quarta-feira, 24 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA COIMBRA
ENCONTRO COM A ARTE- POESIA
A Laurinda chegou do lameiro
terça-feira, 23 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - DE COIMBRA PARA O MUNDO
segunda-feira, 22 de março de 2021
ANIVERSÁRIO Dona Rosa Melo Pato
22-03-1929
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
domingo, 21 de março de 2021
DIA MUNDIAL DA POESIA
DA POESIA
Tenho poemas como claridades matinais
Como o nascer do sol
Na bruma equidistante da planície.
Tenho poemas como trovões
Na noite mais inquieta
E mais escura dos teus gestos.
Tenho poemas macios
Como a palavra madura
No contorno dos teus seios.
Tenho poemas que rasgam
Como baioneta em guerra
No bico desta caneta.
O gosto é que manda
Com as palavras que escolho
Nas crinas que se levantam
Pelas brisas encrespadas
Pelas vozes mais secantes
Das tangentes madrugadas.
Ou pelas bocas que beijam
As maresias serenas
Das marés apaixonadas.
António F. Pina
sábado, 20 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - PINCELADAS DO BAIXO MONDEGO
sexta-feira, 19 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA -OUTRO OLHAR SOBRE COIMBRA
quinta-feira, 18 de março de 2021
ALVOR
Da cidade de Lagos à alva praia de Alvor é um tiro de
carabina. Por uma estrada estreita vamos correndo devagar que o trânsito merece
precaução. Ali, do lado direito, encontramos o aeródromo de Portimão, paraíso
de paraquedistas e de pequenos aviões coloridos que nos fazem sonhar com o céu
azul sem limites. Depois, continuando a serpentear por estradas apertadas,
chegamos ao nosso destino – Alvor. Agora que os veraneantes partiram, arrumar o
carro e gozar de uma bela zona pedonal junto da ria de águas serenas e pequenos
barcos de turismo e recreio a balançar ao ritmo do dia calmo. Alguns turistas,
maioritariamente estrangeiros, sentam-se nas mesas debruçadas sobre a ria,
bebendo tranquilamente um café ou um sumo que preencha duas horas de lazer. Ali,
ali ao fundo, é uma zona de restaurantes. Cheira a peixe a ser confecionado em grandes
grelhas, e um enorme bando de gaivotas olha atentamente para o homem que
conhecem e que as costuma presentear com as vísceras do peixe amanhado a servir
aos clientes. As espectativas das aves não são em vão e um balde de tripas é
lançado para um terreiro junto à ria. Sentado num degrau de pedra, vou olhando
aquele festim e divirto-me com a algazarra das gaivotas que, em menos de nada,
comem o manjar que lhes foi oferecido. Depois, seguir rua acima. Olhar os
restaurantes vazios e ali, no meio daquela ladeira, um bar aberto sem clientes.
É escuro como negro é o avental de um homem alto que vai varrendo o chão de
sobrado, absorto a olhar para a vassoura. Naquela rua tudo seria silêncio, não
fosse de um dos restaurantes ouvir-se em alto registo o som dos Pink Floyd na
tentativa de chamar a clientela. Num cruzamento de ruas fico parado e vou avaliando
o ambiente. Acolá, o aglomerado de gente é maior e tenho alguma sensação de
insegurança. Rodopio e regresso ladeira abaixo ao encontro de amigos. Numa mesa
e a quatro, saboreámos o bom peixe que nos afirmam ser do mar e não de viveiro.
E para o degustar, nada como o som de um acordéon que vai alegrando as mesas
dos veraneantes. E não faltou uma referência musical à Beira Baixa e a Castelo
Branco, com aquela máxima popular de que quem viveu na urbe albicastrense não é
feliz noutra terra - talvez. Pelo menos o ilustre Amato Lusitano assinaria por
baixo o amor a essa bela cidade na rota raiana.
Kito Pereira
Cidade de Lagos, 12 de outubro de 2020
quarta-feira, 17 de março de 2021
ANIVERSÁRIO José Alvim
segunda-feira, 15 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - Pintura
domingo, 14 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - COIMBRA NOTURNA
sábado, 13 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA TORRE UC
sexta-feira, 12 de março de 2021
BOM DIA NOS DÊ DEUS
Bom dia nos dê Deus.
Era assim a saudação matinal em cada encontro pela aldeia, só depois se trocavam umas palavras consoante a maior ou menor intimidade ou a pressa com que se ia.
No Verão, que os dias eram grandes, era quando havia menos tempo para conversar, a não ser na faina, que se fazia em comum, mas a azáfama era sempre tanta que nem dava para uma verdadeira conversa.
Naqueles longos serões de Inverno, isso sim é que eram longos "convesares". Depois da ceia, arredada a mesa, arrumada a loiça à luz do candeeiro, fiava-se o linho, tricotavam-se as meias e camisolas, degranava-se o milho, escolhiam-se os cornachos ao centeio... enquanto se contavam histórias e contos, se falava das dificuldades da vida, se davam e ouviam conselhos, se lembravam tarefas a cumprir e se recordavam os entes passados. Por eles se diziam orações e se rezava o terço com a meditação de mistério em mistério.
Aos domingos como não se devia trabalhar era dia de jogar às cartas, fazer dobras ou desenhos com um fio de lã ou guita a passar das mãos de um para outro, jogávamos à sardinha, a dizer lenga-lengas, adivinhas e provérbios.. e os serões não eram mais longos porque tinha que se poupar lenha não fosse acabar antes de findarem os dias de caramelo, assim como o petróleo do candeeiro que nem sempre havia moedas para se ir comprar. Até porque, se o lume tinha boa chama, baixava-se bem a torcida do candeeiro para poupar gastos. Nas casa mais pobrezinhas ( de autêntica miséria) e eram muitas, usava-se apenas a candeia para quebrar o escurecer do dia e eram bem mais curtos os serões. Se não fossem os verdadeiros afectos que uniam a nossa gente, quantas velhinhas viúvas, quantas pessoas doentes, morreriam à fome e ao frio! Mas tantas vezes ouvia dizer "quem menos tem é quem mais dá." Ou "quem dá, sempre tem".
Georgina Ferro
quarta-feira, 10 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - COIMBRA-CHOUPALINHO
terça-feira, 9 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA -TURISMO UNIVERSIDADE DE COIMBRA-PAÇOS DAS ESCOLAS
segunda-feira, 8 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA COIMBRA E RIO MONDEGO E SEU ANTIGO AREAL (BASÓFIAS!
domingo, 7 de março de 2021
LEVASTE A CHUVA NOS BOLSOS...
LEVASTE A CHUVA NOS
BOLSOS …
Numa manhã de maio partiste para o Sono Eterno. Mereces esse
sono reparador pela tua alma inquieta e inconformada. Viveste num planeta que
não era o teu e numa galáxia que não era a tua, aprisionado pelas grilhetas de
uma sociedade que não te compreendia nem
te compreende. Vestiste na vida o preto carregado do luto. O luto do teu ser
atormentado. Derramaste pelos livros de poesia que escreveste o sentir da tua
rima negra. O desencanto e a descrença que se visitam e revisitam página a
página naquele labirinto de emoções pardas em que nos perdemos como náufragos
na procura de um porto de abrigo que não vislumbramos. Morremos contigo e
sentimo-nos levados pela tua mão pela diáspora do Universo e do Eterno.
Não te conheci nesta vida José António, mas queria. Queria
muito. Queria falar-te do teu pai. Queria dizer-te quanto ele significou na
minha infância Choupalina. Queria envolver-te a ti e a ele num abraço fraterno.
Mas sei que é impossível, pois tal como tu também ele partiu. Partiu cedo
quando ainda muito tinha a esperar da vida. Afinal a morte dos homens comuns, que
partem anónimos no rasto da cauda luminosa de um cometa. Mas tu Zé António, nunca
viveste amarrado ao cais da nossa existência opaca. Apenas emprestaste a este
mundo o corpo que assinalava a tua presença física, passeando por aí absorto e
ausente, trazendo contigo a chuva nos bolsos. Porque o teu espírito e a tua
alma nunca pisaram esta nau terrena do conformismo do nosso penar. A chuva que
levaste nos bolsos, talvez seja uma fonte de lágrimas. Lágrimas da tua
impotência em mudar o mundo, de vivermos em sociedade nas asas de um sonho
sempre inacabado. Sabes – ou talvez não
– quanto a tua família honrada e leal significou no meu passado remoto. Talvez
por isso, quando te li e reli, senti a necessidade de falar contigo estejas
onde estiveres. Foste para mim uma grande surpresa na genialidade da tua poesia.
O Cantar de um Homem culto e superior, desenraizado e distante, que é só
privilégio de todos os pensadores geniais. E que melhor forma terei para te
homenagear, do que navegar nessa barca de desconforto e de solidão interior,
remando contigo no alvoroço das tuas palavras cor da cinza - “ são horas de me
erguer e caminhar fora do túmulo das palavras no segredo desse lugar único em
que a escuridão da noite parece eterna claridade”.
Abraço – te, José António.
Kito Pereira
sábado, 6 de março de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA-- Vista de Coimbra
sexta-feira, 5 de março de 2021
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS -LAVADEIRAS DO MONDEGO- COIMBRA
quinta-feira, 4 de março de 2021
ANIVERSÁRIO Rui Barreiros
04-03-1946
Nesta data especial...
"Encontro de gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
quarta-feira, 3 de março de 2021
BORDA D´ÁGUA
1950 Novembro
O Borda d'Água, sim o Borda d'Água, ainda não havia televisão, ou rádio, nem sequer havia electricidade lá na aldeia, mas esse boletim anunciava fortes tempestades de vento, granizo e trovoada.
O ti Ferreira já fora ver as previsões, mas tinha uma encomenda para entrega e não podia falhar pois dera a sua palavra de honra ao comprador.
Depois do mata-bicho foi ter com a Felisbela do ti Júlio e com o Lau do ti Diamantino, com 10 e 11anos, respectivamente, e disse-lhes onde estavam os carregos para levarem. Ele iria à frente, se avistasse a guarda ou os carabineiros, voltaria atrás para os avisar. Tinham de ir pelo moinho do prado castelhano e descerem dali para Navas Frias. Era bem mais longe mas era mais fácil.
_ Levem a samarra e o xale de lã, não se esqueçam!...- pediu-lhes. - Cuidado com as escorregadelas! Se houver muitos trovões não se quedem debaixo dos carvalhos!
_ Sim, senhor!
_ Se virem a guarda escondam o carrego e continuem a andar com se fossem buscar as vacas ao lameiro, está bem?
_ Sim, senhor.
O ti Ferreira partiu e os garotos meteram um codorno de pão às bocas e foram em busca dos sacos do café para abalarem.
Ainda estavam a avaliar o peso da carga e já se ouvia o primeiro estrondo da tempestade que se avizinhava. A Felisbela tremia de medo, mas a mãe estava com as maleitas e não tinham dinheiro para os remédios. Ganhou alento, pôs a saca de sarapilheira às costas, cobriu-a com o xale. O Lau imitou-a e vestiu a velha samarra do avô, sobre o talego do contrabando, pôs a sua boina negra, puxou melhor os calcanhares das alpargatas e saíram. À porta, psignaram-se e, lado a lado, lá foram.
Os relâmpagos faíscavam o céu e o tremendo estrondo não durava muitos segundos a estremecer toda a terra.
As duas crianças caminhavam contra a força do vento, do terror e do peso das cargas e das roupas encharcadas.
No prado Castelhano, o Lau deu uma escorregadela pela laje abaixo e foi estatelar-se lá no fundo onde o regato se transformara em Ribeiro com velocidade louca. A Felisbela aventou-lhe um Ramalho. Mas nem ele se conseguia agarrar nem ela tinha força para o puxar. Deram gritos alucinantes de desespero e terror. E sem esperança já se entregavam à morte quando o tio António chegou com o seu cavalo e cordas.
No moinho havia um lumezito com as brasas mortiças e um tição quase apagado. O tio António trouxe mais umas pinhas que depressa se puseram a crepitar com as chamas a bailar ao ritmo da mó.
Os catraios continuavam a tremer...
Ao canto do lume uma velha cafeteira azul de esmalte começou a fumegar.
O moleiro pegou nas duas malgas que lá tinha e foi lavá-las com a água da chuva. Pegou num punhado de erva-de-São Roberto e atirou-o para a cafeteira. Procurou um poquenino de açúcar no fundo do açucareiro, mas não havia. Lembrou-se que tinha um frasco de geleia de marmelo e foi buscá-lo.
Os garotos não paravam de tremer e de espirrar, mas ali não havia roupa seca para vestirem. O tio António lembrou-se dos alforges do cavalo e da manta de trapos com que nos dias muito frios tapava a porta pelo lado de dentro....
Georgina Ferro
terça-feira, 2 de março de 2021
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS
-Urinol
-Casa do funcionário que mudava as agulhas para os elétricos mudarem de direcção
-
Duas fotos enviadas por António Simões, morador no Bairro
segunda-feira, 1 de março de 2021
REVISTA DE IMPRENSA - JORNAL DA BAIRRADA(MUSEU DE ARTE DOADO POR DR CANDIDO FERREIRA, MÉDICO E ESCRITOR NATURAL DE FEBRES)
domingo, 28 de fevereiro de 2021
ANIVERSÁRIO Zé Afonso
28-02-1943
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
ANIVERSÁRIO Milita Ferreira
MILITA
28-02-1946
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
sábado, 27 de fevereiro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA -COIMBRA MODERNA
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
ANIVERSÁRIO
BOBBYZÉ
26-02-1948
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES ! PARABÉNS!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
INTERLÚDIO MUSICAL Joe Cocker - With A Little Help From My Friends
ANIVERSÁRIO
25-02-1961
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
Tuna no Restaurante de São Pedro CorvalAdega do Cachete-Alentejo
ANIVERSÁRIO Maria Jesus Neves
MARICOTA
24-02- 1948
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES! PARABÉNS!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
André Rieu - A Loja Do Mestre André (live in Lisbon)
ANIVERSÁRIO - Zé Santos Bento
23-02-1945
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
ANIVERSÁRIO - Laura Sarmento
23-02-1962
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
domingo, 21 de fevereiro de 2021
IR Á GUERRA...PARTI E VOLTEI...Tento cumprir as instruções governamentais de ficar em casa no meu estatuto de reformado.
IR À GUERRA …
Um dia parti e um dia voltei. Voltei da guerra e vim são e
salvo. Agora regressei de novo à guerra. Tenho a desvantagem de não conhecer o
inimigo e desconfio em cada esquina do meu semelhante que se cruza comigo. Tento
cumprir as instruções governamentais de ficar em casa no meu estatuto de
reformado. Mas as necessidades mais básicas como a alimentação e medicamentos,
fazem-me pisar o campo de batalha. Tal como os lobos que descem ao povoado na
procura de comida, é preciso partir. Como outrora eu ajustava as cartucheiras,
a ração de combate e a metralhadora, agora ajusto a máscara, ponho os óculos na
cara e calço umas luvas descartáveis. Meto o carro no subterrâneo do
Supermercado. Entro no elevador e toco no botão com a ponta da chave do
automóvel. Depois, pego num carrinho para acomodar as compras e começa o
pesadelo. Mas onde raio encontro a embalagem da manteiga magra? Eu ia jurar que
os ovos estavam ali !!!
- Óh menina … desculpe … onde é que eu posso encontrar um
pacote de arroz “Carolino” ?
- Olhe, o Senhor vai por este corredor, depois vira à
esquerda, depois à direita e 10 metros à frente, outra vez do lado esquerdo
encontra a prateleira dos “arrozes”.
E o caminhante que sou eu, lá vai a empurrar o carro das
compras com cara de penitência. Maldita lista de compras que nunca mais acaba,
ainda me falta a prateleira das hortaliças mas eu desconfio que sei onde é e
até acertei, estou orgulhoso comigo mesmo.
- Óh menina …desculpe … onde posso pesar esta curjete ?
- O Senhor esta confundido, isso não é uma curjete é um
pepino …
E agora … como encontrar os sumos de laranja do Algarve?
- Óh menina … desculpe … onde é que eu posso encontrar os
sumos de laranja do Algarve?
- Óh Senhor … olhe-os aí mesmo em frente do seu nariz…
Resmungo, ajeito a
máscara no nariz e prossigo a Via Sacra. Caraças, que isto agora vai complicar
– se ainda mais. Eu sei lá onde é que estão os rolos de papel higiénico e o
detergente para a máquina de lavar louça???!!!.
- Óh menina … desculpe … onde é que eu posso encontrar o
papel higiénico?
- Olhe, aqui não de certeza, que o Senhor que está encostado
à vitrina dos congelados …
- Então e o detergente da loiça ? …
- Olhe é exatamente no sítio oposto, tem que ir ao outro lado
do supermercado...
E isto tem tudo para continuar a correr mal e acho que nem
com uma bússola encontro a lixivia. Admito que estou esgotado, levo o carro das
compras numa correria, pago a mercadoria à pressa à menina vestida de verde que
é muito simpática e desço ao subterrâneo na procura do meu meio de transporte.
Atiro com as compras para o porta – bagagens e confiro o papel amarrotado que
tiro do fundo do bolso das calças e que me foi dado em casa e … upssss …
esqueci -me dos iogurtes e do queijo fatiado !!!
Kito Pereira
sábado, 20 de fevereiro de 2021
ANIVERSÁRIO - Jean-Yves Soguet
JEAN-YVES SOGUET
20-02-1947
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
JOYEUX ANNIVERSAIRE!
PARABÉNS!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE- FOTOGRAFIA - COIMBRA-PARQUE DA CIDADE
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
DIA CINZENTO
Também gosto de um dia cinzento. Daqueles em que não preciso de sair à rua, não preciso de olhar constantemente os ponteiros do relógio, nem de me preocupar com o pão fresco... Como é bom ter o lume aceso, ter pó de café para pôr na cafeteira que fumega, pão endurecido para espetar no garfo e torrar ao calor das brasas!
Agora, por falta de agilidade das mãos, já não dá para fazer
mais umas luvas de cinco agulhas para oferecer aos netinhos, nem para tricotar
uma nova camisola; também já não tenho a tia para me levar ao tear, senão ia
cortar tiras de tanta roupa gasta... Pronto, este dia cinzento vai ser
deliciosamente vivido! Em vez de lareira, tenho braseira eléctrica no estrado
da camilha, a cafeteira expresso espuma a chávena de café, a torradeira solta torradas
amarelas e quentinhas e eu, se já não seguro tão bem como antes a caneta, posso
teclar as palavras no computador ou folhear aquele livro que tanto gosto de
ler... Posso encostar a testa à vidraça e, de chávena, na mão a perfumar o ar,
posso olhar aquele tempo de menina a correr para a escola de saquinho de livros
a tiracolo sobre a bata branca e um caldeirinho de brasas suspenso das mãos.
Aquele caldeirinho feito duma grande lata de atum presa por um arame aos dois
furinhos que o tio lhe fizera... Também posso ver os perus da ti Laura a correr
ao meu encontro para me picarem e eu a correr a chamar-lhes feios...; Ver a ti
Zefa a descer as escaleiras com a vianda pronta para dar ao marrano guardado na
cortelha... Ai!, como é bom viver este meu dia cinzento, de chuva e de
lembranças!...
Georgina Ferro
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
COIMBRA- PÁTIO DAS ESCOLAS-TURISMO UNIVERSIDADE DE COIMBRA
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
ANIVERSÁRIO Ana Maria Pera Roque
15-02-1947
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
domingo, 14 de fevereiro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - POESIA
A CASA
Na casa em forma de coração não há teto nem chão.
O vento vindo de Espanha passa,
Não há janela nem vidraça.
A parede fecha-se do lado norte
Qual barreira contra o vento forte.
Na casa em forma de coração não teto nem chão.
A varanda abre-se ao sol e ao sul
Mostrando os campos verdes e o paúl.
A oeste ergue-se o granito imponente
Nas paredes escorrem lendas da gente.
Na casa em forma de coração não há teto nem chão.
Há muito esvoaçaram cortinas,
Noites passaram e manhãs de neblinas,
Na pedra ficaram gravados tempos e memórias
Que vou desfiando e acrescentando estórias.
Na casa em forma de coração não há teto nem chão!
Yasmine Koute(Guilhermina Leão)
sábado, 13 de fevereiro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA - TURISMO UNIVERSIDADE DE COIMBRA
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
ANIVERSÁRIO Carlos Costa Freire
CARLOS COSTA FREIRE
12-02-1949
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
COIMBRA DE OUTROS TEMPOS Comb´pio da Lousã
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
O TI´JOÃO Texto de Kito Pereira
O TI´ JOÃO …
- Amanhã, no Ladoeiro, vamos entrar a todo o gás e arrasamos
com a concorrência …
E eu, já na soleira da porta, lá lhe ia dizendo:
- Pois amigo João, com a “Dança da Tranca” vamos rebentar com
eles …
Então ele ria e eu a acenar - lhe partia …
Quito Pereira
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
ANIVERSÁRIO Vasco Águas
09-02-1945
Nesta data especial...
"Encontro de Gerações" deseja
MUITAS FELICIDADES!
PARABÉNS!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
ENCONTRO COM A ARTE - FOTOGRAFIA Coimbra preto e branco
domingo, 7 de fevereiro de 2021
AMOLA TESOURAS-Texto de Georgina Ferro
O amola tesouras
Hoje está um vendaval e chuvada que mais parecem de plena invernia!
E lá vou eu para os tempos de antanho e para aquela aldeia raiana da Beira Alta onde havia muito cansaço, preocupação em granjear o pão de cada dia, tarefas intermináveis ao longo de todo o ano, tendo sempre o seu fulcro na cozinha, ao redor da lareira.
Num dia assim, como o de hoje, ventoso e a acarretar cordas grossas de chuva, o capador, ou seja o amola-tesouras, para descanso dos garotos que fugiam dele a sete-pés, sabe-se lá porquê, parou de andar rua abaixo rua acima com o carrinho de madeira e rodas de bicicleta, onde acarretava a roda de afiar as facas para as matanças.
Enfiou-se na gruta da árvore frondosa, que já não existe, mas que eu juro a pés-juntos existia a uns metros da entrada principal da igreja, onde poisou o seu banco de meia lua tripé, tapou-se com uma saca de serapilheira, para não ficar “arreganhado”, (é que ainda não havia plástico para o proteger), e vá de “curar” as varetas dos muitos guarda-chuvas que se haviam voltado e entortado com o vento, ou fazer delas, se já não tivessem conserto, um jogo de cinco agulhas para fazer as meias de algodão.
O ti João Reino, o meu vizinho de coração de oiro, não se conteve e foi chamá-lo para debaixo da "alpendrada" da lenha, pois sempre seria menos desconfortável.
Depois foi um corropio de gente, garotas, mulheres, homens..., nada de rapazitos, a esses ninguém lhes punha a vista em cima, enquanto o capador andasse por ali!. Vinham trazer-lhe mais e mais serviço, é que, para além de capador, amolador, consertador de guarda-chuvas também “gateava” peças de loiça, que por serem muito caras, não se podiam deitar fora só por terem uma ou duas rachadelas: ora eram travessas do serviço, ou o penico da mesinha de cabeceira, a caneca do vinho, o prato grande do arroz doce...que ele costurava com arame depois de ajustar bem cada caco, com cola que apanhava do tonco de algumas árvores.
E, nessa noite não arredou pé lá do curral! Para maior castigo os caminhos ficaram intransitáveis e, na maior parte lembravam mais pequenos ribeiros do que caminhos de regresso a casa.
Ai, ai!, estou a mentir, porque ele teve de se abrigar na loja das vacas, depois de ter ajudado a cavar uma vala funda para a água correr à volta das paredes da casa....
Georgina Ferro
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
FOTOS DE ARQUIVO PARA MAIS TARDE RECORDAR...ACADÉMICA DE COIMBRA - FUTEBOL
De é: Branco, Prates, Brás, Diogo, Hipólito e Azeredo
à frente: Melo, Pacheco Nobre, Garção, Nana e Bentes
Enviado por Alfredo Moreirinhas
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
SÓ FICAVA O FURO... TEXTO DO PROFESSOR ANTONINO SILVA
Só ficava o furo
O que têm a ver as caminhadas, a tragédia de Beirute e o blog de viagens do Sapo?
Li isto algures e não conseguirei citar, mas a ideia principal era esta: nas redes sociais (destacando-se o facebook), a população mundial que partilha esta rede está apenas a quatro cliques de amizade. Quer isto dizer que, quando consultamos os amigos de um amigo nosso e depois continuamos e fazer o mesmo a cada um dos amigos desse amigo do nosso amigo, ao fim de quatro pesquisas teríamos descoberto todos os usuários desta rede. Porém, atente-se, seria necessário voltar atrás e fazer sempre o mesmo por cada pessoa, uma vez que as redes de amigos se constituem em expoente variável, sendo muitos deles elevados a cinco mil (o número máximo de amigos). Assustador, não é? Contudo, como o povo diz, as palavras são como as cerejas e isto anda tudo ligado.
Se dúvidas houvesse, os episódios vêm confirmar esta visão metassistémica do universo sem necessidade de entrarmos em fatalismos ou teorias da borboleta. Este, em particular, é muito recente e relaciona-se com as atividades de caminhada que tanto me agradam e tantos amigos me granjearam.
A barragem do Varosa, em Lamego, tornou-se famosa recentemente nos grupos de caminhadas depois de um artigo no blog de viagens do Sapo, porque apresenta, na margem esquerda, já a jusante do paredão, uma escada mítica, com 360 degraus, que confere ao cenário um foco de atração para caminheiros, e não só. A barragem não é muito extensa nem muito alta (tem 213 metros de comprimento no coroamento e 76 metros de altura acima do terreno natural), mas surge encaixada numa garganta que lhe dá um fascínio natural, principalmente se a observarmos do leito do rio, do lado de Sande. Na década de 30 tinha-se iniciado a construção e, apesar de em 1936 já estar em funcionamento, só em 1976 é que a EDP começou a tirar o máximo proveito, depois da construção dos tubos adutores e da central elétrica adjacente.
Ao comentar os planos de abordagem a este espaço numa caminhada futura, um ancião de 96 anos, que me ouvia, recordou-se da sua contribuição para a construção, ainda rapaz imberbe.
Os subempreiteiros da obra não eram, propriamente, pessoas de escrúpulos e, em busca de um maior lucro, procuravam expedientes, sendo o mais recorrente a procura de explosivos mais baratos. Como o controlo estatal era remoto, por cada tonelada de pólvora legalmente adquirida, compravam outra tanta em mercados paralelos, a preços muito mais acessíveis. Contudo, havia sempre um risco enorme de a GNR descobrir este tipo de tráfico e levar de cana fornecedores e compradores.
Ora o pai desse jovem tinha um caseiro na Quinta das Torres que juntava aos rendimentos da terra os lucros do seu engenhoso sistema de fazer pólvora negra. Em vez de usar o nitrato de amónia para adubos, como seria de esperar, preferia usá-lo para misturar carvão moído e outros produtos acessíveis para fazer pólvora, que vendia a bom preço para a barragem. Esse caseiro contratava o filho do dono da quinta para levar, semanalmente, um lote de 25 quilos e, juntamente com o que ele levaria, dava para fornecer a meia centena de quilos que tinha acordado com os subempreiteiros. Esse filho do patrão é agora a pessoa que me conta a história.
De Moimentinha até Balsemão, os carregos tinham de ser discretamente transportados, às costas, dentro de taleigas de farinha, envoltas em sacos de serapilheira. Aproveitam-se os dias de mercado (as quintas-feiras) para, disfarçadamente, seguirem como mercadores de batatas ou algo parecido, por caminhos escusos e atravessando o rio a vau. Mas as coisas podiam correr mal, se os guardas se mostrassem mais curiosos ou desconfiados do que o costume. E isso atormentava o cachopo, que questionava o João Luís sobre esse risco e como conseguiriam não bater com os costados na prisão.
Então, muito pausadamente, o adulto explicava-lhe que cada saco tinha um buraco bem largo no fundo e se a guarda se aproximasse, bastaria puxar um atilho, que ele se abriria, deixando cair o pó à medida que avançavam. Assim, a prova ia com o vento.
E terminava a preleção com uma frase lapidar: - E reza a Deus para que o guarda não esteja a fumar!
Antonino Silva











































