Das tripas coração ...
Os portugueses, milhões de portugueses a residir aquém e além
- fronteiras, vivem com interesse e paixão o fenómeno do pontapé na bola. Novos
e menos novos, pobres ou abastados, académicos de grande gabarito intelectual
ou simples cidadãos, seguem com particular interesse o desempenho dos seus
clubes do coração e da equipa de todos nós – a Seleção Nacional Portuguesa de
Futebol.
Hoje, por uma campanha de apuramento desastrosa, a equipa
nacional vê perigar a sua presença no Brasil. O obstáculo chama-se Suécia e,
diga-se em abono da verdade, é mesmo um obstáculo.
No futebol, como noutras atividades, nem tudo é claro. E o
futebol por si só, é fonte de acaloradas discussões. Porém, este desporto tão
do agrado dos portugueses, não se resume à essência do futebol em si. Outros
interesses subjacentes, dão-nos a certeza de que a tal seleção de todos nós, é por
vezes uma montra de empresários, interessados em vender o passe deste ou daquele
jogador. E a seleção, é o local ideal para fazer subir a cota de mercado do
atleta A,B ou C. Naturalmente, que a equipa que temos reunirá, talvez, os
melhores praticantes portugueses ou naturalizados.
Mas também não é menos verdade, que algumas escolhas nos
deixam a pensar. Assumo aqui, frontalmente, que a nossa baliza está muito mal
guardada. Sendo Patrício um atleta razoável – apenas razoável – que o seu clube
quer vender a todo o custo por bom preço, para encaixar um bom conforto de
tesouraria, a verdade é que está claramente fora de forma e, porque não
dizê-lo, tem toda a responsabilidade no empate com Israel. Nem aqui vou falar
do último jogo com o seu rival lisboeta, em que deitou por terra todas as
fundadas e justas esperanças dos verdes passarem a eliminatória.
Com a vitória com Israel, estaríamos no mundial. Mas a
verdade, é que vão insistindo em dizer que é o melhor do país. Percebe-se. Mas
claro que não é. Todos sabemos, pelo menos aqueles que vão estando mais atentos
ao fenómeno desportivo nacional, onde está o melhor guarda – redes português da
atualidade.
Mas logo, ao início da noite, teremos a primeira batalha. A
segunda, será na gélida Suécia. O jogo de hoje, até poderá já ser a peleja de
todas as ilusões ou desilusões.
Esperemos que a mediana seleção que temos – com
três ou quatro jogadores modestos - liderada por um super Ronaldo, faça das
tripas coração. E que vença a contento de todos nós. Porque se não acontecer -
tendo em conta o significativo prejuízo financeiro que acarreta a eliminação - já
andam por aí alguns a limpar armas para o ajuste de contas …
Quito Pereira







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