domingo, 5 de outubro de 2014

5º POSTALINHO DO BUTÃO

Outro Festival, este na capital Thimphu.
As cores são extraordinárias e as danças, aqui, são executadas pelos monges do Dzong local.
Beijinhos e abraços da Daisy e do Alfredo
foto Daisy- via Fala

29 comentários:

  1. Beijinhos e aprendam a dançar como eles para fazermos uma grande festa no Fim Do Ano.....

    ResponderEliminar
  2. Que significarão estas danças com máscaras ?
    Continuação de boa viagem ...

    ResponderEliminar
  3. Se por um lado adoro as côres do folcloro destas gentes, por outro tenho ficado triste com as caras que vou vendo. Nem as crianças se riem. Na maioria das vezes estas danças com máscaras são dedicadas aos deuses ou aos espíritos e aos nascimentos mas noutro grande número são dedicadas às colheitas, ou às sementeiras. Até pode ser a outro assunto. Vamos a ver o que o Alfredo Moreirinhas diz. A foto é excelente.

    ResponderEliminar
  4. A assistência esta com pinta.
    Tonito.

    ResponderEliminar
  5. O extraordinário colorido irradia uma sensação de alegria, de festa, de felicidade, mas...
    Há qualquer coisa que não bate certo e o Chico Torreira ajudou-me a definir o que já senti num postalinho anterior e não consegui, na altura, decifrar.
    É que essa sensação é contrariada com as fisionomias tristes; expressões faciais carregadas de dureza, amargura, tristeza?...
    Não sei, qualquer coisa desse tipo.
    Venham postalinhos que depois vocês explicam o resto.
    Beijos e abraços.

    (Continuo a portar-me bem, não continuo?)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quando é que vocês dizem que estou perdoado para eu poder voltar a portar-me mal?

      Eliminar
    2. Não deve contar porque tu gostas é que eu me porte mal....
      Olha, já lhe mandei mais uma "bicada"(11:26 da tarde).
      ´Já c'o gajo num perdoa, perdido por um, perdido por dois.

      Eliminar
    3. Tu dá-lhe, Viana. Eu cubro-te a rectaguarda (esta frase é tão potencialmente malandreca... ihihih).

      Eliminar
  6. Também sinto triteza nessa gente! Beijinhos e continuação de boas férias.

    ResponderEliminar
  7. Como não devem andar tristes! Moram no CU DE JUDAS!!!
    Mas divertem-se e divertem os turista com as suas danças e com fatiotas tipicas destas paragens e bem coloridas, captadas ou não em HDR(ou não?), pela Daisy
    Cachas Paulo Moura? Vês alguma saturação? Eu já sei alguma teoria sobre esse famoso HDR dada pelo Tonito na esplanada do Samambaia...mas não tenho máquina para aplicar tal teoria.
    Continuação de boa viagem pelo BUTÃO! Se estiver frio metam o butão na casa da camisa!

    ResponderEliminar
  8. As pessoas não estão tristes, nem tão pouco são tristes e muito menos amarguradas como sugerem o Chico Torreira e o Carlos Viana. As pessoas, nestas fotos estão simplesmente sérias! Istos são danças religiosas, e não são para rir! Ninguém ri quando passa o andor da Rainha Santa e nós não deduzimos que as pessoas estão tristes e amarguradas!...
    As máscaras significam as diversas reencarnações de Buda.
    Há outras danças, de histórias do quotidiano e, nos intervalos, uma espécie de palhaços que interferem com as pessoas e as fazem rir.
    Quanto ao povo em geral, até o achamos bastante feliz e este é considerado o País da Felicidade.
    Abraços Alfredo ( Enviado pelo iPad da Daisy )

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O meu comentário acima foi em relação ao que vi nas fotos, pois ainda há bem pouco tempo passou aqui na televisão da Rádio Canada um documentário alargado sobre este país num dos seus programas. Muito provávelmente "Zone Libre" ou a saudosa "Une heure sur Terre", derivada aos cortes. De facto o que se vê nas fotos não condiz com o comentário e por isso agradeço a informação. Era programas destes que a nossa televisão de estado devia dar.
      Alfredo Moreirinhas só não alinho na comparação com a procissão da Raínha Santa, pois os adultos nela incorporados íam com caras felizes mesmo que no fim estivessem fatigados. Os que este ano choravam, foi de comoção no momento da entrada da imagem na Igraja de Sta. Cruz. Crianças fatigadas ou contra o peso e mal geito das asas, tinham motivos para não estarem contentes. Não digo isto por ser a minha relegião que tão mal tem sido tratada por um grande número de padres e a própria hierarquia da igreja, como reconheceu este ano o Papa de meu nome ao pedir perdão públicamente ainda há bem pouco tempo. Só que três dias depois, um julgamento no Quebec condenava a própria herarquia da igreja. A hierarquia continua muito bem informada, mesmo antecipando-se a actos oficiais de países democráticos. Este à-parte não tem nada a ver com as outras relegiões ou os ateus. Por isso, tudo bem. Obrigado pelo teu cuidado.

      Eliminar
    2. Alfredo, no teu 6º Postalinho a alegria dos jovens é esfuziante!
      Ou será que estarão a ouvir alguma missa ou outro ritual religioso? eheheheheh

      Eliminar
    3. Carlos Viana

      Notei o mesmo. Então a miúda da esquerda apresenta-se como tendo uma tristeza profunda. Só que é absolutamente ao contrário do que vi no documentário da Radio Canada e do que li até hoje, assim como também o que disse o Alfredo Moreirinhas. Interessante.

      Eliminar
  9. O Viana já está com saturação do HDR e, se o meu voto contasse, ele já estaria perdoado. Mas não conta...
    Agora a sério... o Butão foi o país onde nasceu o conceito alternativo ao PIB (Produto Interno Bruto): a FIB - Felicidade Interna Bruta. O termo foi criado pelo rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, em 1972, em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente. Esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas. Assim como diversos outros valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos do que definido especificamente.

    Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objectivo primordial o crescimento económico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente.
    Eu, que desde que estudei economia sou adepto da corrente da economia do bem estar (que na prática tem como objectivo a felicidade das pessoas e não o lucro das empresas), só posso aplaudir esta ideia.
    Há vários países que já estão a aplicar este conceito. Portugal bem devia... mas está a ir pelo caminho oposto...
    Para quem pensa que estou a brincar, leia aqui.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Paulo Moura
      Fui ler o "aqui" que vem ao encontro do que apareceu no programa/documentário da Rádio Canada de que falo acima, se bem que mais curto e invisual, como é natural. O que vi no Botão é muito lindo e bom como fundo, só que não é numa democracia como a nossa que se vive na Europa e aqui. Isto além de dificuldades que lhes começam a levantar países limitrofes e que pôem altamente em risco a forma de vida deles.
      Nunca liguei a divisões políticas sistemáticas como fazem hoje em qualquer regimem que só levam à estagnação, pois o que me interessou sempre foi o bem estar das pessoas. Por isso aceito boas decisões qualquer que seja o ponto de vista político.Em democracia aberta, se começarem a aplicar o que se passa no Botão, para mais ligado a uma religião que até nem é má, chamam-lhe logo demagogia.
      Quanto aos erros existente nos sistema capitalista e que são monstros em alguns lados, o problema é não lhes porem parametros com as respectivas sanções que funcionem na sua aplicação. Se os parametros e as sanções forem bem feitos por pessoal competente, até aos maus se fazem passar por boas pessoas e isso dá "muita qualidade de vida e bem estar" a todo um país, pelo que tenho visto.
      Enfim, pontos de vista.

      Eliminar
    2. Grande Paulo, confesso-te que quando vi o FIB, pensei que estavas a gozar que nem o PM.
      Depois de perceber que a coisa era séria, resolvi aprofundar mesmo o assunto.
      O desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos? Como se pode avaliar o primeiro para se poder saber da simultaneidade, ou falta dela, com o segundo? Até que ponto a espiritualidade, em sociedades culturalmente tão dispares, pode ser avaliada? Uma avaliação tem de ter sempre um avaliador. Quem avalia? E dando o passo seguinte, que me parece atingir o âmago da questão, como e quem define o desenvolvimento material?
      O complemento e reforço mutuo, que seria o grande prémio se respondidas as anteriores questões, ficam prejudicados e morrem à nascença. O que é pena, juro-te!
      Dos exemplos que dás da tua própria experiência profissional, não coloco a mínima das dúvidas. Bem pelo contrário até me apetecia desenvolver, indo sempre dar razão a quem pensa que um colaborador feliz é um trabalhador que vale muito mais.
      As mais-valias são maiores, com naturalidade. Basta conhecer-se um pouco da naturesa humana.
      Vou descansar. Ordens da enfermeira-chefe que não me deixa pôr pé em ramo verde. Nem tenho tempo de rever o que escrevi.
      Abre aço.

      Eliminar
    3. Concordo com tudo o que dizes. Aliás, até na própria sigla me parece infeliz chamar à Felicidade... Bruta.

      Eliminar
    4. Mas olha que a medição do PIB também não é assim tão linear... e teoricamente deveria ser, pois estamos a falar de valores materiais...
      E a Produtividade? Quando me falam em produtividade arrepio-me todo. "Portugal tem uma produtividade muito baixa". Se perguntares a essas alimárias que te dizem isso, como calculam a produtividade, vais vê-los a gaguejar...

      Eliminar
  10. As coisas que tu sabes!
    E vou aprendendo.
    Só há aqui uma "coisita" que eu não comprendo: as empresas não podem ter lucros?
    Santa ignorância a minha!

    ResponderEliminar
  11. Rafael, para as empresas serem viáveis, têm que ter lucro. Quem investe em empresas, deve ter a remuneração do investimento feito. Trata-se do bem estar também dessas pessoas que investem. Só que não é o fim último da actividade das empresas.
    Em Portugal e no resto da Europa (os EUA até conseguem ser menos do que nós, o que parecia impossível há uns dez anitos), a ambição das pessoas, o querer ter dinheiro como sendo o objectivo das suas vidas, deturpa tudo (no meu entender) o que deve ser o sentido da vida.
    Sabes o que eu penso sobre a especulação financeira. Abomino!
    Esta «crise» foi provocada pela especulação financeira e, da forma como foi "gerida", tornou mais ricos aqueles que se apropriaram do dinheiro dos Estados (das pessoas) em dois momentos: quando esvaziaram instituições - obrigando a que os Estados injectassem dinheiro para as "salvar" e, depois, aparecendo como compradores dessas instituições, "lavadinhas" dos passivos que tinham. Abençoada Islândia que fez um manguito aos especuladores financeiros!
    Já fui mais claro?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Neste campo gosto muito de ler os comentários do Paulo Moura. Fala pelo que sabe, pela experência e pela sua visão sobre os assuntos.
      Pelo que me pude aperceber pelo que vivi aqui, é que mesmo que Portugal possa ter certos parametros, falhou totalmente nas sanções. Assim deu origem a que certos capitalistas fizessem o mesmo que no passado tanto criticaram aos contrabandistas. "Importavam" clandestinamente grandes quantidades de produtos caros que eram apreendidas nas alfândegas, para depois irem aos leiloes tirá-las por batuta e meia, num autêntico jogo mafioso com uns tantos aparentes compradores.
      A Islândia fez muito bem e aqui vão ao ponto de para qualquer negócio público, os intervenientes só possam ser aceites depois de uma esquadra económica da polícia dizer que "têm pata limpa", como aqui dizem.
      No caso americano, os parâmetros não são muitos mas dentro das leis sociais e económicas existentes, as sanções agora ainda endureceram mais pois certos administradores ganhavam milhões e deslocavam-se de jacto pessoal, enquanto punham pessoal na rua e o país de rastos. No campo de mais negócios no estado e menos o estado nos negócios como eles defendem, é preciso uma visão económica muito grande para conduzir os caminhos a seguir. Como se torna na prática uma grande confusão pois há muitos limites cinzentos, o governo também falhou. Parecia o tão célebre "laisser faire, laisser passer".

      Eliminar
  12. Lindo festival de cores, de dança de interiorização da sua espiritualidade!
    Os nossos amigos passeantes mandam os postalinhos, todos felizes pela partilha e ainda têm de dar explicações...
    O Paulo, que sabe da poda, vem confirmar os esclarecimentos,
    Gosto deste espírito, pouco dependente do Ter.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ter... o necessário e suficiente.
      Ser... tudo o resto.

      Eliminar
  13. Para não ficares com a ideia de que a economia do bem estar é só teoria, posso-te dizer que, nos momentos em que fui administrador de algumas empresas, sempre procurei estabelecer parcerias com fornecedores, clientes e trabalhadores (com bancos, desisti pois nunca consegui lidar com malta que pensa que é dona do mundo e que fala connosco do cimo de um pedestal). Um exemplo prático: se um fornecedor me faz um preço X, eu até conseguiria negociar um desconto mas reduziria a rentabilidade dessa empresa podendo ficar em risco e, a prazo, esse fornecedor poder fechar, prefiro assumir esse preço X, sacrificando no imediato as margens da minha empresa mas assegurando uma continuidade nos fornecimentos, a longo prazo. O mesmo com trabalhadores. Sempre gostei de remunerar o bom desempenho. Lá está, sacrificando os lucros imediatos da empresa.
    Para que conste, das empresas que já geri, nenhuma (ainda!) fechou enquanto eu estive à frente delas (ou nos anos imediatamente seguintes, como consequência da minha gestão).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Isso, seja em que ramo fôr, chama-se "visão" mas não é para todos.
      Bancos... ajudarem... Hoje é o inverso, muito especialmente nas grandes companhias. Os bancos pensam na forma de aniquilar as que já estão em dificuldades mas que podem vir a sobreviver, para depois as comprarem e as venderem de seguida. É o lucro rápido.
      As grandes companhias económicas de compra, compram as grandes companhias em dificuldade e transformam as secções rentáveis em várias companhias que depois vendem. Ganham muito dinheiro e gritam que salvaram muitos postos de trabalho porque evitaram o fecho dos sectores rentáveis.
      É assim.

      Eliminar
    2. Chico, até consegues por-me aqui a falar... com os meus Butões...

      Eliminar