quinta-feira, 21 de outubro de 2021

ANIVERSÁRIO Pedro Sarmento

PEDRO SARMENTO

21-10-1958

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!


 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

ANIVERSÁRIO DO ENCONTRO DE GERAçÔES 2008

      Afixado no Átrio do Centro Norton de Matos     Autor Lino Zé
   Filarmónica Penelense
  Descerramento  da placa comemorativa  no Átrio do CNM


ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA- COIMBRA E A UNIVERSIDADE

                  Manuel Luis


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

 

PROSA DE GUERRA …

 


Regressou a chuva. Uma dádiva dos céus intensamente reclamada por quem vive da lavoura. Aqui, neste lugar, sinto-me confortável no meu pequeno escritório, enquanto  a água em manso regato, vai caindo num fio transparente e contínuo da beirada dos telhados. Lá fora, como se fosse nevoeiro, uma cortina espessa engoliu as montanhas em remoinhos de vento, que fazem gemer as árvores desnudadas de folhagem. Um cenário que convida à leitura. Passo os olhos pela minha pequena biblioteca, sitiada entre livros de Farmacopeia, de Direito Farmacêutico, de Química Orgânica ou de Farmacognosia. Fixo-me então naquele livro de capa verde. O seu autor, tem um simples e desconhecido nome - Manuel Bastos. Não é esta a primeira vez que folheio este manual de guerra, em tons de poesia. De reler as páginas de uma prosa onde, no cano de uma espingarda, pousam as asas multicolores de uma frágil borboleta. Logo ao abrir a primeira página, leio uma simples mas expressiva dedicatória que diz: “Ao meu amigo Quito com um braço bem fraterno – José D’Abranches Leitão O9.O2.27”. Não sabia o Leitão que, amávelmente, me estava a oferecer um livro que tanto me impressionou. Não pela fera guerra. Mas pela prosa que mata a guerra.

Como o cirurgião de bisturi ágil, que expurga do corpo do paciente o tumor que lhe ameaça a vida, também eu tento extirpar dos “Cacimbados” a prosa bélica de quem aponta à imbecilidade dos homens o dedo acusador, mas que não está ressentido com as armadilhas do Destino. Para aqueles que ainda vão suportando este monólogo, transcrevo pela pena de Manuel Bastos, alguns extratos do seu livro: “ Não dei pela noite cair, pela cor a desbotar-se primeiro no céu e depois na superfície de todas as coisas, tornando-as mais suaves como se o dia se sentisse cansado …”. Outro exemplo: “ A memória do arco - íris, onde a natureza brinca com a luz e a diferente textura dos objectos, uma brincadeira da natureza ou uma dádiva dos deuses para quem não tem mais nada do que os sentidos para perceber o mundo”. Ou então: “ Olho a Lua enorme, em pleno dia, com um ténue halo translúcido a manchar o céu, agora quase limpo sobre o aldeamento. Tenho a ilusão de estar a vê-la no tempo presente, mas como se sabe, a imagem que vem ao meu encontro demorou à volta de um segundo chegar. Algumas das estrelas que hão-de aparecer daqui a pouco, esburacando o manto negro do céu, podem ter desaparecido muito antes do primeiro homem ter nascido e eu estarei a vê-las”.

No entardecer do livro, o autor faz a sua reflexão final. “ Algures no Planalto dos Macondes, onde um dia colhi a derradeira imagem de um céu azul luminoso, antes que a palavra “”FIM” fosse escrita na minha história de guerra. Lá, onde a fragrância exótica da selva e o relento rançoso da guerra se prenderam ao meu corpo para sempre, ficou um pouco de mim e, se é verdade que na Natureza nada se perde, então ainda lá perdura transformado. Sabe-se lá em quê …

Desejo intensamente que seja uma flor”.

Assim escreve Manuel Bastos. Português, cidadão e escritor. Combatente da Vida e das palavras. Das palavras doces , que aniquilam a guerra.

Kito Pereira.

            

 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

ANIVERSÁRIO Eurico Deus Pereira - Quito

 EURICO DEUS PEREIRA

             QUITO

14-10-1949

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MUITAS FELICIDADES !

PARABÉNS

terça-feira, 12 de outubro de 2021

COIMBRA DE OUTROS TEMPOS - OLD CCOIMBRA ARCOS DO JARDIM Século XX?

old_coimbra A actual Praça João Paulo II. Os arcos ainda cobertos por casas, o eléctrico.... uma foto do começo do s culto XX.
 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

ANIVERSÁRIO Maria Odete Ferreira

MARIA ODETE FERREIRA

               TITÁ

11-10-1947

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PARABÉNS
 

domingo, 10 de outubro de 2021

sábado, 9 de outubro de 2021

ITERLÚDIO MUSICAL Tinta da China - Dulce Pontes

ANIVERSÁRIO Guida Antunes Vieira

MARGARIDA ANTUNES VIEIRA

09-10-1944

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ANIVERSÁRIO Rui Felício

RUI FELÍCIO

09-10-1944

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ANIVERSÁRIO Amélia Curado

AMÉLIA CURADO

09-10-1943

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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

ANIVERSÁRIO Jorge Luis Costa

JORGE LUIS COSTA

07-10-1945

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

A FIDALGA DA PORTELA


 A FIDALGA DA PORTELA
Rio Mondego junto à Portela

Desconhecia-se-lhe a genealogia, mas o seu porte altivo, raiando às vezes a sobranceria, fazia com que os camponeses se desbarretassem e se curvassem à sua passagem, cumprimentando-a reverentemente  e apelidando-a de Senhora Fidalga.
Depois de lhe terem morrido os pais em anos sucessivos, vivia sozinha no enorme casarão apalaçado, fronteiro ao Mondego, antes de se chegar à Portela, rodeado pela quinta cheia de pomares, bungavilias, madressilvas  e um extenso vinhedo. Solteira, com quarenta anos feitos há pouco, nunca constou que se tivesse enleado nos amores de algum namorado ou amante.
Caminhou pelo corredor, atravessou o salão de jantar, aproximou-se da gaiola pendurada junto a uma janela, meteu a mão pela frincha da grade entreaberta e pegou no minúsculo canário que afagou docemente. Repetindo uma rotina diária, falou com ele, chamou-lhe meu bijou, enfiou-o entre os seios e foi até ao varandim, ainda lambido pelos derradeiros raios de sol do crepúsculo.
Chamou o capataz que, por baixo, alinhava as ferramentas agrícolas que o pessoal lhe vinha entregando no dealbar de mais um dia de labuta no campo.
- Faça Vossa Senhoria o favor de dizer, Senhora Fidalga, respondeu o Francisco olhando para cima.
A atitude submissa do Francisco contrastava com o seu corpo possante, entroncado, musculoso, de homem jovem de trinta e poucos anos, bem parecido, o rosto tisnado pelo sol, cabelo negro de azeviche, nascido e criado na quinta onde também já tinham servido os seus pais enquanto foram vivos.
- Vem cá acima e traz uma mão cheia de aveia para dares de comer ao canário.
Passado um bocado, o Francisco bateu à porta da sala pedindo licença para entrar, trazendo na mão fechada a comida para o pássaro. Dirigiu-se à gaiola e, admirado, viu que estava vazia.
A fidalga, de olhos mortiços como ele nunca antes tinha visto, meio deitada no longo sofá, deslizou devagar a alva mão pelo veludo vermelho e macio do cadeirão e, em voz cava, disse ao Francisco:
- Anda cá, homem! O bijou está aqui!
Atónito, o Francisco viu-a abrir o generoso decote, entrevendo lá dentro as penas amareladas do pássaro que se espanejava, irrequieto, entre as fartas carnes da Senhora Fidalga.
- Estás à espera de quê, homem? Vá, traz cá a comida depressa, que o meu bijou está esfomeado.

Desde então, os camponeses que trabalhavam na quinta comentavam entre eles, à boca pequena:
- O raio do canário anda gordo! Pudera! O Sr. Francisco dá-lhe de comer várias vezes ao dia…

Rui Felício
Reposição

sábado, 2 de outubro de 2021

ANIVERSÁRIO NELA CURADO

MARIA MANUELA CURADO

02-10-1945

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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

ANIVERSÁRIO Paulo Moura

PAULO MOURA

30-09-1960

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terça-feira, 28 de setembro de 2021

NOTÍCIA TRISTE

FALECEU

ANTÓNIO Guilherme DOUWENES Vicente

Faleceu já há dias, mas sendo amigo e participado no Encontro de Gerações, dá-se conhecimento a todos os amigo/as do EG e não.


Encontro de Gerações envia a toda a família sentidos pêsames

 

ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - COIMBRA entre o céu e o rio

 Entre o Céu e o Rio

     Foto de Augusto Ferreira

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

domingo, 26 de setembro de 2021

AQUELA NOITE EM BOLAMA...Texto de KITO PEREIRA

 


AQUELA NOITE EM BOLAMA …

Foi numa tarde quente que parti. De mala de cartão na mão e uma sacola ao ombro, despedi-me do meu batalhão e da minha companhia militar com quem cheguei a África. Para trás, ficaram amizades forjadas na guerra, segredos contados, cumplicidades repartidas e revelações dos encontros e desencontros dos amores deixados na pátria – mãe, fosse de familiares ou das namoradas que de letra redonda e em papel amarelo fornecido pelo exército, levavam e traziam juras de amor eterno.

O meu destino provisório era Bolama. Em trânsito para uma companhia africana, eu assentava arraiais naquela ilha paradisíaca, de vegetação luxuriante e de perigo reduzido em cenário de guerra. Seria um hiato no sobressalto das armas. De barco lá cheguei. Numa canoa comprida e sem velame, impulsionada por um motor fora de bordo, onde se misturavam alguns militares com uma plateia de africanos de roupas coloridas, sentados em cima de sacos de arroz e que levavam consigo gaiolas de pássaros exóticos, peixe seco que deitava um cheiro nauseabundo, cabritos presos por uma corda e galinhas em capoeiras improvisadas. O excesso de carga fazia o barco quase soçobrar, com a água do rio a ameaçar transbordar e a invadir a embarcação e a arrastar tudo para o fundo. Nada que incomodasse os africanos, habituados a este diálogo marítimo entre a canoa e o Geba.

Bonita era Bolama. Uma viagem num pequeno jipe de patrulha, dava para apreciar aqui e ali belas casas senhoriais de fachada imponente e em avançado estado de degradação. O soldado africano que comigo seguia ao volante, cantarolava canções africanas, descontraído. E eu, habituado às picadas de onde podiam vir todos os perigos, de dedo fixo no gatilho, desconfiava de tanto turismo. A chegada ao quartel depois da missão de que fora incumbido, era sempre o meu descanso.

Naquele quartel coabitavam militares africanos dos vários ramos e especialidades das Forças Armadas. A nossa missão era aprender a conviver ainda mais com a realidade e os costumes indígenas, antes de integramos as companhias para onde seríamos enviados, no meu caso no leste da Guiné. Foram tempos calmos, sob o comando do capitão Repolho de seu nome. Tempos mesmo aprazíveis, até um dia que foi uma noite num botequim da ilha. Uma discussão entre elementos da tropa africana dita normal e um grupo de fuzileiros navais também africanos, descambou numa feroz e perigosa zaragata. Disseram testemunhas, que os fuzileiros que eram vaidosos e se gabavam de ser tropa de elite, chamaram aos outros “tropa – macaca”. Foi o rastilho para uma desordem monumental naquele pedaço de ilha, com as restantes tropas a apartar com dificuldade os grupos desavindos e a encurralar os fuzileiros e a mete-los à força na sua unidade naval. Daquela refrega onde andei meio perdido até de madrugada, sempre sob as ordens do capitão Repolho, lembro-me de ter entrado na enfermaria e ver deitado numa enxerga um gigante negro com perto de dois metros de altura e de soberbo porte físico,  que sobreviveu a trinta e nove ferimentos de arma branca exaradas no relatório médico. Um mar de sangue.

Afinal, a guerra naquela noite tinha - se instalado em Bolama. E o perigo não tinha vindo do exterior, mas de uma guerra intestina entre militares africanos que viviam sob a capa protetora da bandeira portuguesa.

Kito Pereira            

sábado, 25 de setembro de 2021

ANIVERSÁRIO OLGA RODRIGUES VIANA

OLGA  RODRIGUES VIANA

25-09-1946

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MUITAS FELICIDADES!

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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA Leonel Brás

   onde o Mondego pára, para que vaidosamente o possamos contemplar...

    Leonel  Brás

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

NOTICIA TRISTE

FALECEU

MARIA FERNANDA CANELAS

          NANDA CANELAS

1946

Faleceu hoje.

O velorio é amanhã das 15 as 19 na capela de st.antonio , junto ao parque de aveiro .

Sábado será o funeral pelas 10.00 no mesmo local seguindo para o cemiterio do botão (souselas)

Um abraço a todos .

Angelo Canelas (filho)

Encontro de Gerações envia a seu marido e filhos sentidas condolências

 

AINDA MAL ABRIA O LUSCO-FUSCO...TEXTO


 Ainda mal abria o lusco-fusco já lá iam as parceiras, de sacho ao ombro preso por uma das mãos, a caminho do "tchão". 

     A tia deixou-me o vestido lavado nas costas da cadeira, a água na bacia do lavatório para me lavar e a malga do café com leite e sopas migadas sobre a mesa. Quando já estivesse pronta podia ir fazer carava à mãe da senhora Isabel Augusta para a Zefinha ir fazendo a lide da casa. À hora da merenda, a tia viria buscar o açafate e podíamos ir juntas para eu ajudar, também, a apanhar as batatas.

     Ainda a tia fechava o portão do curral já eu assomava de combinação, desgrenhada e pé descalço ao varandim do balcão.

     _ Tia, deite-me a sua bênção. Já são horas de eu ir?!

     _ "Ai rábia te pele", podias ficar mais um poquenino na cama, cachopa! Porta-te bem, não sejas impachosa! Deus te abençoe. Só vais depois do sol dar na Lage da Lancha, está bem? E cala-te um poquenino, não enfades a Menina Zefinha!

     _ Não enfado, não senhora! Ela gosta muito de mim e eu faço tudo o que ela me manda.

     _ Ai meu "taneno", fica com Deus.

     Entrei, fui lavar a cara,  ou melhor, molhar os olhos e a cara, esfreguei duas vezes as mãos com o sabonete de madeiras do Oriente (que cheirava tão bem!) e passei-as por água, antes de as secar na toalha de linho pequenina que a tia me tinha feito com as abas de um lençol já poído no meio. Tinha o meu nome bordado a ponto de pé de flor e uma linda rendinha na ponta. Depois, voltei a dobrá-la e a colocá-la no lugar. Fui enfiar o vestido e coloquei as alpargatas, embora sem vontade, mas a tia não gostava que eu fosse descalça para casa de outras pessoas! Só depois fui para a cozinha. Comi as sopas a custo e tive a tentação das ir despejar para a pia das galinhas, mas sabia que a tia ia ficar zangada e isso é que eu não queria de forma alguma!...

     Nunca mais chegava o sol à Lage da Lancha! Naturalmente tinha-se esquecido de nascer! Até porque já se ouvia o chiar do cambão das noras para regar as hortas!  As vacas do senhor Doutor Esteves já lá iam a caminho do lameiro... 

     "Naturalmente o sol hoje não quer vir! A tia diz que no Inverno  às vezes não vem!... Afinal já lá vem! ", - gritei de mim para mim.

     E lá fui eu, de boneca dependurada da mão, aos saltinhos pelo largo do Enxido! 

     _ Menina Zefinha, já está levantada?

     _ Já sim, minha cachopita! Entra. O que queres comer?

     _ Eu já comi! Muito obrigada. A avó ainda está no quarto?    

    _ Ainda. Olha eu vou encher o cântaro antes dela acordar, está bem?

     _ E eu vou varrer o corredor, quer? A tia diz que eu já varro muito bem! 

     Lembrei-me do aviso da tia e calei-me um poquenino, que não seria por muito tempo não fosse a Zefinha sair apressada buscar água ao chafariz. Pois, por mais recomendação que me dessem eu dificilmente me lembrava de manter a boca fechada!...Ainda hoje, se não tomo tento, lá vou eu soltando a grafonola, mas prezo-me de não falar da vida alheia...

     Bem, vou ficar por aqui, senão ... 

Georgina Ferro

terça-feira, 21 de setembro de 2021

EM TEMPO DE PANDEMIA.... O ALMOÇO DO ALFREDO MOREIRINHAS

 

Ao fim de tanto tempo a imaginação começa a faltar. Este foi o almoço de hoje.





ANIVERSÁRIO Maria Alexandra Ferreira"XANI"

MARIA ALEXANDRA CONCEIÇÃO FERREIRA

                           "XANI"

21-09-1949

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

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