domingo, 28 de setembro de 2014

Pustalinho do Butão - por Ulga e Carlus Viana

Conforme tinha prometido ao meu amigo Alfredo de Moreirinhas, daqui, directamente do Butão, vos envio um pustalinho, já com o novo acordo ortográfico em vigor.
O texto é meu e as fotos são da Olga... digo, Ulga.

A primeira grande surpresa é o clima mediterrâneo com influência atlântica. A temperatura mínima média é de 5,4ºC para o mês de Janeiro. A temperatura máxima mensal é, em média, de 29,3ºC para Agosto.
A população é de 1 588 habitantes, contados os homens e as mulheres e também as crianças já nascidas. Tem uma área de 17,27 km2, mais centímetro, menos centímetro.
A história do Butão é muito rica, podendo-se mesmo dizer que é a maior riqueza de toda a região. A atribuição de foral pelo rei D. Manuel data dos inícios do século XVI. Mas, muito antes de D. Manuel ter outorgado carta de foral, já os seus antecessores haviam percebido a importância sócio-económica da zona, através da confirmação de concelho de Butão: primeiro por D. Pedro I, a 20 de Setembro de 1357; um pouco mais tarde, logo nos alvores da segunda dinastia, reinando D. João I, são confirmados a 24 de Abril de 1428 «ao concelho e homens boons da villa de Butam todos seus privillegios, foros liberdades e boons custumes de que sempre husaram»; e por D. Afonso V, a 8 de Maio de 1452, em que são de novo confirmados «todollos foros graças, privilegios, liberdades e ordens que lhe foram dadas e outurgadas pellos reis que antes nos foram dadas e outurgadas pellos reis que antes foram na forma».
Logo que tenhamos recolhido mais elementos, vos remeteremos outro pustalinho.
Ulga e Carlus Viana

Pelourinho coberto no centro da capital do Butão. Desde sempre que os governantes se preocuparam com o bem estar e comodidade dos seus habitantes, mesmo dos condenados, pelo que a cobertura se destinava a defender os seus utentes do sol e da chuva.

A zona mais nobre da cidade, hoje subaproveitada, mas com uma dimensão e estrutura arquitectónica notáveis e cuja recuperação está prevista para os finais do próximo século.

Butão é reconhecido mundialmente por possuir os meios de transporte mais evoluídos. A modernidade, o elevado conforto, a velocidade que hoje é exigida pelos muitas alternativas da concorrência, são as principais características da imensa frota de transportes.

Casa com terraço e pátio interior, considerada um ex-libris da cidade, Era nestes pátios que se fazia a ancestral matança do porco, prática abandonada nos finais do século passado, por ser considerada cruel e sanguinária.

Sítio onde se atendia a Freguesia, no Butão, antes de ter sido agregada, em 2013, à freguesia de Souselas, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Souselas e Botão, com a sede em Souselas (ou seja, deixaram de ficar a falar para os seus butões).

Brasão do Butão, sendo salientes os três castelos defensores da capital, construídos na idade média. Ao cimo do torreão sineiro, o galo capão, símbolo do excelente arroz de cabidela que ainda hoje se pode comer na região. A ladeá-lo, dois frondosos cachos de uva, símbolo dos vinhos tintos e brancos bem conhecidos por todos os enólogos conceituados.

Nota: não foi possível fotografar nenhum dos habitantes pois alguém, por mera inveja e manifesta maldade, os avisou da chegada da nossa equipa de reportagem, enganando-os, dizendo-lhes que eram marcianos mal intencionados
Esperamos que no próximo pustalinho possamos corrigir esta lacuna.

47 comentários:

  1. O dono desta coisa que se parece com um blog, disse - me ontem com um candeeiro de mesa de cabeceira debaixo do braço, comprado na loja dos 3OO :

    - Ó pá, amanhã vê lá se metes qualquer coisa no blog a seguir ao Chico Torreira, que eu vou fazer um cruzeiro a Janeiro de Cima, que para quem não sabe e se quiser localizar, fica próximo de Janeiro de Baixo. Então, lá meti uma casa bem catita que mereceu os aplausos do Canadá e não só. Vem esta lenga - lenga toda a propósito de que o Rafael pode andar descansado que a rapaziada não anda a dormir. Pelo menos o Viana, que vagueia pela mansão durante a noite, a comer iogurtes Danone, agora que o proibiram de fumar. Vai daí, o Viana puxou dos seus galões e a propósito de Butão, desata a falar de cátedra, brilhando em história de Portugal, documentando tudo com fotografias para que não restassem dúvidas. Comboios, pelourinhos, casas novas e em ruínas, tudo serviu para ficarmos perfeitamente identificados com o Butão. Obrigado Viana, estou muito mais culto ...

    Gaita Viana, que desta vez botaste faladura com muito apropósito ! Vai mandando mais postais, que a rapazida agradece.

    Toma lá um abraço

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    1. Quito, se eu fosse mandar postais de todas as viagens que faço, dava uma crise de ciumeira ao ... (tu sabes bem a quem) que ainda cortava relações comigo. Então é que eu nunca mais comia caril na minha vida!
      Sabes como ele é, tem um mau feitio...
      Olha que deixei de fumar por causa dele e nem isso ele leva em consideração e ainda me fala numa "beata" que lhe deixei à porta de casa! Só gostava de saber o que é que ele fez à beata. Mas isso não é para aqui chamado.
      Prontus...

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  2. O que eu me ri com isto... ihihihihih
    O Carlus e a Ulga... ihihihih

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  3. Coisa de elevado nível de cultura, ASSUNTO como deve ser.
    Bem feito.
    Tonito.

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    1. A isto é que se pode chamar coltura!

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    2. Se isto não é coltura, então o que é coltura?

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    3. Tonito, ainda bem que gostaste das fotos. Depois te explicarei a técnica utilizada.

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    4. Nunca utilizei nem tenciono utilizar HDR. Juro!

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    5. É natural. HDR = Homens Dignos Recusam

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  4. Mas que pustalinho bem ducomentado com futigrafias da Ulga e tudo...
    Já me mijei a rir,ó Carlus...
    Ai tenho que ir a este Butão e se possível cumprar aquela cuisita que penso ser uma moradia de 5 estrela. Está o máximo!!!!

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    1. Olinda, não é uma moradia, é uma muradia.
      Ainda bem que achaste graça.
      Beijito.

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  5. Meus amigos, não posso negar que o idiota fui eu e que a Olga me encorajou, ajudando na busca das fotos. Mas a grande verdade é que a publicação desta brincadeira só foi possível graças à total disponibilidade e conhecimentos técnicos do Paulo Moura. Para além de melhoramentos de pormenores, que muito ajudaram a que o pustalinho fosse bem sucedido, todo o trabalho de montagem foi dele e em tempo recorde. Obrigado, grande Paulo,
    Também não posso deixar de salientar que só a vivência saudável existente nesta espécie de blogue, pode permitir esta "provocação" que estamos a fazer aos nossos queridos amigos Daisy e Alfredo. Claro que sei que tenho de preparar o "lombo" para acolher a resposta...
    Se acharem piada, valeu a pena.
    Beijos e abraços da Ulga e do Carlus.

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    1. Não achei piada nenhuma! Fui bem enganado!... Até já tinha perguntado ao guia se conhecia estes lugares. Disse-me isto não era no Butão. Sou um Tótó... Estou de trombas... Amuei!!!...
      Já a Daisy fartou-se de rir e até achou que estava muito bem escrito e com muita graça!
      Se calhar até está bom, mas eu, para já, ainda não quero dar o braço a torcer!...




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  6. A única coisa que me ocorre dizer-vos é que chorei a rir à custa do PUSTALINHO, enquanto o CARLUS ía escrevendo os comentários ! Foi bom ver o ti Viana a brincar e a divertir.se durante algum tempo . . .
    O Paulo é um excelente amigo, sempre pronto a ajudar os menos conhecedores . Por isso montou e ampliou esta brincadeira cheio de boa vontade como costuma fazer.
    Quero crer que o Biana da Olga se tem de preparar para quando o Alfredo o tiver na mira !
    Abraços

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    1. Não te "baldes". Também bais lebar, bais ber...

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  7. Pronto já subi!
    Agora tenho esta obra blogada para desenborrar qualquer coisa que possa não desmerecer a ousadia bem esgalhada da firma Carlviana/Olga/Carlus/Ulga/Sãu Rusas!!!, cum u Alfredo/Daisy a ter que aguentar os cavais e não ter na mira o Bianinha!
    Claru que nãu pois que o acervu literáriu/futugráficu sobre o nubre Butãu cá do cittius está cum muita piada e bem engendradu e pussivel de cunsultar para setenciar que valeu a pena ter sidu aplicada, embura suspensa, cumo acunteceu no Butãu do pustalinhu du Alfredu!
    Cumo istu num é pur ler nem lhe façu revisãu au que escrevi!
    Vu durmir qué bem melhur!

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    1. Já subiste e já me deste um bom conselho.
      Vou durmir, prontus.

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  8. Alguém ouviu jà falar nesse romance datado de 1912 e levado aos ecrans em 1962, "LA GUERRE DES BOUTONS"? A guerra dos Butoes, relata a sacanice de gangs de miudos de BUTAO, que ao arrancarem, là no recreio, na escola, botoes e suspensorios aos putos inimigos de Souselas, provocavam assim a ira dos pais, que ao detectarem o desleixo no vestuaàrio, ainda arreavam porrada nos filhos!!!

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    1. Para te meteres comigo, só faltava perguntares o que é um Butão de Rosa...

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    2. Agora é que fiquei na dúvida. Butão? Botão? Boutão?
      Entre os três, venha o diabo e escolha.

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    3. O Alfredo é que ficou Brutão contigo.

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    4. Eu é que fiquei bruto comigo próprio. Já lhe devia conhecer o mau feitio...
      O que vale é que a Daisy o vai acalmando, passando-lhe os dedos pelos poucos cabelos que lhe restam e dizendo-lhe, ao ouvido, em diversas línguas, segredos que só eles sabem. (por isso são segredos).
      Então, numa estranha e singular metamorfose, transforma todo o ódio em amor e descarrega-o sobre a Daisy. E é assim que eu, com as ajudas de todos os deuses, vou sobrevivendo aos seus maus tratos.

      Chiça, carais, estava a ver que não me safava desta.

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    5. Eu vou propor para ti um Prémio Nubel!

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  9. Fez-me rir. A começar por um Santo pelourinho, continuando num momumento nacional com garantia até finais do próximo século, passando por um comboio supersónico, uma matança de porco com pátio garantido, uma casa anti-acidentes rodovários de uma Junta de Freguesia falsa porque não existe e um maravilhoso brazão, não podia pedir mais. Desejo-vos continuação de um bom turismo e que se repita muitas vezes. Saiam mais postagens.

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    1. Até o pelourinho foi adaptado pelo Vianinha de um santo e abençoado cruzeiro... só para que o pustalinho pudesse ter condenados.

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    2. Alguém já viu uma cidade tão importante como o Butão sem pelourinho?
      Quando não há pão, come-se broa! Não sejam assim, que o tempo não está para esquisitices.

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  10. Parabéns, Carlos, por esta tua iniciativa. É que além da boa descrição, do Butão, as fotos mostram, que é bonito. Aqui tão perto e eu não conheço, mas lá irei um deste dias...a este, não àquele, onde foram o Alf e Daisy. Beijinhos.

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    1. Sou capaz de organizar uma excursão em caminheta. Ficas já inscrita.

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  11. Sou mesmo um tótó!... Venho para tão longe, gasto uma pipa de massa, tantos dias fora de casa e afinal tinha o Butão tão perto de casa! Foi preciso vir um murcão jubilado, para me mostrar que sou tótó!... E a reportagem está digna de um blog de alta qualidade estilo TRAVEL WITH US!...
    Assim já nem preciso de ir a esse Butão que agora é com um "u" devido ao acordo ortográfico.
    Nunca mais viajo sem os conselhos do Sr. Carlus e D. Ulga.

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    1. Finalmente ganhaste juízo! Ando há anos a dizer-te que não vale a pena correr o mundo inteiro para veres coisas que tens mesmo à mão de semear.
      É como dizes, gastas uma pipa de massa desnecessariamente. Fica prometido que por meia pipa organizo-te as próximas viagens. As fotos podem ficar a cargo da Daisy para dispensar a Ulga que teve quase um esgotamento pelo esforço desta viagem.
      Mas eu ainda estou aqui para as curvas e para as rectas. Fala com a Daisy e, se ela estiver de acordo, fechamos já aqui o acordo sem necessidade de qualquer assinatura. Eu tenho toda a confiança em ti, assim tu tivesses em mim...
      Convém que fales com a Daisy porque está muito na moda pedir opinião à esposa (à legitima) que é para depois se poder fazer o que nos der na real gana. Aprende comigo, que não duro sempre.
      Beijos e abraços, continuação de boa viagem. Cá vos esperamos para ajustar contas.

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  12. Este pustalinho foi um verdadeiro oásis no meio destas notícias pesadas que os média nos relatam!
    O máximo!!!
    O humor do Carlos e da Olga em boa forma.

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    1. Esta é, mesmo sem assinatura, do nosso amigo Carlos Car(v)alho!

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    2. O botão ainda o sei pregar. O fecho éclair, além de poder trilhar o que não deve...se avaria vai tudo pró lixo!!!

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    3. E que bem que tu pregas, frei Oliveira...

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  14. Vocês, sábios sabiam que o gáz butano foi descoberto nos currais de gado nesse tal de BUTÃO?

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    1. Ele disse gáz butano, não disse gáz humano.
      E tem toda a razão, ainda por lá há umas boas reservas. Faz parte da reserva subterrânea que, do sentido norte sul, vai de Cacia ao Aterro de Taveiro.

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  15. Com estas coisas simpáticas, é bom, é agradável vir a este Blog. Estou a gostar. Beijinhos a todos.

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  16. Ahahahah!!! Que espectáculo de reportagem. Também quero viajar para esses lados!!!! Posso marcar?

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    1. Também fica registada a tua inscrição na caminheta, Romicas. São 2 lugares, não é?

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