sábado, 18 de fevereiro de 2017

DELICIOSO EPISÓDIO. QUANDO A ACADÉMICA ERA ESTUDANTIL...

"Comentário do Quito à postagem-INCONVENIENTES DAS HOMOLOGIAS" de António Curado

















Delicioso episódio. Quando a Académica era estudantil. Quando a Académica era, no campo desportivo, o prolongamento de uma cidade universitária ímpar. Essa Académica, guiava-se por valores e por gente dedicada, que não abdicava de manter a Académica na seu trilho desportivo e estudantil. 

Naqueles anos e muitos mais que se seguiram, a Instituição fabricou lendas da camisola negra. Alberto Gomes, Capela, Ramin, Curado, Bentes, Rocha e os lembrados irmãos Campos e Maló, entre outros. 

A glória desses tempos, são também páginas brilhantes da história desta cidade. Coimbra não era apenas a Académica mas também era Académica. 

A nível desportivo, Coimbra era bastião de algo diferente. Uma pedrada no charco do desporto profissional. Fosse em futebol ou no basquetebol.Quem esquece Mário Mexia, Saraiva ou Gui? Sim, apenas os mais novos não o saberão.

Desconstruí-se a Académica na fogueira de tempos revoltosos e necessários. Mas, como é histórico, tempos conturbados transversais aos séculos, foram sempre tempos de excessos, quando a emoção por vezes suplanta a razoabilidade. E a Académica, na sua matriz estudantil, foi na enxurrada. 

Depois mudou de sexo, deixando os seus milhares de seguidores em Coimbra e na diaspora, orfãos da sua identidade desportiva.

- O meu clube é o Académico- diziam alguns de olhos no chão. 

- Qual Académico, diziam os regimentos de outros emblemas. Académico do Porto - perguntavam? 

- Não de Coimbra ... 

- Ah, és da Académica de Coimbra! 

Sim, de Coimbra. Até os outros, que não vestiam a "negra" mas que com ela simpatizavam, recusavam a Briosa disfarçada de masculino.

Almeida Santos, teve condão de, entre outros, lutar para que a Académica regressasse à sua identidade primitiva. Porém, ferida de morte. O culto do cifrão e das negociatas pardas, o pântano do desporto profissional, retirou à Briosa o paladar de uma equipa com uma filosofia própria, que não se esgotava em dar pontapés numa bola.

Em 2O12, fomos ao Jamor. Éramos muitos. Milhares. Fomos de camioneta. Levámos violas e cavaquinhos e comemos frango assado debaixo das árvores acolhedoras. E, relembrando 39, vencemos. 

Vencemos vencidos pela emoção. Alguns choraram. Pelo menos, os mais velhos. Os que tiveram a sorte de ainda ter conhecido a irreverência Coimbrã. E ainda hoje me interrogo, se o pranto daquele momento de exaltante amor a uma cidade que ali estava representada, não era apenas e só a saudade daquilo que foi um pouco de nós. A saudade de uma Briosa genuína e amortalhada na sua essência ...

A Académica de hoje, não é Académica de ontem. Saudemos os que a querem perpetuar no meio da tempestade. A Académica de Coimbra de um passado brilhante e inigualável, merecia uma estátua de bronze num qualquer jardim da cidade. Mas apenas os menos novos, ou aqueles que já partiram mas estão presentes, perceberão este SENTIR.

AQUI -PARA VER O QUE FOI ESTE DIA HISTÓRICO 

COISAS SOBRE COIMBRA LIVRO DE ANTÓNIO CURADO


INCONVENIENTES DAS HOMOLOGIAS

      Desde sempre, que jogar na ACADÉMICA DE COIMBRA, é ter a oportunidade de praticar o futebol, num clube de eleição, e, em simultâneo, ter a possibilidade, garantida, de prosseguir os estudos até licenciatura escolhida.
      E, quantos e quantos jovens, através dos tempos, beneficiaram já     dessa
valorizante e pedagógica regalia, muitos deles ainda hoje vivos e gozando das consequências dessa opção.
      Pese, embora, as mais recentes direcções da ACADÉMICA tenham a louvável iniciativa de constituir as suas equipas com o maior número de estudantes  - jogadores possível, a actual orgânica carregadamente materializada de hoje e seus enredos de permeio, nem sempre lícitos, jamais  permitirão que a BRIOSA, nesse aspecto, seja como antigamente.
      Em tempos passados, antes dos cifrões terem tomado as guias do futebol e a política e o protagonismo pessoal nele se terem imiscuído, era ponto de honra a BRIOSA só aceitar, nas suas equipas, jogadores que, na realidade e comprovadamente, fossem estudantes. Tal decisão era de efeitos irredutíveis!
      Para conseguir a colaboração de moços nessas condições, os dirigentes académicos tinham duas opções. Ou procuravam convidar jovens com tal indispensável atributo ou aproveitavam as informações provindas de simpatizantes da ACADÉMICA, residentes nos vários pontos do país, sobre a existência, aqui e ali, mas que, também fossem estudantes ou com a séria pretensão de prosseguir estudos.
      E foi no aproveitamento duma dessas opções, que se deu o verídico episódio, que testemunhei e que passo a narrar.
      Estávamos ainda no “defeso” da época de 1938/39. O treinador, apenas por abnegação e total amadorismo, era o Dr. Albano Paulo, uma antiga glória do futebol académico (já falecido há muitos anos), que, nesta mesma temporada, levaria a BRIOSA à conquista da 1ª TAÇA DE PORTUGAL, vencendo o Benfica, em LISBOA, por 4-3, após uma memorável exibição, feito que, para além do mais, levaria centenas de estudantes que à capital viajaram (de todas as formas e feitios), a banhar-se de alegria (e não só!), nos lagos com repuxo existentes no Rossio, perante o pasmo e simpatia geral dos alfacinhas.
      Pois, em certo dia desse “defeso” de 38/39, o Dr. Albano Paulo recebeu uma carta dum idóneo e bem conhecido simpatizante da ACADÉMICA, informando que, em certa localidade, perto de Viseu, existia um jovem jogador chamado ANTÓNIO TEIXEIRA, cheio de habilidade e que frequentava o ensino liceal, portanto, com a condição “sine qua non” para poder ingressar na turma dos capas negras.
      Os dirigentes da BRIOSA, logo de pronto, escreveram ao indigitado e habilidoso moço, chamado ANTÓNIO TEIXEIRA, sem dele terem, porém, o endereço mais correcto e completo, convidando-o para se deslocar a Coimbra, a fim de realizar um treino para apreciação definitiva das suas faculdades futebolísticas.
      E o certo que, o jovem ANTÓNIO TEIXEIRA, mesmo com a convocação com endereço incompleto (sinal de que recebera a carta), compareceu na terça-feira marcada, no Campo de Santa Cruz, para se sujeitar ao “juízo” final do treinador Dr. Albano Paulo, perante uma multidão de “teóricos. Que, ao tempo, assistia sempre aos treinos semanais.
      Foi uma maravilha, O moço ANTÓNIO TEIXEIRA deslumbrou toda a gente, e logo mereceu a definitiva aprovação geral, ficando assente, de imediato, o seu ingresso na ACADÉMICA.
      Já sede da BRIOSA, então sita na extinta Rua Larga, na Alta, houve que tratar de todos os pormenores para a transferência de clube, da futura residência do novel recruta e, como não podia deixar de ser, da inscrição do jovem estudante, no respectivo estabelecimento de ensino, o que, antes nem ao de leve havia sido, sequer aflorado.
     E, foi, então, quanto a esta última parte, que o Dr, Albano Paulo perguntou ao habilidoso, mas titubeante rapaz e de poucas falas:
       - E agora sobre os estudos. Você está pronto para seguir no liceu ou já para entrar na Universidade?
      Surpreso com a inesperada pergunta e gaguejando um tanto, o jovem futebolista indagou inocentemente;
      - Qual é mais perto da casa onde vou morar?
      Esta inesperada interrogação do moço caiu como uma bomba. Todos os presentes ficaram atónitos. De boca aberta.
      Mas, afinal, o que se dera para originar tamanha confusão. Apenas o facto de, na região de Viseu, e jogando em clubes diferentes, existirem dois jovens distintos, embora com o mesmo nome de ANTÓNIO TEIXEIRA, ambos extremamente habilidosos para o futebol. Todavia, um era, na realidade, estudante, o outro era aprendiz de sapateiro.
       Os dirigentes da ACADÉMICA, sem o endereço certo e completo do verdadeiro ANRÓNIO TEIXEIRA indicado pelo simpatizante da BRIOSA, enganaram-se, involuntariamente, e tinham por isso convocado o seu homólogo, também residente na região visiense, o qual, prontamente, mas sem dúvida com alguma surpresa, se apresentou no Campo de Santa Cruz, onde, de facto brilhou a grande altura, mas que desfeito o engano regressou à terra, com a honra, pelo menos, de ter envergado a camisola dos capa-negras durante as horas do treino e rodeado de todas as atenções, mesmo depois do “barrete” enfiado pelos dirigentes académicos.   

      Enfim, este gracioso e inusitado acontecimento, foi mais um exemplo dos inconvenientes das homologias!
     



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

REVISTA IMPRENSA - DIÁRIO COIMBRA-VEM AÍ O CARNAVAL-TEMOS RAINHA NO BAIRRO

NOTA EG: DESFILE  DE CARNAVAL JUNTA FSAO- BAIRRO NORTON DE MATOS

  DIA 26 DE FEVEREIRO PELAS 15 HORAS-JUNTO CENTRO NORTON DE MATOS
 PRAÇA INFANTE DOM HENRIQUE

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ANIVERSÁRIO

ANA MARIA PERA ROQUE

15-02-1947

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!









terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

DIA DOS NAMORADOS



...DESEJA ENCONTRO DE GERAÇÕES!

💚💚💚💚💚

HISTÓRIAS DE AMOR EM DIA DOS NAMORADOS
Queridas/os  Amigas/os
Neste dia dos namorados não resisto a enviar-vos um texto com que o marketing do Licor Beirão me surpreendeu hoje.


Espero que ele sirva de inspiração para todas e todos  festejarem hoje este dia que certamente vos trás muitas saudades.
E não se esqueçam. Brindem com um licor Beirão.
Beijinhos e abraços deste vosso amigo


José Redondo

NA BAIXA DE COIMBRA ESTA TARDE...POUCA ANIMAÇÃO!
AINDA RECOLHI ESTE VÍDEO...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

BIBLIOTECA "ENCONTRO DE GERAÇÕES" LIVRO RITMO DA RUA - PARTE I- REPOSIÇÃO


UM OLHAR SOBRE O BAIRRO NORTON DE MATOS  POR UM ESTUDANTE BRASILEIRO


Recebi no dia 23 de Dezembro-2011 em minha casa uma familiar de Daniel Serrano,  que me veio fazer a entrega de 3 livros com dedicatória, uma para mim próprio, outra para o Centro Norton de Matos e uma terceira para o Rui Barreiros.
Daniel Serrano jovem Brasileiro que reside em Campinas, donde é natural(?), e com raízes familiares em Penela e Coimbra esteve em Portugal alguns meses, frequentando um curso na Universidade de Coimbra, talvez o Rui Barreiros saiba explicar melhor qual o curso, pois também privou com ele, e desenvolveu um trabalho, no âmbito desse curso, sobre o Bairro Norton de Matos.
Inicialmente dirigiu-se ao Centro Norton de Matos afim de se poder documentar sobre o Bairro.
No CNM indicaram-lhe o meu nome pois como fui dirigente do Centro durante 12 anos e sabiam que tinha diverso material- especialmente livros- e também por ter estado ligado à realização do "Encontro de Gerações".
Esteve em minha casa várias horas, tirando apontamentos e levando todo o material de que dispunha.
Para um melhor conhecimento de muitos factos e histórias  passados no Bairro, sugeri-lhe e apresentei-o ao Tó Ferrão.
Convidei-o para estar em Penela na "Prova do Cabrito de Sicó", que se realizou em Junho e que aceitou.
Entretanto o Daniel regressou ao Brasil nos finais de Junho!
Este trabalho com 107 páginas está muito interessante e proponho-me dar conhecimento de alguns capítulos que mais directamente estão ligados ao Bairro e às pessoas que mais de perto  conviveram com ele.
O trabalho que apresento não será de grande qualidade, mas  é o possível, dentro das minhas possibilidades(informáticas)!
Vai ser dividido por 2 ou 3 partes, dado o que pretendo apresentar ser um pouco longo.
Estou disponível para ir emprestando o livro e assim, quem o solicitar pode ler e apreciar a totalidade  do livro.
Penso que o Rui Barreiros também poderá ir emprestando o dele. 

Em Penela no Dom Sesnando...claro o 1º da direita!






Página 20

Continua nos próximos capítulos...


domingo, 12 de fevereiro de 2017

ANIVERSÁRIO

CARLOS COSTA FREIRE

12-02-1949

Nesta data especial...

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!

RECORDANDO








sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - POESIA-EDUARDO MARTINS





























"NOITES COM POEMAS"  por temas:

Arquitectura e Poema
(Fevereiro 2011)

Conforto


"Aguaceiros frequentes em todo o território do continente,

vento do quadrante sul, soprando por vezes com rajadas fortes,
acentuado arrefecimento nocturno..."

"A meteorologia diz que é da superfície frontal...

E que as temperaturas estão dentro dos valores normais para a época...
Mas olha que desde que o Sol se p^pos está cá um frio...!

Na minha casa não se sente nada.


Bem, é muito confortável! - É verdade que no inverno, o aquecimento

eléctrico está sempre ligado - detesto o fumo das lareiras entranhado na
roupa!

E no verão não passo sem ligar o ar condicionado!


(Claro que a factura da EDP, upa! upa!


E a dos SMAS também! Gasta-se muita água!!

É para regar o jardim TODOS os dias!
(faça chuva ou faça sol!! Temos rega auromática, mas não conseguimos
pará-la quando chove!!)
E encher a piscina!...bem...,é só um tanquezito, mas no Verão...os
miúdos adoram!!


(até eu dou por mim a molhar p pezinho...)


Mas voltando ao conforto. Adoro ver televisão( papo todas as novelas da

TVI, mas também tenho visto bons filmes da TV Cine! - gravo-os na BOX,
ou lá como é que aquilo se chama, e vejo-os quando calha ) ,deito-me no
sofá com uma manta a tapar-me até ao pescoço!!

Só tiro a mão de fora para fazer Zapping!!!


Para já não falar da cama. com aquele edredão de penas da "Snooker"

que já tem sei lá quantos anos!!

Uma maravilha!!!

..........................................................................................................................
QUEM FOI O FILHO DA MÃE QUE TEVE A IDEIA DE VIR ACAMPAR
COM ESTE TEMPO???

SÁTIRAS E EROTISMO DE VERSOS DESPIDOS

( MAIO 2011)

Soneto Experimental


Neste mundo em que me meto

De desnudada temática,
Não tendo nenhuma prática,
Atiro-me logo a um soneto!

Escrita de Versos Despidos

Em Sátiras e Erotísmos?
Onde estão os moralismos
Em que fomos instruídos?

Versos Despidos, com o frio,

E a neblina matinal!
E o vento que vem do rio!

Eu não lhes desejo mal!

Não os quero fracos, sem pio,
Vistam-se! Ponto final!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

NOTÍCIA TRISTE

Faleceu Dona MARIA DE LURDES FERRÃO

O corpo irá para a igreja de São José ( Capela Nova) pelas 18 horas de hoje.
Cerimónias religiosas amanhâ sexta feira pelas 14,30, seguindo pelas 15H00 para o cemitério da Conchada

"Encontro de Gerações" envia sentidas condolências a seus filhos Dr. José Ferrão, António Ferrão, João Ferrão e demais família.

ANIVERSÁRIO

VASCO ANTÓNIO ÁGOAS

09-02-1945

Nesta data especial....

"Encontro de Gerações" deseja

MUITAS FELICIDADES!

PARABÉNS!











quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A ARANHA AMIGA ...

Num anoitecer acolhedor no País Basco, os veraneantes parecem recolher-se sob as patas protetoras da famosa aranha de Bilbao ...
Quito Pereira

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA

  Mãos tristes sulcadas de rugas que choram em silêncio a dor de envelhecer.

   Foto de Luis Garção Nunes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SABIA QUE O AERÓDROMO DE COIMBRA ESTEVE PARA SER ONDE ERA O CAVALO SELVAGEM!...

...então leia a história contada no Livro "O CALHABÉ DO MEU TEMPO" por FERNANDO ROVIRA

 A ABORTADA CONSTRUÇÃO DO AERÓDROMO DE COIMBRA NO PLANALTO DA QUINTA DA CHEIRA
  
  A I Grande Guerra mostrara as enormes potencialidades da aviação, não só da militar, mas também da chamada aviação civil, ao nível das ligações a grande distância, deixando adivinhar que o avião seria o transporte no futuro revolucionaria por completo a vida do homem.
      A ideia da construção dum aeródromo já vinha de trás, mas um acréscimo de entusiasmo foi trazido pelo episódio da aterragem que fez em Coimbra, pela 1ª vez, o biplano Vila Nova, pertencente à esquadrilha República da nossa aviação militar, pilotado por Sarmento de Beires e mecânico João Costa, num voo de preparação da famosa viagem Lisboa-Macau que os mesmos aviadores realizaram em 1942. Na falta de aeródromo, a intenção dos aviadores era aterrar na Quinta da Várzea, a montante da ponte, mas devido às irregularidades do terreno, que se apresentava na altura cultivado de milho, tiveram os aviadores que optar pelo leito do rio, o que custou algumas pequenas avarias no biplano que o obrigaram a permanecer ali vários dias a fim de ser reparado.
      O acontecimento, por insólito na cidade, atraiu milhares de pessoas à Ínsua dos Bentos e ao areal do rio, tendo os conhecidos fotógrafos Tinoco e Rasteiro feito algumas fotografias que estiveram vários dias expostas nas vitrinas da Tabacaria Crespo. Estávamos em vésperas dos grandes voos transcontinentais, alguns deles levados a cabo por portugueses, como o de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que fizeram a travessia aérea do Atlântico pela primeira vez, e os de Sarmento de Beires que, além da ligação Lisboa-Macau, fez a travessia do Atlântico Sul, e de Humberto Cruz, oficial-aviador natural de Coimbra, que em 1930 efectuou com Carlos Bleck a viagem Lisboa-Guiné-Angola-Lisboa e veio a participar, já na década de 30, noutra importante viagem a Timor-Macau-India Portuguesa e regresso.
     Algumas cidades de muito menor importância que Coimbra, já então tinham ou estavam em vias de ter, os seus aeródromos, e Coimbra, como quase sempre foi acontecendo ao longo dos tempos, estava a deixar-se ficar para trás. Felizmente, há “sempre alguém que resiste”, e vem para a frente dar a cara à luta. E nisto, temos de reconhecer que a imprensa, os jornais de Coimbra, estiveram na primeira linha do combate. Foi esse o momento em que se começou a pensar mais sèriamente  no assunto, gerando-se um movimento que em pouco tempo aglutinou muita gente entusiasmada na procura de um terreno para o aeródromo, tendo à cabeça a Sociedade de Defesa e Propaganda de Coimbra. Convinha que não fosse muito distante da cidade e, claro está, que fosse plano, de modo a se evitarem grandes e dispendiosas movimentações de terras, mas, ao mesmo tempo, suficientemente amplo (600 por 600 metros), com fraca arborização ao redor e não ser demasiado ventoso.
      Um terreno situado no Picoto dos Barbados “ na borda da estrada do Dianteiro” foi rejeitado por um oficial aviador que ali foi proceder a um exame no local. Este obedecia a todos os requisitos, apenas com um senão: não tinha as dimensões julgadas necessárias; um segundo, situado na margem esquerda, junto à Quinta da Torre, cujo proprietário, o lente de Medicina e grande escritor Silva Gaio, o ofereceria, caso viesse a ser aprovado, pelas mesmas razões, ou semelhantes às do Picoto, também esta segunda alternativa viria a ser abandonada. Restava, pois,  última, o enorme planalto constituído pela Quinta da Cheira, o olival onde se veio a construir o Bairro Marechal Carmona, hoje Norton de Matos, e o Cascalhal ou CAVALO SELVAGEM, muito nosso conhecido de por ali termos passado parte da nossa juventude.
      Em 1930, um oficial aviador tentou aterrar no Cascalhal sem o conseguir, porque duas ou três oliveiras o impediram. No ano seguinte, outro avião militar sobrevoou o local para estudar as condições oferecidas pelo espaço. As opiniões convergiram: entradas magníficas, abrigadas dos ventos.
      Em 1933, o capitão Esteves que fez a primeira viagem aérea a Luanda, em 6 de Setembro de 1928, esteve no local a estudar o terreno que, antes dele, já fora escolhido  pelo aviador Carlos da Cunha e Almeida.
      O facto de os proprietários dos terrenos, os advogados Fernando Lopes, António Bourbon e alguns outros pedirem 15$oo por metro quadrado, preço exorbitante para a época, juntamente com a incúria da Câmara que foi fechando os olhos às construções sem licenciamento na Quinta da Cheira, porventura consequência de uma mudança de atitude em relação ao local por ela aprovado para localização do aeródromo, conduziram ao abortamento desta terceira opção, tanto mais que em Janeiro e Fevereiro de 1935 apareceu exposto numa das montras dos Armazéns do Chiado um projecto de urbanização do Calhabé, assinalando a construção dum núcleo populacional, que se chamaria Bairro dos Aviadores nos terrenos antes escolhidos para aeródromo. Enfim, impediu-se que ali aterrassem aviões e quis dar-se a quem ao longo dos anos pugnou pela ideia um desenxabido rebuçado. Aviadores sem aviões?
Só por humor! E do mais negro…

      A problemática da escolha de terreno vai manter-se em banho.maria por alguns anos ainda, mas o aeródromo não foi esquecido. Um jornalista, de seu nome Humberto Cruz, o mesmo nome do glorioso aviador conimbricense, que também foi aviador e como o seu homónimo um entusiasta da aviação, moveu, a partir de 1933, uma luta se tréguas no seu modesto jornal bairrista A Voz do Callhabé em favor da causa, até que a Junta Distrital de Coimbra, presidida por Bissaya Barreto, deitou mãos à obra, tendo-se então optado por CERNACHE. Foram compradas algumas dezenas de propriedades, antes de, em 10 de Março de 1940, o major Humberto Pais, aos comandos do TIGER nº 146 da Força Aérea ali ter aterrado, numa pista de 900 metros. A inauguração do aeródromo teve assim lugar em 15 de Julho do Mesmo ano.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

PASSATEMPO...

com duas perguntas!! passatempo de dificuldade 2   -    escala de 10
1- que torre é esta que se vê na foto.
2- donde foi tirada a foto.

1ª DICA
2ª dica
3ª DICA
     Finalmente a Foto foi tirada junto Hotel Bragança
EG

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ALDEIA DE URRA - CASA DA URRA....

com o nosso amigo e ex habitante do nosso Bairro Cândido Ferreira

Casa da UrraUm recanto cheio de encantos


          Recuperada das ruínas em 2013, a Casa da Urra tem vista sobre a encantadora cidade de Portalegre. Implantada em sítio aprazível, entre vinhedos, pastagens para ovelhas e montado, ergue-se pois em pleno Alto Alentejo, a dois passos de Espanha, num local onde a planície se enruga para ceder lugar à deslumbrante Serra de São Mamede.

          O projecto Casa da Urra, nascido em torno da viticultura, foi estendido ao agroturismo e ao enoturismo, áreas em que oferece uma apreciável gama de actividades aos seus visitantes: piscina, ginásio, campo de ténis, parque infantil, biblioteca, sala de reuniões, sala de eventos, provas de vinhos, parque de merendas, visitas à adega, à vinha, à capoeira e à horta, bem como a prática da caça e a possibilidade de praticar hipismo e realizar circuitos pedestres e de ciclismo, são apenas algumas das opções lúdicas disponíveis, numa região de excelência turística mas que também se destaca pela sua esmerada oferta gastronómica.  

          Com os mais ínfimos espaços a merecerem uma decoração requintada, a Casa da Urra dispõe naturalmente de alojamentos diversificados que se distinguem por serem muito espaçosos, ideais para aqueles que desejam fugir do bulício da cidade e desfrutar da paz e do isolamento da natureza, ou simplesmente apreciar a beleza da vida selvagem, em ambiente cómodo, seguro e familiar.   

          A Casa da Urra, onde a tradição e a modernidade se fundem em suave harmonia, deslumbra também como mostra museológica, capaz de proporcionar um encontro inesquecível com a arte e com a natureza. Entre as várias atracções que expõe, na sua sala de eventos, o conhecedor mais exigente é surpreendido por uma copiosa colecção de 800 peças de artesanato de múltiplos materiais, de todas as épocas e civilizações, desde a Idade da Pedra até aos nossos dias, oriundas das mais representativas fábricas, e dos principais artesãos, espalhados por todas as regiões que hoje constituem Portugal e suas Ilhas Adjacentes. Trata-se de um espaço único no nosso país, que destaca bem, pela sua variedade e distinção, o génio e a criatividade dos homens e mulheres que neste território deixaram marcas sem paralelo, mesmo à escala planetária. Expressões impressionantes do engenho e da arte das nossas gentes, representando milénios de experiência e de saberes acumulados, estas peças traduzem uma herança que devemos perpetuar e que a Casa da Urra se orgulha de ter estendido aos “vinhos de boutique” com assinatura familiar, que meticulosamente elabora sob a alçada de profissionais exigentes e de reconhecida competência técnica, indo ao encontro dos gostos e da preferência de milhares de bons apreciadores dos néctares alentejanos, que todos os anos aguardam com expectativa pelo lançamento das novas colheitas. 

Colocado o “paraíso” como limite na parte do agroturismo, a grande ambição da Casa da Urra é facultar também saborosas recordações a quem a percorre, ao mesmo tempo que procura subir todos os patamares, entre os melhores vinhos do mundo.







Encontro de Gerações com abraço para o Cândido