sábado, 25 de setembro de 2010

COMO TE CHAMAS, LINDA FLÔR?

Não quero fazer frente ao Tonito, mas em S. Miguel tirei uma foto a esta flor.
Aceitam-se sugestões para o seu nome.
Ana Roque


Enviada por Ana Roque.


marcadores. Açores, flores



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tonito

Para o caso de dúvidas, aqui fica a máquina fotográfica do J. Leitão sem mostrar o telemóvel.


E para que fique bem claro, aqui fica a minha.

O telemóvel... só quando se me acabam as pilhas.

MOMENTO

Ponte Pedonal,Parque Verde, COIMBRA.
Tonito.

Acima, acima, gageira, ...

Ainda dizem que está tudo na mesma.






























Agora é que dá vontade de andar à vela.

A Da. Miséria passou por mim.

Estava muito bem a tirar uma fotografia, quando comecei a ouvir o cantar das rodas de um carro de mão à distância. Conforme o barulho se aproximava, cada vez mais penetrava nos meus ouvidos, impondo-me a cadência do barulho de um carro de supermercado que vai pesado.

Aproximei-me do passeio e pude ver a Da. Miséria número um levando às costas os seus haveres, aceitando a vida como ela se lhe apresenta, indiferente ao que a rodeava. Os auscultadores nos ouvidos que apanhou ou que alguém lhe deve ter oferecido, a cantarolar e a acompanhar a música com a cabeça. Embrenhada nos seus pensamentos, amorfa ao que a rodeava, numa marcha sem fim, lá seguiu mergulhada numa alegria que só ela é capaz de viver.

OS AMIGOS DA RUA "D"

Uma amizade entre dois amigos da mesma Rua - a rua "D", do nosso Bairro ...
Mas de que é que estes dois gajos se estão rir ? Depois de uma chanfana, bacalhau espiritual e de dois jarros de vinho, a animação era muita. Depois, um queixa-se que tráz a tensão arterial alta, e o outro chora-se que anda com os pés inchados ...
Quito Pereira
(como o blogue há muito que estava parado, decidi empurrar o vagão. Agradeço que não vejam nisto qualquer tipo de protagonismo da minha parte, pois a última postagem já era minha)...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MURMÚRIOS DO TEMPO QUE PASSA ...

Penedo da Saudade ...
É sempre assim na agonia do Verão. Lancei âncora na saudade. Perdido por entre a bruma das minhas memórias, recordo Coimbra. O meu Bairro. A minha juventude. Tudo …
Agora que o meu Tempo se aproxima do Ocaso, desfilam perante mim os actores que, naquela época remota, preencheram o meu universo de infância e juventude. A Palmira leiteira, no seu trôpego andar. O Zé sapateiro, que me feria os sapatos com a ponta de uma sovela. O Albino barbeiro, e o matraquear da tesoura. Tinha dotes de tenor. O Janeiro, que cobrava as quotas de Centro, percorrendo as ruas do bairro de bicicleta, em pedalada ritmada. O Centro, o velho Centro. Os bilhetes para ver a televisão a cinco tostões. A paciência do amigo Donário, para com a clientela tardia.
E é neste desassossego de alma, neste desencontro de emoções, que vou recordando o Campo de Santa Cruz. Os jogos de bola nos feriados das aulas no D. João III. As figuras sinistras do Egídio, do Pratas e do Almeida, contínuos do Liceu, e as suas vozes hostis. Lembro aquelas fardas azuis de botões de lata amarelos, o tilintar das chaves das salas de aula, que ainda me soam aos ouvidos, como se de uma penitenciária se tratasse. Os estalos do Reitor – o Guerra – que comandava o navio, como se de uma nau de forçados se tratasse.
Recordo o dia que parti para a guerra. É na tropa que te fazes Homem – diziam. Mas não. Fizeram de mim um homem de arma na mão, à caça de outros homens. Quiseram fazer de mim um bicho. Não conseguiram. É a minha a medalha reluzente. A minha gargalhada triunfante. Recuso-me a lembrar. Foi há quarenta anos. Obrigado por me terem deixado enterrar esta etapa de um passado medonho.
Um dia, lancei amarras na Beira – Baixa. Foi há vinte anos. Vinte anos é muito tempo. Muitos dias, muitas horas a cantar – diz o Paulo de Carvalho. Assim tem sido. Canto o Hino da Primavera. Canto a Natureza vestida da sua farda de gala. Canto a explosão dos aromas e das cores. Danço ao ritmo dos adufes deste interior profundo. Mas dedilho uma canção do meu berço, quando já sopram os Ventos de Outono. Tomo-me então de saudade, embrulhado na solidão de uma capa negra de Coimbra. O horizonte, que daqui avisto, veste-se agora da cor da nostalgia. Abrigo-me, timidamente, deste Tempo de lamúria. Preparo-me para o fardo que me tolhe os ossos – o General Inverno. E daqui, deste rincão beirão, termino como comecei: “…é sempre assim na agonia do Verão. Lancei âncora na saudade …”
Quito Pereira

Até sempre, companheiro!

Adestrado para lutar pela vida, sempre convivi mal com o espectro da morte: é como se um pouco de mim me deixasse também, quando vejo partir qualquer ser humano, mesmo o doente mais fugaz.

Perder o Pombalinho, não é só perder um amigo, é ver partir alguém de quem andei afastado quarenta anos, mas que representa muito do que sou hoje e considero um dos meus maiores amigos de sempre.

O Pombalinho sempre foi uma força da natureza, dotado dum enorme apego à vida. Depois de ter saído da “sala de chuto” - que foi assim que designou os “cuidados intensivos” a que esteve sujeito – recordo a coragem e a lucidez com que me pediu para ser reintervencionado, numa derradeira iniciativa, desesperada, de adiar por um ou dois anos o fim que se desenhava.

A prática duma medicina moderna, que se baseia em estatísticas e não em pessoas, frustrou essa sua tentativa, que nem era assim tão aérea.

O Pombalinho morreu e, há poucos dias, dirigiu-me um derradeiro abraço. Tenho a certeza que na hora da morte, não quis cruzar um longo e escuro corredor, sem saber que podia contar com o braço, ainda forte, dos amigos de sempre.

Até sempre, companheiro!

Cândido Ferreira

PS: À família um forte abraço e as minhas desculpas por não poder estar presente, ao vosso lado, no funeral, pelas razões que já lhes invoquei.

SÃO MIGUEL....

VIVER

Ontem à tarde tive um encontro casual que deu origem a esta postagem.
Há 17 ou 18 anos,duas amigas minhas foram internadas com o terrível cancro da mama.
No mesmo dia,por casualidade,mais meia dúzia de senhoras teriam conhecido o mesmo destino.
Pouco conhecido é que há homens,poucos,que são apanhados pelo mesmo caranguejo.
Voltando à estorinha...
As minhas amigas tinham idades semelhantes:andavam pelos quarenta e muitos.Nunca tinham tido qualquer problema de saúde.Partos normais e filhos normais.
Uma delas,tinha há pouco mudado para a nova casa:um belíssimo andar na Carlos Seixas,para quem tinha vivido e criado os filhos na velhíssima casa da António José de Almeida.Na garagem da nova casa,para 3 carros,lá ficou o seu velho 4l há muito sem uso:a dona tinha direito a carro de serviço,com motorista,e o marido era um técnico de automóveis,com grande prazer de condução nas "máquinas" dele.
Esta amiga suportou os tratamentos habituais para aquela doença.O diagnóstico,até era favorável.
Mas ela,nada dizendo,sentia que a "coisa" não era assim.
Um dia,já de cabelo crescido,disse ao marido que queria voltar a conduzir(coisa que não fazia há 10 anos).O marido e os mecânicos "deram-lhe" um 4l novo!
Ela deu umas voltas em Coimbra,fez umas idas à Figueira,readquiriu o controle da máquina,e aventurou-se numa visita à família em Trás-os-montes.
Tudo correu bem.Regressou a Coimbra e disse ao marido,e aos filhos,que iria visitar os irmãos no Sul de França.Todos acharam uma brincadeira!
O que é certo é que,dois dias depois,partiu sózinha no seu 4l e esteve duas semanas com irmãos,cunhadas e sobrinhas.Regressada a Coimbra,disse ao marido e aos filhos:"Missão cumprida!Fiquem bem!"
Minutos depois,finou-se.
A outra minha amiga suportou os mesmos tratamentos e,durante algum tempo,dedicou-se à vida doméstica!
Numa de misticismo,ela que sempre foi agnóstica,passou a arranjar suporte de vida nas palavras de um missionário,muito conhecido na época.
Regressou à profissão e trabalhou até à reforma.
Após isso,mudou de actividade e tem tido sucesso.
Quando foi internada,teve prognóstico reservado.
O próprio marido foi informado que ela não resistiria mais que um ano.
Resistiu,felizmente.
Por isso a encontrei ontem,mais a sua neta.
Agarrou-se à vida!
Fotografia rapinada na net.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ANIVERSÁRIO


MARIA ALEXANDRA CONCEIÇÃO FERREIRA


"XANI"

21-09-1949 / 21-09-2010

61 ANOS

"ENCONTRO DE GERAÇÕES"
Envia sinceras felicitações pelo Aniversário

Moradora durante muitos anos no nosso Bairro, reside actualmente na periferia do mesmo.

Como actividade profissional, foi Professora do Ensino Secundário, estando agora Aposentada.

Durante a sua juventude foi atleta de natação sob orientação de seu pai LUIS LOPES DA CONCEIçÃO e mais tarde também monitora desta modalidade!

Casada com João Ferreira(Big John), e como curiosidade "os netos já ganham em número aos filhos por 4 a 3!

Outra faceta interessante na sua vida é uma paixão especial por cães!

Em tempos mais recuados...
Na praia da Tocha...
...um passeio com um dos netos e claro com os cães!

No GEG em Outubro de 2008

Uma saudade...o presente e o futuro!

NOTÍCIA TRISTE


JORGE ALBUQUERQUE ROCHA


POMBALINHO

Faleceu hoje nos Hospitai da Universidade de Coimbra
O seu funeral será 3ª Feira (ver mais em baixo nota da familia)

Para Fonte Angeão- VAGOS
Mais tarde serão dadas mais informações



A família agradece reconhecida todos os comentários já enviados e vem comunicar que o funeral do nosso querido Jorge será 3ªfeira, dia 21, pelas 5h da tarde, em Fonte de Angeão, Vagos.Mais se informa que o corpo sairá em carro fúnebre da Morgue dos HUC na manhã de 3ªfeira, a partir das 9h.


Informação de Tó Ferrão

APELO

TODOS PELA SUSANA

Bons amigos
Como é do vosso conhecimento, a minha sobrinha Susana, filha do meu irmão Zeca, tem uma leucemia linfoblástica aguda, diagnosticada no passado mês de Agosto.

Iniciou desde então ( estamos absolutamente convictos), uma luta contra a doença que irá seguramente vencer.

A Susana vai precisar de fazer um transplante de medula, mas para isso necessita de um dador compatível, o que não é muito fácil de encontrar.

Dar sangue é um acto simples rápido e indolor. É um apelo/pedido que vos faço. O local de recolha pode ser feito nos HUC, no centro de Histocompatibilidade (junto à entrada principal).

Há contudo requisitos a preencher:

Ter entre 18 e 45 anos

Mais de 50 kg e não ter recebido transfusões de sangue após 1980.

Conto convosco. A Susana é o prolongamento natural do pai Zeca. Linda, generosa, amiga, alegre, solidária, e com um sorriso irradiante.

Vai ganhar esta batalha. A família e a grande legião de amigos, vão ajudá-la a ultrapassar esta fase difícil da sua vida.

Um abraço amigo

Tó Ferrão
NOTA ADM: Solicita-se a todos os amigos que têm blogues o favor de divulgar este apelo.

POMBALINHO OUVE....

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

Gostava de informar todos os meus amigos que finalmente vou concretizar um sonho antigo.

Expor os meus trabalhos de pintura em Coimbra, e no nosso Bairro.

Como alguns sabem, andava a ser discutida a possibilidade de uma Exposição de Pintura para a Galeria da Minerva no nosso Bairro e que têm agora já a respectiva data marcada.

Um muito obrigado à Drª. Isabel Garcia e à Minerva por terem acreditado em mim e me terem dado uma oportunidade de concretizar esse meu sonho.

Espero que gostem, e estão desde já convidados a comparecer.

A Inauguração será a 11 de Dezembro de 2010 e manter-se-á até 15 de Janeiro 2011.

A MINHA HOMENAGEM!



Porque não me é possivel estar no funeral do POMBALINHO, quero de uma forma sentida lembrar, como Mentor do Encontro de Gerações, que se realizou em 18 de Outubro de 2008 e que me deu a felicidade de conhecer este amigo, tendo na memória alguns dos episódios que se passaram no "Cavalinho Selvagem", e dos quais resultaram "EM BOA HORA" a sua inscrição no "Encontro de Gerações".
BOA HORA, pois tive assim o previlégio de conhecer um amigo fantástico, afável, cordato!
Lutou contra a doença com todas as suas forças,mas infelizmente a doença venceu-o.
OBRIGADO POMBALINHO PELA HONRA QUE ME DESTE EM PODER SER TEU AMIGO!
DESCANSA EM PAZ
!
Fernando Rafael





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