peixe grelhado, hortaliças cruas ou cozidas e carnes brancas,deslavadas, tudo sem sal...
Rui Felicio
Esculpiu uma estátua de uma mulher belíssima a que chamou Galatea, pela qual se apaixonou. Afrodite, a deusa do amor, condoída com a paixão inconsequente de Pigmaleão pela sua estátua de pedra, transformou Galatea numa mulher de carne e osso, fazendo a felicidade dele.
Porque aquela mulher bela, apaixonada, fiel, por ele idealizada e criada, era a antítese das mulheres que detestava...
A influência positiva que exercemos sobre os outros produz neles, muitas vezes, transformações que correspondem exactamente às nossas expectativas sobre eles criadas.
Esta tese deu origem, no ramo da Psicologia, àquilo que se designou por “efeito de Pigmaleão” que, no essencial, consiste em tornar realidade aquilo que apenas idealizámos.
Um bom naco de leitão estaladiço, uma chispalhada à transmontana, um bife com molho de manteiga e natas, um queijo amanteigado da Serra da Estrela ou de Serpa, tudo regado com um encorpado vinho tinto e, a culminar como sobremesa, uma dulcissima lampreia de ovos de Aveiro, é o que neste momento mais idealizo, na esperança de que se torne realidade sem os seus nefastos perigos.
De facto, anseio esperançado pelo efeito de Pigmaleão como contraponto às reiteradas instruções do médico que insiste em me obrigar a comer apenas peixe grelhado, hortaliças cruas ou cozidas e carnes brancas,deslavadas, tudo sem sal...
Rui Felicio
domingo, 15 de dezembro de 2013
COMBÓIO A VAPOR NO RAMAL DA LOUSÃ
sugerido por Carlos Freire
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Diversos
TRIBUTO A NELSON MANDELA!
Enterro de Mandela será no dia 15 em sua aldeia natal.
sábado, 14 de dezembro de 2013
NOTICIAS DE COLMAR
Sei que deve ter sido uma das questões mais recorrentes à hora da bica no SAMAMBAIA: Será
que o BobbyZé terá levado consigo o precioso elixir
nacional, para aquele território tão longíquo, a que os navegadores Portugueses,
um dia em 1544, baptizaram de ILHA
FORMOSA?
FORMOSA?
Colocar um saco vazio à frente dum BUDA, seria ofensa que nunca me atreveria a fazer! Soaria um pouco, como se, cheio de sede num deserto,me oferecessem uma garrafa de água, vazia!!
Pois em TAIWAN, se mais levara, mais se bebera!!!Essa única garrafa que levei, teve lugar de honra durante um jantar, onde os paladares asiáticos demonstraram uma enorme admiração por este Licor desconhecido. Num pais reputado por ter os melhores chás do Mundo, todo produto orgânico à base de sementes e essências naturais teria grande aceitação.
E em TAIPEI em pleno Mercado de Produtos medicinais, o nosso LICOR BEIRÃO teve lugar de destaque, figurando ao lado de remédios susceptíveis de curarem todos os males.
Chamo a atenção da estimada Direcção de tão dignificante Empresa, tão reputada em matéria de comunicação, para o enorme negócio (da China) que pode representar o continente asiático e, muito especialmente TAIWAN. Apelo a uma profunda reflexão nessa matéria, pois para meu espanto, ao visitar a FEIRA INTERNACIONAL DE ARTE MODERNA DE TAIPEI, um dos eventos mais importantes no mundo da Arte, deparei-me com um stand da SUPER BOCK!!!!
Quando um Patrão tem um pézinho na politica, os obstáculos vencem-se mais facilmente!
UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!
Bobby ZEN
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Colmar (notícias)
UMA MEMÓRIA ...
Na casa do moleiro, no moínho de Salgueiro do Campo, há muito que já só se vive de memórias. Morreu o moleiro. Sobraram os descendentes para, com amor, perpetuarem o seu nome. Na foto, a balança décimal, que servia para pesar os cereais...
Quito Pereira
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
RICOS E POBRES....
Diferença entre ricos e pobres
Rico de uniforme: Coronel
Pobre de uniforme: Porteiro
Rico com uma arma: Praticante de tiro
Pobre com uma arma: Assaltante
Rico com uma pasta: Executivo
Pobre com uma pasta: Paquete
Rico com motorista: Milionário
Pobre com motorista: Preso
Rico de sandálias: Turista
Pobre de sandálias: Mendigo
Rico que come muito: Gastrónomo
Pobre que come muito: Esfomeado
Rico a jogar bilhar: Elegante
Pobre a jogar bilhar: Viciado no jogo
Rico a ler um jornal: Intelectual
Pobre a ler um jornal: Desempregado
Rico a coçar-se: Alérgico
Pobre a coçar-se: Sarnento
Rico a correr: Desportista
Pobre a correr: Ladrão
Rico vestido de branco: Doutor
Pobre vestido de branco: Empregado de Drogaria
Rico a pescar: Lazer
Pobre a pescar: Esfomeado
Rico a subir um Monte: Montanhista
Pobre a subir o Monte: De volta a Casa
Rico num restaurante: Cliente
Pobre num restaurante: Criado
Rico bem vestido: Executivo
Pobre bem vestido: Corrupto
Rico barrigudo: Bem sucedido
Pobre barrigudo: Cirrose
Rico a coçar a cabeça: A pensar
Pobre a coçar a cabeça: Piolhoso
Rico parado na rua: Peão
Pobre parado na rua: Suspeito
Rico de fato: Empresário
Pobre de fato: morto
Rico a conduzir um Mercedes: Proprietário do carro
Pobre a conduzir um Mercedes: Motorista
Rico na loja: "Eu compro."
Pobre na loja: "Estou só a ver."
Rico a chorar: Sensível
Pobre a chorar: Piegas
Rico traído: Adultério
Pobre traído: Corno
Rico com dor de barriga: Desarranjo Intestinal
Pobre com dor de barriga: Caganeira
CENTRO NORTON DE MATOS - INFORMAÇÃO
I Torneio de Xadrez Jovem do Centro
Norton de Matos
1. O
“I Torneio de Xadrez Jovem do Centro Norton de Matos” é um torneio de xadrez
para camadas jovens, organizado pelo Centro Norton de Matos, com o apoio da
Associação de Xadrez do Distrito de Coimbra, do Círculo de Xadrez de
Montemor-o-Velho, e da Casa do Povo de Vila Nova de Anços. A prova decorrerá no
dia 4 de Janeiro, no Ginásio do Centro Norton de Matos, com início às 14h30.
2. A
participação é aberta aos jogadores nascidos em 1998 e depois.
3. A
prova é disputada em sistema suíço de seis rondas, com partidas de 15 minutos
para cada jogador.
4. O
emparceiramento será efetuado pelo Swiss-Manager. Não serão aceites reclamações
quanto ao emparceiramento, exceto em caso de erro na introdução de resultados.
5.
Os critérios de desempate são os do regulamento de competições da FPX.
6.
As inscrições ESTÃO ABERTAS E
devem ser solicitadas para o e-mail da AXDC (axcoimbra@gmail.com) até às 23h59
do dia 2 de janeiro. Cada clube deve ceder um relógio digital por cada dois
jogadores, sem o qual não se pode garantir a sua inscrição na prova.
7. O valor da
inscrição é de 3€, é inclui lanche.
8. A direção da prova
está a cargo de Jorge Cruz, e a arbitragem a cargo de Paulo Rocha (FA)
9. Haverá prémios
para os três primeiros classificados.
10. Os casos omissos
serão resolvidos pela direção da prova e pela arbitragem em função das regras
da FIDE e do regulamento de competições da FPX.
11. A participação na prova
implica a aceitação do presente regulamento.
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Noticias do CNM
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
O NÚMERO 22 do BECO DOURADO ...
Beco Dourado, a rua curta e estreita e uma das mais pitorescas de Praga, é outro ponto do Castelo que merece ser visitado. Nesta rua, estavam localizadas as casas dos artesãos e militares que guardavam o Castelo. As casas da rua foram construídas no sec. XVI, mesmo no interior do Castelo, para os guardas de Rodolfo II.
Um século depois, os ourives mudaram-se para as casas e modificaram os edificios. A casa nº 22 é a mais conhecida do Beco Dourado. Entre 1916 e 1917, Franz Kafka e sua irmã ficaram hospadados aí.
Frequentemente chamada Casa Metamorfosis, espalharam-se lendas da rua cheia de alquimistas, que se debruçavam sobre os alambiques borbulhantes, tentando produzir ouro para Rodolfo II. De facto, os alquimistas tinham laboratórios na Rua Vikarska, a travessa entre a Catedral e a Rua da Pólvora. (texto Net).
Frequentemente chamada Casa Metamorfosis, espalharam-se lendas da rua cheia de alquimistas, que se debruçavam sobre os alambiques borbulhantes, tentando produzir ouro para Rodolfo II. De facto, os alquimistas tinham laboratórios na Rua Vikarska, a travessa entre a Catedral e a Rua da Pólvora. (texto Net).
A foto é da São Vaz.
Quito Pereira
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
COIMBRA - PORTAGEM - E SEUS CACHORRITOS...
DEZ ternurentos cachorritos-seu guardador/vendedor na Portagem da cidade de Coimbra!
Curioso!
Curioso!
Foto.ADM
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Noticias de Coimbra
APONTAMENTOS DE VIAGEM ...
A estação dos comboios é singela. Lá dentro, lá dentro da
estação, há um balcão envidraçado. E, atrás do balcão, um homem de cabelo
grisalho e camisa azul que se cinge ao seu porte atarracado, olha o viajante
suspeito.
O viajante sou eu. Mira-me na desconfiança se irei ficar ou partir,
mas a pequena mala que levo na mão, denuncia-me. Distraidamente, vou olhando
para a banca dos jornais. Leio os cabeçalhos, na esperança de encontrar um
motivo de interesse que me preencha as cerca de três horas de viagem. Da
senhora que vende todo o tipo de verdades, mentiras e utopias, apenas vejo a
cabeça, que emerge por entre uma montanha de revistas de capas apelativas e
cautelas de lotaria presas por uma mola, a tentar vender a sorte ou a ilusão.
Sentada numa cadeira de madeira, a idosa ignora-me.
Sabe, pela experiência de
muitos anos, que a sua pequena banca é apenas uma montra para aqueles que, de bagagem
na mão cruzando destinos, lançam um olhar vagabundo pelas letras gordas dos matutinos,
de cabeça pendente sobre o ombro para não perderem pitada da glória dos ases da
bola ou de um qualquer artista em dificuldades, que vendeu retalhos da sua vida
a um manipulador de palavras cinzentas e de sonhos desfeitos. Ela, a senhora
que vende jornais, continua sentada. Vai fazendo a sua malha, com duas agulhas
que esgrime com destreza, enquanto vai puxando o fio de lã amarelo que tem
preso por um alfinete vistoso à gola do vestido florido que veste, com aroma a primavera.
Não a desiludo. Compro um jornal, enquanto vou dando uma vista
de olhos pela lotaria. Aposto na terminação cinco por cinco euros. É o preço da
minha ilusão. Depois, dirijo-me ao postigo da venda de bilhetes. Um vidro
separa-me do funcionário que, com uma voz que parece vinda do além, me pergunta
o destino. Peço uma passagem para a capital, que me é servida numa placa
giratória em alumínio. Dinheiro para lá, bilhete para cá, para precaver
qualquer eventual assalto. Uma sociedade barricada nos seus medos e angústias,
como antigamente, quando se ostracizava os doentes com lepra.
Lá fora, o cais de embarque. Está vazio. Apenas vejo uma
mulher pequenina, vestida de negro, sentada num banco de ripas. Veste por fora,
o que a forra por dentro – o luto da alma. Vagueio pela plataforma, aguardando
o comboio. Fixo as linhas paralelas e um emaranhado de carris que se cruzam sem
se perceber o destino.
Olho para Norte e a linha parece diluir-se no infinito. Olho para sul e a linha é engolida já ali, no meio do casario da cidade. Apenas o enorme depósito da água pintado de branco, parece ser a sentinela fiel dos dias que correm ao sabor de um Tempo que amarra o viajante ao ferrete dos ponteiros do relógio cruel, que lhe conta impiedosamente as horas os minutos e os segundos do palco efémero da Vida.
Olho para Norte e a linha parece diluir-se no infinito. Olho para sul e a linha é engolida já ali, no meio do casario da cidade. Apenas o enorme depósito da água pintado de branco, parece ser a sentinela fiel dos dias que correm ao sabor de um Tempo que amarra o viajante ao ferrete dos ponteiros do relógio cruel, que lhe conta impiedosamente as horas os minutos e os segundos do palco efémero da Vida.
Na bruma da manhã acolhedora,
olho o dorso do comboio que se avoluma, à medida que se aproxima da estação.
Vem sinistro, no seu rodado metálico, apitando na procura de qualquer
transeunte distraído. O altifalante da gare, vai anunciando a chegada na sua
voz roufenha. Depois a composição imobiliza-se e, em curto espaço de tempo, o
silvo agudo da partida. Sento-me só, num compartimento confortável, mas
sombrio.
Castelo Branco ficou agora para trás e já só vislumbro a plácida
melancolia dos olivais. Lá mais à frente, irei encontrar as Portas do Rodão e
até o Castelo de Almourol me saudará, sitiado pelas águas mansas do Tejo. Lá
longe, na capital, acordarei da minha letargia, com o estrondo da grande
cidade. Da gente que se cruza comigo de semblante fechado, gladiadores de um
tempo que lhes foge, na arena diária do nascer e renascer.
Mas voltarei. O comboio que me levou ao encontro da urbe dos
mil encantos e desencantos, rumará de novo à Beira - Baixa. E ali, ao
anoitecer, o relógio da Estação de Castelo Branco, com os seus ponteiros negros,
lá estará à minha espera, indiferente à minha saga de caminhante do Tempo.
Porque ele – o Relógio – apenas tem o compromisso de contabilizar os dias
perpétuos. Mas olho - o com simpatia. Porque é ele que orienta os meus passos perdidos,
neste meu tímido caminhar pelos labirintos da vida.
Quito Pereira
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