sexta-feira, 22 de outubro de 2021
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
ANIVERSÁRIO Pedro Sarmento
quarta-feira, 20 de outubro de 2021
O BAIRRO ANTIGO...MORA A SAUDADE! O AINDA BAIRRO MARECHAL CARMONA...
terça-feira, 19 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - URSO no Parque Verde de Coimbra
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
ANIVERSÁRIO DO ENCONTRO DE GERAçÔES 2008
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA- COIMBRA E A UNIVERSIDADE
domingo, 17 de outubro de 2021
sábado, 16 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA COIMBRA
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
PROSA DE GUERRA …
Regressou a chuva. Uma dádiva dos céus intensamente reclamada
por quem vive da lavoura. Aqui, neste lugar, sinto-me confortável no meu
pequeno escritório, enquanto a água em
manso regato, vai caindo num fio transparente e contínuo da beirada dos telhados.
Lá fora, como se fosse nevoeiro, uma cortina espessa engoliu as montanhas em
remoinhos de vento, que fazem gemer as árvores desnudadas de folhagem. Um
cenário que convida à leitura. Passo os olhos pela minha pequena biblioteca, sitiada
entre livros de Farmacopeia, de Direito Farmacêutico, de Química Orgânica ou de
Farmacognosia. Fixo-me então naquele livro de capa verde. O seu autor, tem um
simples e desconhecido nome - Manuel Bastos. Não é esta a primeira vez que
folheio este manual de guerra, em tons de poesia. De reler as páginas de uma
prosa onde, no cano de uma espingarda, pousam as asas multicolores de uma
frágil borboleta. Logo ao abrir a primeira página, leio uma simples mas
expressiva dedicatória que diz: “Ao meu amigo Quito com um braço bem fraterno –
José D’Abranches Leitão O9.O2.27”. Não sabia o Leitão que, amávelmente, me
estava a oferecer um livro que tanto me impressionou. Não pela fera guerra. Mas
pela prosa que mata a guerra.
Como o cirurgião de bisturi ágil, que expurga do corpo do
paciente o tumor que lhe ameaça a vida, também eu tento extirpar dos
“Cacimbados” a prosa bélica de quem aponta à imbecilidade dos homens o dedo
acusador, mas que não está ressentido com as armadilhas do Destino. Para
aqueles que ainda vão suportando este monólogo, transcrevo pela pena de Manuel
Bastos, alguns extratos do seu livro: “ Não dei pela noite cair, pela cor a
desbotar-se primeiro no céu e depois na superfície de todas as coisas,
tornando-as mais suaves como se o dia se sentisse cansado …”. Outro exemplo: “
A memória do arco - íris, onde a natureza brinca com a luz e a diferente
textura dos objectos, uma brincadeira da natureza ou uma dádiva dos deuses para
quem não tem mais nada do que os sentidos para perceber o mundo”. Ou então: “
Olho a Lua enorme, em pleno dia, com um ténue halo translúcido a manchar o céu,
agora quase limpo sobre o aldeamento. Tenho a ilusão de estar a vê-la no tempo
presente, mas como se sabe, a imagem que vem ao meu encontro demorou à volta de
um segundo chegar. Algumas das estrelas que hão-de aparecer daqui a pouco,
esburacando o manto negro do céu, podem ter desaparecido muito antes do
primeiro homem ter nascido e eu estarei a vê-las”.
No entardecer do livro, o autor faz a sua reflexão final. “
Algures no Planalto dos Macondes, onde um dia colhi a derradeira imagem de um
céu azul luminoso, antes que a palavra “”FIM” fosse escrita na minha história
de guerra. Lá, onde a fragrância exótica da selva e o relento rançoso da guerra
se prenderam ao meu corpo para sempre, ficou um pouco de mim e, se é verdade
que na Natureza nada se perde, então ainda lá perdura transformado. Sabe-se lá
em quê …
Desejo intensamente que seja uma flor”.
Assim escreve Manuel Bastos. Português, cidadão e escritor.
Combatente da Vida e das palavras. Das palavras doces , que aniquilam a guerra.
Kito Pereira.
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
ANIVERSÁRIO Eurico Deus Pereira - Quito
QUITO
14-10-1949
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES !
PARABÉNS
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE- FOTOGRAFIA - COIMBRA - PONTE AÇUDE
terça-feira, 12 de outubro de 2021
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS - OLD CCOIMBRA ARCOS DO JARDIM Século XX?
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
ANIVERSÁRIO Maria Odete Ferreira
TITÁ
11-10-1947
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS
domingo, 10 de outubro de 2021
INTERLÚDIO MUSICAL Américo Lima - Balada do Entardecer
ANIVERSÁRIO Olinda Rafael
10-10-1942
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
sábado, 9 de outubro de 2021
ITERLÚDIO MUSICAL Tinta da China - Dulce Pontes
ANIVERSÁRIO Guida Antunes Vieira
09-10-1944
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
ANIVERSÁRIO Rui Felício
09-10-1944
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
ANIVERSÁRIO Amélia Curado
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS - PONTE SANTA CLARA ANTIGA
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
ANIVERSÁRIO Jorge Luis Costa
07-10-1945
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
quarta-feira, 6 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - COIMBRA NOTURNA
terça-feira, 5 de outubro de 2021
A FIDALGA DA PORTELA
![]() |
| Rio Mondego junto à Portela |
Desconhecia-se-lhe a genealogia, mas o seu porte altivo, raiando às vezes a sobranceria, fazia com que os camponeses se desbarretassem e se curvassem à sua passagem, cumprimentando-a reverentemente e apelidando-a de Senhora Fidalga.
Rui Felício
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
ENCONTRO COM ARTE-FOTOGRAFIA- COIMBRA - UM OLHAR SOBRE SANTA CLARA
domingo, 3 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - AZULEJARIA - COIMBRA ANTIGA
sábado, 2 de outubro de 2021
ANIVERSÁRIO NELA CURADO
02-10-1945
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA António Paiva
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
ANIVERSÁRIO Paulo Moura
30-09-1960
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE- FOTOGRAFIA - Luis Garção Nunes
terça-feira, 28 de setembro de 2021
NOTÍCIA TRISTE
ANTÓNIO Guilherme DOUWENES Vicente
Faleceu já há dias, mas sendo amigo e participado no Encontro de Gerações, dá-se conhecimento a todos os amigo/as do EG e não.
Encontro de Gerações envia a toda a família sentidos pêsames
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - COIMBRA entre o céu e o rio
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
BOBBYZÉ DE VISITA A COIMBRA....
domingo, 26 de setembro de 2021
AQUELA NOITE EM BOLAMA...Texto de KITO PEREIRA
AQUELA NOITE EM BOLAMA
…
Foi numa tarde quente que parti. De mala de cartão na mão e
uma sacola ao ombro, despedi-me do meu batalhão e da minha companhia militar
com quem cheguei a África. Para trás, ficaram amizades forjadas na guerra,
segredos contados, cumplicidades repartidas e revelações dos encontros e
desencontros dos amores deixados na pátria – mãe, fosse de familiares ou das
namoradas que de letra redonda e em papel amarelo fornecido pelo exército,
levavam e traziam juras de amor eterno.
O meu destino provisório era Bolama. Em trânsito para uma
companhia africana, eu assentava arraiais naquela ilha paradisíaca, de
vegetação luxuriante e de perigo reduzido em cenário de guerra. Seria um hiato
no sobressalto das armas. De barco lá cheguei. Numa canoa comprida e sem velame,
impulsionada por um motor fora de bordo, onde se misturavam alguns militares
com uma plateia de africanos de roupas coloridas, sentados em cima de sacos de
arroz e que levavam consigo gaiolas de pássaros exóticos, peixe seco que
deitava um cheiro nauseabundo, cabritos presos por uma corda e galinhas em
capoeiras improvisadas. O excesso de carga fazia o barco quase soçobrar, com a
água do rio a ameaçar transbordar e a invadir a embarcação e a arrastar tudo
para o fundo. Nada que incomodasse os africanos, habituados a este diálogo
marítimo entre a canoa e o Geba.
Bonita era Bolama. Uma viagem num pequeno jipe de patrulha,
dava para apreciar aqui e ali belas casas senhoriais de fachada imponente e em
avançado estado de degradação. O soldado africano que comigo seguia ao volante,
cantarolava canções africanas, descontraído. E eu, habituado às picadas de onde
podiam vir todos os perigos, de dedo fixo no gatilho, desconfiava de tanto
turismo. A chegada ao quartel depois da missão de que fora incumbido, era
sempre o meu descanso.
Naquele quartel coabitavam militares africanos dos vários
ramos e especialidades das Forças Armadas. A nossa missão era aprender a
conviver ainda mais com a realidade e os costumes indígenas, antes de
integramos as companhias para onde seríamos enviados, no meu caso no leste da
Guiné. Foram tempos calmos, sob o comando do capitão Repolho de seu nome.
Tempos mesmo aprazíveis, até um dia que foi uma noite num botequim da ilha. Uma
discussão entre elementos da tropa africana dita normal e um grupo de
fuzileiros navais também africanos, descambou numa feroz e perigosa zaragata.
Disseram testemunhas, que os fuzileiros que eram vaidosos e se gabavam de ser
tropa de elite, chamaram aos outros “tropa – macaca”. Foi o rastilho para uma
desordem monumental naquele pedaço de ilha, com as restantes tropas a apartar
com dificuldade os grupos desavindos e a encurralar os fuzileiros e a mete-los
à força na sua unidade naval. Daquela refrega onde andei meio perdido até de
madrugada, sempre sob as ordens do capitão Repolho, lembro-me de ter entrado na
enfermaria e ver deitado numa enxerga um gigante negro com perto de dois metros
de altura e de soberbo porte físico, que
sobreviveu a trinta e nove ferimentos de arma branca exaradas no relatório
médico. Um mar de sangue.
Afinal, a guerra naquela noite tinha - se instalado em
Bolama. E o perigo não tinha vindo do exterior, mas de uma guerra intestina entre
militares africanos que viviam sob a capa protetora da bandeira portuguesa.
Kito Pereira
sábado, 25 de setembro de 2021
ANIVERSÁRIO OLGA RODRIGUES VIANA
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA Leonel Brás
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
NOTICIA TRISTE
MARIA FERNANDA CANELAS
NANDA CANELAS
1946
Faleceu hoje.
O velorio é amanhã das 15 as 19 na capela de st.antonio , junto ao parque de aveiro .
Sábado será o funeral pelas 10.00 no mesmo local seguindo para o cemiterio do botão (souselas)
Um abraço a todos .
Angelo Canelas (filho)
Encontro de Gerações envia a seu marido e filhos sentidas condolências
AINDA MAL ABRIA O LUSCO-FUSCO...TEXTO
A tia deixou-me o vestido lavado nas costas da cadeira, a água na bacia do lavatório para me lavar e a malga do café com leite e sopas migadas sobre a mesa. Quando já estivesse pronta podia ir fazer carava à mãe da senhora Isabel Augusta para a Zefinha ir fazendo a lide da casa. À hora da merenda, a tia viria buscar o açafate e podíamos ir juntas para eu ajudar, também, a apanhar as batatas.
Ainda a tia fechava o portão do curral já eu assomava de combinação, desgrenhada e pé descalço ao varandim do balcão.
_ Tia, deite-me a sua bênção. Já são horas de eu ir?!
_ "Ai rábia te pele", podias ficar mais um poquenino na cama, cachopa! Porta-te bem, não sejas impachosa! Deus te abençoe. Só vais depois do sol dar na Lage da Lancha, está bem? E cala-te um poquenino, não enfades a Menina Zefinha!
_ Não enfado, não senhora! Ela gosta muito de mim e eu faço tudo o que ela me manda.
_ Ai meu "taneno", fica com Deus.
Entrei, fui lavar a cara, ou melhor, molhar os olhos e a cara, esfreguei duas vezes as mãos com o sabonete de madeiras do Oriente (que cheirava tão bem!) e passei-as por água, antes de as secar na toalha de linho pequenina que a tia me tinha feito com as abas de um lençol já poído no meio. Tinha o meu nome bordado a ponto de pé de flor e uma linda rendinha na ponta. Depois, voltei a dobrá-la e a colocá-la no lugar. Fui enfiar o vestido e coloquei as alpargatas, embora sem vontade, mas a tia não gostava que eu fosse descalça para casa de outras pessoas! Só depois fui para a cozinha. Comi as sopas a custo e tive a tentação das ir despejar para a pia das galinhas, mas sabia que a tia ia ficar zangada e isso é que eu não queria de forma alguma!...
Nunca mais chegava o sol à Lage da Lancha! Naturalmente tinha-se esquecido de nascer! Até porque já se ouvia o chiar do cambão das noras para regar as hortas! As vacas do senhor Doutor Esteves já lá iam a caminho do lameiro...
"Naturalmente o sol hoje não quer vir! A tia diz que no Inverno às vezes não vem!... Afinal já lá vem! ", - gritei de mim para mim.
E lá fui eu, de boneca dependurada da mão, aos saltinhos pelo largo do Enxido!
_ Menina Zefinha, já está levantada?
_ Já sim, minha cachopita! Entra. O que queres comer?
_ Eu já comi! Muito obrigada. A avó ainda está no quarto?
_ Ainda. Olha eu vou encher o cântaro antes dela acordar, está bem?
_ E eu vou varrer o corredor, quer? A tia diz que eu já varro muito bem!
Lembrei-me do aviso da tia e calei-me um poquenino, que não seria por muito tempo não fosse a Zefinha sair apressada buscar água ao chafariz. Pois, por mais recomendação que me dessem eu dificilmente me lembrava de manter a boca fechada!...Ainda hoje, se não tomo tento, lá vou eu soltando a grafonola, mas prezo-me de não falar da vida alheia...
Bem, vou ficar por aqui, senão ...
Georgina Ferro
terça-feira, 21 de setembro de 2021
EM TEMPO DE PANDEMIA.... O ALMOÇO DO ALFREDO MOREIRINHAS
ANIVERSÁRIO Maria Alexandra Ferreira"XANI"
"XANI"
21-09-1949
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!































