sábado, 11 de outubro de 2014

Quando a concorrência é feroz

Os infantários fazem tudo para atrair os papás das crianças.


15 comentários:

  1. O quadro de cima é uma excelente obra, no que se pode chamar trabalhos manuais. É um quadro côncavo em que a tela a trás é ainda mais côncava, destacando-se bem do quadro. O menino está entre o quadro e a tela que representa o céu e nas mãos passam umas cordas verdadeiras que guiam os passaros, como se fôssem papagaios. As aves também estão entre o quadro e a tela. Muito original.

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  2. Vou sair para um casamento e só volro muito de noite..
    Depois comento.

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    1. Olha Chico já cá cheguei...mas cansado.A Noiva chegou 1H15 atrazada à igreja!!
      Acontece sempre nos casamentos.
      A concorrência por cá também é feroz.Infantários há vários e daí..
      Mas a concorrência é boa para quem tem que pagar.
      A propaganda quando bem feita é atractiva!


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  3. Pois, Chico, concorrência feroz. Por vezes deprimente, com se as pessoas fossem mercadoria. No caso da terceira idade, tenho conhecimento que é ainda é mais indecoroso. Andam por aí muitos abutres. Mas tudo é necessário na sociedade, Desde que haja regras. E isso é transversal a todos os patamares da vida . Seja com novos ou no declinar da vida. Depois ainda há a caridade de quem se promova na sociedade, à custa da desgraça dos outros, porque é chic e dá estatuto. Mas isso é uma conversa que nos levava longe ...
    Abraço

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  4. Quito
    Para estes empresários aqui, é mais uma forma de estarem na vida do que a necessidade de fazerem concorrência. Não há vagas. A educação é socialisada e embora haja colégios privados para a escola e secundário, os mesmos são subvencionados. Se não fôsse assim, o governo tinha que pagar os custo de um aluno por inteiro. A qualidade de ensino a nível de professores é a mesma, só que no privado há muito mais ordem. Neste caso a concorrência para mim até nem era necessária pois as pessoas pagam $7.50/criança/dia (€5.31) mas se fôr uma privada, anda a $30.00/criança/dia (€21.21), o resto é subvencionado. Das privadas há pouquíssimas e a grande maioria, são as que estão à espera de serem homologadas pelo governo. Neste momento, nos infantários socializados, tudo leva a crer que sejam aumentados brevemente para os que têm salários mais elevados, o que é um novo método. Para eles o que tem contado é a criança e não os pais.
    No que falas do apoio aos velhos, vai ser um problema ainda maior do que hoje por dois motivos fundamentais: capacidade económica dos governos e abusos familiares.
    Hoje a medicina avançou de forma extraordinária e para fazer face a esses avanços, utilizam-se medicamentos, aparelhos e todo um material de apoio caríssimo que os governos têm obrigação de pôr à nossa disposição. Eu não me esqueço que só uma injecção que tomava, custava €1.242.73. Hoje que levo outra mais avançada, nem sei o preço. Isto só como exemplo. As pessoas vivem mais e por isso requerem mais assistência. Por outro lado, também há acidentes de toda a ordem. Avanços dos mais variados tipos como a fertilização in vitreo e mães "reais mas emprestadas" que eram para mulheres incapazes de procriar. Só que a lei deve ser igual para todos e apareceram os gays, lesbianas e mulheres jovens que não se querem casar, a usufruírem desses direitos. Caso contrário defendem-se com os direitos humanos. Se juntarmos a isto o preço da educação nos dias de hoje e da polícia científica em franco desenvolvimento, o preço a que fica a manutenção de estradas e no caso daqui a limpeza da neve no inverno, o dinheiro não chega e os velhos são mantidos em autênticas prisões no fim da sua vida quando já pagaram os seus impostos. Autênticos parques de elefantes.
    O abuso familiar, especialmente dos filhos que se fazem passar por boas pessoas aos olhos do outros e que os velhos com medo de se sentirem abandonados não denúnciam, é uma fatalidade muito grande a todos os níveis. Aqui dois polícias com autorização superior começaram a fazer espectáculos por todos os lares, alertando para os diferentes tipos de espéculação, já há alguns anos. Ainda hoje no fim de cada sessão teatral, se apresenta um ou dois velhos a declararem o que se passa com eles. A situação é tal, que esses dois polícias absolutamente desfeitos, deixaram de actuar. Como o problema é tão profundo e grande, para continuarem tiveram que ir buscar artistas profissionais.
    Por outro lado, com a desculpa da droga, matarem os pais, não é nada de novo.
    Eu não posso falar porque tenho muita sorte mas um dia mais tarde, que já cá não estou, como irá ser com a minha filha... É arrepiante.

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  5. Boa informação e reflexão que fazes, Chico. Por cá, isto está caótico. Caótico na saúde.Caótico na educação. Caótico na justiça. Neste momento, há centenas de professores por colocar, alunos sem professores e muitos deles, os colocados, a serem deslocados do Minho para o Algarve, e vice-versa.Muita contestação social e um país que perdeu a sua soberania. Hoje, as eleições apenas servem para se saber quem é que vai a despacho a Bruxelas e fazer vénias aos donos da Europa - os alemães, que ditam as regras do jogo.

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    1. Quito
      Vou sabendo o que acabas de dizer e podes crer que me preocupa imenso. Tenho aí família dos dois lados e vou mantendo contactos com amigos. Neste momento Portugal está melhor mas as pessoas estão piores porque foram pelos cortes e não pela criação de emprego que até dava impostos ao governo e daria uma maior exportação. Aí andam com medo do capital estrangeiro, quando grande parte do capital português está no estrangeiro. Quanto menos quizerem do capital estrangeiro, mais o nacional faz o que quer. Precisamos de acordar para não nos afundarmos totalmente.
      O que interessa são companhias com bons fundos económicos, uma boa administração e quando se instala em Portugal ou compra alguma companhia portuguesa, que os nossos responsáveis segurem contratos que não possam pôr pessoal na rua de um dia para outro com as tão conhecidas reestruturações. Isso deve estar seguro por contrato com o que compraram e com os capitais que metem no nosso país. Os chineses compram tudo no estrangeiro mas também deixam comprar lá dentro. O Canada tem lá companhias pequenas, médias e grandes. Os ingleses, alemães também, e os americanos não perdem uma possibilidade, mesmo com todas as restrições. Os franceses até têm latifúndio na China. Puseram-se a plantar vinhas com cepas bem francesas. Qualquer dia aparece no mercado vinho francês de alta gama feito lá e em quantidade. Já não falta muitos anos. Portugal deve valer-se desses capitais estrangeiros porque só vai poder saír pela exportação, pois se não fizer dinheiro, não pode pagar ou acertar as contas do que compra. A exportação sem grandes capitais, hoje não tem futuro. Só para tapar os olhos aos nossos que estão sempre na esperança do melhor. Com estas ou outras palavras, isto é a realidade.
      Toma lá um abraço.

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  6. Depois da troca dos vossos comentários (Chico e Quito), tá tudo dito)
    Nada há a acrescentar.
    Vou dormir porque amanhã vou com a Bota Cansada para uma caminhada às 7H40!!!
    Boa noite e até domingo à tarde

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    1. Faz muito bem Rafael.
      Bom fim de semana.
      Um abraço

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  7. Conversa agradável entre dois natos conversadores....Gostei de vos ler.
    Além dos fantásticos desenhos.
    Beijinho

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    1. A concorrência é um fenómeno exagerado e má quando é enganosa.....

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  8. Olinda
    Quanto à conversa já conheces a "malta" do bairro.
    A concorrência enganosa é péssima. Neste caso não é enganosa pois os custos sao iguais para todos, só que como empresários sentem-se na necessidade de apresentarem o melhor para atraír os papás, se bem que estejam repletos. Só uns tantos têm esta preocupação. Uma questão de mentalidade comercial.

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  9. A publicidade tem de ser cada vez mais criativa para ser apelativa.
    Gostei de ideia, assim os comportamentos sejam correspondentes.

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  10. Tive pena de não poder mostrar o conjunto, Celeste Maria. Não foi possível derivado à folhagem das árvores e dos carros estacionados.
    O infantários, numa porcentagem elevadíssima dão um bom trabalho. Só que a procura é grande pois não têm lugares para todos se bem que estejam sempre a dar alvarás a novos. Agora, até estão a dar cursos a pessoas que desejam manter infantários familiares até seis crianças. De todas as formas têm de ter meios para o desenvolvimento da criança de acordo com a idade que aceitem. Parece que dá um bom resultado.

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