segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Boas Festas Natalícias

Àqueles que criaram este blogue. 
Àqueles que com a sua pena o vão enriquecendo com artigos dos mais variados. 
Àqueles que com as suas fotos o vão tornando airoso. 
Àqueles que com os seus comentários nos fazem passar excelentes momentos. 
Àqueles que incansávelmente vão lendo o blogue mesmo que não contribuam físicamente para ele. 
Àqueles que sabendo da nossa existência se cruzam connosco em pensamento. 

Os nossos votos de um Bom e Feliz Natal.

domingo, 23 de dezembro de 2012

«Muito além das boas festas...» - do nosso amigo Jorge Castro

"Amizades,

Cá somos chegados a mais uma época natalícia. Ou, se melhor quisermos, a uma nova celebração do solstício de inverno, onde tudo e todos se aprestam a um novo recomeço ou ao eterno retorno da espiral de Vida onde vamos viajando...
Do novo ano, quando ele findar, queremos esperar que, apesar das incertezas e, porventura ainda mais, das certezas - que sabemos, entretanto, sempre efémeras - nos deixe saudades e felizes recordações.
No fundo e pelo meio da conversa abstrusa da desesperança que nos é «vendida» por tão elevado preço, que nos fique a garantia de sermos quem somos. E isso, como é óbvio, depende muito de cada um de nós.
O meu contributo para esta comemoração do solstício aí vai. Fiz-me acompanhar pelo grupo mirandês Trasga, com o seu tema Al Absedo... - e para quem melhor quiser apurar o sentido da coisa, sempre lhes digo que «l absedo ye ua lhadeira birada a norte, adonde, ne ls meses de ambierno, nun bate l sol. Yé ne l absedo que nácen i se dan melhor ls buxos, ls anguelgues e las urzes, madeiras que prodúzen un eicelente sonido e con que son construídos ls strumentos musicales ousados por Trasga»:

Jorge Castro - Natal de 2012
(ficheiro de som - mp3)

Com um forte abraço, os meus votos de boas festas, então. E um ano 2013 memorável e, se possível, pelas melhores razões."
Jorge Castro

ANIVERSÁRIO

MARIA JOSÉ ALMEIDA SOARES

23-12-1944 / 23-12-2012

"Encontro de Gerações" deseja

FELIZ ANIVERSÁRIO!


PARABÉNS!

sábado, 22 de dezembro de 2012

SÓTÃO DO NITO

Cima:(quem sabe?;) Titá, (quem sabe?),Teresinha Alves,Zeca Almeida(?), Clara Umbelino, Nela Curado, Milita Moutinho, Elza Soares, Zeca Mestre, Hermenegildo Coelho.

Baixo: Carlos Canelas,, Nito, Tó Mané, Filipe Famaelga, Néné.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ENCONTRO COM A ARTE - APRESENTAÇÃO DO LIVRO....



OS QUE NÃO GUARDAM RANCOR

Felizes os que não guardam rancor e se deixam
aquecer ao sol fresco da manhã como gatos
                                                  distraídos.

Felizes aqueles a quem a maré vaza do amor não deixa
                                           espinhos na carne
nem algas de azedume na polpa dos dedos.

Felizes os que habitam os delicadíssimos jardins
                                             de Outono
e não conhecem a farpa abrasadora da paixão.

Felizes os imparciais
os oblíquos
os que tocam a miséria com luvas de pelica

Felizes os que olham o próximo com óculos de sol
mesmo quando chove a cântaros nos olhos do próximo.

Felizes os que nunca escreverão com letras de mel ou
pavor nos muros queimados da cidade:
Infelizes os que não guardam rancor e se deixam
aquecer ao sol fresco da manhã...
                                          

Editora
Lápis de Memórias 2012            

QUADRA DE NATAL...PRESÉPIO!

PRESÉPIO COM MATERIAIS RECICLADOS -ESCOLA SECUNDÁRIA VALE DAS FLORES/CONSERVATÓRIO  DE MÚSICA DE COIMBRA



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

NOTÍCIAS DE COLMAR

A ultima revelação: BOBBYZE esteve ligado à civilização MAYA!!!


Não, queridos amigos. Vocês ainda não sabem tudo acerca da minha pessoa. Ainda há muita coisa para descobrir!
Hoje refiro-me aos anos que passei ligado à MAYA PRODUCTIONS, onde exerci a função de "Relaçoes Publicas". Com sede na Amadora, o Diretor era considerado por ser um Guru e muito ligado ao Presidente do BENFICA na altura(outro guru talvez)!
O que é certo é que não faltava dinheiro!

Mas antes de desenvolver o assunto, iremos acreditar ou não que vamos desaparecer a 21/12/2012? O calendário MAYA assim o prediz.

Alinhamento maléfico do Sol com o centro da via láctea;inversao dos polos magnéticos;colisão da Terra com outro planeta: cataclismos que fizeram de Sandy um preludio.
Segundo os especialistas, como a maior parte dos povos mesoamericanos, os MAYAS tinham uma noção do tempo muito diferente da nossa sociedade. Na concepção ciclica dessas civilizaçoes antigas, oponha-se aquela, apocaliptica, da nossa! Mas a nossa sociedade não dispõe de datas convencionais. Ela teve, é certo, uma génese, provável, mas não dispoe de nenhuma ideologia sobre o seu fim.

Mas dentro da própria civilização MAYA há uma corrente que aponta matematicamente o fim do Mundo para...14 de Outubro de 4772!!!! Tamos safos!!!!

Sejamos confiantes nesta segunda teoria. A breve civilização MAYA tinha a especialidade de alimentar fantasmas!!!Os seus calendários oferecem combinações halucinantes,de multiplas de 13 ou 20, que permitem adivinhar ciclos cósmicos ou mesmo prevêr eclipses!!!!

A MAYA PRODUCTIONS foi uma das primeiras produtôras de grandes concertos Rock em Portugal!!!Nomearam-me"Relaçoes Publicas"porque desfrutava de multiplos conhecimentos no reino Unido, através das minhas entrevistas para a MUSICA & SOM. Fui com ele 2 vezes a Londres e apresentei-o às melhores editôras tais como a EMI, a VIRGIN, a STIFF RECORDS e outras.Um dia, ALEXANDRE organizou um concerto do JULIO IGLESIAS em Lisboa. Em seguida, suicidou-se!Desconheço as razões. Nada disso estava previsto!Era um excelente Homem. Muito educado e com uma enorme capaciade de empreendimento!Fiquei imensamente triste com o seu desaparecimento!

Aqui fica o testemunho desse periodo memorável de boas aventuras!O meu cartão de visitas!



Bobbyzé

UM CONTO DE LUÍZ GOES ...



 
Foi numa noite. Destas noites em que o sol se deita mais cedo, para lá do dorso cinzento da esfinge austera do Moradal. O toque de recolher de Outono. Uma humidade espessa, desce sobre a aldeia de Juncal do Campo. Ao longe, a planície que dali se avista, foi engolida pela escuridão. Apenas o cheiro da esteva queimada, a esgueirar-se pelas chaminés atarracadas do humilde casario, são o aroma reconfortante para quem percorre as ruas empedradas e vazias do povoado. É o perfume característico da Beira Baixa. Ali, no meio da colina, um pálido clarão rompe a noite de breu. É a luz mortiça da Junta de Freguesia. Por uma porta estreita entramos e, lá dentro, temos acesso a uma sala desconfortável e fria. As paredes, estão forradas de fotografias de antigos presidentes da Junta, de nó de gravata afinado e o semblante de circunstância que a situação exigia. Afinal, o perpetuar da imagem para anos futuros. E uma base de onde, em metal cromado, sobem três hastes para outras tantas bandeiras. A bandeira verde da freguesia, povoada de motivos campesinos. A bandeira azul e estrelada da União Europeia. E a bandeira portuguesa, em destaque, ladeada pelos outros dois símbolos. Ao fundo, um pequeno gabinete, onde um homem magro, de bigode fino, sentado a uma secretária, vai remexendo numa pilha de papéis, que vai ferindo com um enorme carimbo, em batidas fortes e ritmadas. Ao lado, um velho computador, que debita informações importantes, sobre a vida da freguesia e é uma janela para o mundo. É com os dedos a percorrer o teclado, que o funcionário vai facultando informações, que depois serão expostas numa vitrina emoldurada por quadro de madeira bem visível, para conhecimento dos utentes. O homem de que vos falo é o secretário da Junta. O computador, é o milagre da tecnologia que assassinou o mata - borrão.

Na sala avantajada, várias cadeiras de assentos de napa preta. É ali que os habitantes da aldeia, aguardam por qualquer certidão, ou, até, pela consulta do médico. Foi lá, numa das minhas digressões campesinas, que encontrei o João Prata. Vinha para falar com o secretário da Junta. Cumprimentámo-nos com um formal aperto de mão e ele disparou-me sem respirar e ar consternado: “… Então o Luíz Goes lá se foi …”. Fiquei perplexo. Achava a afirmação descabida no contexto, mas o resto do seu monólogo, esclareceu-me: … sabe Pereira, eu e o Luíz Goes fomos amigos na guerra. Andámos os dois a moirejar na Guiné. Ele era médico e eu era o motorista dele. Para onde ele ia, eu também ia. Uma tarde, entre o Gabu e Bafatá, tivemos um furo no “Jeep”. Mudei o pneu e uns quilómetros à frente, furou outro. Já não tinha mais pneus e o Dr.Goes disse -me que era melhor prosseguirmos com o pneu furado, pois estava a anoitecer. Confessei-lhe a minha preocupação, porque ia dar cabo da jante e o Marques Pereira, que tinha à sua responsabilidade o material circulante da Unidade e de péssimo feitio, não acharia graça nenhuma e iria despejar toda a sua ira em cima de mim. O Luíz Goes manteve a opinião, afirmando que a responsabilidade era dele. E foi com o pneu desfeito e a jante toda amassada, que entrámos na Base. Por infelicidade, demos logo de caras com o Major, que veio direito mim, naquele seu jeito ameaçador. Valeu então o médico, que me defendeu e assumiu que tinha sido ele a dar a ordem de prosseguirmos viagem. Por segundos, Marques Pereira ficou de olhos fixos em Luíz Goes, capaz de o engolir vivo. Depois, virou-lhe as costas e, a vociferar, afastou-se. Então, olhámos um para o outro e rimos. E com um aperto de mão, reconfirmámos a nossa amizade em tempo de guerra.”
Depois, João Prata despediu-se, tragado pelas sombras da noite. Mas não sem me dizer, que na sua carrinha de mercadorias que pelos anos de fabrico já merecia estar em repouso, ainda tem uma velha cassete roufenha, com o cantar de Luíz Goes, que por vezes vai ouvindo, na sua azáfama diária pela região.

Luíz Goes, partiu. Mas, facilmente se percebe, que não só nas tertúlias do trinado do Mondego é admirado e estimado. Naquela noite, o médico de Coimbra foi lembrado pela gente simples da Beira - Baixa. Naquele momento, não com o estatuto de grande intérprete do fado coimbrão. Mas à beira do estatuto de herói.
Quito Pereira           

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ENCONTRO COM A ARTE - POESIA-LANÇAMENTO DE LIVRO DE JOSÈ FANHA



;

escritos teus | palavras minhas



Escritos teus | palavras minhas é o meu novo livro que acabei de lançar e já disponível  Nele reuni umas dezenas de textos / poemas que escrevi ao longo dos últimos  anos juntamente com fotografia da pessoa que me inspira e me acompanha ao longo dos últimos 25 anos.

No Link abaixo podem ver apenas uma pequena amostra do livro:

Espero que gostem, aproveito para vos desejar um Feliz Natal e que 2013 vos traga tudo o desejam. 

Um grande abraço a todos.


«Coimbra: a cidade universitária e a sua região» - Helena Freitas

(Clicar na imagem ou no link para aceder ao artigo)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

BAIRRO NORTON DE MATOS - OBRAS PRAÇA DA INDIA


SETE MAGNIFICOS - prontos a inaugurar a nova Praça da India-sem baloiços?

Da esquerda para a direita Branca-Nela-Sergio Cunha-Zézinha-Belinha Franco e sua irmã Miliosa e a nossa Helena Garcia.
enviado por Nela Sarmento












NATAL DE QUEM? - POESIA

    Feliz Natal

          COM BEIJINHOS DE ISABEL CARVALHO





          NATAL  DE  QUEM?
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
 - Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
 - Foi este o Natal de Jesus?!!!

 (João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal