sexta-feira, 21 de junho de 2013

Frescura

17 comentários:

  1. O verde...a paisagem...o sossego, contrastam com o que se vive, actualmente, neste cantinho à beira mar plantado!? Parabéns pela bela fotografia!!!

    ResponderEliminar
  2. Boa fotografia, num bonito recanto de frescura . Talvez um local onde vive gente mais abastada, será?
    Bom fim de semana, Chico ...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Trata-se de uma casa nornal, composta de cave, r/c e primeiro andar, como tantas outras. De notar que no geral estas casas não são como as do bairro, quero dizer: aí uma casa correspnde a uma habitacão mesmo que o edifício seja geminado. Neste caso pode-se ver o r/c só com uma entrada mas depois de passar a porta, pode haver um hall e uma porta para cada lado. Nesse caso o hall servirá como mudança de temperatura no inverno, ir-se tirando a roupa e muitos até deixam lá as botas e os sapatos para quando saírem. Não têm problemas pois 95% não engraxam os sapatos e não roubam uns ou outros. Aqui o r/c é habitualmente do senhorio, assim como a maior parte da cave incluindo a garagem. O primeiro andar, é alugado. A cave tem muitas vezes ainda um quartinho, por vezes dois, com Kitchnet e casa de banho com saída para a rua, que alugam. Quem mais aluga a cave, é a terceira idade, fanmílias monoparentais e os estudantes, estes menos. Todos se queixam mas os pais têm dinheiro, ou as bolsas de estudo dão para se juntarem dois ou três numa casa normal. O jardim é que a nossos olhos a valoriza imenso e isso depende do gosto do proprietário. Muitos plantam árvores altas porque dá frescura no verão e no inverno corta os ventos. Há belíssimas casas com jardins mal tratados para não chamar o pessoal "bem intencionado". A água é barata e podem ser regados todos os dias.

      Eliminar
  3. Um verde que inspira esperança e sossego!
    Oxalá que assim continue porque os ventos que estão soprando por toda a parte são de desesperança!
    Bom fim de semana!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Rafael


      É qualquer coisa de fantástico viver-se com o verde continuamente, além das flôres e dos troncos das árvores que cortam a monotonia da nossa visão. Faz muito bem ao stress.
      Aqui há uma certa esperança mas com uma expectativa que se vai degradando, pois vamos a ver como os americanos daqui de baixo vão continuar a lidar com o problema económico.
      Aí, ainda não nos libertámos do passado aonde as posições contra quem toda a gente falava, continua com outros que falaram mas adaptaram-se muito bem. Assim, se um gigante adamastor fôr preso, convidam-no a apresentar-sa na esquadra, metem-no numa cela ou antes um quarto com a porta aberta porque o Senhor até é "honesto" e tem influências, etc.
      Como viram na tv a prisão do presidente da cãmara de Montreal, só tenho pena de não ter podido mostrar há mais tempo no blogue com outros casos. Por estes lados saem de casa algemados às cinco da manhã para não terem tempo de acordarem, entram no carro debaixo do metralhar de fotógrafos, acontece o mesmo à porta da esquadra e do tribunal. Quando saem do tribunal com ordens do juiz de se aprentarem noutro dia, são acompanhado pela segurança até ao passeio e daí para a frente, com os médias de todos os tipos por todos os lados e com todas as máquinas que às vezes magoam, num acto heroico lá vai ziguezaguendo para entrar o carro ou o taxi que chamou, pois no carro dele não é aconselhável. Essa parte faz-me lembrar muito os árbitros na escada do Santa Cruz de forma mais modesta, só que esses não roubavam o nosso bolso. As influências desaparecem e os "amigos" afastam-se pois nem se querem meter nisso. Vejam lá, jamais iriam pensar que ele era capaz de se meter em problemas desses. Só que por vezes,como aconteceu no caso acima descrito, depois também recebem a visita amigável da polícia à mesma hora. Neste momento, com tudo o que tem acontecido, muitos são capazes de nem dormirem.
      Gostei que tivesse saído aí na tv, para não haver dúvidas que eu até dilate um "pouco"... e verem que o que digo daqui é a realidade.
      Bom fim de semana.

      Eliminar
  4. Toda esta "verdura" transmite a ideia, tal como diz o Quito, que se tratará de uma zona onde vive gente mais abastada.
    Pelo último comentário do Chico, percebe-se que não é bem assim. Os mais abastados serão os senhorios...

    A despropósito:
    Consta por cá que o presidente da Câmara de Montreal está à "sombra", não da verdura mas dos calabouços policiais.
    É verdade, Chico?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Carlos Viana

      As zonas caras por aqui são as cidades de Westmount, Hampstead e na Montanha, que fazem parte de Montreal. Para que essas pessoas vivam mais ou menos descansadas, andam sempre carros de companhias de segurança a tentarem guardar a zona. Hampstead tem a sua própria segurança.
      Habitualmente os mais abastados são os senhorios mas em muitos casos até nem são. Muitas pessoas com belíssimos ordenados ou filhos de pessoas bem assentes nesta floresta, habitam em casas alugadas.
      Quanto ao ex-presidente da Câmara de Montreal, já não está preso pois como todos os outros presos foi apresentado ao juíz dentro de poucas horas, uma vez que são inocentes até prova em contrário. O juiz marcou-lhe a data de julgamento com condições restritivas e promessa de comparecer na data prevista, como com qualquer outro preso que não mostre risco de fuga. Ainda hoje tentou que as suas condições de liberdade condicional fossem aligeiradas mas não conseguiu. Pelo que vi, vai bem de saúde.

      Eliminar
    2. Obrigado, Chico Torreira.
      Fiquei melhor informado.

      Eliminar
  5. Respostas
    1. Olinda
      Por aqui há uns tantos modelos de casa básicos e esta é gira. Muitas vezes para saír mais barato, o aquitecto desenhou a primeira casa da rua e as restantes ficam todas mais ou menos iguais, isto, nas de dois e três pisos. O que as diferencía, são os jardins.

      Eliminar
  6. Para além de fresco é um bonito recanto para se viver.
    Qualidade de vida é isto...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É isso mesmo, Rui Felício. É por isso que no meu blogue dou essencialmente a conhecer as vivências. Neste caso é mais um espectáculo que não se paga, só que este é no dia a dia.

      Eliminar
  7. Celeste Maria

    Há aqui jardins que bem davam para postais ilustrados. Muitos são tratados pelos paisagistas mas outros são os própios donos que os vão mantendo. A Mulher inglesa gosta muito de ir dando umas mexidas nos jardins durante o dia. Vale a pena dar uma volta.
    Bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  8. Vi este género de casas e jardins que muito me agradaram! Até podem não ser pessoas muito endinheiradas, mas o cuidado que têm com os espaços envolventes às suas casas, dá logo um belíssimo aspecto!

    ResponderEliminar
  9. Moreirinhas
    Se tirarmos a baixa e a zona envolvente, assim como uma área a leste, Montreal é um jardim.
    Quanto aos endinheirados, derivado aos sistemas de empréstimo daqui, há casais em que vivendo os dois com o ordenado mínimo, compram casas como todos os outros. O problema é os sacrifícios que estão sujeitos a suportar económicamente e aos inquilinos que venham a ter. Se os inquilinos que não se podem escolher por causa dos direitos humanos forem bons, as rendas pagam-lhe a hipoteca e as taxas. Se forem maus, fazem barulho de manhã à noite, abrem-lhe buracos nas paredes, enchem-lhe a casa de água originando reparações, entopem-lhes os canos, partem-lhes portas e janlas, etc, etc. Levá-los a tribunal próprio para estas situações leva tempo a ser ouvido, a casa fica estragada e o senhorio doente. Muitas vezes, quando isso acontece, desfalcados de dinheiro, acabam por venderem as casas.
    No que respeita à casa que vemos, o senhorio tanto pode ser o primeiro como o quinto pois até há pouco tempo as casas vendiam-se com uma facilidade extraordinária. Agora também se vendem mas já não é como dantes.
    Derivado ao sistema que falei, se tudo corre bem, é mais fácil ter-se de pagar uma casa de dois ou três andares que uma casa familiar, isolada. Esta ninguém ajuda a pagar.
    Por outro lado nem todos arriscavam pois além do que já falei há a considerar que os empregos aqui nunca foram à vida. Uma pessoa está sujeita a perder o emprego pelos mais variados motivos sem pré-aviso, como também pode dizer adeus ao patrão no momento que desejar, isto a todos os níveis excepto os que assinaram contratos, o que não é muito usado.
    Quando a despedimentos, quando o empregado chegava ao trabalho, qualquer que fôsse a sua categoria diziam-lhe para ir directamente ao serviço de pessoal ou à direcção, ou à reunião de sócios e assim de acordo com as funções que desempenhava, era informado que não precisavam mais dos seus serviços, o que ia receber e já não voltava ao local de trabalho para não criar mau ambiente. Se tinha os seus haveres na secretária ou no posto de trabalho, estava tudo ao lado dentro de uma caixa no momento da conversa. Hoje, isto já não é bem assim pois o pessoal tem os meios de comunicação social e tal perdeu a sua razão de ser.
    É uma insegurança que levou muitos a preferirem pensar na reforma que numa casa. Fazem a vida que querem, vão aonde querem, distracções desde jovens, turismo que começam muito novos, desportos, etc e ninguém sabe da sua vida.
    Quanto a segurança pública, também há diferenças. Comos as ruas são muito longas, de vários kms, uma zona de rua que hoje é boa, amanhã pode ser de alto risco. De pende dos novos inquilinos. Há ainda muito para dizer mas o essencial, está dentro destas linhas.

    ResponderEliminar